Concluída a campanha presidencial, o balanço que fica para a história é de frustração de boa parte do eleitorado. Com o tema dos debates, com o desempenho dos candidatos, com as baixarias do horário eleitoral e agora com o nível de consciência política da sociedade.
A primeira constatação é uma tristeza, em termos de exercício efetivo da cidadania. A sociedade brasileira mobilizou-se durante anos pelo restabelecimento das eleições diretas para a presidente. Foram batalhas históricas que tiveram seu momento mais grandioso na cruzada pelas “diretas já”. E, readquirido o direito, o que se vê: partidos, candidatos e a Justiça Eleitoral fazendo apelos dramáticos para que os eleitores não fujam em massa para as praias e os campos. São milhares de eleitores que, decepcionados com a atuação dos candidatos ou imaginando que tudo está decidido, se desinteressaram pela eleição. Entre um fim de semana prolongado curtindo o sol e ganhar um domingo para decidir sobre o seu futuro e o do Brasil, o eleitor está preferindo o seu lazer pessoal.
No balanço geral ficou uma dupla sensação de que a campanha no segundo turno foi longa demais. Cansou no horário gratuito e nos debates enfadonhos. Mas também pareceu rápida demais pela pobreza dos temas tratados. Se enxugar mesmo, restam discussões intermináveis sobre aborto, casamento gay e privatizações. Aborto não é assunto para campanha, até porque presidente da República não decidirá isoladamente sobre a matéria. União homossexual está mais na sociedade do que para o Planalto. E a questão das privatizações tem aspectos positivos, benefícios incontáveis para a sociedade, como também decisões prejudiciais.

Caro Colunista, generalizar, como reduzir, sempre acentua o viés negativo do todo, mesmo que apenas uma parte seja o responsável. Desde o começo a campanha do Serra se demonstrou insegura e raivosa. O que se acentuou ao adotar temas "caros" aos republicanos conservadores da américa do norte. A Dilma passou quase que o tempo todo tentando colocar suas propostas e, ao mesmo tempo, tendo que se defender da baixaria oposicionista. Analise com rigor o desenrolar e terá - exatamente - o que escrevo agora. Não fosse a raiva decorrente da certeza da derrota e, com certeza, teríamos tido uma campanha bem melhor. Saber perder, sim, é praticar a democracia por inteiro.
EU NÃO CONCORDO COM A METERIA, POIS POIS VARIOS ASSUNTOS, OU FACTOIDES, FORAM CRIADOS PELO CANDIDATO SERRA, PARA DESVIAR A NECESSIDADE SUA DE APRESENTAR AO POVO BRASILEIRO UM PROGRAMA DE GOVERNO DIFERENTE DO QUE FOI O DE FHC, MAS NÃO CONSEGUIU POIS O PROJETO NEOLIBERAL SERIA A PRATICA DO SEU PROGRAMA, AO MESMO TEMPO FORAM DESVENDADOS PROBLEMAS SERIOS NA ADMINISTRAÇÃO DE SÃO PAULO, QUE SERRA DIZ QUE ESTÁ TUDO CORRETO O QUE NÃO É VERDADE, PRINCIPALMENETE NA PARTE "FINANCEIRA" DA ADMINISTRAÇÃO, AGORA A MINHA FRUSTAÇÃO , E SABER QUE A IMPRENSA TEM PARTIDO.
Moacir.
Os brasileiros são cheios de esperanças que advem das promessas políticas.
As correlações de forças políticas no Brasil estão mais para ajuntamentos de interesses corpratvos sem pessoalidade; para cima do patamar da classe média-alta.
Interesses mercadológicos de grandes corporações e por aí em diante.
Isso é a realidade política de todos os países; e nos EUA e na Europa; não são diferentes.
O que muda é a compreenssão dos eleitores quanto a política.
Esperar-se dos políticos e dos meios de comunicação é ficar-se na mesma.
Interesses econômicos são sempre prevalecentes na política.
O Poder econômica sempre fez; e vai continuar suscetibiizando a mídia e a classe política.
Política se fáz com muito dinheiro; ou não se chega ao Poder.
Desde 1964 ano em que votei - pela primeira vez - vejo-me ilhado nessa atmosfera viciada.
Pelo menos o Governo do PT e Aliados tem uma proposta que vai ao encontro à sociedade mais desprotegida.
Quando os neoliberalistas - fizeram arrumações para dar mostragens e satisfazer ao FMI e nada a favor das massas.
Hoje temos mais de vinte por cento do Orçamento da União; voltados à os que estão no patamar da classe média baixa; para baixo.
Isto é sustentabilidade social.
E é esse o Governo que quer continuar a dar mais para os póbres do que para os ricos.
Respeito as posições dos meios de comunicação - por eles serem empresas que estão operacionalizando e disputando um mercado bastante competitivo.
Em sã consciência; nenhum; meio de comunicação; e tampouco; um profissional de impresa; em sendo ligado a corporações; pode ter uma opinião que não leve em conta o seu viés econômico-financeiro.
Isso é real e não é conto da carochinha.
Os Partidos Políticos; poderiam utilizar-se dos seus horários eleitoriais - não para colocarem suas teses como produtos de mercado - e sim capilarizar e interagir - com projetos em favor da cidadania; como fazém do PT e Aliados.
A própria "Comunicação" Partidária indistintamente erra; quando coloca o "extrato hepatobiliar"; nos seus enunciados - que muito mais são de ordem emotiva de quem escreve; do que a bem da compreensão; que deveria ser à formação do senso comum e da compreensão dos eleitores; iclusive; em auto-crítica; que é necessária; à todos os políticos indistintamente; e dos Partidos; quando se vive em Estado de Direito Democrático; e; nenhum Partido ou Político; está acima da Lei; e muito pelo contrário - está sob a Égide da Lei; submetidos a Direitos e Deveres. Pessoas Físicas e Jurídicas.
Ora, todos viram que a baixaria iniciou por parte da candidatura Serra. De uma hora prá outra, e durante meses, vi minha caixa postal do e-mail ficar atulhada de babaquices de todo tipo...
Até alguns amigos - que eu sempre considerei pessoas sensatas -, possuídos por um ódio infundado, inexplicável e desnecessário, criaram, com essas baixarias, um clima truculento e de baixo nível.
Armaram tanto que hoje não têm saída...espero que pelo menos sintam vergonha e peças desculpas por atitudes tão burras e sem sentido.
Ainda assim agradeço-lhes por me ajudarem a decidir o voto.
No mais, que todos no domingo, 31, tenham um BOM DILMA!!!
MOACIR, boa tarde!
Será que se as pesquisas apontassem para a vitória de José Serra, seu balanço seria "frustrante"? Quem abaixou o nível (aborto, religião, homofobia) prá não permitir a vitória da Dilma no 1o. turno?
É impressionante como vcs. não conseguem disfarçar a parcialidade de vcs.