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Falta Água

31 de dezembro de 2007 Comentários desativados

O presidente da Casan, Walmor de Lucca, transformou-se no principal saco de pancadas nesta virada de ano. Críticas se multiplicaram nos meios de comunicação e nas comundades.
Sua assessoria distribuiu nota oficial sobre as últimas ocorrências, depois de anunciar que o presidente decidira processar a Rede SBT em Santa Catarina.
A íntegra da nota: “A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento- CASAN – vem a público, dirigindo-se aos colegas jornalistas, fazer esclarecimentos que se fazem necessários, diante de posturas, críticas e nada oportunas, em relação às medidas adotadas pela Empresa para, acima de tudo, conter o desperdício de água no Norte da Ilha.
Em primeiro lugar as medidas foram adotadas conforme entendimentos entre a CASAN, a Prefeitura de Florianópolis e o Ministério Público. Embora a CASAN tenha aumentado em 8% a disponibilidade de água no Norte da Ilha, a vinda de turistas a Florianópolis, este ano, é superior a 30% em relação à última temporada. E é exatamente esse número explosivo e imprevisto de turistas que determina a ação de guerra ao desperdício, com medidas proibitivas à utilização do nobre e precioso aqüífero de Ingleses e Rio Vermelho.
Sobre proibir molhar plantas e jardins, entendemos que essa medida pouco afeta o verde, pois as chuvas de final de tarde, características e constantes nesta época do ano, garantem a vida das plantas no curto período de restrição.
Quanto à proibição de lavação de calçadas, reclamada nos noticiários de televisão devido ao cheiro de urina em algumas vias públicas, já temos assegurada uma ação da Floram e da Comcap, que farão a limpeza com a utilização da água do Rio Ratones.
A questão da proibição da lavação de carros, que gerou descontentamento dos proprietários de lava-jatos, a CASAN , sem deixar de sensibilizar-se com esses trabalhadores, está preocupada com milhares de outros empregos de garçons, cozinheiros, camareiras e tantos outros absorvidos pela indústria do turismo, como hotéis, bares e restaurantes. É importante lembrar que as lavações de carros estão proibidas apenas no Norte da Ilha, onde os problemas estão concentrados diante da literal invasão de turistas. Os carros devem ser deslocados para o Centro da cidade, onde o abastecimento é normal e a lavação permitida.
Os lava-jatos poderão, eventualmente, abastecer-se com água de chuva ou disponibilizarem de reservatórios que serão supridos, igualmente, com água do Rio Ratones. Basta ter criatividade, vontade e disposição para fazer uso inteligente e racional da água.
A multa estabelecida em comum acordo entre a CASAN, a Prefeitura de Florianópolis e o Ministério Público é legal e está prevista no Decreto estadual nº 718/99, já tendo sido aplicada em outras cidades, em situações semelhantes, com respaldo do Superior Tribunal de Justiça. Em nota publicada nos jornais o tributarista Charles Machado afirma que a medida é legal, não havendo vício no procedimento, pois tem o objetivo de garantir o abastecimento. Diante disso, a CASAN coloca à disposição dos jornalistas o seu Diretor Jurídico Sady Beck Junior, a fim de ratificar as informações que estamos lhes prestando
Essas medidas não foram necessárias na temporada passada, mas se impõem agora para evitar que se faça investimentos anti-econômicos apenas para atender uma demanda sazonal, que não chega a 60 dias e que certamente acarretaria em aumento de custos e sacrifícios.
A Direção da CASAN é extremamente responsável por não procurar esses investimentos anti-econômicos, que em última análise acabam sendo pagos pela própria população.Walmor De Luca-
Presidente da CASAN”.

Postado por Moacir Pereira

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