Gustavo Kuerten perdeu o jogo de estréia de Roland Garros/Olavo Moraes
Uma despedida emocionante. Uma despedida de legítimo ídolo. Uma despedida de um atleta exemplar. Uma despedida que orgulha os manés da Ilha, os catarinenses, os brasileiros. Uma despedida de um autêntico e de um grande campeão.
Gustavo Kuerten perdeu o jogo de estréia de Roland Garros. Mas, outra vez, venceu na fala comovente e humana, na humildade, no discurso de amor à família, à amizade. Na manifestação de agradecimento aos torcedores franceses, que o acolheram com tanto carinho durante estes 11 anos.
O filho do saudoso Aldinho Kuerten e da extraordinária dona Alice sintetiza no esporte que o imortaliza e na vida privada aquilo que os homens de bem imaginam e sonham para sua Pátria. Um jovem marcado pela pureza de sentimentos, pelo esforço na busca da conquista esportiva, na honesta atuação profissional, no reconhecimento do valor dos adversários, numa atitude carismática a revelar princípios e valores tão esquecidos de outras lideranças.
Projetou a imagem positiva do Brasil como poucos. Dá um magnífico exemplo para jovens e adultos no amor pela família, nos trabalhos sociais e nos envolvimentos comunitários. Conviveu com autoridades e políticos, mas durante a vitoriosa carreira nunca se deixou manipular por elas e por eles. É sábio.
Na quadra de Roland Garros foi tricampeão. Nos caminhos da vida, apresenta-se com um supercampeão, um campeão de múltiplos torneios, especialmente, os humanos e os éticos. Continua merecendo os entusiásticos aplausos de seus conterrâneos e de todos os brasileiros.
Postado por Moacir Pereira