A assinatura pelo governador Luiz Henrique de decreto de emergência sobre a gripe A em Santa Catarina tem o objetivo de facilitar ações administrativas pela Secretaria da Saúde. Esta é a explicação dada pelo Centro Administrativo para manter o sigilo em torno do ato governamental que cria um fato novo em relação ao virus da Influenza A no Estado.
A omissão na divulgação não se justifica. Decretos de emergência são sempre decisões de impacto na população e por isso precisam ser amplamente divulgados. Primeiro, para permitir compras e contratos na situação excepcional e, também, para permitir fiscalização nos atos de governo fora dos padrões normais. Questão de transparência.
A expansão da gripe A levou a Assembleia Legisltiva, o Tribunal de Justiça (TJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a adotarem várias medidas preventivas. A prefeitura da Capital também decidiu cancelar todos os eventos coletivos programados para o mês de agosto. De um modo geral tem havido bom senso e agilidade nas ações públicas.
Postado por Moacir Pereira

Excelente tua coluna de hoje no Diário Catarinense sobre a postura de alguns políticos catarinenses diante da gripa A.
Acho, no mínimo estranho, que, enquanto no sul, prejuízos se acumulam com casas noturnas fechadas, problemas logísticos para famílias com crianças em casa sem aulas, eventos filantrópicos cancelados, cinemas fechados, em Florianópolis tudo acontece normalmente, como podemos ver na própria edição do DC de hoje, com festas marcadas, casas noturnas anunciando shows e etc. Segundo o mapa oficial do governo, Criciúma tem 3 casos confirmados, Tubarão 9 e Floripa 36. Não tem coisa errada nisso não?