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Posts do dia 8 março 2011

Posto Médico: segurança no sambódromo

08 de março de 2011 0

       O esquema de organização do carnaval contou até com uma unidade de emergência. Além de ambulâncias do SAMU e homens do Corpo de Bombeiros, a Help instalou um posto médico, coordenado pela Dra. Roselane Moreira, com a  participação de enfermeiros e pessoal de apoio, num total de 14 pessoas.   Duas UTIs completas foram instaladas no térreo dos camarotes, lado do mar.

Roberto Alves: 70 anos

08 de março de 2011 1

      Jornalista Roberto Alves está comemorando hoje 70 anos de idade. E mais de 53 de excelentes serviços profissionais prestados a Santa Catarina.

      Filho de família modesta da Capital, foi a luta já a partir dos 16 anos. Começou na Rádio Guarujá com operador de som, teve a chance de usar o microfone e a aproveitou de forma magnífica. Dele nunca mais se separou. Do sucesso na Guarujá foi convidado para comandar a equipe de esportes da TV-Cultura, inaugurada em31 de maio de 1970.   Ali, dirigiu e apresentou por décadas o “Bola em Jogo”, programa que liderava no horário do meio dia. Aposentado, passou a atuar no grupo RBS, inicialmente como comentarista da CBN-Diário e da RBS-TV e depois como colunista do DC. 

       Roberto Alves é o Pelé da crônica esportiva catarinense. Além de exemplar, competente e dedicado profissional, é um cidadão que cumpre com seus deveres, chefe de família e amigo leal de seus amigos. Assim como Pelé nunca desonrou o Brasil e os brasileiros, Roberto Alves é motivo de orgulho par seus companheiros.

        Merece todas as homenagens.

A mobilidade,a nova ponte e a posição de Taniguchi

08 de março de 2011 3

    Do professor Luiz Fernando Scheibe, geógrafo e especialista em mobilidadeurbana, via e-mail, sobre a reunião do governador Raimundo Colombo com assessores e o arquiteto Cássio Taniguchi: 

  "É engraçado:
  Jaime Lerner e Cássio Taniguchi criaram fama internacional ao propor  um novo sistema de transporte coletivo para Curitiba.
Consultado num encontro antes dos desfiles de carnaval, Taniguchi  propõe o que Moacir Pereira classifica de "constatação técnica 
definitiva (sic): a Capital não resolverá os gravíssimos problemas se  não construir nova ponte".
      O que o qualifica para essa "constatação técnica definitiva? "Desde  1969, o arquiteto paranaense possui apartamento na Beira-Mar Norte.  Vem ao Estado com frequência".
      Pois é. Moro numa casa na Trindade há quase 40 anos e não fui  consultado... ainda bem, por que certamente não teria, assim de 
chofre, uma "constatação técnica definitiva" para propor ao nosso  governador, gerando providências imediatas e desclassificando 
completamente todos os estudos e consultas realizadas para a  elaboração do já esquecido Plano Diretor de Florianópolis!
Será mesmo engraçado? Luiz Fernando Scheibe"

Casan: maior poluidora da Ilha

08 de março de 2011 1

      O prefeito Dário Berger está disposto a aplicar penalidades mais rigorosas contra a Casan, que continua poluindo as praias da Ilha de Santa Catarina, liberando esgoto de suas estações de tratamento. 

       O assessor de imprensa da Secretaria da Saúde,  Caê de Castro, enviou e-mail dizendo, contudo, que o prefeito nada tem a ver com a briga. Confira:  “Caro Moacir,  

O Prefeito Dário Berger não tem nada a ver com essa briga com a CASAN, que começou a partir da nota publicada no seu blog nascida de uma breve conversa com o secretário da Saúde da capital, João Candido da Silva.

Desde 2007, quando as ações de vigilância sanitária em Florianópolis passaram totalmente para o controle da Secretaria da Saúde deste município, a mesma tem emitido sistemáticas multas contra a CASAN. Esta é uma decisão meramente técnica. O dr. Candido destaca que se a CASAN não fosse um órgão estatal já teria sido fechada por descumprir a legislação desta área.  Jornalista Caê de Castro, Assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Florianópolis”.

Dilvo Tirloni eo transporte marítimo

08 de março de 2011 2

     O ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, empresário Dilvo Tirloni, envia contribuição ao debate sobre o transporte marítimo em Florianópolis e micro-região.  Confira o texto:

     “Prezado Moacir

    “Desejo contribuir com o debate sobre a mobilidade urbana de nossa cidade, assunto de tua coluna de hoje (7/3). Tenho convicções cristalizadas sobre o assunto e não creio que precisemos recorrer a especialistas de outras regiões para resolver os nossos problemas. Sempre que se mencionam “salvadores” da mobilidade urbana vindos de fora, além de menosprezar os técnicos locais, frequentemente, os projetos apresentados são de qualidade duvidosa. Não conheço nenhum que tenha prosperado. Se o Governo do Estado quiser contribuir para resolver alguns projetos de interesse da região dou abaixo o modelo institucional a ser seguido:

1. Implantação da Região Metropolitana

Urge a implantação da Região Metropolitana da Grande Florianópolis criada pela lei complementar estadual número 162 de 06 de janeiro de 1998. Esta lei, de forma equivocada,  foi seccionada por LHS para criar as SDRs, mas em 2010, a lei foi restabelecida. Há dentro desta lei o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, formado pelos municípios conurbados, notadamente,  Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São José. Este Conselho poderá ter personalidade Jurídica própria, mas, opcionalmente, poderá, se for desejável, se utilizar do “Consórcio Público” criado pela lei federal 11.107/05. O Consórcio Público tem personalidade jurídica e como tal se quiser, poderá estabelecer parcerias público-privadas (lei federal 11.079/2004) para desenvolver os projetos do seu interesse. Além do mais o Governo Federal privilegia com financiamentos específicos e a fundo perdido projetos para Regiões Metropolitanas.

2. Transporte Urbano

Não há como resolver o transporte urbano de Florianópolis sem pensar em um projeto metropolitano. Dentro da Ilha e no Continente cabem algumas intervenções pontuais como os alargamentos das SCs, alargamentos de algumas ruas nos bairros, duplicação da BR282 (via expressa), os acessos próximos do aeroporto. Pode-se falar na quarta ponte, mas os recursos serão enormes.

Fora do município mas com largo impacto em toda a região metropolitana o governo deveria mobilizar as forças políticas para implantar o Contorno da Região Metropolitana de Florianópolis trecho que se inicia no município de Tijucas (Rio Inferninho) até o município de Palhoças (posto Fiscal), ou seja entre o KM 175 e Km 222, numa extensão de 47 km. O traçado do leito seria por “fora” da Região. O atual trecho da BR101 seria transformado em Avenida Metropolitana.

3. Transporte Marítimo

A implantação do transporte marítimo é a melhor solução, investimentos baixos e financiados pela iniciativa privada. Inexplicável a omissão de nossas autoridades quanto ao transporte marítimo. As “avenidas estão prontas” bastam apenas os equipamentos e os terminais. O ZEEC (Zoneamento Econômico Ecológico Costeiro) deveria informar os espaços para construção dos terminais marítimos da Região Metropolitana. Um Sistema integrado de “Ferry boat” com pelo menos duas linhas Centro-Norte-Centro contornando as cidades citadas e Centro-Sul-Centro. O Sistema se integraria aos terminais rodoviários dos municípios conurbados ou seja, haveria um bilhete único. Palhoça esta determinada a implantá-lo, sucede que há necessidade da intervenção do DETER para transformar a boa idéia local em “metropolitana”.

A solução passa por equipamentos do tipo FERRY BOAT embarcação para transporte de passageiros e automóveis. Este equipamento pode transportar 200,300,500 passageiros e até 100 veículos.  O veículo precisa apenas de meio metro de água para atracar ou navegar. Segundo os especialistas ele se aplicaria de forma excepcional para nossa região. Sua fabricação é catarinense cujo empreendimento náutico esta localizado em Navegantes.

O mais surpreendente é que o custo dos investimentos poderão ser suportados pela iniciativa privada. Basta apenas que haja licitação dos serviços. A empresa TWB de Navegantes, fabricante e uma das maiores transportadoras de passageiros do Brasil esta aguardando a licitação.   Abraços, Administrador Dilvo Vicente Tirolini, Consultor de Gestão Pública.”

Os caos do trânsito em Florianópolis

08 de março de 2011 0

     Do auditor fiscal da Receita Estadual, Wanderley Peres de Lima, sobre a necessidade de uma quarta ponte Ilha-Continente, via e-mail: 

     “Caro Moacir,
      Não resta a menor dúvida de que uma outra ponte ligando a Beira Mar Norte ao aterro em construção na parte continental é a melhor solução temporária para o nosso caótico transito.
     Outras medidas simples poderiam ser levadas a cabo não fosse o olhar míope da atual administração municipal.  A mais evidente se relaciona ao transporte coletivo.  
      Há alguns anos, quando ainda D. Ângela era prefeita, lembro que teve início uma espécie de renovação da frota. Modernos ônibus, climatizados começaram a circular. Contudo, o atual prefeito, muito mais afeito à administração típica romana do "pão e circo", determinou que fossem desligados os equipamentos de ar condicionado dos coletivos.
     E há alguns meses, próximo ao terminal, uma das empresas orgulhosamente mostrava sua mais nova aquisição para o transporte coletivo: uma carroça simples, desprovida de qualquer  conforto capaz de cativar o cidadão para que este deixe o seu carro em casa e passe a utilizar ônibus.  
     Porto Alegre, São Paulo e  Curitiba nos causam inveja. Em diversas oportunidades me desloquei naquelas capitais em  ônibus climatizados, silenciosos,  vidros escuros, bancos  confortáveis e com uma decoração interior que dá uma sensação de tranquilidade, capaz  fazer o cidadão relaxar depois de um dia de tabalho.
     Florianópolis, infelizmente retrocedeu na qualidade do transporte público. Se houvesse maior oferta de horários e ônibus confortáveis, muitos veículos de passeio ficariam nas garangens e o trânsito da capital poderia ser menos estressante. Wanderley Peres de Lima, Auditor Fiscal da Receita Estadual.”

Transmissão equivocada

08 de março de 2011 6

              A jornalista Carla Vilhena, apresentadora de telejornais da Rede Globo, lançou pertinente questionamento sobre o horário de apresentação das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro.   Constatou pessoalmente a extraordinária riqueza concentrada em uma hora e meia de desfile, cuja visibilidade exclui as crianças e os jovens, e se restringe aos resistentes acostumados com programas de coruja.

            A transmissão deste ano teve outros registros.  Familiares e amigos que acompanharam a cobertura da RBS-TV destacaram o trabalho jornalístico comandado por Renato Igor, com narração sóbria e inteligente, comentários pertinentes e curtas intervenções dos repórteres.  Priorizando as imagens das escolas, na sequência do enredo, e o som das baterias que, afinal, dão a principal motivação aditiva ao espetáculo. 

            Já a Rede Globo frustrou e até irritou com a exibição das escolas do Rio.   Luiz Roberto, o talentoso narrador de jogos de futebol, falou demais e perdeu-se em incontáveis obviedades.   Confundiu-se na descrição das alegorias e das fantasias, sem conseguir inseri-los no contexto.   Sua parceira, Glenda Kozlowski, foi uma matraca irritante.  Os telespectadores queriam imagens,  os sons, além de informações diferenciadas.  E nada perder tempo precioso sobre maravilhas do desfile com cortes bruscos para entrevistas nas arquibancadas e com personalidades, vazias e sem  novidades.

           Resultado:  quem se programou para assistir o desfile até a última escola recolheu-se ao berço no final da terceira escola.   Com cansaço físico e mental.    

A magia da escolas de samba

08 de março de 2011 1

Não há, definitivamente, no planeta, nada que se compare ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.  As de São Paulo cresceram muito nos últimos anos.  As de Florianópolis também estão a cada ano com baterias mais cadenciadas e vibrantes e fantasias mais bonitas e criativas.  Mas para o carnaval carioca não há concorrência aqui ou em qualquer outra parte do Planeta.   É um acontecimento único, mágico, irrepetível, que se renova a cada ano com  energia, empolgação e criatividade impressionantes.

         Não há racionalidade capaz de explicar fenômeno tão emocionante. Os carnavalescos criam enredos maravilhosos, revelam fenômenos históricos, científicos e populares que não se vê nem na escola tradicional. São pesquisas estudadas há meses e anos sobre o tema escolhido.  E depois o detalhamento nos carros alegóricos, nas alas e nas fantasias.

         É um aglomerado humano com 4 mil pessoas, onde a disciplina atua muitas vezes com mais rigor do que numa unidade militar.  Uma mistura de classes que não tem precedente em qualquer outro evento do gênero em todo o mundo.  Executivo de multinacional ao lado de traficante.   Faxineira sambando com milionário.  Estrangeiro brincando ao lado de favelado.  E por aí vai.

         Fico emocionado quando, postado ali junto ao alambrado, alguns metros distantes dos sambistas, cravo o olhar nas baianas.  Vejo senhoras com mais de 80 anos, rugas exibindo a marca do tempo e de sofrimento, magricelas ou esquelétricas, com um sorriso de plena felicidade e uma energia física inexplicável.  Sorriem  e mandam beijos aos anônimos especadores.  O que afinal, se passa no íntimo destes ícones das escolas, estas maravilhosas baianas, a rodar sem tontear, a espalhar vibração e alto astral?  Que motivação a se dedicarem com tanta paixão à escola e ao samba?  

              É um verdadeiro show de cultura, oferecido de graça para o Brasil e para o mundo, através da televisão e da internet. 

O show da Grande Rio

08 de março de 2011 1

          O desfile da Escola de Samba Grande Rio, homenageando Florianópolis, foi um show de empolgação, energia, criatividade e, sobretudo, de superação. 

           Cerca de 4 mil pessoas entraram na Sapucaí debaixo de intenso temporal. Mas nem a forte chuva tirou o entusiasmo dos sambistas, um grande número de Santa Catarina.  A água, ao contrário, animou ainda mais os foliões.  Uma bateria impecável e diferente, vibrante e cadenciada, deu a grande motivação para a apresentação do samba enredo montado a partirde um conto de Franklin Cascaes, o maior folclorista da história da capital catarinense.

           A recuperação das  fantasias e dos carros alegóricos queimados pelo incêndio da Cidade do Sambo foi obra de muita paixão pelo carnaval carioca.  Exemplo de solidariedade, espírito carnavalesco e muita união da comunidade de Duque de Caxias. 

           O carnavalesco Cahê Rodrigues, autor da façanha, levou para a avenida uma riqueza cultural muito pouco conhecida dos brasileiros, dos 115 países onde a Rede Globo levou as imagens e, até mesmo dos catarinenses.    Uma riqueza cultural extraordinária revelada pela primeira vez e com personagens vivos o mundo encantado das bruxas de Franklin Cascaes.   Florianópolis passa a ser conhecida também por este lado cultural, uma nova jóia  para exploração da atividade turística.

          Um  espetáculo único para gravar e mostrar a todas as gerações.