Professor Carlos Gaspari dá um testemunho sobre a situação das rodovias federais em Santa Catarina e pede mais cobrança para que as obras sejam concluídas. Leia sua manifestação: “Caro Moacir
Na semana passada, tivemos uma das reuniões mais representativas de nossa história, com deputados estaduais, federais, vice-governador, prefeitos e vereadores em Brasília, cobrando do Ministro dos Transportes agilidade na duplicação da BR 101. Rodovia que vai continuar matando muita gente até que nossos políticos criem vergonha na cara e comecem a trabalhar em conjunto pelo bem da população.
Tenho andado muito pelas rodovias do Rio Grande do Sul. As estradas lá são uma maravilha. E não me importo em pagar pedágio para andar com segurança. Mas aí, levanto duas questões. A primeira, referente aos políticos do RS em comparação com os catarinenses. Será que eles tem mais poder de barganha no Governo Federal? Será que eles tem direito a uma fatia muito maior de recursos para a melhoria do sistema rodoviário? Não. A diferença é que eles agem em conjunto. Se unem para cobrar ações do Governo Federal. Coisa que os deputados catarinenses não fazíam, até bem pouco tempo. Enquanto se paga para andar em boas vias, no Rio Grande, aqui temos de pagar para andar no INFERNO que é essa BR 101. Temos de pagar para correr risco de morte, estragar o carro, andar por trechos sem sinalização alguma...
Enquanto alguns de nossos representantes começam a perceber que só agindo em conjunto vão conseguir trazer mais recursos para Santa Catarina, Gean Loureiro vai na contramão. Pensa somente em si, e deixará a bancada catarinense desfalcada por mais um mês. Essa "gula" pelo acúmulo de cargos só faz prejudicar o nosso estado.
Li um texto que publicaste há pouco mais de uma semana sobre o tema. Espero que vocês, jornalistas, continuem cobrando, pressionando. E que não se esqueçam do egoísmo deste senhor quando ele pleitear a Prefeitura da capital, no ano que vem.
Nem Brasília nem Floripa merecem mais um político falando fino na hora de brigar por nosso povo. Forte abraço, Professor Carlos Gaspari.”