Texto de Alon Feuerwerker, publicado na edição de domingo do Correio Braziliense.
Coisa comum no noticiário é o partido x ou o político y terem contratado pesquisas para conhecer a demanda, para saber as propostas que o público deseja comprar. Ou o perfil.
Daí que todos -ou quase todos- os políticos se pareçam.
Estão preocupadíssimos com o meio ambiente, atentíssimos à nova cidadania propiciada pelas tecnologias, empenhadíssimos em buscar soluções para as graves desigualdades sociais e mergulhadíssimos na busca de saídas para a educação, a saúde e a segurança.
Nestes três últimos pontos todos concordam na necessidade vital de mais verbas.
São todos balões vazios à espera de serem inflados de fora.
Falando em “íssimos”, é raríssimo encontrar nos dias que correm o político disposto a defender suas ideias, a afrontar o senso comum, a disputar na contracorrente.
A apresentar uma ideia de interesse do país, para mobilizar o país em defesa do interesse nacional.
Há um espaço. Como o que, um dia, ocuparam, por exemplo, Leonel Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva. Ou o Mário Covas do choque de capitalismo.
É perigoso. Mas a vaga para o relançamento do projeto nacional existe, e está à espera de alguém.
Pois é visível o cansaço com o mesmismo. Com o político supostamente esperto, escondido atrás do rosto alheio.

BOA TARDE SR. UPIARA.
POIS EU ACREDITO QUE ESSE HOMEM POLÍTICO ,NUNCA EXISTIU .
É QUE ANTES ACREDITÁVAMOS NOS POLÍTICOS CEGAMENTE. PARA NÓS ESTAVAM ACIMA DO BEM E DO MAL .
DEPOIS DE JEFFERSON ,NUNCA MAIS O BRASIL FOI O MESMO . AGORA ENXERGAMOS ATÉ O QUE ELES ESCONDEM E SABEMOS QUE TODOS SEMPRE FORAM IGUAIS ,SÓ NÃO ERAM DESCOBERTAS SUAS FALCATRUAS QUE ERAM BEM ESCONDIDAS PELO REGIME .
NÃO TENHO ESPERANÇA QUE SURJA UM POLÍTICO MELHOR ,PELO QUE ESTAMOS VENDO , VEM CADA VEZ PIOR.
Brizola e Lula. O primeiro acabou com o Rio de Janeiro. O segundo oficializou a corrupção no País. Nesse mar de lama serão sempre lembrados.