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Lula: defensor de corruptos e criminosos

31 de dezembro de 2010 3



            O sindicalista Luiz  Inácio Lula da Silva poderia ter encontrado uma forma mais digna de deixar a Presidência da República Federativa do Brasil.  Encerrar o mandato com a assinatura de ato defendendo um criminoso e colocando em risco as tradicionais e excelentes relações entre Brasil e Itália é atitude que manche inapelavelmente sua biografia.

            Se, do ponto de vista sócio-econômico, seu governo termina muito bem, sob o aspecto político é um desastre completo, muito mais por equivocos de atos que praticou e declarações que fez.  Quebrou a liturgia do cargo,  vulgarizou o exercício da presidência e nivelou-se  àqueles líderes políticos que rejeitam a condição de estadistas para decisões demagógicas.

            Ao negar a extradição ao criminoso italiano Cesare Battisti – é assassino, sim, porque matou quatro pessoas, segundo provas incontestes da própria Justiça Italiana  – Lula fere sua imagem e pratica mais um gesto em defesa da impunidade.  A mesma impunidade que pretende para os quarenta mensaleiros já devidamente enquadrados em denúncia do Supremo Tribunal Federal.  A mesma proteção que deu a corruptos notórios como Renan Calheiros.  A mesma capa protetora que continua dando a Jader Barbalho, José Sarney, João Paulo Cunha, entre outros. A mesma defesa apaixonada que fez de Severino Cavalcanti, o ex-presidente da Câmara Federal, réu confesso em corrupção de mensalinhos.E por aí vai.

           Inexplicável!  Por que trazer para o Brasil um problema jurídico e político que é restrito a Itália?  Que acolhesse a decisão do Supremo Tribunal Federal e concedesse a extradição para que os italianos decidissem sobre o destino do assassino agora protegido pelo governo brasileiro.

          Uma lástima.   Lula começou bem e prosseguiu melhor. Mas, repetindo a máxima popular,  borrou-se todo na saída.

Comentários

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Comentários (3)

  • TRANSPARILDO SILVA diz: 31 de dezembro de 2010

    Porque o articulista não se limita à análise técnica, comentando posições da AGU, ao invés de submeter-se (como desde 1500 ocorre) a “pensamentos” dominantes mundo afora, próprios aos povos submissos, rol do qual o Brasil já não mais pertence?

  • Pedro diz: 1 de janeiro de 2011

    Caro Colunista, misturar assuntos, em si, nada acrescenta, além da dúvida em cada leitor. Só poderia dizer que o Lula defendeu esse ou aquele se tive comprovação de que ele tentou interferir junto aos demais poderes (legislativo e judiciário), o que até as baleias francas sabem que nunca fez. Em relação à questão italiana, creio que não foi esse o entendimento do STF, que decidiu ser o caso da competência da Presidência da República que, agora, assim agiu. As razões para assim ter agido decorreu da apreciação técnica do Ministério da Justiça, mesmo que controversa em relação, por exemplo, ao despacho da AGU. Mesmo que o italiano envolvido tenha sido condenado na Itália, como o foi, sua atuação – entendeu o governo brasileiro – teve fundamento político (seria interessante verificar as leis de exceção que, então, lá vigoravam). Viu-se, após, o quanto a tal democracia cristã – que se perpetuava no poder – era apodrecida, corrupta e violenta (por sua íntima ligação com a máfia). Então, creio haver certo ranço político-social em sua apreciação do caso. Uma pena.

  • Clovis Raimundo diz: 2 de janeiro de 2011

    Perfeito o comentário do articulista. A decisão de Lula já era esperada, pois ele deixou para o último dia para fazer mais uma “estripulia diplomática” , a exemplo das inúmeras gafes e erros doplomáticos cometidos pelo seu governo, dando apoio a ditadores e governos que não respeitam os direitos humanos. É importante dizer também que Lula também vetou integralmente, no apagar das luzes, a Lei que privilegiaria o bom pagador, com redução de juros e facilidades em empréstimos. Privilegiar o bom pagador é uma espécie de meritocracia, e a isso o PT sempre foi avesso. Infelizmente o PT sempre foi contra qualquer tipo de avaliação de funcionários em qualquer setor público, pois poucos são seus militantes que tem sucesso em suas carreiras profissionais. Eles galgam o poder por ser do time, do partidão. Vejam que nas universidades federais existia um tipo de avaliação onde os professores tinham que fazer um relatório de suas atividades (GED), e a gratificação era paga proporcionalmente aos pontos alcançados pelo trabalho realizado no ano. O PT acabou com a GED e concedeu gratificação integral a todos.
    Voltanto ao assunto, manter Cesare Batistti no Brasil, dando guarida a um criminoso, faz parte do comportamento de socialistas jurássicos, um time que entra com toda a força agora no governo Dilma. A Itália é um dos raros exemplo de democracias que lutaram contra o terrorismo respeitando o estado de direito e agindo sempre com autorização judicial na investigação dos terrosristas.