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Sem professores auxiliares

26 de julho de 2011 12

Relato do professor Egino Valcanaia, de Benedito Novo:

Apesar da Secretaria de Educação de Santa Catarina ter afirmado na imprensa que haveria reposição de aulas no recesso de julho, a 35ª gerência de educação (Timbó) dispensou duas professoras auxiliares no recesso, pelo fato de não terem participado da greve. Esse fato ocorreu na Escola de Educação Básica Teófilo Nolasco de Almeida, do município de Benedito Novo. O que torna o fato ainda mais grave é que apesar desses alunos terem direito a professor auxiliar garantido em lei, houve dois meses de atraso na contratação da professora de libras, no início do ano, sendo que a aluna em questão perdeu grande parte do conteúdo do 1º bimestre e, em se tratando de Ensino Médio, há grande dificuldade na reposição desses conteúdos. E agora, haverá mais uma lacuna?
Ressalte-se que não foi oportunizado sequer um dia de aula para os referidos alunos durante 45 dias de greve na escola Teófilo.
Não se está aqui discordando do direito ao merecido descanso das professoras (se é que se pode considerar que professor grevista teve algum descanso), apenas acreditamos que o Sistema de Educação Estadual precisa tratar os alunos com necessidades especiais e suas famílias com o respeito que merecem.
Dessa forma, indaga-se: O direito do aluno à aula não se aplica aos alunos com necessidades especiais? O governo desconhece a lei ou apenas não a cumpre?

Comentários

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Comentários (12)

  • edsonmoraeslessa diz: 26 de julho de 2011

    Aqueles professores, que por “n” motivos, não participaram da greve, não têem direito ao recesso? É isso?

  • fabiano diz: 26 de julho de 2011

    É ISSO!

    Não fezer greve, é uma questão delas professoras, mas não têm dieito a recesso se a escola está em pleno funcionamento. Isso é improbidade administrativa da diretora. Os alunos estão sendo lesados. Porém a comunidade escolar continua pagando seus impostos e o governo pagando os salários. Essas pseudo-professoras deveriam estar duplamente envergonhadas. (1)Deveriam ter feito greve, (2)deveriam estar trabalhando estas duas semanas.

    EU SOU PROFESSOR, EU FIZ GREVE, EU ESTOU REPONDO OS DIAS DE GREVE.

    Mas não esueçamos que esta é uma questão administrativa, a diretora deve ser responsabilizada. E em tempo, foi a administração Colombo que a nomeou, a equipe de governo no setor da educação é amadora.

  • Aline diz: 27 de julho de 2011

    Neste governo, tudo depende sempre de politicagem, quando eles querem favorecer alguém, dão um jeito.

  • aacioli diz: 27 de julho de 2011

    Quanto a pergunta:O governo desconhece a lei ou apenas não a cumpre? A resposta é óbvia : Este governo nao cumpre lei alguma, é ditador !!!

  • luiz souza diz: 27 de julho de 2011

    “O governo desconhece a lei ou apenas não a cumpre?” Boa pergunta.

  • Réd diz: 27 de julho de 2011

    Edson os professores que por “n” motivos dito por você se não fizeram greve mas estavam com todos os alunos em sala de aula tem direito sim ao recesso. O que esta acontecendo são professores auxiliares ou chamdos de 2º professor que não fizeram greve mas, não tinham alunos esses sim deveriam estar trabalahndo no recesso escolar pois o aluno está perdendo. Não é o governo que falou que as crianças seriam as prejudicadas pela não reposição. Esta ai mais uma vez o descumprimento de um compromisso que o governo assumiu com a sociedade. Aliás ele vem a tempo descumprindo tudo. Para ele leis não existem.

    Profª Réd Silveira – Araranguá

  • Daniela diz: 27 de julho de 2011

    Já disse uma vez e vou dizer outra. Tem colégio quase inteiro na região da Amrec que não recebeu os dias descontados, que eram pra ser pagos na sexta-feira, 22 de julho. Alegam problema no sistema. Conta outra. E agora Sinte?

  • Lia diz: 27 de julho de 2011

    edsonmoraeslessa diz:

    26 de julho de 2011 às 4:21 pm
    Aqueles professores, que por “n” motivos, não participaram da greve, não têem direito ao recesso? É isso

    Basta ler o que diz o documento assinado pela Elizete Jorginho Melo…Lá dizia que quem não fez greve e não trabalhou porque não tinha alunos em quantidade mínima deve trabalhar em todas as reposições, incluindo recesso, sim.

    Se é justo ou injusto, bem, há controvérsias…Em outras greves com forte cunho político muito mais do que funcionais até se aceitaria a desculpa ou argumento de que aluno não tem nada a ver com problemas trabalhistas de professores e não podem levar prejuízo com as reivindicações, mesmos as mais justas e legítimas… Não estou contando com os acomodados e covardes simplesmente, ou que não precisam do salário para viver, mas lecionam por bico ou para não ficar em casa como ‘amélias de luxo’.
    Nesta última greve em especial, ancorada na mais legítima aplicação da lei, ficar de fora foi parasitismo puro e simples. Jogou nas costas de quem fez todo o ônus da cobrança da sociedade, todas as críticas, sem abrir mão dos bônus que poderiam usufruir, caso houvesse algum, mas não há: entramos com direitos e saimos sem.

    Desenvolvendo além…

    Estamos num limbo jurídico que ninguém sabe onde vai dar, nem o Sinte. Este tem 120 dias para mostrar serviço e convencer a categoria de que o antigo Plano de Carreira, tal qual pele de cobra, está descartado e não tem volta, mas que um novo, quem nem rascunho tem, será mais vantajoso apesar do atraso e do confisco ‘provisório’. Se o novo plano for igual em direitos, qual a razão de mudar? Se for para melhor, qual o custo da espera e de quase certos parcelamentos da aplicação? Mudar para igual não tem sentido, só se muda para melhor, certo? Se o governo não aceitava um, vai aceitar um ‘melhor’? assim, pelos belos olhos do professorado e do sindicato? É ruim, heim, salgadinho?
    Enfim, após 120 dias, se a tal comissão paritária não for de maioria a favor de professores e demais trabalhadores no Ensino/Educação, e houver novo impasse, qual será o encaminhamento? Nova greve para pedir a volta do que foi extinto?
    Por mim, teria ficado o anterior, quem estava ganhando abaixo do piso que constinuasse ganhando, já estava acostumado e vivia de acordo. Que fizessem como os demais e fossem fazer graduação, nem que fosse numa Uniesquina da vida, e trabalhar 3 turnos. Afinal, quem estava acima não era culpado, era? Mas perdeu para cobrir os do baixo clero. Estão levando o que era meu e de muitos mais, aliviados da cobrança e da responsabildiade de resultados, já que não podem reprovar até o 3º ano, estatísticamente 100% de aprovação e de aproveitamento…Os coitados que pegam lá da 4a. em diante que tirem o atraso de quem chega ao ‘ginásio’ sem escrever nem o nome…

    Se após 120 dias, cravados no calendário[ tique-taque o tempo está correndo...], o Sinte não provar que teremos ganhos e não parcelados ainda, palminhas para ele. Se depois disso só confirmarmos perdas e/ou ganhos no médio prazo[ quantifiquem isto em anos, pls!], com parcelamentos imorais, então se preparem para uma campanha de desfiliação porque será o que vai merecer. Já não é novidade e sabem disso, basta ver todas as desfiliações que já levaram de 87 em diante, por conta de fracassos e acobertamentos de injustiças que se perpetuam na categoria, como os que saem pra pós-graduação ganhando tudo sem descontos, e jogando o serviço nas costas de outros porque não há garantias de substitutos! Nos Cefets, por exemplo, é diferente, ou era…quem quisesse fazer doutorado, ótimo, parabéns, mas o chefe de departamento chamava os demais professores da mesma disciplina/área e perguntava se aceitavam ficar com as aulas e atividades de laboratórios do mestrando/doutarando…Evidentemente que não aceitavam, para ganhar o mesmo, a saída era o doutorando se exonerar para então ser contrato outro em seu lugar. No Estado, não! sobrava para quem ficava na escola, carregando o piano para outro tocar depois…Nunca vi o sindicato, nem Sinte, nem ACP, defenderem o coitado que ficava puxando o carro sozinho, durante o mestrato/doutorado de uns que outros, coisa pouca, no mínimo 3 anos, se o mestrando não fosse arrastando prorrogações da licença para frequentar curso…Alegavam que tendo de dar as 32 aulas em 40h, tem de ficar com as aulas do mestrando e fim de papo…[ mestres e doutores em final de carreira, só para se aposentarem com mais uma letrinha, que voltar para sala de aula, são poucos, quem faz mestrdo e doutorado quer é outra coisa, ensino superior no mínimo, porque não tem mais saco pra turma do beabá, diretoras cricri e especialitas querendo professores super nany].

    Outra coisa: se e quando o 1/3 de hora atividade for aplicado para todos, a GRC vai continuar mais para uns? porque aí não terá mais razão de pagar quase o dobro(40%) para os das séries iniciais e 25% para os das séries finais do E.F e E. M, alegando que estes não cumprem as 8 aulas de atividades ( por 40h) na escola e vão embora, enqto os das séries iniciais eram ‘sacrificados’ com o cumprimento integral das 40h na escola, daí que a GRC era de 20% mais 20% das supostas 8h de hora atividade( 20% de 40h = 8 aulas, no E.F e M.caso não pegassem excedentes, porque aí alguns tinham carga cheia, sem hor atividade e a GRc era a mesma…). Nem vamos tocar no detalhe que ganhavam os 20% e não ficavam em sala durante as aulas de Ed. Física e Artes ( embora a lei obrigasse), mas deixando por barato que ‘cobriam’ os professores de Ed. Física e Artes quando faltavam, o que não era sempre e no mesmo dia…
    Vão igualar 1/3 de hora atividades para todos e GRC idem? ou tem gente que vai ganhar mais, de novo, com hora atividade de 1/3, com ou sem aulas de Artes e Ed. Física, e GRC de 20% e com 20% a mais a título de hora atividade não convertida em aulas vagas? enqto os demais ficam com 25%?

    Situação antes da greve:

    Séries iniciais: GRC de 20% + 20% de hora atividade = 40%
    Séries finais do E.F e M: GRC de 25% + hora atividade de 8h aulas/40h, limite de 32 aulas, mas não fechando 32 de acordo com o número de aulas por disciplina, podendo ir a 33 ou mais, até o limite de 40, pelas quais ganharia como aula extra ( que o Sinte diz que devem acabar com os concursos de ingresso…divideodó !quando sobrar uma ou duas após o limite de 32 aulas hoje?). O certo vai ser 1/3 de hora atividades para todos e 25% de GRC idem?

    Obs: calcular a proporcionalidade no caso de 20h/semanais.

    Para meditar e fazer contas, deveres de casa!

  • Melania K. Lewin diz: 27 de julho de 2011

    Muito bem amigo e professor Egino, tudo que está acontecendo de errado em nosso estado deve ser colocado em pratos limpos, professores que nao estavam em greve e nao tinham alunos devem sim repor todas as aulas como todos os outros professores. Também fiquei sabendo que tem professores desistindo de aulas e pegando e pintando e bordando aqui na nossa regiao. Quando fui escolher minhas aulas me falaram que se eu pegasse nao podia desistir depois e que tb nao podiam quebrar modulos para me dar as aulas do ensino medio. Agora fazem o que querem. Minha irmã não pode pegar 20 horas por estar fazendo mestrado por que o modulo era de 40 horas ( aulas de ensino fundamental anos iniciais, anos finais e ensino médio) entao eu pergunto. Pra que fazer avaliaçoes diferentes no processo seletivo se depois colocam tudo num pacote só??????? É o fim mesmo…entao simplesmente deram as 40 horas para alguem sem formaçao nenhuma (nada contra a nao formaçao) Mas nao é injusto??? Por favor vamos rever nossos conceitos e parar de ver as coisas acontecerem e nao fazer nada.

    Um grande abraço a todos do Teófilo.

  • rosane simon seibt diz: 27 de julho de 2011

    Resposta: Segundo Professor (Respeito ao relato do Professor Egino Valcanaia- EEB Teófilo Nolasco de Almeida).

    A Secretaria de Estado da Educação – SED extinguiu o Recesso Escolar do período de julho de 2011, para oportunizar a primeira etapa de reposição de aulas dos Professores que participaram da greve, conforme negociação com o sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE. Estes professores tiveram suas faltas registradas no sistema e os primeiros 23 dias foram descontados em folha de pagamento.

    O Plano de Reposição, obrigatório para o professor grevista, além de repor as aulas, oportuniza o
    recebimento dos 23 dias descontados e a anistia das faltas em ficha funcional.
    Cada escola tem particularidades para administrar que vão desde a paralisação de apenas um professor com 3 aulas, escolas que tiveram o funcionamento parcial e escolas que dispensaram todos os alunos.

    Assim também temos em menor proporção, professor que está em curso no exterior, professor que solicitou remoção, Professor ACT que desistiu da carga horária, Segundo Professor que trabalhou em substituição do titular.

    São alguns exemplos entre muitos problemas para serem administrados, dos quais a Direção da Escola, juntamente com Gerência de Educação e Secretaria de Estado da Educação, encontram possibilidades de melhor atender as necessidades que se apresentam.

    Quanto ao segundo professor (sempre contratação de ACT), nesta escola o atraso no contrato para atender a aluna de Ensino Médio deve-se ao fato de não se apresentar candidato na especialidade em Interprete naquele momento. O profissional que atualmente está atendendo é do município de Timbó.

    Embora a 35ª. GERED tenha capacitado uma turma de profissionais para atuar na área, vários desses preferiram trabalhar em sala regular de ensino.

    Ressalvo que a 35ª GERED possui no quadro de profissionais efetivos, pessoas comprometidas que para melhor atender esta diferença (deficiência auditiva), participaram da capacitação.

    Registro ainda que a 35ª. GERED, foi a primeira gerência no estado a capacitar turma de Intérpretes (30 profissionais), recebendo destaque da Secretaria da Educação por esta ação.

    Atenciosamente

    Selma B. Prada
    Gerente de Educação
    35ª. GERED – Timbó

  • Moacir Pereira » Arquivo » Resposta da GERED-Timbó diz: 27 de julho de 2011

    [...] da gerência regional de Educação de Timbó sobre o relato do professor Egino Valcanaia, de Benedito [...]

  • Alexsandra da Silva diz: 29 de julho de 2011

    DENÚNCIA SOBRE A FALTA DE PROFESSORES NAS ESCOLAS….
    Venho por meio desta relatar a falta de professores na rede pública Estadual. Sou professora a 15 anos e trabalho em uma escola no sul do municipio de Palhoça, sendo que nesta escola ja muito antes da GREVE a falta de professores era evidente, na qual os alunos estavam sem professor de LINGUA PORTUGUESA a 2 meses, e outras disciplinas…antes da Greve. Depois vem o Senhor governador e secretario da Educação falar em reposição das aulas e qualidade de ENSINO como? Se ja não havia professor suficiente para lecionar, como que ainda teve a cara deslavada de dizer que iria contratar professores A.C.Ts no lugar dos que não voltassem as escolas, impossivel né? O desfalque ja era evidente, e ainda é, basta fazer uma pequena pesquisa pelas escolas no municipio de Palhoça e outros é claro para verificar a enorme falta de professores ainda em sala de aula. E agora o Governo vem falar em repôr as aulas, tudo bem? E as disciplinas que ja não tinham professores a mais de 2 meses como fica essa reposição? Ai o Governo não pensa né, é claro fecha os olhos e faz de conta que estava tudo correndo a mil maravilhas, quanta irônia heinnn!!! Minha filha estuda em uma das maiores escolas do centro de Palhoça e ainda faltam varios professores e daí como vai ficar essa reposição??? Será que vai acontecer, hahahaha..