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Posts de abril 2007

Olhando para o presente

24 de abril de 2007 3

Graffiti de Luis Flávio /Divulgação
Essa parada de contar a história me obriga de não esquecer nenhum nome, além ter de ser fiel aos fatos. Pra isso não posso escrever de correria, então prefiro não pular etapas e ir contando com calma ao longo de nossos encontros aqui no blog, OK!? Mas vamos falar de outros assuntos mais atuais, aos poucos retorno contando trechos da história, procurando ser sempre fiel aos fatos. Aliás, conto sempre com meus aliados que fazem parte do Hip Hop e conto com quem quiser contribuir para contar essa nossa saga. 

Mas e hoje!? Como está a Cultura Hip hop atual no Brasil, por exemplo....

Você sabia que um dos grandes destaques dessa era do Hip hop brasileiro com certeza é o Graffiti. Uma arte um pouco mais silenciosa, e talvez por isso o elemento que demorou mais para ser reconhecido pela grande mídia, pelo menos no meu ponto de vista. O fato é que essa arte que se vê nas ruas roubou a cena nos últimos anos e os grafiteiros brasileiros, não importa de qual localidade, são o grande destaque na Europa e outros países que valorizam a arte de rua. Nomes como os Gêmeos de São Paulo, que já apareceram no Fantástico, ou nosso amigo Luis Flávio “Trampo” aqui de Porto Alegre, que mostrou sua arte na Alemanha, trabalham com suas obras tendo mais retorno lá fora do que aqui, o que não é novidade!

O graffiti está nas maiores galerias de arte do mundo e a escola brasileira está na maturidade e se destaca naturalmente pela criatividade e originalidade. Vemos em todo o lugar, grandes empresas investem no artista do graffiti buscando diferencial outras entenderam o significado que representa para a essa geração que está aí, e o quanto ela se identifica com esta arte.

Há vários anos que essa arte se expressa através do spray de quem pinta a vida no ponto de vista da rua aqui. Ela expressa o lado de quem vive o verdadeiro espírito do Hip Hop, aquele sem luxo, dos arteiros, a arte gratuita que pode ser vista nos muros da sua cidade! Por isso, não confunda arte com pichação. Parabéns aos grafiteiros do Brasil, o destaque vem pelas mão de vocês.

Vamos falar sobre a dança de rua e o Rap brasileiro atual também, não esquecendo de nossas origens é claro!...Fica na sintonia.

Dica: saiu o livro rapper Thaide, chamado “Pergunte a quem conhece”. O livro conta como foi a infância, adolescência e relata encontros entre ele e lendas vivas da cultura nacional como Nelson Triunfo, que junto com  outros da velha escola, cultivavam as roda de break que deram início a tudo no Centro Velho de São Paulo. Um cd com músicas inéditas do rapper acompanha o o livro. Ler sobre a história dele é ler sobre a história do Hip Hop nacional, confira!

A lista das músicas tocadas no MIX TAPE e mais sobre Hip Hop acesse: www.adversus.com.br

Postado por NITRO DI

O Hip Hop aqui no Sul

20 de abril de 2007 0

Grupo Hackers, anos 80 em POA./Divulgação
Conforme a deixa que ficou no último texto, vou contar um pouco do início do Hip Hop no Rio Grande do Sul. Como comentei, existiam equipes de som, como em todo o país no meio dos anos 80. Eram elas que organizavam os principais bailes e Festivais Black. O Grupo Jara  por exemplo, vivo nas mãos do Guerreiro Jair, até hoje está nos eventos de Hip Hop organizados pelos irmãos. As equipes da época tocavam os grandes clássicos e apresentavam nomes vindos de São Paulo como: Ndee Naldinho, Pepeu, Mc Jack, Thaíde e Dj Hum entre outros. A rapa dançava com passinhos ensaiados e os tênis adidas, converse, all star ou nike, junto com  bonés e jaquetas de nylon que eram a vestimenta oficial.

Acompanhei timidamente, mas de perto, pois na rua de cima da casa da minha mãe, no bairro Partenon em Porto Alegre, tinha um clube que fazia bailes Black todo o final de semana. O meu perto era no máximo ir até a frente do clube. Eu era menor de idade, mesmo assim, com a cara e a coragem ia com meus amigos mais velhos e só assim pude entender o que aquela tendência da música negra iria fazer com minha geração.

O Hip Hop aqui no sul surgiu com o Break (dança de rua) como em todo o Brasil. Um dos precursores é o Grupo Hackers , ainda ativo depois de vinte anos através do meu mano B. Boy TED. O Hackers também cantava Rap e foi com eles que conheci as primeiras rimas sulistas, o grupo L.O.R.D. S, dos nossos amigos Piá, Edson Legal e Dj Anderson, representavam a cena Underground, Mc´s como Mário Pezão estavam em bailes mais populares. O rap romântico do grupo J. Clip, que fez os primeiros registros em LP e Compact Disc junto com uma gravadora local, revelou nosso guerreiro Gê Powers, que está na ativa até hoje com seu bar dedicado a Black music.

E são vários os nomes dessa primeira escola do Hip Hop gaúcho. Além dos Big Boys da Restinga, tinha também o Vale dos Sinos, que sempre teve grandes contribuições, como o mano Mc Pedrão, JP entre outros.
Muitos ainda estão ativos, outros em caminhos diferentes, mas todos com o mesmo espírito guerreiro, o olhar forte, que podemos ver na geração seguinte que vou relatar a vocês, geração que revela nomes como Da Guedes, Dependentes e Manos do Rap, mas isso é uma outra história...

Porém, no próximo vamos falar do presente, afinal tem muita coisa boa por aí. Depois volto a contar sobre os anos 90 pro Hip Hip brasileiro que é muito interessante.

Falando em presente...Outras ações brasileiras ligadas ao Hip Hop que ganham o mundo: Semana passada, dia 12 de abril,  o documentário FALCÃO, dos nossos amigos MV Bill e Celso Athayde, recebeu prêmio de grande importância na Europa, o troféu Rei da Espanha na categoria Tv. Este prêmio é um dos maiores dentro do jornalismo internacional. Isso prova que o Hip Hop vai além dos quatro elementos fundamentais (dj, mc, break, graffiti) que comentei em publicações passadas, a atitude dos artistas envolvidos e suas iniciativas é que fazem a diferença!

Mais sobre o hip hop gaúcho atul acesse: www.adversus.com.br

Até mais....Valeu!

Postado por NITRO DI

Hip Hop no Brasil parte III

17 de abril de 2007 0

Hip Hop cultura de Rua, os primeiros registros. /Divulgação
Opa! Primeiramente quero me desculpar por não conseguir atualizar com mais freqüência nosso blog, porém estou com pouco tempo devido à demanda que aumentou com o sucesso do programa MIX Tape aqui na Rede Atlântida.  Quero agradecer, além da compreensão, o contato e incentivo permanente que tenho recebido do pessoal que já virou ouvinte de carteirinha do nosso espaço.

Na minha última postagem estava comentando sobre o surgimento da música Rap aqui no Brasil no final dos anos 80, início dos 90. As primeiras coletâneas, lançadas em vinil na época revelaram grandes nomes e serviram de incentivo para uma legião de seguidores do Rap. Na época fomos todos contagiados. Já víamos os gringos ganhando o mundo, mas quando nos demos conta o Rap nacional, na voz dos precursores, era a maior ferramenta de resgate e transformação da juventude negra, e porque não, branca periférica.

O que não tínhamos idéia era da dificuldade de fazer um som. Não existia CDR, não existia a facilidade da internet e encontrar uma instrumental em vinil era um desafio. Só existia em São Paulo, às vezes uma loja de vinil, tipo a Pop Som em POA, tinha um LP com instrumental, mas era super disputado. Geralmente os grupos cantavam seu Rap nas mesmas batidas. Era engraçado, num festival, por exemplo, era fácil surgir brigas para  ver que toca primeiro, já que o instrumentais eram sempre os mesmos e todos queriam exclusividade. O diferencial tinha que ser nas rima e performances. Agora imagina pra gravar num estúdio o desafio que era. Parabéns a quem resistiu!

Antes de falar sobre o primeiro Bumm do Rap no Brasil, na metade dos anos 90, precisamos voltar para os anos 80 e contar como eram estes festivais aqui no Sul e quem eram os precursores desta história. Black Porto, Grupo Jara, Mano Délcio Dj , dentre outros que seguiam a referência dos bailes Black de São Paulo e até Rio, são nomes que fazem parte da Cultura Hip Hop até os dias de hoje aqui no RS.

Conto com mais calma essa história e seus personagens no próximo capítulo... Até mais!

Olha só, estamos trabalhando bastante para melhorar ainda mais o programa. Para o mês de Maio estamos preparando novidades. Além da festa de lançamento oficial, em POA e SC, estamos em contato com convidados. Vamos preparar entrevistas e exclusivas e buscar ainda mais informações. Queremos facilitar a interatividade com vocês. Aguardem!!!!

 

Postado por NITRO DI

Hip Hop no Brasil parte II

02 de abril de 2007 0

Racionais Mc`s - Holocausto Urbano/Divulgação

A maioria dos freqüentadores da São Bento estão na ativa até hoje,  além das crews (turmas) de b. boys (dançarinos) mais importantes do contesto nacional como a Discípulos do Ritmo, Back Spin entre outros. Os Mc´s e djs da época marcaram pra sempre a história do Rap nacional,  é o caso de nomes como: Thaíde, Dj Hum, Mc Jack, Doctors Mcs, Shary Laine, Mt Bronks, Nill do Verbo Pesado, Rappin Hood entre outros.

 

Em 1988 foi lançada uma coletânea chamada %22Consciência Black%22 que lançou nomes como Racionais Mc’s revelando os sucessos %22Pânico na Zona Sul%22 e %22Tempos Difíceis%22. Somente em 90 o grupo gravou seu primeiro: Holocausto Urbano...e o Rap nacional nunca mais parou...

 

Depois vamos ver a evolução do Rap brasileiro nos anos 90 e como surgiu isso tudo por aqui no Sul....acompanhe!

 

Dica: Lauryn Hill dia 12 de junho no Pepsi on Stage (POA/RS) e confirmado Cypress Hill para o meio do ano também, não podemos perder!

 

Mais sobre as musicas tocadas no Mix Tape CLIC AQUI!

Postado por NITRO DI