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Posts na categoria "ArqSC"

Conteúdo inspirador nas diversas plataformas de atuação

13 de janeiro de 2017 0

O blog do programa Missão Casa anda desatualizado. Peço desculpas a todos que nos acompanham pela falta de informação. É que no ano passado assumi como publisher do portal ArqSC, um novo projeto e marca que envolve 3 eixos: o digital, eventos físicos e o anuário de arquitetura impresso, que está na 9ª edição. Por isso, me dediquei ao conteúdo do portal e deixei de lado o blog do programa, publicando apenas o  assunto abordado nos dias em que o programa ia ao ar.

Em 2016, fizemos uma temporada muito bacana, com matérias legais de projetos, jeitos de morar e entrevistas, além de veiculação de vídeos do projeto Ocupação Artigas, do Itaú Cultural, com trechos do documentário “Vilanova Artigas: o Arquiteto e a Luz”, direção de Laura Artigas e Pedro Gorski. A Olé Produções autorizou a veiculação dos vídeos. Foram alguns meses de programas inéditos no ar e depois uma seleção de reportagens que estão sendo reapresentadas, matérias atemporais que podem ser assistidas a qualquer momento pelo seu conteúdo inspirador.

Convido a todos para conhecerem o portal ArqSC e nos ajudarem a construir o conteúdo relacionado a arquitetura, interiores, design e arte. Passa lá em me conta o que você achou. Acesse aqui!

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Simone Bobsin

 

 

Assista aqui a temporada 2016 do Missão Casa!

04 de julho de 2016 0

A primeira temporada 2016 do Missão Casa pode ser assistida aqui no blog, que traz assuntos relacionados ao programa. Outros assuntos da área de arquitetura, design e interiores podem ser conferidos no novíssimo portal ArqSC, do qual sou editora e publisher. Por isso, para acompanhar as notícias do setor acesse  www.arqsc.com.br

Aqui no blog, irei publicar basicamente os programas e temas relacionados. Para assistir as matérias do programa, dá um play  e inscreva-se no nosso canal: www.youtube.com/missaocasa



Reforma em apê duplex e lançamento do ArqSC no Missão Casa de hoje

13 de junho de 2016 0

Hoje no Missão Casa tem projeto apresentado pela arquiteta Carina Beduschi de uma reforma de um apartamento duplex que valoriza o lifestyle da cliente: clássica, funcional e sofisticada. Vale a pena conferir o antes e o depois da transformação. É hoje a partir das 21h30min, na TVCOM.

Tem ainda cobertura do lançamento da 8ª edição do anuário de arquitetura ArqSC. O brunch aconteceu na abertura da loja Brasil Shower, no shopping Casa & Design, em Florianópolis para arquitetos, designers, empresários e formadores de opinião. A maior novidade desta edição é a conexão com a nova plataforma digital, o portal ArqSC. O Missão Casa é parceiro do anuário e faz a cobertura há 8 anos.  Na galeria, as fotos do evento clicadas pela Mariana Boro.

 

Arquitetura é coadjuvante em cenário privilegiado

23 de maio de 2016 0
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Fotos Pousada do Bucanero, divulgação.

Uma paisagem deslumbrante, muito mimo e jeito de casa conquistam os hóspedes na Pousada do Bucanero, na Praia do Rosa. Nós fomos lá conferir esse roteiro de charme, que tem no clima de romance o seu foco e há 20 anos soma prêmios e reconhecimento internacional. Você assista hoje, dia 23 de maio, às 21h30min na TVCOM. São duas décadas construindo um cenário que encanta quem chega. Meu impacto logo na entrada foi com o cheiro da madeira, o interior que parece familiar, o espaço acolhedor e aberto à paisagem. A pousada super premiada que integra a lista dos hotéis do Roteiros de Charme, não tem brilho, não ostenta e nem exibe seu potencial logo na chegada. Ao contrário. O luxo está exatamente nos detalhes observados aos poucos, em cada canto, na acolhida pessoal, na gastronomia excepcional, nos quartos confortáveis.

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Quinta

Luxo é contemplar o poder da natureza, do nascer do sol, a lua cheia, o canto dos pássaros, a brisa do mar e o som das ondas. Nesse cenário privilegiado, a arquitetura é coadjuvante. A topografia do terreno extremamente acidentado determinou o projeto do arquiteto Luiz Tasca e o conceito da pousada. As pedras do próprio terreno foram utilizadas e árvores existentes incorporadas aos ambientes. A ampliação com as casas Mar e Terra, com 100 m² cada, tem projeto da arquiteta Vanda Elizabeth Zanella, do escritório A Vez das Árvores. Além de fazer a matéria a convite da pousada, vivi a experiência do romance no charmoso destino que é a Praia do Rosa. Indico como uma pausa na rotina dos casais e um presente para o relacionamento! Fica a dica!

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Pousada Quinta do Bucanero Quando os gaúchos Jaqueline Biazus e Cezar Pegoraro inauguraram a Quinta do Bucanero, em  1995, não imaginavam que a pousada iria se transformar em uma das mais reconhecidas do país. Planejaram um hotel de charme, com um projeto orgânico, que preservasse vegetação, recursos naturais e que oferecesse aos hóspedes um dos “esportes” fundamentais do local: a contemplação. Afinal, estamos falando da paradisíaca Praia do Rosa, 70 km ao sul de Florianópolis. Mas os desníveis, vidros e escadas usados na construção – para explorar a vista panorâmica e o clima slow life -  acabaram por transformar o Bucanero em uma pousada para adultos, sem a devida segurança para receber crianças.

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Jaqueline Biazus.

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Cezar Pegoraro, conhecido como Bocão.

Panorâmica  by Pedro Malamam

Panorâmica by Pedro Malamam

Vista da Casa Mar De frente para a Praia do Rosa (Imbituba/SC) e debruçada sobre uma rara lagoa de águas salgadas, a pousada tem em seu DNA o romance, luxo despretensioso, bem-estar e sustentabilidade. Faz parte da Associação Roteiros de Charme desde a sua inauguração, em 1995, e recebeu o título de Pousada do Ano no Prêmio “O Melhor de Viagem e Turismo 2014/2015”, promovido em parceria com o Guia Quatro Rodas, considerado o mais importante evento do turismo nacional.A premiação vem somar-se a outras avaliações chanceladas pelo Guia Quatro Rodas, como “um dos melhores hotéis para casais em todo Brasil e o melhor da região” e o “Selo Sustentável por práticas ambientais e projetos sociais”. Restaurante Parte Interna Lounge novo Lounge da Lareira Club Bucanero Em 2012, o prestigiado The New York Times publicou matéria de ampla repercussão. Naquele mesmo ano, e no anterior, a National Geographic Traveler incluiu o Bucanero na lista de hotéis recomendados na América Latina, o único de toda região sul do Brasil. Nos 17 mil m2 de área verde, os hóspedes dispõem de 10 apartamentos e duas suítes – Casa Mar e Casa Terra – todos com varanda e vista panorâmica, além de acesso exclusivo à beira da praia atravessando de barquinho a Lagoa do Meio. Mimos da pousada: Piscina e jacuzzi de frente para o mar, deck panorâmico e espelho d’água com borda infinita, fitness, sauna, massagem, bar e jacuzzi interna e externa, restaurante Bistrô da Varanda, bar e sala de jogos com lareira. Bistro 2 ap. novos  - foto 2 Deck 2014 - 3

Portal ArqSC amplia abrangência do anuário impresso

25 de março de 2016 0

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É com orgulho que apresento o portal ArqSC, um produto lançado no verão de 2016 e que ainda não comentei por aqui.

Depois de quase uma década do anuário impresso, era preciso uma atualização, dinamismo com a informação e abrangência. Há muitos anos tinha a intenção de criar um site do anuário, mas tudo tem um certo tempo de amadurecimento necessário. Até que um grupo entusiasmo com as mesmas questões decidiu desenvolver um produto que agregasse ao impresso, e que rompesse as fronteiras do papel. Investimos no meio digital e lançamos o portal ArqSC com atuação em quatro eixos: arquitetura, interiores, design e arte, abordando notícias, artigos assinados por um time de colaboradores, projetos de todos os lugares, mas principalmente do estado, entrevistas em plataformas multimídia. O ArqSC nasceu no verão de 2016, depois de um longo amadurecimento e um processo criativo muito singular, que reflete novas formas de trabalho coletivo e participativo baseado na confiança. Desde junho de 2015 um grupo multidisciplinar passou a se reunir semanalmente por videoconferência para criar a plataforma: o holandês Michiel Huiskens Nogueira, especialista em design digital, que morava em Barcelona; a jornalista Simone Bobsin e o designer especializado em gestão Rodrigo Mendonça, com residência em pontos distantes de Florianópolis; e os gestores em marketing e administração Clarice Mendonça e André Oliveira, em Palhoça. Foram muitas conversas, pesquisas, formatação do modelo de negócio até que o ArqSC entrou no ar para conquistar um espaço ocioso em SC na divulgação de notícias do setor. Cocriação, participação, tendência e inspiração são nossos conceitos. Acesse: arqsc.com.br logo

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Nº 1, até o número 5 o anuário foi realizado com a jornalista Letícia Wilson.

capa an2008 - Cópia

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ArqSC 7ª

Design não envelhece

05 de fevereiro de 2016 1

Pesquisando nos arquivos encontrei este texto escrito em janeiro de 2015 para a coluna “Feito Casulo”, à convite da jornalista Jana Hoffmann, no caderno Casa&Cia, do Diário Catarinense. Parei o que estava fazendo para compartilhar a página no blog um ano depois e o mais interessante é que o assunto continua super atual – a coluna no jornal não existe mais (agora é aqui https://feitocasulo.com.br/) e nem o caderno. Tudo mudou! Mas, falar sobre design não sai de moda, não fica velho, é sempre atual. O que muda também são os lançamentos da indústria, e mesmo assim tem peças e objetos que viram clássicos e permanecem, outros que nem chegam a ser absorvidos pelo consumidor, e ainda os que de fato saem da “tendência”.

 

Design sensorial

Nas várias matérias que ao longo dos últimos anos tenho feito sobre o universo da casa, são recorrentes algumas palavras que tentam definir o que desejamos para os nossos ambientes: acolhimento, identidade, memória e percepção sensorial. Há quase 10 anos, em 2007, um fórum internacional sobre tendências realizado em São Paulo, proclamava que a casa é para ser tocada, sentida, experimentada. Na época, entrevistei o designer italiano Massimo Morozzi e lembro bem o que afirmou ele: “Toda a discussão do design hoje pode ser comparada ao ato de preparar alimentos, que é extremamente sensorial: nós provamos do sabor, das texturas, dos sons, da apresentação do prato. Há uma participação global que permeia todo o processo”.

A ideia é expandir as percepções sensoriais dos consumidores com projetos que ele chama de “homeopáticos”: simples, mas que funcionam e trazem bem-estar. Esse pensamento é super atual e estreio no Feito Casulo nas férias da Jana Hoffmann selecionando peças e falando exatamente sobre o tema que adoro: design!

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Mesa Mangue, de Roque Frizzo e inspirada nos manguezais brasileiros, conquista prêmio na 1ª edição do Prêmio W’ Award, do Instituto de Arte e Cultura de São Paulo. A peça fabricada pela Saccaro tem edição limitada.

 

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Jader Almeida faz alta costura no mobiliário. E não é à tona que arremata cada vez mais prêmios: na foto a mesa Bank, vencedora na categoria Mobiliário, do 28º Prêmio Museu da Casa Brasileira.

 

ipsilon

Cansados da mesmice, André Ramos, Altino Alexandre e Maurício Scoz criaram a Ipsilon para produzir peças em chapas de aço para o público masculino – querem ajudar os marmanjos a fazer a decoração de suas casas. Taí, gostei! Vale dizer que a cadeira Alpha e a luminária acumulam prêmios do Museu da Casa Brasileira e Design Catarina.

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Cadeira Alpha e luminária Echo, Ipsilon Design.

 

Batedeira Patricia Bonaldi

A estilista mineira Patrícia Bonaldi customizou o produto mais icônico da marca KitchenAid: a Stand Mixer, com a estampa inspirada na coleção de inverno 2015. A batedeira ganhou seu consagrado design em 1936, assinado por Egmont Arens, garantindo espaço no MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova York.

 

 

 

 

 

 

Projeto em Jurerê Internacional explora integração com o exterior

23 de novembro de 2015 0

No programa de hoje mostramos projeto arquitetônico de Robson Nascimento para um casal gaúcho amigo de longa data. Esta é a quinta casa de veraneio que o arquiteto projeta para a família. Os principais partidos são a integração dos ambientes sociais e a relação com o exterior por meio de amplas abertura e intensa iluminação natural.

Tem ainda seleção de ideias para os quartos e na retrospectiva dos 10 anos, uma matéria super especial gravada em 2009. Vc vai se surpreender com as conexões entre design, arte e espaço construído.

É às 11 da noite na TVCOM.

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Arquiteto Robson Nascimento.

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Workshop "O Processo Criativo" com o escocês Charles Watson

18 de novembro de 2015 0
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Foto Rodrigo Sambaqui.

A criatividade é apontada como a forma eficaz no encontro de soluções para os negócios em tempos de crise. Quem afirma e defende é o escocês Charles Watson, professor do Parque Lage (RJ) que já esteve por duas vezes em Florianópolis. Entre os dias 20 e 22 ele ministrará o workshop O Processo Criativo , evento destinado aos que se interessam pela constante renovação e àqueles cujas novas ideias são fundamentais em seu ramo de atividade.

A iniciativa é do Grupo de Criação Quinta das Artes, que traz novamente o especialista, formado em Arte e Literatura pela Bath University na Inglaterra. “O momento é mais que especial diante da crise que o país enfrenta”, afirma Watson, pesquisador do tema desde os anos 1980, com apresentações de sucesso para empresas como Coca-Cola, Natura e Shell.

Mais informações no site www.olharescriativos.com.br.

Serviço

Evento: workshop O Processo Criativo.

Data: entre 20 e 22 de novembro.

Local: Centro Executivo de Florianópolis (Senai),  SC 401, 3730, bairro Saco Grande, Florianópolis.

Valores:

Primeiro lote: R$ 480

Segundo lote: R$ 580

Terceiro lote: R$ 680

Aproveito para disponibilizar aqui no blog uma entrevista exclusiva que fiz com Charles Watson, no ano passado, para o anuário ArqSC e para o programa Missão Casa.

Cratividade sem concessões

Dono de frases contundentes, opiniões provocativas e olhar forte, o escocês Charles Watson não faz concessão quando o assunto é criatividade, tema que investiga há pelo menos 25 anos. São mais de 1.700 horas de entrevistas sobre o processo criativo com pessoas de várias áreas do conhecimento.

Professor de artes visuais no Parque Lage, no Rio de Janeiro – para onde mudou-se a 35 anos – Charles tem fama de ser rigoroso e exigente. Apaixonado pela vida e pelo seu trabalho, criou um método de ensino que estimula a absorção de novas ideias. “Uma coisa que eu gosto é fazer um parêntese na vida da pessoa, colocar ideias provocativas e dar tempo para essa ideia entrar”.

Com esse pensamento, desenvolveu o workshop Processo Criativo, uma série de palestras que ministra em várias cidades brasileiras. Em Florianópolis, esteve pela segunda vez a convite das artistas Gláucia Olinger e Juliana Hoffmann.  Outro projeto que oportunizou sua extensa pesquisa sobre o assunto é o Dynamic Encounter, viagens realizadas com grupos a ateliês, galerias e os principais eventos de arte contemporânea no Brasil, Europa e Estados Unidos.

Na entrevista concedida ao programa de TV Missão Casa e ao ArqSC, Charles fala sobre os fatores envolvidos no processo criativo, dos principais mitos sobre criatividade e cita as ex-alunas Beatriz Milhazes e Adriana Varejão como exemplos de determinação.

 

ArqSC – Como você define a criatividade e quais os fatores da personalidade que influenciam o processo criativo?

Charles Watson - A criatividade, pelo menos o que eu quero dizer quando falo essa palavra, sempre vai acontecer dentro de um contexto.  Mihaly Csikszentmihalyi, um pesquisador, chama de um campo pré-definido e simbólico de ação – e isso pode incluir a matemática, física, cosmologia, coreografia, arte, fotografia … Normalmente, vai envolver uma pessoa ou um grupo que faz certas incursões nessa área ao ponto de modificar visivelmente um aspecto da estrutura da área, criando algo que é notavelmente diferente ou traz um ângulo de pensamento que até então não existia. Também é importante que um grupo ou alguém que seja perito ser capaz de perceber e identificar o quanto esse acontecimento foi pertinente ao ponto de dizer ‘temos que prestar atenção aqui porque algo acabou de acontecer’.

 

ArqSC – A atitude do indivíduo é determinante para se destacar em sua atividade?

CW – Sim, mas a pessoa pode ser criativa e não se destacar, isso depende de vários fatores inclusive geográficos e históricos, é complexo. Para descrever uma pessoa como criativa, ela tem que ter um nível de concretude no trabalho. Ter uma ideia diferente não a faz criativa, é a concretização dessa ideia. Uma pessoa que pensa coisas inovadoras mas não realiza, não considero criativo.

ArqSC  - Você foi professor de Beatriz Milhazes e Adriana Varejão, artistas com repercussão no cenário da arte internacional. Dá para afirmar que elas têm atitudes determinantes ao processo criativo como dedicação, paixão, persistência?

CW – Sem dúvida. Engraçado é que como as pessoas acham que você, como professor, vai perceber o talento dos alunos. Mas não é isso, são as posturas. Ambas são muito inteligentes. Conheço a Adriana desde jovem, ela discutia questões de filosofia oriental com 17 anos! A Bia tinha uma disciplina de ateliê desde que começou e sempre foi muito focada.

Quando se fala em criatividade, a inteligência é importante até um certo ponto por um bom motivo:  é curioso notar que é muito raro um Prêmio Nobel ter QI acima de 140. O principal é um senso de disciplina e coisas furtuitas que acontecem ao longo da vida: influências fortes, a capacidade de ter paixões. Adriana e Bia são muito passionais, possuem um forte envolvimento com o que fazem, são capazes de levar esse envolvimento as últimas consequências através do trabalho.

 

ArqSC  - Quais são os mitos em relação a criatividade?

CW – São muitos e sempre criados por pessoas que não fazem um trabalho criativo. O mais óbvio é sobre o divino ou genético, achar que a pessoa nasce assim. Isso é bobagem. A gente faz porque quer e, inclusive, é um tipo de passividade muito conveniente achar que as coisas vieram de Deus ou da genética.

Outro é o ócio criativo, as pessoas sempre falam sobre isso e que a criatividade é quando você está esperado a ideia vir. Uma certa verdade sobre isso que vai contra o senso comum é que o trabalho é que produz inspiração e não o contrário. Você é inspirado quando está disposto, e você está disposto na medida em que criou um diálogo diário com o que faz. Então, quando investe muito na sua área, você investe muita energia e chega a um platô que modifica sua maneira de ver o mundo.

 

ArqSC  - Qual o papel do estímulo na educação infantil no desenvolvimento do pensamento criativo?

CW – Uma criança, eu diria também um adulto, tende a aprender a partir de paixões. Eu considero que um método de educação interessante é o que tenha a flexibilidade suficiente para desviar um percurso de acordo com a energia da criança naquele momento. A mesma coisa com o adulto, só que ele vai abrindo mão de suas paixões, investe em áreas que tragam melhores salários e não porque gostam, ou porque os pais falam: ‘agora vai fazer uma coisa séria na sua vida’.

 

ArqSC  - O seu método de ensino provoca uma “lavagem cerebral” como você mesmo costuma falar?

CW – Eu quero dizer lavar mesmo, tirar o lixo que todos nós temos na cabeça, não por ser ideias que conquistamos, mas por pura osmose cultural, absorvemos informações sem pensar sobre elas, porque escutamos repetidas vezes. Então lavagem cerebral – da maneira que algumas vezes citei – é criar um vácuo onde algo possa acontecer. Uma coisa que eu gosto é fazer um parêntese na vida da pessoa, colocar ideias provocativas e dar tempo para essa ideia entrar.

 

ArqSC  - Qual o seu processo criativo?

 

CW – Veja, eu não sou bom escritor, mas eu aprendi quando era artista que escrever era uma maneira de me afastar do aspecto visual do que estava fazendo para ter uma noção mais clara sobre o trabalho. Mas em termos de pensamento verbal, de ver se as minhas ideias são razoáveis ou não, sem dúvida, são as palestras.

Instituto Orbitato e o estilista Ronaldo Fraga ministram workshop em Curitiba

27 de outubro de 2015 0
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A parceria do estilista mineiro Ronaldo Fraga e da Artista plástica e Diretora do Instituto Orbitato Celaine Refosco vai resultar em um Workshop intitulado “Conceito + Identidade= produto com alma”. O evento será realizado nos dias 13 e 14 de novembro, sexta-feira e sábado, na Biclicletaria Cultural, em Curitiba no Paraná. Uma ótima oportunidade para quem quer conhecer mais sobre a relação entre mercado, criação e desenvolvimento de produto.

Saiba mais http://goo.gl/S2i0zE

Notícias da Galeria Orbitato:

* No sábado, dia 17, a Galeria Orbitato promoveu o lançamento da Scales Collection da marca de acessórios Rust Miner, de Florianópolis, que leva a assinatura dos designers Léo Begin e Raphael Fagiolo. A coleção é composta de colares, anéis, brincos e pulseiras, tendo como material base à borracha de câmara de ar de bicicleta que já enfrentaram as batalhas nas ruas, e também as correntes e raios da bike.  Transformações de momentos e sentimentos em peças inéditas, que serão comercializadas pela Galeria Orbitato.

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Lancamento Rust Miner. Fotos Flora Refosco

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Lancamento Rust Miner.

Saiba mais http://goo.gl/yxHaVo

* Novas propostas de modelagem marcam o curso de Vestidos de Festa – Modelagem Plana no Instituto Orbitato

A confecção da modelagem para vestidos de festa requer conhecimento, prática, experiência e acima de tudo atenção na hora de transformar em realidade, o sonho de noivas, madrinhas, formandas e convidadas. Nos dias 18, 19 e 20 de outubro, modelistas e designers participaram do curso de Modelagem Plana para vestidos de festa. O curso foi ministrado por Maria Cecília Duarte, que possui 40 anos de experiência na área e já confeccionou peças para o figurino de novelas e para estilistas que apresentam suas coleções no São Paulo Fashion Week.

Saiba mais http://goo.gl/Nd8KHs

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Curso de modelagem.

Confira mais informações sobre o Instituto Orbitato no site www.orbitato.com.br.
(textos assessoria de imprensa)

Pesquisa revela que mais de 80% dos brasileiros fazem obra sem arquiteto ou engenheiro

13 de outubro de 2015 0

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No mês em que a ONU comemora o “outubro urbano”, o Brasil toma conhecimento de dados preocupantes em relação a obras particulares de suas cidades. Pesquisa inédita realizada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e pelo Instituto Datafolha mostra que a maioria das reformas ou construções particulares no Brasil é feita sem a assistência de um profissional especializado, em desrespeito às leis e normas vigentes no país. Segundo a pesquisa, realizada com 2.419 pessoas em todo o Brasil, 54% da população economicamente ativa já construiu ou reformou imóvel residencial ou comercial. Desse grupo, 85,40% fizeram o serviço por conta própria ou com pedreiros e mestres de obras, amigos e parentes. Apenas 14,60% contratou arquitetos ou engenheiros.

A pesquisa também revela que, entre aqueles que contrataram arquitetos e urbanistas para auxiliar na obra, há um índice altíssimo de satisfação: 78%. E que mesmo com essa realidade preocupante, 70% da população economicamente ativa considera a possibilidade de contratar um arquiteto e urbanista na realização de sua próxima construção ou reforma.

De modo geral, a contratação de profissionais especializados está ligada à renda e à escolaridade. Enquanto 26,2% da população economicamente ativa com nível superior construiu ou reformou com ajuda especializada, esse índice é de 9,50% para a população com nível de escolaridade fundamental. Entre as pessoas de classe AB, o índice de utilização de profissionais tecnicamente habitados é de 25,80%. Apenas entre as pessoas da classe A, essa taxa pula para 55,30%.

A pesquisa CAU/BR-Datafolha também investigou a percepção da população em relação a uma série de outros temas como: conhecimento sobre as atividades realizadas por arquitetos e urbanistas, importância do planejamento no desenvolvimento e organização das cidades e dos espaços urbanos e conhecimento sobre as atividades do CAU. A pesquisa completa pode ser acessada em www.caubr.gov.br/pesquisa2015.

 

DIFERENÇAS REGIONAIS – A região Sul é a que apresentou o maior percentual de utilização de profissionais tecnicamente habilitados: 25,90%, contra 74,10% que não se valeram de seus serviços. Na região Sudeste, a relação é de 16,40% contra 83,60% – abaixo da média nacional, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O Nordeste está tendencialmente empatado com o Centro-Oeste. No Nordeste, só 7,120% utilizaram serviços de profissionais tecnicamente habilitados, contra 92,90% que usaram somente mestres de obras ou pedreiros. No Centro-Oeste, os percentuais são respectivamente de 10,50% e 89,50%. Na região Norte, o percentual de utilização de profissionais tecnicamente habilitados é de 10%, contra 90% não preparados.

A falta de um profissional especializado na realização de reformas ou construções particulares, alerta o CAU/BR, pode ocasionar diversos problemas na obra e para a segurança das pessoas. Além disso, a soma de construções malfeitas tem como consequência a piora dos espaços urbanos e da qualidade de vida nas cidades. “É preciso lembrar que a construção é mais um objeto na cidade que vai interagir com as demais, com impactos mútuos. Da mesma maneira que nós precisamos de mais médicos para os hospitais, precisamos também de mais arquitetos para as cidades”, afirma o presidente do CAU/BR. Haroldo Pinheiro.

A pesquisa quantitativa, feita em 177 municípios das cinco regiões brasileiras, foi seguida de outra qualitativa, em seis capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belém e Goiânia), reunindo 12 grupos de oito pessoas cada. Nessas entrevistas, a maioria das pessoas que utilizou apenas serviços de mestres de obras ou pedreiros mostrou-se arrependida. Falta de planejamento, custos acima do orçamento original, descumprimento de prazos, desperdício de materiais e necessidade de refações de serviços foram as principais razões apontadas.

O levantamento do Datafolha indicou que a principal barreira para a contratação de serviços de arquitetos é o senso comum de que se trata de um trabalho caro. Ao serem informados de que o custo é de cerca de 10% do valor total da obra, a maioria julgou ser uma boa relação custo/benefício. “O projeto é um pequeno percentual da obra. E um projeto bem elaborado, detalhado, especificado com quantidade certa de materiais, cronogramas definidos para entrada e saída de determinado tipo de profissionais, vai ajudar a economizar na maior despesa, que é a própria construção, além da futura manutenção. E tudo isso resulta em ter um patrimônio que vale mais”, diz o presidente do CAU/BR.

 

MAIS DETALHES - Os dados mostraram que construir e reformar estão relacionados a sexo e idade. As chances de ter construído ou reformado aumentam entre os homens e entre as pessoas mais velhas. A reforma de imóvel residencial está mais presente entre a população economicamente ativa do Sudeste e das regiões metropolitanas. Construir ou reformar também está ligado à escolaridade e à classe. Quanto mais privilegiado cultural e economicamente (ensino superior e classes A/B), maior a chance do brasileiro de já ter feito alguma obra particular, em especial reforma.

A solicitação de um profissional, independentemente se mestre de obra/pedreiro, engenheiro ou arquiteto/urbanista, também está diretamente relacionada à escolaridade e à classificação econômica: quanto mais privilegiadas, maior a utilização. A autoconstrução está ligada à escolaridade: mais comum entre aqueles que possuem apenas o ensino fundamental.

 

LEGISLAÇÃO E NORMA - Segundo a legislação brasileira, toda nova edificação deve ser registrada junto ao governo e possuir um responsável técnico, que pode ser um arquiteto ou engenheiro devidamente registrado em seu conselho profissional (CAU ou CREA). Já no caso das reformas, entrou em vigor em 2014 a Norma de Reformas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que estabelece que toda reforma de imóvel que altere ou comprometa a segurança da edificação ou de seu entorno precisará ser submetida à análise da construtora/incorporadora e do projetista, após o prazo de garantia.

A norma NBR 16.820, recentemente atualizada, determina ainda que o proprietário ou locatário do imóvel encomende laudo técnico assinado por arquiteto ou engenheiro atestando que a reforma não afetará a segurança e estabilidade do imóvel. E o síndico ou a administradora, com base em parecer de especialista, poderão autorizar, autorizar com ressalvas ou proibir a reforma, caso entendam que ela irá colocar em risco a edificação. Entre as alterações listadas, estão à remoção ou o acréscimo de paredes, esquadrias, janelas e até mesmo revestimentos.

Embora as normas da ABNT não sejam leis, se houver algum acidente, o síndico e o morador que fez a reforma serão responsabilizados, já que a jurisprudência, ao longo do tempo, mostra que o caminho “correto” a ser seguido é o de obedecer às normas da ABNT, mesmo que as mesmas não tenham força de lei.

A NBR 16.280, recentemente atualizada, foi publicada pouco mais de dois anos após o desabamento do Edifício Liberdade, de 20 andares, e de mais dois prédios, no centro do Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 2012. O acidente foi provocado por reformas irregulares no Liberdade, causando a morte de 17 pessoas, além de mais cinco desaparecidos até hoje.

 

OUTUBRO URBANO – A ONU, por meio de seu programa Habitat, está promovendo o “Outubro Urbano”, uma série de atividades e eventos para discutir desafios e soluções para o urbanismo em todo o mundo. As atividades começaram no dia 5 de outubro, quando a ONU, comemorou o Dia Mundial do Habitat, tendo como objetivo uma reflexão sobre o estado de nossas cidades e sobre o direito à moradia adequada. Na mesma data, a União Internacional de Arquitetos (UIA) celebrou o Dia Mundial da Arquitetura.

Em 31 de outubro, a ONU comemora o Dia Mundial das Cidades, com o tema “Desenhados para Viver Juntos”. A ideia é promover a união e a harmonia tornando nossas cidades e vizinhanças inclusivas e com convivência. Segundo o programa Habitat, a urbanização planejada maximiza a capacidade das cidades em gerar emprego e renda, e estimular a diversidade e a coesão social entre diferentes classes sociais, culturas, etnias e religiões.

Fonte: CAU/BR – CAU/SC