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Posts do dia 5 fevereiro 2011

Policia Militar vai mudar

05 de fevereiro de 2011 6

A principal novidade na coletiva do comandante geral da Polícia Militar, coronel Nazareno Marcineiro, anunciando a criação do Batalhão de Choque para manter a ordem pública em todos os eventos coletivos, está na nova  estratégia.   Pelos cálculos oficiais, a existência deste batalhão vai liberar 6 mil homens/hora para ampliar o policiamento ostensivo fardado e dar mais segurança à população.   A segunda está na escolha do coronel Newton Ramlow para comandar a nova unidade.  Ele deixa o Batalhão de Florianópolis, onde realizou um notável trabalho de manutenção da ordem pública.   Enfrentou conflitos delicados e graves,  não aceitou provocações de radicais interessados em sangue nas manifestações envolvendo o sistema de transportes coletivos e deu combate frontal contra o tráfico de drogas, a principal causa da insegurança e do aumento da criminalidade na Grande Florianópolis e em todo o Estado.

             O novo comandante é um profissional da segurança. Tem até livro publicado sobre segurança pública (“ Polícia Comunitária: construindo segurança nas comunidades”).   Vem do Estado Maior. Há seis anos estuda a nova Lei Básica da Polícia Militar.  A atual está defasada há muito tempo.  Data de 1983.  Previa a corporação com 12 batalhões e 3 comandos regionais.  Hoje, a PM tem 28 batalhões e 11 comandos regionais.  Várias especializações foram criadas, com as demandas super ampliadas, por exemplo, na área da Polícia Ambiental.  O Corpo de Bombeiros ganhou autonomia.  E as responsabilidades da Policia Militar Rodoviária foram estadualizadas e  multiplicadas.  

           A Polícia Militar enfrenta atualmente alguns problemas:  o efetivo totalmente defasado, os salários dos praças e a falta de uma nova lei de organização.   O novo comando deseja, também, inovar com uma cultura mais moderna, consolidando a identidade da Polícia com as comunidades.

           Posto Ambulante

           O plano de ação do coronel Nazareno Marcineiro prevê a colocação de oficiais superiores nas ruas para qualificar o policiamento.   Deverá instituir o Posto de Comando Ambulante, experiência que aplicou em Criciúma, quando comandante do batalhão, com grande sucesso.  Os oficiais deslocam-se com camionetes Vans e no local fazem o planejamento operacional para intervenção da força policial.  No sul, esta inovação resultou em redução de 35% da criminalidade e das ocorrências policiais. 

         O problema do efetivo é no momento um dos mais delicados.  A Polícia deveria ter 20.300 homens, como estabelece a nova legislação estadual.  Tem hoje apenas 10.800 policiais.  E há previsão de pelo menos 500 baixas causadas por aposentadorias ou perdas em serviço.

          O governador Raimundo Colombo já aprovou a admissão este ano de até mil policiais.  É muito pouco, mas nem isso será possível.  A admissão só acontece depois de treinamento e capacitação, o que está sendo feito de forma descentralizada nas regiões.   Se chegar a 500 será ótimo.  Outro problema é a questão salarial.  Um soldado começa com cerca de R$ 2.000,00, incluindo o pagamento de horas extras.  Um gari da Prefeitura de Florianópolis, por exemplo, percebe R$ 2.700,00.  O comando está sensível à defasagem salarial e diz que ela é prioridade.  

           Está havendo, também, a requisição gradativa dos policiais que trabalham hoje nos cerimônias e casas militares dos poderes.  A Câmara Municipal tinha oito militares, incluindo oficiais, e está devolvendo seis.  A Assembléia Legislativa tem um verdadeiro batalhão.                        

            O Plano de Ação deverá ser lançado no mês de maio.  Deverá fixar novas normas para modernização da PM com novas leis de ensino, de promoções e de movimentações.   A interferência político-partidária na corporação tem sido negativa em diversas frentes.  A idéia central de profissionalização pretende neutralizar estas intervenções. 

Ministro debochado

05 de fevereiro de 2011 7

      O Jornal Nacional de sexta-feira mostrou, com fatos, cenas, depoimentos e informações, os prejuízos incalculáveis causados pelo apagão da noite de quinta. Gravissimos problemas até nos Hospitais, ameaçando a vida de milhares de pacientes. O Polo Petroquímico de Camaçari parou. Só volta a funcionar a plena carga em cinco dias. O apagão atingiu 47 milhões de pessoas. E vem o sarneysista Edson Lobão, ministro de Minas e Energia afirmar: “Foi uma interrupção temporária de energia”. Estes caras debocham de nossa gente.