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Educação: transparência e controle nos gastos

27 de junho de 2011 21

“Moacir,
Boa noite e parabéns pela sua coragem!
Segundo o site do Tesouro Nacional, cujo endereço já foi oportunamente publicado em seu blog, o Estado de Santa Catarina recebe mensalmente algo em torno de 130 milhões de reais via FUNDEB. Destes recursos, 40% devem ser aplicados na manutenção das escolas. Isto corresponde a aproximadamente 52 milhões de reais. Temos, no Estado, aproximadamente 1300 escolas, umas maiores, outras menores. Dividindo 52 milhões de reais por 1300 escolas, chegamos a consideráveis 40.000 reais por escola/mês em média para a conservação e até construção de novas escolas. Por quê, então, em todas as escolas os professores têm que fazer festas juninas e ajudar com vendas de rifas e os alunos e pais precisam passar por constrangimentos de comprar essas rifas, que, segundo as direções das escolas são para a manutenção de suas estruturas físicas e compra de materiais de uso dos alunos? Será que com essa média de 40.000 reais isso não seria possível? Não seria oportuno que se fizesse uma análise dos gastos desses 40% de recursos do FUNDEB?
Obrigado.Gilson Giacomelli”
Moacir Pereira responde:
Caro Gilson
Como todos os governos costumam manipular os recursos da educação nada mais justo e urgente que haja controle e transparência total da dotação orçamentária da educação. Quem sabe uma comissão permanente, com representantes da Secretaria, do Sinte, dos pais, da sociedade civil, para acompanhar todos os meses a aplicação dos recursos?
A verba teria destinação muito mais racional, finalidade realmente educativa e evitaria os escândalos que se repetem em todas as gestões.Abraços, Moacir.

Comentários

comments

Comentários (21)

  • sandramaraescher diz: 27 de junho de 2011

    Moacir… noticias da reunião da duas horas entere o governador e o sinte… obrigada

  • Clarice Selau diz: 27 de junho de 2011

    Boa tarde Sr. Moacir,

    Mais alguma informação sobre greve??
    Obrigada!!!

  • luiz souza diz: 27 de junho de 2011

    Realmente, a adoção de práticas democraticas e eficientes nas escolas depende do acompanhamento pelos sindicatos e pela população em gera, bem como de exemplos de transparência e de compromisso político por parte das estâncias superiores.

  • Kátia Sarita diz: 27 de junho de 2011

    Até qdo a sociedade catarinense vai aceitar esta situação? E até qdo o Governo vai fazer de conta que nós professores não somos formadores de opinião? Pq se não éramos antes, depois dessa greve isso vai mudar, com certeza.
    Está na hora de darmos um basta nisso colegas….

  • Edson Luiz Jacinto diz: 27 de junho de 2011

    É verdade o que foi colocado em seu blog Moacir, que bom se o povo pudesse fazer parte e opinar, ter voz e vez para ande deveria ir determinadas verbas pode ter certeza que seria bem melhor, mas jamais deixaram, pra se ter um exemplo certo mandato em nossa cidade deu-se a idéia para que o IPTU recolhido da nossa rua fosse tudo envestido na mesma rua isso nunca aconteceu e nunca irá acontecer, é que fica melhor nas mãos deles para desvio, a menos que nos Catarinenses formos para rua protestar,falar, como fazem outros Paises, só que educadamente sem quebra quebra, vandalismo.

  • Edson Luiz Jacinto diz: 27 de junho de 2011

    É verdade o que foi colocado em seu blog Moacir, que bom se o povo pudesse fazer parte e opinar, ter voz e vez para onde deveria ir determinadas verbas pode ter certeza que seria bem melhor, mas jamais deixaram, pra se ter um exemplo certo mandato em nossa cidade deu-se a idéia para que o IPTU recolhido da nossa rua fosse tudo envestido na mesma rua isso nunca aconteceu e nunca irá acontecer, é que fica melhor nas mãos deles para desvio, a menos que nos Catarinenses formos para rua protestar,falar, como fazem outros Paises, só que educadamente sem quebra quebra, vandalismo.

  • Wagner Gonçalves diz: 27 de junho de 2011

    Boa tarde!

    O governo do pinóquio fala em 700.000 alunos. Então: 52.000.000 / 700.000 = R$74,28 por mês para cada aluno.
    Uma escola com 1000 alunos receberia R$ 74,28. MEEEEU DEUS!!!!!

  • Wagner Gonçalves diz: 27 de junho de 2011

    CORRIGINDO:

    Uma escola com 1000 alunos receberia R$ 74.280,00 por mês para manutenção.

  • Escândalo diz: 27 de junho de 2011

    É bom saber.
    Agora de vez que não compro a rifa que meus filhos trouxeram para casa para ajudar a escola que eles estudam. Com tanto dinheiro e nossos filhos tendo que vender rifa para ajudar a comprar papel higiênico, álcool, folhas de ofício, fazer reparos na escola.

    E por sinal, No início do ano letivo os meus filhos receberam a lista de materiais para estudar na escola. E nela constava 1 litro de alcool por aluno. Aí, eu pergunto. 1.000 alunos x 1 litro de alcool= 1.000 l de ácool. Para que tanto alcool? Querem pôr fogo na escola?
    Que nojo desses governantes.

  • sandra Romansini diz: 27 de junho de 2011

    Caros Moacir e Gilson, reitero suas posições no que tange ao uso do dinheiro público com total transparência. À sociedade civil cabe este papel e se não o fizer estará omitndo-se e permitndo assim que a corrupção em suas diversas formas alastre-se por todas as esferas sociais. Enquanto educadora venho a público afirmar que a educação catarinense não será a mesma depois desta greve.
    Quero agradecer ao atual governo por ter nos possibilitado este contexto de entendimento sobre o que de fato rola nos bastidores da política brasileira e catarinense. E mais importante, que este movimento nos mantenha -trabalhadores em educação – mobilizados para construirmos um futuro digno para os educadores e para a sociedade catarinense, fazendo surgir então uma educação de qualidade e comprometida com os reais valores humanos.
    Não a corrupção!

  • Ricardo diz: 27 de junho de 2011

    Interessante seu cálculo. Conversei com colegas agora e ficamos pensando como a escola iria bem, com um conselho para administrar prioridades e olha, até sobraria dinheiro. O que fazer? Viver na riqueza é uma norma desta sociedade somente para a ideia de que somente alguns podem usufruir desta possibilidade. Mas vou aventurar-me em indicar alguns bens que isto geraria:
    -Primeiro ampliar a escola:
    - Reduzir o número de alunos por sala ( sim porque o 60% restante do FUNDEB é para pagamento de professor);
    - ampliar a biblioteca, comprar mais livros;
    - sala de informática um computador por aluno;
    - lousa digital em todas as salas;
    - merenda muito, MUITO melhor;
    - teatro (sala);
    - dança (sala);
    - música (sala);
    - pintura (sala);
    - escultura (sala);
    - Esportes (ginásio e quadras;
    - piscina (natação);
    - salão de festas;
    - um notebook para cada aluno;
    - Cursos para os pais de tudo que se possa imaginar.
    - segurança. Segurança? Quem vai depredar um ambiente que enriquece a comunidade?
    Que aluno não teria motivação para ir à escola?
    Quando o dinheiro começasse a sobrar? Fazer campanhas para ajudar os pobres do entorno. Só que esse dinheiro hoje vai para projetos furados e superfaturados como as Bancadas de informática (que nunca funcionaram) da OPPITZ soluções tecnológicas, computadores melancias da BRAOX (vergonha que nem gravador de DVD tem), os projetos mirabolantes de segurança na escola e assim vai.
    E é uma matemática tão simples. Repartir o que se tem de graça, o FUNDEB. Matemática que se aprende na escola.

  • Lucimara Martins Barzan diz: 27 de junho de 2011

    Essa é uma mensagem dos Alunos aos Professores:
    “Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis ,as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos…seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades, seus medos produzirão coragem (Augusto Cury).”

  • CRISTINA diz: 27 de junho de 2011

    Nobre jornalista e escritor Moacir Pereira esrte post é para agradecer e acredito que este agreciemnto é de milhares de professores, não só os catarinenses, mas de incontáveis professores deste país. Obrigada por sua ética profissional, seu jeito interessante de interpretar o contexto e o cenário educacional, seus critérios de imparcialidade, seu jeito não tendencioso. Saibas, que nós professores buscamos neste trinta dias de greve, a atualização de notícias, a vericidade dos fatos,

  • Valter diz: 27 de junho de 2011

    O problema é que não há interesse de que isto aconteça. Como os órgãos fiscalizadores não fiscaliza, eles deitam e rolam. O TCE e a ALESC servem para que mesmo então?

  • Wagner Gonçalves diz: 27 de junho de 2011

    Boa noite!

    Está no DC online:
    “Técnicos do Tribunal de Justiça e do Ministério Público vão se reunir com a equipe da secretária da fazenda para fazerem simulações e cálculos.” Então vem a pergunta: Por que nas simulações da folha dos professores não há reuniões entre as partes. Desde o começo o governo achou que essa era apenas mais uma greve.

    Eu peço do fundo, mas do fundo, lá no fundo do coração que o pinóquio e sua tropa volte…. Sei lá pra onde. Mas, não prejudique mais do que já estão prejudicando o povo de Santa Catarina.

    Wagner

  • CRISTINA diz: 27 de junho de 2011

    Nobre jornalista e escritor Moacir Pereira este post é para agradecer e acredito que este agrecimento seja de milhares de professores, não só os catarinenses, mas de incontáveis professores deste país que tem acesso a este blog. Obrigada por sua ética profissional, seu jeito interessante de interpretar o contexto e o cenário educacional, seus critérios de imparcialidade, seu jeito não tendencioso. Saibas, que nós professores buscamos aqui, diariamente, muitíssimas vezes ao dia, a atualização de notícias, a vericidade dos fatos, a esperança e o conforto para nossa luta. As notícias têm muitos poderes. Estamos sempre sedentos de novidade e boas notícias. E as notícias podem ser inventadas… podem nos encorajar, assustar, manipular, impactar, induzir, banalizar, valorar os fatos, as pessoas; quantas ações as notícias podem articular. Entretanto, foi neste blog que nos sustentamos, buscamos apoio, ter voz, ter vez, comunicação na rede e principalmente força para continuar esta luta pela educação. Somos gratos, Moacir Pereira, por este serviço prestado à educação deste Estado.

    Professora Cristina Sutil

  • Erica diz: 27 de junho de 2011

    Mais uma publicação do que na verdade já sabíamos, porém, onde e com quem reclamar se nós professores tínhamos (tínhamos, porque daqui para frente será diferente: DESCOBRIMOS que somos ouvidos e DESCOBRIMOS onde buscar informações precisas).

    Ricardo, você já está sonhando alto… Mas você tem razão, com esse dinheiro teríamos a escola dos sonhos, de qualidade, como nossos alunos merecem. Porque hoje, temos 36 (ou mais) alunos na sala, na Sala Informatizada 10 computadores (09 que funcionam – realidade da minha escola): como trabalhar com quase quatro alunos por computador? É estressante e NADA PROVEITOSO, não se pode exigir um trabalho de qualidade desta forma. O que mais me irritava, era quando os governos veiculavam nos meios de comunicação que “AS ESCOLAS ESTÃO INFORMATIZADAS” e a sociedade de um modo geral pensava que sim. Nós e os alunos, sabíamos que não era verdade.

    Outro detalhe: quadro de giz (isso não é problema para nós), o problema é com o apagador – aproveitamos restos de colchões quando descobrimos que alguém iria jogar um fora… cortávamos em pedaços ou em pequenas tiras para serem coladas nos suportes de madeira velhos, que não apagavam mais (isso ainda acontece HOJE).

    NUNCA MAIS A EDUCAÇÃO SERÁ A MESMA A PARTIR DE AGORA.

    Ah! CONTINUAMOS EM GREVE.

  • joceligallina diz: 27 de junho de 2011

    Obrigado Sr. Gilson Giacomelli e Moacir Pereira por essas valiosas informações, tenho certeza que as APPs, pais, professores e alunos formarão uma comissão permanente para acompanhar a aplicação dos recursos para a EDUCAÇÃO.

  • Ricardo diz: 28 de junho de 2011

    Oi Erica. Não é sonho não. Eu sei que estamos acostumados a pensar que o ideal é utopia, mas esse é um engodo para nos degladiamos com moinhos de ventos. É possível. Erica, eu gostaria que outros professores explanassem aqui, das 523 escolas que receberam as bancadas de informática, a partir de 2006 e comprovassem o que eu digo; elas nunca funcionaram. E sabe qual o custo destas bancadas? Um laboratório entre 8 e 10 bancadas pelo valor de R$ 27.500,00 X 523 escolas = R$ 14.382.500,00. Esse dinheiro foi para a OPPTIZ Soluções Tecnológicas, na gestão do Paulo Bauer.
    Veja as aulas virtuais no site da SED. É pago R$ 1,00 por acesso de aluno e professor. Considere que temos 700 mil alunos e 45 mil professores. Quem recebe? As escolas? Não. Todo acesso é pago à empresa COMPUTAFISICA cursos LTDA. E é dinheiro público. Que jogada hein. E não sabe até quando vai o contrato.
    A BRAOX criou computadores melancias no valor de R$ 10.000.000,00. A Assembléia Legislativa também recebeu computadores mas com cores diferentes.
    Hoje a BRAOX está produzindo carteiras informatizadas para vender ao Estado. A pretexto de quê? Quem pediu? Tem licitação? Que dinheiro irá pagar estas carteiras? Será mediunidade?
    O SERIEWEB, o sistema do DIDH, quem fez? Sabe-se que o programa custou em torno de R$ 900.000,00 a R$ 1.000.000,00. Quem recebeu? Com que dinheiro foi pago? O CIASC participou? Os funcionários terceirizados que trabalham na SED fizeram? Como? Cadê a licitação? O tráfico de informação é crime. Se funcionários terceirizados fizeram tiveram informação privilegiada. Não pode. É crime.
    Quem vai investigar?

  • Ricardo diz: 28 de junho de 2011

    Em tempo: Tem que pedir esclarecimentos ao Executivo e Legislativo sobre a LEI COMPLEMENTAR Nº 458, de 08 de setembro de 2009, paga o salário do Deschamps e outros cargos partidários e que repassa o valor destes salários a FURG, UNIVILLE e UNIVALE? Nessa lei o Deschamps não quer mexer.
    Em tempo 2: Tem que pedir esclarecimento porque os diretores e gerentes que moram em Joinville, trabalham em Florianópolis e voltam para casa com motorista e carro público toda a semana.

  • Erica diz: 28 de junho de 2011

    Bom dia Ricardo,

    Bem lembrado, também trabalhei (quer dizer, levava os alunos à Sala Informatizada… hahahaha) com as bancadas, quando chegava à sala com os alunos a resposta era sempre a mesma: “Não estão funcionando HOJE, profª”, ou ainda, escolas que receberam computadores novos – esperaram meio ano até que os técnicos credenciados fossem instalá-los, depois do início da instalação, a espera foi de mais meio ano até a liberação da sala. Tudo isso a gente enfrenta e “TEM QUE ESTAR SATISFEITA…”

    Referente à sua fala: “A BRAOX criou computadores melancias no valor de R$ 10.000.000,00. A Assembléia Legislativa também recebeu computadores mas com cores diferentes.
    Hoje a BRAOX está produzindo carteiras informatizadas para vender ao Estado. A pretexto de quê? Quem pediu? Tem licitação? Que dinheiro irá pagar estas carteiras? Será mediunidade?”

    Você viu esta postagem do Blog do Moacir?

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    18 de junho de 2011

    Pois é, a gente não sabe se fica feliz pela industrialização que cresce no estado, ou se fica triste pelos interesses camuflados nas negociações com seus “compradores”. Aliás, sou vizinha desta cidade!