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Turismo predatório

30 de dezembro de 2007 9

O presidente da Casan, Walmor de Luca, termina o ano no centro de uma nova polêmica sobre a falta de água e um esquema de racionamento rigoroso no norte da Ilha de Santa Catarina. Enviou pequeno comentário ao blog sobre a necessidade de um %22repensar%22 da população e autoridades de Florianópolis. A íntegra:

Na ponta do lápis, viagens e turismo formam a maior indústria do mundo. Ela deve movimentar, este ano, no agregado de negócios diretos e indiretos, nada menos de US$ 10 trilhões. (Fonte: World Travel and Tourism Council). Hoje, mais do que nunca, estou convencido de que nos próximos 10 anos, a indústria do turismo será aquela que mais irá se desenvolver em nossa cidade. E poderá ser um caminho rápido para amenizar — ou não — vários dos problemas econômicos e sociais de Florianópolis. Compete a nós, todos, sociedade organizada, decidir o quê e como fazer. E fazer a escolha rapidamente, antes que seja tarde demais. A preocupação é procedente. Existe um paradoxo olímpico entre os benefícios que o turismo de qualidade poderá significar para a qualidade de vida, e o quê, de fato vem ocorrendo em termos de transtornos para a população local. Ao analisar os recentes dados elaborados pela Unicamp, sobre o impacto da indústria de viagens e turismo (%22Estudo da competitividade do turismo brasileiro%22), revelando que Brasil, Argentina e Indonésia ainda crescem abaixo da média, fiquei mais sensibilizado ainda com a causa. Não há mais tempo a perder. A primeira atitude nesse sentido é apoiar os movimentos hoje existentes, nas esferas pública e privada, que lutam por alterar a percepção até agora vigente. Precisamos dar um basta ao turismo predatório. É inadmissível, só para citar um caso, que 20 ou 30 %22turistas%22 permaneçam 20 ou 30 dias amontoados em uma casa em que normalmente vivem quatro ou cinco pessoas de uma mesma família, e contam apenas com uma caixa de água com 500 litros. (cada pessoa consome, em média, 200 litros de água por dia!). Este é tipicamente o %22turista inconseqüente%22, mas há muitos outros maus exemplos que a desenfreada corrida em direção à Ilha de Santa Catarina vem causando. Mãos à obra. Melhorias como infra-estrutura, educação e desenvolvimento sustentável do turismo só podem ser empregadas efetivamente quando os setores público e privado trabalham como parceiro.%22

Postado por Moacir Pereira

Comentários

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Comentários (9)

  • Rui Costa diz: 30 de dezembro de 2007

    Este sujeito deveria repensar é a sua atuação na condução(?) de uma empresa concessionária dos serviços e água e esgoto. Repense e admita sua incompetência! Demita-se, renuncie, admita que foi (e é) incompetente. Sua função é assegurar o suprimento da água necessária à população, e não pretender acabar com o turismo em um estado eminentemente turístico. Fora com este incompetente!

  • Eurico diz: 31 de dezembro de 2007

    Texto velho, amigo…
    Já saiu até no jornal.

    Mas é muito correto, se me permite opinar. Precisamos escolher – e muito rápido – se queremos ser Cabo Frio, Itapema, Praia Grande(SP) ou então Carmel, Mônaco, Miami e Punta.

    Gasto de R$80 por dia não é interessante. O turista, para ser lucrativo, precisa deixar mais de R$300 por dia na cidade. Só assim haverá compensação econômica e social.

    Mas, fica a pergunta: nossa cidade é atrativa para este tipo de turista? Nem de longe …

  • Pompilio Fidelis diz: 30 de dezembro de 2007

    Esse senhor presidente da CASAN, velho politico, que recentemente elegeu sua esposa deputada estadual, devia ocupar-se mais em trabalhar pela CASAN e parar de papo furado. Todo ano é a mesma lenga lenga, porque não se constrói um grande reservatório no norte da ilha, porque não se aumenta a capacidade de pilões, vamos trabalhar. Um senhor oriundo do sul do estado quer nos dizer como fazer turismo, quantas pessoas pdem se hospedar em cada casa. o que é isso? Administração de barbante. só enrola..

  • herculano domicio martins diz: 31 de dezembro de 2007

    O presidente da Casa, o político experimentado Walmor de Luca, embarca atrasado numa canoa por pura conveniência. A Casan devia se planejar, ter tecnologia e estar capitalizada para atender uma demanda com um produto que vende e disponibiliza (cada vez mais raro e rentável). Imprevidente e incapaz, disfarça arrumando outros culpados (os consumidores, conscientes ou não) e ao mesmo tempo pedindo-se que não se compre o produto que é seu expertise disponibilizar. Interessante. Continua…

  • Adriano Vieira Nunes diz: 1 de janeiro de 2008
  • Adriano Vieira Nunes diz: 1 de janeiro de 2008
  • Aderbal Machado diz: 31 de dezembro de 2007

    De Walmor de Luca tem razão.
    Ele coloca de forma correta sua tese. Se não controlarmos – e com urgência – o fluxo turístico, qualificando-o em primeiro lugar, teremos que colocar porteiras nas entradas de nossas principais cidades balneárias muito em breve.
    EM TEMPO: meu caro Moacir, seu blog é o único do novo sistema RBS que mantém o espírito e o sentido de blog, no estilo e na agil

  • Adriano Vieira Nunes diz: 1 de janeiro de 2008

    Caro Moacir e leitores, temos que dar as mãos e buscar soluções sim, essa é a melhor forma de discutir o tema em tela.
    Qto a utilização e conservação dos recursos naturais, entre os quais a água, temos a disposição várias tecnologias para uso. A CASAN deveria orientar os cons. e estimular o desenv. de C&T através das univ. de SC (UDESC,UFSC,FAPESC,IES-SC). Elaborar de comum acordo com Sociedade, Leis que regulem o uso da água: bom ex. http://conjur.estadao.com.br/static/text/61724,1.

  • herculano domicio martins diz: 31 de dezembro de 2007

    Continuação
    Se é sicero o neo discurso de sustentabilidade do presidente da Casan, deveria considerar desde já que é predatório ao turismo, a qualidade de vida de todos e ao meio ambiente, é a falta de coleta e de tratamento de efluentes e esgotos.Esta também é uma missão e expertise da Casan. Será que nos pedirá também um basta à natureza fisiológica de todos nós. Consciência sim. Hipocrisia não. Como presidente está obrigado a soluções para a sociedade no presente e principalmente do futuro.