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A neutralidade de Pavan

30 de setembro de 2010 3

                O governador Leonel Pavan não está nem aí para a campanha política em Santa Catarina.   Mesmo sendo o presidente do Diretório Estadual do PSDB não participou de nenhuma reunião com os candidatos da tríplice aliança. Não se deixou fotografar uma única vez com Raimundo Colombo desde que as candidaturas foram oficializadas na Convenção Estadual pelo DEM, PMDB e PSDB.  Também não gravou qualquer depoimento a favor de Raimundo Colombo,  Luiz Henrique e Paulo Bauer. Eleitor catarinense que acompanhou a disputa no horário eleitoral gratuito não viu a imagem do governador com os líderes e candidatos da coligação “As pessoas em primeiro lugar” um minuto sequer.   

               Nos últimos meses, Leonel Pavan dedicou-se inteiramente à governar Santa Catarina.  Assumiu num momento crítico, fragilizado pelo inquérito e pela denúncia da Operação Transparência e, sobretudo, pelo desembarque do DEM justamente na semana de sua posse. Não engoliu o tratamento recebido dos aliados e está dando o troco.  Não de forma tão discreta que parece ação secreta, nem de maneira tão ostensiva que sugira rompimento. 

             Nestes últimos dias, o governador encontra-se em Brasilia participando de um ato burocrático. Vai assinar o contrato com o Banco Mundial para o Programa Micro-bacias 3.  Permanecerá distante até a apuração do último voto.

            Durante a atual campanha ao invés de pedir pelos tucanos e candidatos da tríplice aliança deu, ao contrário, sinais inequívocos de preferências pela candidata Ângela Amin, principal adversária da coligação que seu partido apóia.

Comentários

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Comentários (3)

  • Gualberto Cesar diz: 30 de setembro de 2010

    Pavan teve um dos melhores aprendizados em se tratando de correlações de forças políticas a nível federal e estadual.
    Passou por tempestadades e presentementre é pessoa tranquila; cumprindo o seu dever “Constitucional” – Governador do Estado de Santa Catarina”.
    Muitos se arrojaram e não conseguiram – Ele É.

  • angela diz: 30 de setembro de 2010

    PAVAN ERA PARA ESTAR ,ERA NA CADEIA ,MAS INFELÍZMENTE COMO POSSUI FORO PRIVILEGIADO, PODE ASSUMIR O GOVÊRNO . NÃO FOI ELEITO E SIM SUBSTITUIU LHS.
    ÊLE DEVE NA PRÓXIMA ELEIÇÃO SE CANDIDATAR À ALGUMA COISA ,PARA VER SE CONSEGUE .
    TALVEZ EM CAMBORIÚ VOTEM NÊLE.

  • Laercio diz: 30 de setembro de 2010

    Sim, Pavan é o governador por uma manobra torpe, que entregou quatro anos de Senado a um ser inexpressivo e enfermo. Nunca mais leva meu voto para nada. Felizmente sua manobra principal, a de ser governador por quatro ou oito anos, mostrou-se ineficiente, em grande parte graças à abençoada Polícia Federal.