A visita de Dilma Rousseff em Santa Catarina continua sendo festejada pelo comando petista e pelos aliados que integram o comitê suprapartidário. Pelos resultados contabilizados em sua performance no Painel RBS, pela palestra no almoço da Fiesc, pelo encontro com um grupo de 20 jovens recuperados do mundo das drogas e pela carreata no centro de Florianópolis.
Fatos registrados nos bastidores também mereceram avaliação dos aliados. Poucos entenderam, por exemplo, o destaque dado pela ex-ministra a Dário Berger, do PMDB. Citou o nome do prefeito, com adjetivos elogiosos duas vezes no Painel RBS e voltou a homenageá-lo na sede da Federação das Indústrias. O presidente do PT, José Fritsch, destacou a adesão do alcaide que seguiu a candidata em vários eventos, desde seu desembarque no aeroporto. Outros fizeram avaliações diferentes, por entenderem que o prefeito está numa má fase e, em alguns segmentos eleitorais, poderia até prejudicar a campanha presidencial. A candidata procurou realçar a importância da adesão de Berger por ter concorrido com Eduardo Moreira nas prévias partidárias do PMDB. Deu visibilidade ao gesto a todos os peemedebistas do interior. Seu alcance era estadual. Na ótica municipal, contemplou um prefeito que recebeu recursos do PAC e realiza obras no maciço do Morro da Cruz e na periferia da Capital.
O PT articula manifestações de apoio a Dilma entre lideranças do PMDB do oeste. Fecharia o cerco com Dario e Ronério na Grande Florianópolis, Edison Periquito em Balneário Camboriú, Gentil da Luz no sul e Ricardo Macari na região serrana.
O afago em Dário Berger teve outro objetivo político. O grupo precursor que organizou a visita da candidata petista definiu detalhes da programação, incluindo até exigência de credenciamento prévio da imprensa. Cuidou dos mínimos detalhes. E,preocupado com a greve dos servidores da Prefeitura de Florianópolis desaconselhou a caminhada nas ruas centrais. Motivo: temia protestos dos grevistas e até a hipótese de confrontos. Por isso, a caminhada foi transformada em carreata. E desaconselhada a presença de Dário Berger no carro de Dilma. Os líderes do movimento grevistas anunciaram que se Dilma circulasse na Praça XV com Dário Berger sofreria constrangimentos políticos. E protestos.