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Colombo: um novo estilo

31 de janeiro de 2011 4

            Raimundo Colombo completa hoje o primeiro mês no governo de Santa Catarina.  Não tem a equipe completa.  Faltam ser nomeados todos os 36 secretários regionais, os comissionados e dirigentes de empresas e fundações.   Mas já é possível identificar um novo estilo de administrar o Estado.   Adotou, inclusive, algumas medidas elogiadas até pelos adversários. 

            A de maior impacto foi a suspensão dos incentivos do Pró-Emprego e do artigo 148-A, ambos dentro da política de incentivos a novas empresas.   Na origem oficial da medida estariam ações ajuizadas no Supremo, questionando sua legalidade. Mas outras razões ditaram o ato,  que contrariou as normas  vigentes, com visível insatisfação do antecessores. A existência de escritórios de intermediação para aprovação do projetos industriais, com prática de interferências heterodoxas também foi considerada.

            No contexto de ações de contenção de despesas veio a ordem para parar tudo durante 120 dias. Objetivo: economizar um bilhão de reais.  Medida dura e corajosa que indicará à sociedade duas realidades: ou o governo era um tremendo perdulário ou os serviços perderão qualidade neste primeiro trimestre.  Afinal, 250 milhões de economia por mês é um senhor corte nos gastos públicos.

            O novo estilo foi marcado, também, pelas primeiras visitas a instituições públicas que atendem a população.  Colombo diz que esta era uma prática na Prefeitura de Lages, que pretende manter no governo.  Incertas nas repartições serão sempre aplaudidas pelas comunidades.  Candidatos, eles procuram estar junto dos eleitores. Eleitos, ficam blindados por assessores ou perdem o contato com a realidade. 

           Destacada e elogiável foi a presença do governador durante as enchentes.  Convocou assessores, batalhou no fim de semana, visitou as áreas mais castigadas, liberou logo os recursos e viajou de imediato a Brasilia.  Nenhuma ressalva a lamentar.


            Amarração

            É cedo para fazer avaliações mais profundas sobre o que será o governo  Colombo.  Inclusive, por não ter conseguido realizar seu projeto de escolher uma equipe mais técnica, como prometera.  Prisioneiro da aliança que o elegeu e refém das lideranças que garantiram sua eleição, entregou os anéis para não perder os dedos.   Até diretor de escola está sendo indicado por critério partidário. 

            O novo governador deu também alguns tiros a esmo.  Anunciou a extinção da Codesc.  Há reações dos aliados e ninguém sabe qual o futuro da estatal.   Quer detonar a famigerada Invesc.   A bucha da dívida ali é bilionária e nada avançou, ainda.  Proclamou que não iria residir na Casa da Agronômica.  Lá já está instalado.   Assinou ato para fazer os militares retornarem aos quartéis.   Espera-se a concretização da elogiável decisão que vai melhorar a segurança pública.  Informou que dará novo destino à Penitenciária Estadual, já em vias de ser vendida à iniciativa privada.  Está faltando explicitar a nova destinação, até porque há lei aprovada pela Câmara de Florianópolis.  Prometeu implantar uma nova rodovia no Vale do Itajaí se o governo Dilma não assegurar a duplicação da BR-470 com a urgência que as comunidades exigem.   Ninguém sabe como este objetivo seria  concretizado.     

           Há a ressaltar, também, a postura  positiva do novo governador.  Não esquenta nem nos períodos de maior adversidade.  Mantém a mesma serenidade nas conversas com interlocutores.  Evita entrar em confrontos, em divididas.  Ao contrário de Leonel Pavan, que não poupava condenações sumárias a assessores com impropérios e palavrões impublicáveis, relaciona-se com a equipe e até com adversários com a mesma  cortesia.  Não mudou nada nas relações com a imprensa.  Continua o mesmo, acessível aos jornalistas. Não mudou nem o celular usado na transição.

           O governo começa bem. O futuro é promissor.

Comentários

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Comentários (4)

  • Dorvalino Furtado Filho diz: 31 de janeiro de 2011

    O FUTURO NÃO É SÓ PROMISSOR, MAS RESGATA, GRADATIVAMENTE, OS VALORES POLITÍCOS EM SC. COLOMBO COMEÇA, SIM, A SE DIFERENCIAR E HONRANDO A SUA FILOSOFIA: “AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR”.

  • angela diz: 31 de janeiro de 2011

    COLOQUEI TODAS AS MINHAS FICHAS NÊLE .
    SE FALHAR, NÃO VOTO EM MAIS NENHUM . ESTÁ ME PARECENDO SINCERO E HONESTO, A NÃO SER QUE SEJA MUITO FALSO.
    NÃO QUERO ACREDITAR NISSO. PRECISAMOS ACREDITAR QUE MUDANDO ESSA TURMA VAI MELHORAR. A MINHA PULGA NA ORELHA SÃO ESSAS ALIANÇAS .
    SE ESTAMOS NUMA DEMOCRACIA ,DEVERIAM FAZER O QUE O POVO DESEJA, E O POVO NÃO DESEJA ALIANÇAS, CASO CONTRÁRIO VOTARIA EM QUALQUER PARTIDO . ESTÃO PARECENDO UNS ABUTRES TENTANDO CARGOS.

  • Pedro diz: 31 de janeiro de 2011

    Caro Colunista, melhor sair à rua e conversar com o povão. Não há essa “bola toda”. Ao contrário, o sentimento de desgoverno está se alastrando, já que o sr. Colombo perdeu o primeiro mês em palavrórios “palanqueiros” e “politiqueiros”. Nada de útil e concreto pode ser imputado a ele e ao seu (des)governo. Os nomes provisionados em cargos de confiança assustam o povo pela quantidade de elementos envolvidos em investigações e processos, sem contar os já condenados, mesmo que não definitivamente. E o sr. Colombo continua tergiversando, tentando fazer o povo acreditar que ele resolverá – no grito e na marra – os problemas federais. Dos estaduais, foge como o diabo da cruz. Serão 4 longos e perdidos anos para os catarinenses.

  • waldemar krajeski filho diz: 31 de janeiro de 2011

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Caro colunista, só noticia, não precisa puxar o saco.