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Reserva ambiental

30 de abril de 2008 5

Do leitor Carlos Vinicius Lanner Duering, sobre a polêmica proposta de criação da Unidade de Conservação Refúdio de Vida Silvestre, comentada no artigo da edição impressa do DC:

Moacir, alguém está faltando com a verdade, o que se lê na página do Instituto Chico Mendes : %22Atendendo compromisso assumido no Termo de Compromisso que possibilitou a conclusão do processo de licenciamento AMBIENTAL da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, que alagou áreas significativas de florestas e campos naturais, boa parte dos quais em excelentes estados de conservação, o Ministério do Meio Ambiente coordenou estudos objetivando garantir a sobrevivência e a reprodução da flora e fauna nativas da região acima da área de inundação da barragem de Barra Grande, interligando a calha do Rio Pelotas e seus principais afluentes, aos Parques Nacionais de São Joaquim e Aparados da Serra2. Após realizar o reconhecimento inicial da área envolvida, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em Abril de 2006, a Ministra de Estado do Meio Ambiente, Marina Silva, emitiu ofícios aos Dirigentes dos Estados e dos Municípios locais, às Universidades, Instituições de Ensino e Pesquisa e a Entidades da Sociedade Civil com atuação na região, informando do início dos estudos na área e solicitando a nomeação de representantes para acompanhar o andamento dos trabalhos. Contando com a participação de técnicos das instituições que responderam a demanda do MMA e com o apoio da Gerência Regional de Lages da Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) e da Prefeitura Municipal de Lages, em Julho de 2006, foram realizadas as primeiras incursões de campo na região, iniciando-se pelo lado de Santa Catarina, na região da Coxilha Rica e no entorno do lago de Barra Grande e do rio Lava Tudo. Em Setembro de 2006, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), através de seu Núcleo de Operações Aéreas, disponibilizou um helicóptero para que os técnicos que coordenaram os estudos pudessem sobrevoar toda a extensa área de interesse do Termo de Compromisso (calha do Rio Pelotas e Aparados da Serra Geral). Concomitantemente, para que fosse possível o acesso aos pontos mais isolados e aos trechos de florestas com araucárias e campos naturais mais preservados, localizados nas encostas declivosas do Pelotas, técnicos do MMA e das instituições convocadas percorreram o rio em botes infláveis, durante três dias, entre Bom Jardim da Serra (SC)/São José dos Ausentes(RS) e Capão Alto(SC)/ Vacaria (RS). Ainda em Setembro de 2006 o MMA promoveu uma reunião de nivelamento das informações obtidas até aquele momento, em São José dos Ausentes, convocando novamente as instituições oficiadas pela Ministra e outras que o MMA teve conhecimento no desenrolar dos estudos na região. Na ocasião aproveitou-se também para promover outras incursões de campo aos Aparados da Serra (SC/RS) e às nascentes e trecho inicial do Rio das Antas (RS). Um dos encaminhamentos da reunião foi o agendamento de nova ação concentrada de estudos de campo, a qual foi efetivada no final de Novembro de 2006, por dez dias consecutivos, quando foi possível concluir a avaliação de toda a área envolvida no Termo de Compromisso. Esta etapa de campo contou com a participação efetiva de técnicos das Prefeituras locais e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul (SEMA), da UFRGS, UFSC e PUC-RS, além das demais já envolvidas.
Atenciosamente,
Carlos Vinicius Lannes Duering

Postado por Moacir Pereira

Comentários

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Comentários (5)

  • Maria Aparecida Nery diz: 30 de abril de 2008

    Obtenham um conjunto completo de todas as atas desses “encontros”, com os originais das assinaturas de presenças e façam uma profunda análise, porque significativa parcela de ongueiros esquerdopatas é especialista em “estratégias” de asembleismo e inclusive em fraude documental para legitimar as “definições” que apresentam à sociedade.

  • Maria Aparecida Nery diz: 1 de maio de 2008

    E aí, “grande brasileiro” Sr. Santos Silva, qual é mesmo o SEU grupo, afinal? Qual motivo o leva a manifestar-se anonimamente? Quem é que não pode ser publicamente identificado – e por qual razão? O senhor? O seu grupo? Ou os dois? Não sei, não… acho que conheço esse seu português claudicante de algum outro lugar… será de alguma ata de ONG de fachada?

  • Beatriz diz: 1 de maio de 2008

    Realmente, essa polêmica em torno da reserva que inclui áreas do SC e RS dará o que falar. A opinião pública precisa ficar ciente sobre como a SDS e Secretaria da Agricultura não sabiam das reuniões. Parabéns Moa, pelo alerta.

  • Santos Silva diz: 1 de maio de 2008

    Não pertenço aos Grupos que os “grandes brasileiros” ari e maria representante “delles”. Olha, já escrevi e repito, os tentam desqualificar demonstram sua total capacidade de argumentar; e escrevo mais… a desqualificação é a forma dos que defendem o “capital e elles” demonstrar arrogancia, despreparo e prepotência e o pouco caso que faz da população Brasileira… pewnsam somente no “seu bolso e em “si próprio e nelles”.
    Se liguem… o mundo não começa e acaba em vocês…

  • Ary da Silva Martini diz: 30 de abril de 2008

    Foi exatamente assim, carlos Vinicius. Parabéns pela iniciativa. O MMA trabalha a política ambiental a partir de uma articulação que envolve as três esferas de governo. Parabéns ao blog por ter colocado o texto.