Empresas de transportes coletivos da Grande Florianópolis reagem contra abusividade, autoritarismo e ilegalidade de motoristas e cobradores, que voltam aparar atividades sem qualquer aviso prévio a população. Nota do sindicatos informa:
“Um dia após a paralisação de motoristas e cobradores na Capital, os sindicatos das empresas de transporte urbano de Florianópolis (Setuf) e de Santa Catarina (Setpesc) solicitaram formalmente ao Ministério Público do Trabalho a expedição de um mandado de segurança preventivo para impedir novas paralisações do sistema sem aviso prévio à população, conforme exige a Lei de Greve.
O comunicado, enviado à chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, Cinara Sales Graeff, pede que o Ministério Público “tome as providências necessárias para apuração das responsabilidades em função da paralisação ilegal deflagrada (na quinta-feira)”. Os sindicatos lembram que, de acordo com a lei 7.783/89, qualquer greve deflagrada até o dia 30/04, prazo de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho 2010/2011, é ilegal.
No documento enviado ao Ministério Público, Setuf e Setpesc lembram que a pauta de reivindicações do sindicato laboral foi entregue no início de março e que as negociações começaram no dia 17. A solicitação dos trabalhadores era a diminuição da jornada de trabalho de 6h40 para seis horas sem redução de salários e a extinção do turno de três horas. Os sindicatos patronais argumentaram que, em função da necessidade operacional dos sistemas de transporte (como os horários de pico) e do aumento de custos que esta redução implicaria, sua proposta era manter as atuais jornadas, praticadas desde a década de 1970. Diante desta manifestação, os representantes do Sintraturb deram como encerradas as negociações e informaram que o único instrumento de pressão seria a paralisação do sistema, o que aconteceu dois dias após a reunião.”
