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Posts do dia 24 fevereiro 2008

Animação

24 de fevereiro de 2008 0

Ao fazer um balanço positivo da Conferência Eleitoral do PT, realizada no fim de semana na Assembléia, a senadora Ideli Salvatti destacou a expressiva presença de lideranças municipais e do entusiasmo dos petistas presentes. Testemunhou como os dados sobre vitórias na economia nacional provocam orgulho nos petistas. Referia-se ao fato histórico de o Brasil ter deixado de ser devedor para se constituir em credor do FMI. Realmente um acontecimento para ser efusivamente comemorado.
boomp3.com

Postado por Moacir Pereira

Novo nome

24 de fevereiro de 2008 0

O Palácio do Planalto está examinando um novo nome para a presidência da Eletrosul. O ex-deputado Jorge Boeira comunicou à senadora Ideli Salvatti e à ministra Dilma Rousseff que não está à vontade com a hipótese de vir a ssumir a Câmara no fim do ano e ficar apenas 11 meses no cargo. Também o incomoda a indicação do ex-governador Paulo Afonso Vieira para a Diretoria. Brasília tem duas opções: mudar a diretoria, mantendo na presidência Ronaldo Custório, afilhado da ministra Dilma Rousseff, ou escolher um novo nome. Esta segunda hipótese está anunciada na coluna da edição impressa do Diário Catarinense desta segunda-feira.

Postado por Moacir Pereira

Ética no PT

24 de fevereiro de 2008 2

Proposta para que o PT faça uma profunda reflexão sobre ética, antes e depois de assumir o governo federal, foi proposta pelo professor José Roberto Paludo durante a Conferência Eleitoral Estadual. Constata que os desvios éticos de líderes partidários, a transparência da gestão pública e os novos fatos produziram um fato positivo: mais vigilância da sociedade e enriquecimento da cultura política. Paludo, ex-assessor de imprensa do Diretório Estadual, assinala que o PT tem o poder político, mas não tem o poder econômico e nem o poder da mídia.

Postado por Moacir Pereira

A dupla

24 de fevereiro de 2008 1

O julgamento do diploma do governador pelo TSE provocou um fato novo na política estadual. Luiz Henrique e Leonel Pavan nunca estiveram tão juntos. Até a agenda oficial do fim de semana foi cumprido pelas duas principais autoridades do Executivo catarinense. Estiveram unidos na inauguração de obras estaduais no sábado e esta manhã marcharam juntos na caminhada que marcou a inauguração do acesso a Quilombo e Santiago do Sul.

Postado por Moacir Pereira

TSE político

24 de fevereiro de 2008 3

Líderes estaduais do PT catarinense manifestaram-se pela primeira vez sobre o julgamento do diploma do governador Luiz Henrique pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presidente Luci Choinacki, o ex-presidente Pedro Uczai e Marinete Merss, da Executiva Nacional, estranharam a decisão do TSE e denunciaram a %22manobra política lamentável%22. E reiteraram que houve abuso do poder econômico e político na reeleição de Luiz Henrique.

Postado por Moacir Pereira

O PT e as Alianças

24 de fevereiro de 2008 0

Decisão tomada pelo Diretório Regional do PT, a partir dos debates na Conferência Eleitoral Estadual sobre política de alianças nas eleições municipais: 1.Consenso de todas as correntes em torno de prioridade aos partidos do campo popular e democrático: 2. Não à coligações com o PSDB e o Democratas; 3. Acordos com o PMDB e o PP vão considerar aspectos históricos e as condições locais.

Postado por Moacir Pereira

Coligações

24 de fevereiro de 2008 0

Principal dúvida do PT sobre a diretriz a ser fixada na política de alianças: deve fixar restrições à alianças com o PMDB e o PP que integram a base do governo Lula em Brasilia? A decisão será tomada esta manhã na Assembléia Legislativa.

Postado por Moacir Pereira

Berzoini não veio

24 de fevereiro de 2008 0

O presidente do Diretório Nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, cancelou a viagem que faria neste fim de semana a Florianópolis. Iria proferir palestra na Conferência Eleitoral Estadual do PT. Alegou problema no transporte aéreo. O evento petista termina esta manhã com reuniões do Diretório Estadual e a definição sobre a política de alianças.

Postado por Moacir Pereira

A crítica

24 de fevereiro de 2008 7

A crônica sabatina do escritor Fábio Brüggemann, intitulada %22Governo de uma nota só%22 e publicada no Diário Catarinense, transformou-se num dos assuntos politicos mais comentados deste fim de semana. Mereceu abordagens de líderes do PT durante a Conferência Eleitoral que se realiza na Assembléia Legislativa e tema de comentários em encontros políticos e sociais. Seu texto:

Governo de uma nota só

O governador Luiz Henrique da Silveira tem uma nota só no seu piano. Réu de um processo que se arrasta desde 2006, apresenta um único argumento de defesa: o de que saiu do cargo do mandato anterior para disputar as eleições. Nas entrevistas que concedeu, não refutou quaisquer das acusações do relator, limitando-se ao argumento já citado. Com a decisão de anteontem, que fez a ação voltar à estaca zero, para incluir o vice-governador, o governo tem apenas uma vitória processual, mas se transformará num moribundo político, porque não conseguiu contra-argumentar os dois relatórios já apresentados: o do TRE e o do TSE. O ministro Ari Pargendler, diante do relatório, disse: %22Sem sombra de dúvida, foi montado o maior aparato de comunicação já visto em Santa Catarina com um único fim: alavancar a candidatura a reeleição do então governador Luiz Henrique da Silveira, isso tudo à custa do erário%22. Resta perguntar: quem pagará pelos estragos de anos ocupando um cargo de forma considerada (ainda que a posteriori) ilegítima? E este não é um episódio isolado. É de conhecimento público os vários escândalos da atual administração. Tem o caso Vera Fischer; o escândalo da oficina mecânica à beira de uma estrada que se passava por produtora para beneficiar uma escola de samba do Rio de Janeiro; o escândalo na Secretaria da Fazenda, que culminou na prisão do assessor Aldo Hey Neto; os milhões de reais gastos com publicidade sem licitação; o escândalo do Balé Bolshoi, e todas as confusões arrumadas por causa de um Fundo de Cultura que não é fundo, e que transformou artistas e produtores em arrecadadores de impostos para o próprio governo. A aceitação por parte de alguns (por medo, ignorância ou ainda aproveitamento) não legitima o equívoco em relação ao papel do Estado no fomento à cultura. Não esquecer ainda a defesa intransigente do governador aos ainda considerados, pela justiça, como suspeitos de compra de licença ambiental da Operação Moeda Verde. O descaso com o meio-ambiente lhe rendeu também o desonroso Prêmio Motosserra, ano passado, concedido pela Fundação SOS Mata Atlântica, por ter lutado ostensivamente contra a criação de unidades de conservação no Estado, que ajudaria a preservar tão importante patrimônio natural brasileiro. Mesmo que o governo seja inocentado deste e de todos os processos que correm na justiça contra ele, e que continue no cargo até o final do mandato, é inegável o equívoco ideológico de sua administração, e não há quem não comente, ainda que a boca pequena (por um medo atávico típico do Estado), o estilo principesco de governar, o pairar nos helicópteros e o gosto duvidoso por megaeventos. É tão equivocada sua gestão, e passa apenas por suas idiossincrasias, que sequer escondeu sua defesa à eugenia, em artigo publicado no jornal A Notícia, comentado, inclusive, pelo jornal Folha de S.Paulo. Somente pela criação de mais de 30 secretarias, que consomem tempo e dinheiro do Estado, na tentativa de tirar das prefeituras o papel que é inerente a elas, e o supracitado exemplo da visão estreita e apenas de governo em relação à cultura, já seria caso para um processo por equívoco político. É claro que isto não existe, a não ser nas urnas, e estou aqui tentando apenas fazer uma licença poética para aquilo que nem merece. Não sou filiado a nenhum partido, não simpatizo com nenhum político, seja de esquerda, direita ou centro, não sou de nenhuma igreja, clube ou sindicato. Não escrevo em nome de alguém mas por sentir na pele essa exorbitância, essa coisa que está, sim, fora da órbita, esse descaso com o bom senso e com as políticas públicas sérias, principalmente às relacionadas à cultura. Com o processo retornando ao começo, e cientes da morosidade da justiça brasileira, teremos mais dois anos de limbo. A justiça não julgou, apenas retardou processualmente o resultado quase óbvio, o qual seria a cassação do diploma, e claro, o enorme prazer que eu teria em dizer: %22Prezado ex-governador, seu piano de uma nota só já foi tarde%22.

Postado por Moacir Pereira