A decisão do governo estadual de partir para a ofensiva contra o PP, liberando o teor da gravação da conversa telefônica entre o advogado Gley Sagaz, do PP, e o empresário Nei Silva, tem duas leituras.
A primeira, de que a base governista acusa o prejuízo político que vem sofrendo com as últimas revelações e parte para o contra ataque.
A segunda, de que pretende usar toda munição disponível para desqualificar os acusadores.
O governo, contudo, não tocou no ponto central desta crise: quando é que vai contestar os fatos relatados no livro de Nei Silva ou suas revelações feitas na Assembléia Legislativa?
Outra informação: a de gravação do diálogo telefônico entre Nei Silva e Gley Sagaz está em poder das autoridades estaduais há dias. No início da semana, uma cópia era exibida pelo ex-deputado Lírio Rosso, adjunto do secretário Ivo Carminatti na Secretaria de Coordenação e Articulação Política.
Postado por Moacir Pereira
