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Um 2011 ainda melhor

31 de dezembro de 2010 Comentários desativados

              O tradicional balanço de fim de ano tem muitos fatos dignos de registro.  O primeiro deles – e uma unanimidade – está na velocidade do tempo.   Como passou rápido!  E com algumas perdas que a coluna registra como reconhecimento às famílias e aos amigos que perderam cidadãos tão exemplares.   Entre eles, os acadêmicos Lauro Junkes, presidente da Academia Catarinense de Letras, e o professor Carlos Humberto Correa, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.   Junkes destacou-se como o maior garimpeiro da literatura , resgatando obras inéditas de grandes escritores e poetas.  Conduziu a Casa de José Boiteux com uma dedicação excepcional.  Mesmo debilitado, batalhou até o último momento pela instituição.  Era, além disso e sobretudo, um cidadão, um chefe de família que orgulhava a cidadania catarinense.   Correa, outro apaixonado pela história e pela literatura,  passou os últimos anos como um Dom Quixote a comandar as incontáveis atividades do Instituto. Também  com feitos marcantes, como estão aí para comprovar os livros que editou, os eventos que promoveu e, com Junkes, a sede própria e comum que conquistou.  Também da área, a perda irreparável do escritor Hoyedo de Gouvea Lins, personalidade impar nos meios sociais e intelectuais de Santa Catarina.  Homem de paz, fala mansa na relação humana, um talento da escrita e uma doce figura nos encontros acadêmicos.  Antes, no meio do ano, outra perda lamentável: do advogado  Herminio Daux Boabaid.  Durante anos atuou como abnegado secretário da Faculdade de Direito na gestão  de outro expoente do magistério e da magistratura, o professor Henrique Stodieck.  Herminio era uma figura singular.  Perspicaz, inteligente, amigo, crítico e identificado com o que Florianópolis tem de melhor no meio social.  Outros amigos que se foram com estes quatro expoentes deixam muitas saudades nesta virada de ano.

              Surpresas

            No plano político, um ano para ficar na história.  A eleição da primeira mulher para presidente da República num pleito sem tempestades, a escolha de Raimundo Colombo para o governo no primeiro turno, o funcionamento pleno das instituições e avanços no exercício da cidadania.   A lamentar, entre outras desilusões, os escândalos que abalam com a imagem da classe política.

            A economia transformou-s na maior surpresa e no grande destaque. A rigor, foi boa para todo mundo.  Mais empregos, mais renda, mais poder aquisitivo, mais consumo. Em geral, o catarinense viveu bem este ano.        

            Que o novo ano sepulte os fatos negativos e multiplique as energias positivas.  Um Feliz Ano Novo a todos.  Que 2011 seja muito melhor.

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