Os dirigentes nacionais do PT e o comitê de Dilma Rousseff têm clara a estratégia na região sul. A ordem é colocar todas as forças em Santa Catarina, buscando voto a voto. O PSDB, na visão dos petistas, sabe que José Serra não conseguirá reverter o cenário amplamente favorável a Dilma Rousseff no norte e no nordeste.
A influência do presidente Lula nestas duas regiões é avassaladora. A vantagem em Pernambuco pró PT é brutal. No sudeste, o quadro é mais disputado. Mas é o sul que pode fazer a diferença, decidindo a eleição no primeiro turno ou levando para o segundo.
E, na região sul, é em Santa Catarina que, na avaliação do comitê central que a vantagem de Serra sobre Dilma poderá ser reduzida, alterando a atual correlação de forças. Assim, qualquer alteração na vantagem de Serra sobre Dilma terá reflexos nos outros estados fronteiriços e nas outras regiões mais próximas.
Os investimentos políticos serão canalizados, por isso mesmo, aos líderes do PMDB que estão respaldando a candidatura de Dilma Rousseff-Michel Temer. Contatos serão multiplicados agora com deputados, prefeitos e vereadores do PMDB, que se rebelaram contra a aliança com o DEM, em vários municípios do Estado.
Esta prioridade talvez explique a fala de quórum na reunião da Executiva Estadual convocada para ontem. Nada aconteceu. A explicação oficial dada foi de que marcada em cima da hora. Mas a ausência de líderes vinculados a tríplice aliança levaram a interpretação de que foi esvaziada para impedir decisões em torno da formação do comitê eleitoral pró Temer-Dilma, já decidida pelo presidente interino João Matos e pelo ex-governador Paulo Afonso Vieira.
Os dois líderes terão atuação forte no comitê do PMDB e no comitê supra-partidário a ser instalado na próxima quarta-feira.