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Posts do dia 22 maio 2011

Leitor: "A greve é justa"

22 de maio de 2011 5

De Elmar Bohrer, de Itapema, no Diário do Leitor do DC: "Uma das maiores categorias, senão a maior, do país, é a dos professores. Em época de eleição, os candidatos, principalmente ao governo do Estado, prometem descaradamente investir em educação, no intuito de ganhar o voto da categoria. Passada a campanha, se esquecem do que foi prometido. A greve do magistério é mais do que justa e já deveria ter sido feita há muito mais tempo. Infelizmente, isso trará prejuízos, sim, mas prejuízo maior é permitir que os professores continuem ganhando essa miséria para dar aulas.Emar Bohrer, Itapema."

MP prevê mínimo aos professores em R$ 1.800,00. Será?

22 de maio de 2011 5

Duas informações que estarão sendo noticiadas e comentadas na edição desta segunda-feira do Diário Catarinense e do Jornal de Santa Catarina: 1. O governo já tem pronta a medida provisória para pagamento do piso salarial a todos os professores da rede estadual. A assinatura vai depender da reunião do secretário Marco Tebaldi com os dirigentes do Sinte. 2. Ao que se informa, com a proposta do governo, nenhum professor catarinense receberá menos de R$ 1.800,00.
Se for confirmada, com o piso aplicado à carreira, os professores terão a maior vitória dos últimos 20 anos.
Vamos aguardar e conferir amanhã na Secretaria da Educação.

Diário: "Os professores estão corretos"

22 de maio de 2011 0

Da professora Eliete Martins, no Diário do Leitor do DC: "Sou professora há 26 anos, não gosto da greve, mas esta é a última opção para podermos obter nossos direitos. Quando a lei do piso foi sancionada, em 2008, o governo, para ganhar tempo, entrou na Justiça alegando que as gratificações eram vencimentos. Esperamos até abril de 2011, quando o STF deu o veredicto a favor do professor. E agora, o governo nos pede paciência, pois está esperando o acórdão e diz que o Estado não possui fundos para nos pagar, porque não previu sua derrota. Os professores estão corretos. Só lamento que tenhamos que chegar a este ponto para fazer valer nossos direitos e se fazer cumprir uma lei.Eliete Martins, Ararangua."

Vinho é vida plena

22 de maio de 2011 1

A centésima reunião do Clube do Vinho de Florianópolis foi realizada no “Vinho & Arte”, o mais novo restaurante de Santo Antônio de Lisboa, o mais eclético e um dos mais bonitos centros gastronômicos da Ilha de Santa Catarina. Fica num casarão do empresário e jornalista Acari Amorim, seu proprietário, que na mesma área montou a sede da “Empreendedor” a empresa e a revista de circulação nacional que faz sucesso há muitos anos.
Acari Amorim adquiriu o casarão há 20 anos para ali reunir amigos em torno de uma mesa de vinho. Fez uma reforma, decorou a bela varanda e, à noite, transformou o local num recanto florenciano, que lembra muitas paisagens da Toscana. Levou para “chef” o laureado Helton Costa, do Costão do Santinho.
O jornalista tem outra realização em seu vitorioso currículo. Foi pioneiro na plantação de uvas e produção de vinho em São Joaquim. A “Quinta da Neve”, sua vinícola, já foi premiada em vários concursos nacionais. Seu “Pinot Noir” tem cotação especial, sendo consumido nos melhores restaurantes de São Paulo.
No jantar do Clube do Vinho, presidido por Adolfo Correa, ofereceu um saboroso “chardonnay”, safra 2010, que compete em qualidade com os bons brancos chilenos. Presença da empresária Bárbara Paludo, outra apreciadora da mais saudável e clássica das bebidas, e que está criando um clube congênere em Chapecó.
Vinho & Arte tem uma atração adicional: os belos quadros pintados pela artista joaquinense Tereza Martorano, além de obras de Luciano Martins, Juarez Machado, Rodrigo de Haro e o saudoso chargista Bonson.
Impossível deixar de registrar a preocupação ecológica de Acari e as medidas ambientalista que adotou em seu empreendimento. Só usa produtos orgânicos, as massas são artesanais e a fumaça sai praticamente limpa do fogão.
O título da exposição é “Vinhos e Vida”. Poderia ser “Vinho é vida”. Vida saudável, vida cultural, vida social e vida feliz.

Professores das Apaes aderem à greve

22 de maio de 2011 1

Professores da Fundação Catarinense de Educação Especial que estão cedidos pelo Estado para trabalharem nas Apaes, começaram a aderir à greve geral pelo pagamento do piso. A adesão começou na região serrana, passou a contar com Lauro Muller, Criciúma. Outros municípios anunciam incorporação movimento.

Grasiela: "Professor deve ser referência para alunos"

22 de maio de 2011 1

Mensagem remetida pela leitora e internauta Grasiela Monteiro Epping, 29 anos, professora efetiva de inglês em Biguaçu, formada em Letras pela UNISUL, especialista em práticas pedagógicas interdisciplinares, sobre o movimento do magistério:
“Sou professora e, como muitos, não trabalho só por dinheiro, trabalho por uma causa. Lendo isto, muitos demagogos de plantão poderiam perguntar: “Mas, então, por que estás em greve? “Se não o fazes por dinheiro, por que o fazes?” A greve, como muitos pensam, não está aí para ficarmos em casa descansando (ah, quantos “Malandros, vão trabalhar!” eu já ouvi durante nossos protestos e manifestações), ou puramente para pedir mais dinheiro.
A greve formou-se por uma questão de justiça. Justiça não só pelo professor que precisa ser mais valorizado, mas justiça para a sociedade, que precisa de professores melhor preparados! E como preparar-se sem dinheiro? Como eu, uma professora de inglês, filha de professora, nunca fui ao exterior? Meus alunos merecem isso! A sociedade catarinense, e brasileira, merece professores mais cultos, que tenham tempo e dinheiro pra ler, assistir uma peça de teatro, ir ao cinema e poder compartilhar com seus alunos, instigar a avidez pela cultura nos adolescentes que hoje, na maioria das vezes, isolam-se num mundo virtual, aproveitando apenas o lado pobre que este oferece.
Precisamos de professores melhor valorizados, pois as crianças espelham-se neles. O professor acaba virando referência, principalmente, na falta de harmonia familiar. E que referência os políticos querem para nossa sociedade?Um governador que não cumpre a lei?A de um professor que trabalha 60 horas semanais e que mal tem tempo para cuidar-se? Ou a de um professor disposto, que conhece o mundo e que pode despertar o gosto pelo estudo através do exemplo? Afinal de contas, não há exemplo melhor do que um professor feliz e interessante provando que estudar vale a pena. Irrita-me profundamente o governo insinuar que não pagará o valor do piso no plano de cargos e salários: que valorização da educação é essa? É a mesma coisa que dizer: “Estudar, pra quê? Um professor não precisa fazer especialização, mestrado, doutorado. Ele não será reconhecido por isto.”
Fazemos greve para que todos saibam que com estudo e dedicação podemos chegar aonde quisermos sem fazer mal a ninguém. Fazemos greve para que sejamos exemplo para a geração futura aprender a lutar pelos seus direitos. Para que os alunos de hoje, alguns futuros professores, não precisem fazer greve. Fazemos greve para que, no futuro, a segurança e saúde pública tenham o reflexo da sonhada melhora da educação. Porque, poucos veem isto, mas, a melhora da educação, a longo prazo, reflete na melhora do nosso estado, do nosso país.
Muitos podem dizer: mas, se és tão ávida por mudança, por que não entras para política? Simples, porque como educadora eu posso mudar muito mais. Porque como educadora eu posso juntar mais vozes neste meu grito desesperado de socorro. Porque como educadora eu posso encher um congresso nacional ou assembleia legislativa de pessoas politizadas como eu. Demora, mas não tenho dúvidas que conseguirei. Enquanto isso, eu e meus colegas vamos fazendo nosso papel: o de lutar para que nossos salários e a educação melhorem.”

Governo otimista na negociação com Sinte

22 de maio de 2011 4

Autoridades estaduais e líderes governistas na Assembléia estão mais esperançosos sobre a celebração de acordo no encontro desta segunda-feira, as 10 horas, entre o secretário da Educação, Marco Tebaldi, e os dirigentes do Sinte.
Ao que se sabe, a proposta prevê o pagamento do piso salarial de R$ 1.187,00 a todos os professores que ganham abaixo disso como vencimento básico e aplicação do piso na carreira. Se for assim mesmo vai contemplar a principal reivindicação dos professores em greve.
É aguardar e conferir. A coordenação estadual do Sinte revela uma maturidade elogiável: que o pagamento do piso e sua aplicação na carreira, ponto inegociável, mas está aberta ao diálogo para buscar o entendimento com o governo.
O cenário é favorável à uma negociação profunda.

Piso: "até alunos questionam"

22 de maio de 2011 1

Professor Valmiré de Aguiar, licenciado em matemática pela Ufsc, com especialização em gestão e metodologia do Ensino, envia e-mail com mais um relato sobre o não pagamento do piso. Veja:
“Olá pessoal do DC, venho atraves deste mostrar meu desânimo, Dou aula na E.E.B Prof. Silveira de Matos em Santo Amaro da Imperatriz, la em comunidade pequena eu meus colegas sempre mostramos aos nossos alunos o caminho correto e explicamos que quem anda fora da lei ou não a cumpre é bandido e geralmente é preso, então nas aulas de trinta minutos que fazíamos para explicar aos alunos os motivos da greve, que o PISO era lei etc... Uma colega professora de português é questionada por um menino da sexta série com apenas 12 anos que a questiona: " Professora, eles que criam as leis e não cumprem?". O professora só pode responder: " pois é", sem palavras, pois se até a criança entende que a lei deve ser cumprida por TODOS, porque o nosso governo não a cumpre? Como educador estou muito desmotivado, se o próprio governo não obedece as leis, o que esperar da sociedade? Onde vamos parar? Se a valorização não acontecer agora que temos a lei, quando será?”

Salários: os professores e os demais

22 de maio de 2011 2

São dezenas de e-mails e comentários manifestando apoio integral aos professores da rede estadual de ensino que estão em greve pelo pagamento do piso salarial e cumprimento da lei federal e decisão do Supremo Tribunal Federal. Este blog tem selecionado alguns destes depoimentos, sempre que trazem enriquecimento ou informação nova ao debate. É o caso de Rui Alvacir Netto, com comparativos sobre despesas no governo. Confira:
“Manifesto o meu mais veemente apoio a GREVE dos PROFESSORES pelo pagamento do piso salarial… não só porque ajuda a revelar a verdadeira face do “Não Governo” do “Messias”… mas principalmente porque mostra que este Povo que tem rosto, nome e endereço… também tem um cérebro e memória…
As informações que passarei a listar abaixo são todas extraídas do site oficial do Governo de Santa Catarina: Portal do Servidor Público Estadual – http://www.portaldoservidor.sc.gov.br...
Os dados estão atualizados até Agosto de 2010… de lá para cá… não há dados cadastrados no site… seja por incompetência do Governo PAVAN… ou por necessidade do “Não Governo” do “Messias” em manter tudo as escuras… sem qualquer transparência…
Em Agosto de 2010:
- O Estado de Santa Catarina tinha 7.187 Comissionados, a um custo mensal de R$ 8.277.109,66 de gratificações… fora os valores básicos e outras ajudas de custos…
- As 36 SDRs (os cabidaços) tinham 1.740 funcionários, e uma Folha de Pagamento de R$ 5.875.484,43 mensal…
- O estado tinha 125.911 Funcionários, e uma folha de pagamento de R$ 390.268.658,69. E uma curiosidade os funcionários da ativa representam 68,52% do total e consomem 66,44% da folha… Já os inativos são 31,48% e consomem 33.56% da Folha.. ou seja os aposentados ganham mais dos que estão trabalhando…
- Os Servidores comissionados consumiram 38,45% do total da Folha de Pagamento ou R$ 147.999.145,52… enquanto que todos os 63.189 funcionários da Secretaria da Educação consumiram 33,90% ou R$ 126.301.411,38…
- Se comparar pela média, enquanto os servidores da Secretaria da Educação ficaram em R$ 1.998,79 por funcionário/mês.. os funcionários das SDRs ficaram com R$ 3.376,72 por mês… sem ter que dar uma única aula…
Não estou considerando nesses cálculos os dados e valores referentes aos 235 novos cargos comissionados que o “Messias” criou.. e isso a um custo de 14 milhões/ano… ou uma média de R$ 4.964,54/mês…
Então caros professores não recuem… se TODAS AS SDRs sumirem.. nada acontecerá aos estado… absolutamente NADA… Se o “Messias” reduzir o número de Comissionados em 30% apenas… o Estado não morre… já se os professores continuarem a receber a miséria que recebem… SANTA CATARINA TEM O MENOR SALÁRIO DE PROFESSOR DO BRASIL… daqui um pouco vamos gastar todo esse dinheiro é com construção de cadeias e de centros de reabilitação...Vamos a Luta. RUI ALVACIR NETTO.”

Autônomo: força aos professores

22 de maio de 2011 3

Profissional autônomo envia e-mail de apoio ao movimento dos professores pelo pagamento do piso salarial. Faz comparativos. Leia:
"Senhor Moacir,
Acabo de apreciar no seu blog o depoimento da professora Amanda Gurgel, na Assembléia Legislativa do RN..
Que coisa linda, e quanta verdade colocada com extrema simplicidade e profundidade.
No mesmo instante, escutava na CBN Nacional, notícias sobre a incrível capacidade de enriquecimento do Ministro Palocci.
Agora estou recebendo a relação, com suas respectivas remunerações, dos marajás - aposentados e "na ativa" da ALESC.
Como trabalhador autonomo ( veja bem, não sou professor) - que tem o Poder Público como sócio compulsório em 30% de tudo que, com muito sacrifício faturo - fico extremamente desiludido e revoltado com o futuro dos trabalhadores brasileiros.
Aposentadorias "por invalides permanente" de até R$36,0 mil reais mensais, e notando praticamente de uma família inteira e outras excelencias que "continuam trabalhando" no Governo - é revoltante.
O pior é que vamos reclamar prá quem (?), uma vez que o Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, estão todos no "mesmo barco", ou melhor, "advogando os mesmos interesses".
Por que a Receita Federal, tão ciosa nas cobranças dos "simples mortais", não faz nada?
Que este depoimento realista da professora potiguar, desperte a todos os cidadãos de bem, muito especialmente aos senhores que devem defender os direitos dos desprotegidos.
O limite chegou ao extremo.
"O pior cego é aquele que não quer ver." Ernesto Pereira Jr. São José."