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Posts do dia 15 janeiro 2011

O Almoço da Agronômica

15 de janeiro de 2011 7

           Luiz Henrique e Jorge Bornhausen fizeram relatos semelhantes sobre o almoço que tiveram com Raimundo Colombo.   Revelaram que a reunião foi mais social, que avaliaram a atuação federal, as relações com o governo Dilma, as prioridades e as primeiras ações no âmbito estadual.   Foram unânimes em destacar o estilo do governador, marcando presença em questões de real interesse público, ouvindo os especialistas nas diversas áreas.   A política de visita às repartições que prestam serviços a população, para buscar qualificação, também merecem registro dos líderes do PMDB e do DEM. Os dois garantiram que a questão dos cargos sequer foi mencionada e que querem distância desta polêmica.   Bornhausen disse depois que as dificuldades de formação do novo governo, baseado numa ampla aliança, são normais.  E destacou, entre as qualidades de Colombo, a paciência para conversar e decidir sobre os destinos do Estado.

           Já o senador Luiz Henrique definiu como será sua atuação no Congresso Nacional.  Estará condicionada ao tratamento que o governo Dilma der a Santa Catarina.  Se for republicano, terá sua colaboração. Mas se for discriminatório, vai encontrá-lo na trincheira da oposição.

          Durante o encontro, Colombo informou ao senador que a licitação para compra de uniformes escolares foi cancelada, mas que os alunos terão o vestuário para estudos no segundo semestre.  O uniforme foi idéia e realização da gestão Luiz Henrique.

Hospitais: situação crítica

15 de janeiro de 2011 2

Quando foi inaugurado pelo presidente Médici há 40 anos, o Hospital Infantil Joana de Gusmão contava com 200 leitos. Era considerado o mais equipado e com o que a pediatria tinha de mais qualificado no Estado e no Brasil. À frente daquela conquista, o laureado médico Murilo Capela e uma premiada equipe de profissionais. O tempo passou, os governos se sucederam, os problemas se multiplicaram e hoje tem-se uma situação mais do que preocupante. Não fora o excepcional trabalho de voluntariado que ali se realiza, o cenário seria caótico. O Infantil conta hoje, por conta de ações e omissões políticas, com apenas 90 leitos. Numa hora está em reforma, na outra não tem pessoal para ativar todos os leitos. O Hospital Celso Ramos, com 50 anos, era outra referência notável do sistema médico-hospitalar. Governos se sucederam e não houve um só que merecesse algum registro por intervenções que restabelecessem o nível de atendimento da instituição. A Emergência está em reformas há meses e não há segurança de que termine em março, como anunciado pelo governo. O Hospital Florianópolis está fechado para reforma. O Hospital Regional de São José tem carências que a população registra todo dia, com uma demanda difícil de ser atendida com as condições em que opera. Estimulante, por isso mesmo, a decisão do governador Raimundo Colombo de realizar na próxima semana uma série de visitas aos Hospitais Estaduais. Quem sabe, conhecendo de perto os problemas, percorrendo as instalações das unidades, defina prioridades e exija mais agilidade nas obras, e contratação do pessoal indispensável à ativação de leitos. Inexplicável é esta absurda falta de planejamento do governo estadual, responsável pelo complexo hospitalar público da Grande Florianópolis. Autorizou reformas simultâneas em vários hospitais, cujo funcionamento é vital para preservar a saúde da população.