A primeira análise a ser feita da segunda rodada do Ibope sobre a intenção de votos dos catarinenses para o governo do Estado está revelada no gráfico de tendências. O candidato Raimundo Colombo(DEM), da coligação “As pessoas em primeiro lugar”, subiu quatro pontos. Tinha 23%e agora tem 27%. Foi o que mais cresceu no comparativo com a primeira etapa no dia 6 de agosto. Mas conseguiu reduzir a diferença que o separa da deputada Angela Amin(PP), da “Aliança com Santa Catarina” de 15% para 4% em apenas 20 dias. A progressista caiu de 38% para 31%. E a senadora Ideli Salvatti(PT), da coligação “A favor de Santa Catarina”, manteve-se em terceiro lugar, subindo apenas um ponto, passando de 15% para 16%. Os demais candidatos, Rogério Novaes(PV), Valmir Martins (P-Sol), Amadeu Hercilio da Luz(PCB) e José Carmelito Smieghel(PMN) tem 1% ou menos.
A segunda leitura encontra-se na posição da candidata petista. Até agora não há indicativos de que Ideli Salvatti possa ser beneficiária da privilegiada posição de Lula e seu governo ou da virada de Dilma Rousseff sobre José Serra. A campanha pelo rádio e pela TV, com os marqueteiros de Ideli colando em tudo às imagens de Lula e Dilma não apresentou os resultados desejados. Há quem debite a estagnação à qualidade do programa de TV, criticando o plágio do Louro Zezé e da novela “Passione”, comprometendo a seriedade do projeto. Ontem, a Cristal Produtora fechou as portas, ameaçando abandonar o barco, por falta de pagamento. A rejeição de 13%, contra 17% de Angela Amin e apenas 8% de Raimundo Colombo pode ser outra explicação. É muito cedo para conclusões, uma vez que a propaganda eleitoral e a mobilização da militância estão apenas começando.
A queda de Angela Amin pode ser resultante de dois fatos: o pouco tempo de TV, a reduzida infantaria para mobilizar as ruas e a alta rejeição. De qualquer maneira, Angela ainda beneficia-se de dois dados: é a favorita no segundo turno com Colombo ou com Ideli e a maioria do eleitorado acha que ela será a futura governadora.
