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Posts do dia 4 junho 2011

04 de junho de 2011 1

Neste domingo, dia 05 de junho, a Igreja Católica celebrará mundialmente o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O texto, redigido pelo Papa Bento XVI, tem como tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. Nele, o Papa fala das mudanças que o uso da Internet tem provocado na sociedade, da preocupação em fazer o bom uso desse meio e suas potencialidades na evangelização. “Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição”, disse o Papa.

Para celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, todos os comunicadores da Arquidiocese estão sendo convidados a participar das celebrações na Catedral de Florianópolis. Nesse dia, as quatro celebrações (7h30, 9h30, 18h e 19h30) serão voltadas para o tema. Promovido pela Pastoral da Comunicação da Arquidiocese, o evento pretende reunir os comunicadores que atuam nos meios de comunicação da Igreja, nos meios comerciais, os agentes da Pastoral da Comunicação e todos aqueles que acreditam na comunicação como meio de evangelização.

Após a celebração das 9h30, todos são convidados a participar de um coquetel. Nele, Pe. Francisco de Assis Wloch, pároco da Catedral, falará sobre o texto do Papa para o 45º DMCS, comentando também o trabalho da Pastoral da Comunicação na Arquidiocese, e a experiência da Catedral na utilização das novas mídias.

Os dramas da educação em SC

04 de junho de 2011 12

Marines Khunené professora da rede estadual. Encaminho e-mail a este blog nos seguintes termos:
“Sou professora e gostaria de esclarecer alguns fatos à sociedade,pois acho que nosso sindicato deixa a desejar neste sentido.
Trabalho em escolas públicas a 12 anos,60hs semanais,ou seja nos três períodos e todo mês escolho que contas vou pagar,isso que não tenho filhos,imagino aquelas que os tem.
Pego vários ônibus por dia,pois as escolas onde trabalho são em direções opostas.Tem dias que nem almoço.
Estamos lutando por algo que é de nosso direito,que é o piso nacional estipulado pelo MEC.O governo atual,apesar de demonstrar boa vontade,diferente do governo anterior que era ditador e ignorante,não consegue chegar a um acordo,decepcionando a categoria que a cada dia se fortalece e aqueles que não aderiram inicialmente,acabam por fazê-lo,tamanha indignação.
É importante que a sociedade,que pais e alunos saibam da atual situação da educação em SC:
*265 milhões do FUNDEB,dinheiro esse que deveria estar sendo investido em escolas adequadas,salários e capacitação dos professores etc..... são desviados para outros órgãos,isso graças ao ex governador que ainda elegeu-se senador.Parece piada!
Raimundo Colombo nos fez uma proposta que a primeira vista,para a população parece boa,mas não é.
*Professores que trabalham do 6º ao 9º ano ganham 25% de regência de classe e os do primário 40% de regência,isso por estarem em sala de aula.Esse direito temos a anos.Raimundo Colombo quer passar para 15% para todos.
*Todo ano mais ou menos no mês de março,abril,aqueles professores que não tiveram faltas ganham prêmio assiduidade,uma maneira de premiar aqueles que dedicaram-se ao máximo,pois hoje em dia é raro escolas que não tenham falta de professores,devido estresse e problemas de saúde.Raimundo Colombo quer tirar o prêmio assiduidade.
*Ganhamos 200 reais de prêmio educar.Um dos penduricalhos do governo anterior que foi dado aos professores para que não entrassemos em greve, e nós aceitamos...até hoje não entendo como.Agora,Raimundo Colombo quer fazer o que sempre tememos: tirar o prêmio educar.
*Para que o professor receba por 40hs ,ele deve dar 32 aulas semanais.Eu,trabalho 40hs(carga cheia) para aumentar um pouco o salário.Estas 8 aulas excedentes dá um total de 350,00 a mais no meu salário.Raimundo Colombo quer cortar as aulas excedentes.Isso culminará em mais falta de professores,pois certamente todos aqueles que tem aulas excedentes largarão,pois ninguém trabalhará a mais para não ganhar nada.
Então.....me digam sinceramente o que ganhamos até agora? Nada! Ele vai para televisão dizendo que dará um piso de 1430,00,mas está nos tirando tudo que ganhamos e que temos a anos por direito.
Somente quem é professor sabe o que enfrentamos em sala de aula.Recebo diariamente emails de alunos perguntando-me se tenho idéia de quando terminará a greve,pois eles não aguentam mais ficar em casa, não tem nada para fazer.Esta é a realidade,a maioria dos jovens hoje em dia vão para escola para namorar,conversar,brincar etc.....menos para estudar.Já vi amigas minhas apanhando de alunos.Já recebi ameaças de alunos dizendo que me matariam fora da escola,simplesmente porque chamei sua atenção.Pais reclamam que não dão contas do filho ,e nós,damos conta diariamente de 200,300 alunos,cada qual com personalidade diferente.
A sociedade deve se unir e os pais pararem de ver os professores como babás e a escola como depósito para seus filhos.Somente dessa forma, sendo críticos,batalhando pelos nossos direitos é que teremos a chance de um mundo melhor para nós e para nossos jovens.
Marinês Khunen”

Descompassos

04 de junho de 2011 12

Esta mobilização dos professores da rede estadual tem muitas singularidades. Está chegando no vigésimo dia, causando transtornos de toda ordem para os alunos e os pais que não tem onde deixá-los, e, no entanto, o apoio da comunidade tem sido quase consensual.
Outro fato que revelou o descompasso sobre as primeiras medidas do governo foi a reação da base aliada na Assembléia Legislativa. Quando o secretário Marco Tebaldi encaminhou ofício para ser apreciado na assembléia estadual do magistério fixando que o piso era equivalante à remuneração, contrariando o espírito da lei e a decisão do Supremo, os professores nem a consideraram uma proposta. A rejeição foi instantânea e unânime. Na Assembléia Legislativa, a atitude do secretário foi duramente criticada até por aliados, a tal ponto que chegou-se a imaginar tratar-se de fogo amigo. Na realidade, os fatos demonstraram que contestaram pela absoluta inaplicabilidade da proposição oficial.
Veio a medida provisória do piso, com aplicação parcial na base da carreira, e um bombardeio de críticas da oposição, com intervenções pedindo a rejeição. Outra exceção que teve efeito político dentro do Centro Administrativo: não houve um só deputado governista que, da tribuna ou em apartes, tenha criticado a greve dos professores. Os que não se declararam aliados, pediram moderação e negociação com o governo.
A medida foi engavetada e criou o principal fato político da greve.

Novas esperanças

04 de junho de 2011 13

Secretário Adjunto da Educação, professor Eduardo Deschamps, esteve reunido durante horas com técnicos da Secretaria da Administração para avaliar a contraproposta dos professores. Viajou para Blumenau, mas ficará ligado neste fim de semana para orientar as novas simulações sobre repercussão financeira dos pedidos do Sinte. O clima amistoso tem favorecido as negociações. A abertura nas conversações é o melhor sinal de que o acordo já esteve mais longe.
A coordenadora do Sinte, professora Alvete Bedin, também aguarda com expectativa favorável a resposta do governo na próxima segunda-feira. “Estamos esperançosos”, afirmou otimista pelo clima construtivo inaugurado com a audiência do governador.
Está pegando apenas o financeiro. Os professores querem a manutenção da gratificação de regência de classe nos atuais 25% e 40%, a incorporação dos prêmios educar,jubilar e assiduidade e a aplicação do piso na carreira, admitindo um parcelamento. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin concedeu reajuste salarial de 42% aos professores da rede estadual, parcelado em quatro anos. A hipótese da prestação é outro trunfo do governo.
Curioso observar que antigas reivindicações dos professores, que encontravam obstáculos insuperáveis em governos anteriores, foram encarados com naturalidade por Colombo. Ele não questionou o pedido de concurso público para ingresso no magistério, pauta de todas as greves. O Sinte insiste que seja já no segundo semestre para normalizar as atividades escolares no próximo ano letivo. A anistia das greves de 2007 e 2008, bem como o abono das faltas da atual paralisação também não encontram resistências oficiais, facilitando o desejado acordo.

PMDB: a largada para 2012

04 de junho de 2011 5

Líderes do PMDB de todo o estado participam neste sábado do encontro “Rumo aos Municípios 2012 – Estradas e Bandeiras”, promovido pelo diretório estadual do PMDB/SC e Fundação Ulysses Guimarães Nacional e Estadual. A expectativa é que o evento reúna cerca de 500 lideranças e marque a arrancada da sigla rumo às eleições municipais do próximo ano, com a apresentação de ferramentas e propostas partidárias.
Durante o encontro, que será realizado a partir das 9 horas, no Hotel Castelmar, em Florianópolis, serão apresentadas estratégias de ação, visando o fortalecimento e a mobilização permanente da sigla. Também serão lembrados os 45 anos da história partidária, comemorados em abril desta ano. “É o primeiro grande encontro do PMDB catarinense neste ano. Nosso caminho agora é para as eleições municipais e por isso vamos apresentar e discutir propostas e ferramentas de trabalho, com foco no sucesso eleitoral”, garante o presidente do partido em Santa Catarina, vice-governador Eduardo Pinho Moreira (foto).
Para estruturar as estratégias do PMDB catarinense, os presidentes da FUG Nacional, deputado Elizeu Padilha (PMDB/RS), e Estadual, deputado Renato Hinnig, vão apresentar dois projetos integrados. Entre as ações destacam-se os cursos de formação política para candidatos, militantes e simpatizantes; a preparação dos planos municipais de governo; o resgate histórico partidário; e um cadastro de informações.