Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Jaison e as pesquisas

31 de agosto de 2010 7

          Do ex-senador Jaison Barreto, comentando as pesquisas eleitorais nas últimas eleições em Santa Catarina, via e-mail:  “Prezado Moacir: Sobre tuas observações quanto as pesquisas eleitorais no Brasil tomo a liberdade de lembrar a de 1982, portanto antes de 1985, na campanha para governador do Estado.   Naquela época o então seu homônimo,Moacir Pereira, comentarista da Rede Globo, na véspera da eleição anunciou a vitória de Esperidião Amim sobre Jaison Barreto com uma diferença de 18%.   A apuração apontou uma diferença de apenas 0,45% . Desnecessário  qualquer comentário.

         Em relação a eleição para prefeito em 1985 gostaria de esclarecer que Chiquinho Assis nunca foi candidato favorito. Embora bom rapaz mas inexpressivo e pouco conhecido, não poderia ser ao contrário.

         O candidato da Aliança Social Trabalhista sempre foi o Deputado Evelásio Caon, cassado pela revolução, uma das melhores figuras da política catarinense e com uma brilhante carreira consolidada em toda Santa Catarina.  Ciumeiras e problemas internos do próprio PDT acabaram por afastá-lo da cabeça da chapa que defendíamos.

       Foi no ultimo minuto do prazo, que acabamos cedendo, possibilitando a indicação do Chiquinho tendo como vice o chefe do PDT no Estado.

Edson Andrino o opositor, além de suas qualidades pessoais se elegeu também beneficiado pela realidade política da época, auge do PMDB que alcançava o poder Nacional através do Colégio Eleitoral.

         Embora contraditório o slogan foi decisivo: “O povo não esquece Sarney é PDS”. Esse é o relato fiel do acontecido.

        Nosso presidente Ulysses Guimarães pouco tem a ver, com esse outro episódeo.Alias seria oportuno também lembrar que essa figura admirável de homem publico acabou morrendo tragicamente, envergonhado infelizmente com o ultimo lugar na sua campanha para presidente da republica pelo PMDB, em 1989.

        Cousas destes senhores que comandam a política desde então. Essas observações fazem parte do compromisso ético que todos nós devemos ter com a verdade, e com a história. Saudações Democráticas.”

Comentários

comments

Comentários (7)

  • Pedro diz: 31 de agosto de 2010

    Talvez o Ulysses Guimarães tivesse mais votos em 1989 se, quando da morte do Tancredo – sem ter tomado posse – tivesse se posicionado ao lado da Constituição e não tivesse concordado com o espúrio acordo da posse de um vice-que-nunca-foi, o Sarney. O medo de uma vitória do Brizola, em eleições gerais, em 90 dias, fez com que se juntasse ao que havia de pior. Deu no que deu: tanto para o Brasil, quanto para ele. Talvez pudéssemos ter vivido sem a hiperinflação sarneysta e, mais, sem os maílson da vida.

  • Gualberto Cesar diz: 31 de agosto de 2010

    Nesse relato vejo a fidelidade dos fatos e a posição coerente do Jaison; ao encontro com a História & Memória dos fatos; e da realidade a época.

  • Carlos Alberto Bertoldo dos Santos diz: 1 de setembro de 2010

    Sempre com uma postura democrática, que saudades dos velhos tempos de comicios, onde nos palcos eleitorais sempre com discurso firme e coerente essa grande figura da Política Catarinense JAYSON TUPY BARRETO, inclui também as grandes palavras de DOUTEL DE ANDRADE”.
    Até +
    Carlos Alberto B.dos Santos

  • Paulo R.Kramatscheck diz: 1 de setembro de 2010

    Ler os comentarios do Jaison muito me alegra por ver que nao sou so eu que gosto de politica, seria do tempo que as pessoas tinhao opiniao, propostas e preferencias politicas, hoje a politica nao passa de um amontoado de letras, onde o que vale e se dar bem, com ou sem proposta, e principalmente sem compromissos com o eleitor.

  • Silvio diz: 1 de setembro de 2010

    É lamentável que os politicos de hoje, sejam apenas negociantes interessados em seus ganhos pessoais, vendendo mentiras e ilusões, não é a toa que Jaison Barreto, Dejandir Dalpasquale e tantos outros políticos verdadeiros, sairam fora, quando viram a corja que estava chegando …..

  • Renato Cândido da Rocha diz: 1 de setembro de 2010

    O comentário do político Jaison Barreto não relata com fidelidade os acontecimentos daquela época, pois Francisco de Assis Filho, era e foi o candidato do PDS à Prefeitura e nos arranjos aos coadjuvantes – PDT – restou indicar o Vice, na eleição para a Prefeitura da Capital em 1985.

    O PDT – Brizola – sonhava em ter o Deputado Edison Andrino em suas fileiras e para isso apostava na vitória do Deputado Federal Nelson Wedekin na Convenção do PMDB.
    ( Naquela época a legislação eleitoral não estipulava um ano de filiação partidária)

    Só que os aguerridos militantes do PMDB, naquela época a grande maioria nativos – manezinhos – faziam um trabalho meticuloso de filiação, diurnal, em favor de Edison Andrino o que oxigenou a militância para a eleição não só na Convenção como para a Prefeitura.
    Eu mesmo, junto com o saudoso Sérgio Gonzaga, percorríamos os vários recantos da Ilha todas as noites para coletar junto aos cabos eleitorais – lideranças peemedebistas ligadas ao Deputado Estadual Edison Andrino, – as fichas de filiação para os devidos encaminhamentos.

    E deu-se o contrário, ganhamos a Convenção, e a ala de Nelson Wedekin – grande parcela – se bandeou para a AST, principalmente parte do Sub-Diretório do Estreito.

    Lógico que outros fatores também contribuíram, o então PFL, que ajudava a manter a Prefeitura sob o comando do Presidente da Câmara Municipal, Vereador do PMDB, Aluisio Acácio Piazza , a liderança do saudoso Vereador Pedro Medeiros na parte continental de Florianópolis e candidato a Vice-Prefeito na Chapa de Edison Andrino e o desgaste natural daqueles que tinham dado suporte ao período de exceção vivido entre 1964 e 1985.

    Com meu abraço ao nobre Jornalista

    Renato Cândido da Rocha

  • Herival Weise diz: 1 de setembro de 2010

    É justamente sobre compromissos éticos que todos nós devemos ter com a verdade, do qual fala o senhor Jaison Tupy Barreto, que peço licença para rememorar fielmente, tal qual ocorreu, fato ocontecido poucos dias antes daquela eleição que o senhor Jaison perdeu por míseros 0,45%, sobre qual, hoje, acha desnecessário tecer qualquer comentário. Num domingo de manhã, coisa de duas semanas antes daquelas eleições, eu e um amigo meu chamado Hughes Delduque, mais conhecido por “boca”, entramos na banca de jornais do João coragem, local conhecido ainda hoje existente no mesmo endereço na avenida Brasil em Balneario Camboriú, para comprar jornais. Lá chegando, esse meu amigo, assim como eu, alem de eleitor, era um defensor intransigente do nome do Jaison. Saudou as atendentes que ali trabalhavam, e pediu para que não deixassem de votar no Jaison contra essa oligarquia que dominava e infestava a política do nosso estado. Exortou as qualidades do Jaison principalmente no combate a ditadura e contra essa gente adversária que defendida aquela situação. Ouvindo isso, um senhor que ali já estava, que eu conhecia lá de Rio Do Sul, chamado Udo Altemburg, Cartorário, ex deputado estadual pela extinta UDN, este parou de folhear o jornal que tinha em mãos e, dirigindo-se ao meu amigo falou exatamente o seguinte: “Meu amigo, você é um jovem e parece ser um bom moço. Permita-me como homem bastante experiente lhe dizer para que não cometas esse erro, deixando de votar num bom moço feito o Esperidão Amin, bom filho, exemplar esposo que desposou uma mulher simples do interior, bom pai de familia, homem de partido, para votar num sujeito mal resolvido partidariamente, profissionalmente e familiarmente, que nem sequer conseguiu manter o seu casamento contraido com uma distinta moça, filha das mais tradicionais familias de Santa Catarina, que, enquanto o seu partido está agora lá no interior fazendo campanha, prefere ficar aqui na orla em restaurantes enhendo a cara. Não meu jovem, por favor, não queiras cometer esse erro, nem contra ti e nem com o nosso ordeiro estado.” Finalizou ele indo embora. relembrando isso, parece que estou novamente sentindo e vendo o silêncio e o constrangimento causados por aquelas duras palavras pronunciadas com aquela veemência naquele recinto. Por coisas assim, ainda hoje não sei quais foram as razões que o senhor Jaison teve, para que, dois anos após esse fato e essa eleição sobre a qual não deseja mais comentar, na primeira eleição para prefeitos de capitais permitida depois de implantada a ditadura, ele viesse a fazer aquela incompreessível aliança chamada de social e trabalhista justamente com o Amin, seu adversário anterior, para respaldar a candidatura do Chiquinho De Assis, mais precisamente, genro daquele homem que falou aquilo tudo dele lá naquela banca. Então, quem sabe não foram cousas desse tipo que contribuiram para desacreditar muitos desses senhores que comandavam desse jeito a politica de então.