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Sem lugar pra outdoor

27 de julho de 2011 33

Relato da professora Liliane Luciano, de Içara:

Venho me reportar a um acontecimento dessa semana, que deixou nossos colegas ainda mais indignados. Fizemos uma coleta nas escolas do município com professores é claro para confeccionar outdoor com nomes dos deputados que votaram a favor da PLC e contra nosso plano de carreira, porém fomos supreendidos por impresários da região afirmando que nos terrenos vazios que normalmente são usados para fazer propaganda política não poderiamos colocar outdoor dessa natureza. Decepção mais uma vez nos sentimos pequenos diante dos gigantes que comandam esse estado. Mas tenham certeza que não desistiremos vamos até o fim, porque se a coisa não acabou é porque o fim não chegou e é do caos que se inicia a ordem.

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Comentários (33)

  • Aline diz: 27 de julho de 2011

    Em frente à minha casa vou colocar uma placa com o nome dos inimigos da educação, pois sendo meu terreno ninguém poderá impedir. Também já conversei com uma amiga que vai fazer o mesmo. Estamos também conversando com as pessoas e deixando nas caixas de correio depoimentos sobre a destruição do nosso plano de carreira e o que perdemos com a votação na ALESC, além é claro, de expor os inimigos da educação.

  • Eduardo diz: 27 de julho de 2011

    Meu caro Moacir, fico impressionado com o volume de erros de português em quase todas as manifestações que você recebe, justamente de PROFESSORES (!). Nos últimos meses, você recebeu centenas de manifestações, quase todas com equívocos nas vírgulas, nos tempos verbais e na grafia incorreta das palavras. Essa senhora de Içara escreveu “impresários”. Acredito que a classe dos professores é muito importante, tão importante que não pode se dar ao luxo de cometer tais equívocos. Abração.

  • Maria Aparecida diz: 27 de julho de 2011

    Professora Liliane não desista!!!!!!

    O poder econômico é forte, mas não se deixe esmorecer. A discussão dessa situação pode ser mais uma oportunidade para uma aula de cidadania para seus alunos. DINHEIRO X POVO.

    Caso não consiga o outdoor, talvez seja possível a entrega de panfletos em frente de locais como igrejas, centros comunitários, mercados. Vale até tentar um espaço na rádio local.

    Caso nada surta efeito, sugiro que faça uma lista dos referidos deputados INIMIGOS e peça para os alunos que concordarem, que copiem em seus cadernos e mostrem a seus pais quem são os inimigos da educação e que essa listagem seja relembrada no dia de cada eleição.

    Boa sorte

  • Nelson diz: 27 de julho de 2011

    Eles acabam mostrando a cara, mais cedo ou mais tarde.
    Tem a Internet pra divulgar os nomes dos traidores.
    Aproveitem, professores, essa ferramenta a nosso favor.

  • Alexandre diz: 27 de julho de 2011

    NÃO VAMOS DESISTIR, TALVEZ VCS JÁ TENHAM, EU RECEBI UM E-MAIL COM AS FOTOS DE TODOS ESSES DEPUTADOS, VOU TIRAR CÓPIAS, O MÁXIMO QUE PUDER E VOU DISTRIBUIR, ESPERO AJUDA DE MEUS COLEGAS POR AQUI, MAS DE QUALQUER MANEIRA VOU FAZER.

  • Réd diz: 27 de julho de 2011

    Liliane! Tenha a certeza de que vocês conseguirão sim um lugar para colocar , nem que seja na casa de alguém. E seria importante também colocar agora os nomes destes empresários como inimigos da educação pois estão sendo convincentes com o descaso na educação. Aqui em Araranguá estamos fazendo banner, e muitos colegas colocarão em frente as suas casas assim como eu. Se ´nos tiram uma opção sempre estaremos achando outra. Não desistam. Nossa crença em uma educação de qualidade e a valorização do professor é mais forte do que estes entraves.

    Abraços

    profª Réd Silveira – Araranguá

  • silvialehmkuhl diz: 27 de julho de 2011

    Professora Liliane no EISC( Estado Independente de Santa Catarina) não existe a liberdade de expressão, desde que sua liberdade permita elogios a cúpula governamental, fato esse que não procede.
    Procure informações no país vizinho (Brasil) como são as leis por lá, aqui não são as mesmas, mas poderão lhe dar alguma sugestão.
    Boa sorte e Vamos lutar contra a ditadura no EISC.

  • Lucimara Martins Barzan diz: 27 de julho de 2011

    Ola, amigos da educação…guerreiros…
    Não vamos ficar triste nem indignados…
    lá nos terrenos não pode….
    SEM PROBLEMAS…
    COLOCAREMOS NOS NOSSOS TERRENOS, SACADAS DOS PREDIOS..
    COLOCAREMOS POR TUDO….
    NÃO VAMOS DESISTIR…
    SE NÃO ESTAÕ DEIXANDO É PORQUE TEM RABO PRESO COM ESSES INIMIGOS DA EDUCAÇÃO….

    VAMOS SIM, FAZER ISSO POR TODA SANTA CATARINA…
    ELES QUE NOS AGUARDEMMMMM.
    NOSSO UNIFORME É CAMISETA PRETA COM O NOME DOS NOSSOS INIMIGOS ATRAS…
    NINGUEM VAI ESQUECER….
    E CANDIDATOS A PREFEITO …CUIDADO QUE VCS CONVIDAREM PARA CABO ELEITORAL…
    SE FOR ALGUM DOS INIMIGOS VCS ESTÃO PERDIDOS…..
    ESTAREMOS ACOMPANHANDO SUAS AGENDAS SEMPRE..
    GRANDE ABRAÇO….
    URUSSANGA SC

  • aacioli diz: 27 de julho de 2011

    To falando….aqui está implantado a ditadura !!!!

  • Alvaro diz: 27 de julho de 2011

    É como digo sempre, saímos de uma ditadura militar, para cairmos na dos políticos.

  • Carlos Roberto diz: 27 de julho de 2011

    Prezado Jornalista!

    Vamos bater mais uma vez na mesma tecla e temos que fazer, quantas vezes forem necessárias, para o bem de todos!

    Nosso país pratica as mas altas de juros bancários do mundo. Nosso país é campeão mundial de arrecadação de impostos. Nosso país tem um sistema político/eleitoral que obriga o povo a ir às urnas de dois em dois anos, assim, não dá tempo para que o povo possa analisar melhor as qualidades e defeitos de nossos políticos. Há uma reforma política à caminho, mas, o povo não participa da discussão. Nosso país possui dois órgãos do poder legislativo federal para decidirem sobre um mesmo assunto e às vezes, é preciso sessões extras pois não solucionam no tempo normal. Não dá tempo porque na sexta (ou quinta) os ocupadíssimos deputados e senadores, têm que voltar às bases. Na segunda, eles estão voltando das bases, ora, ninguém é de ferro! Terça, quarta, quinta, cuidam de seus interesses, dos interesses dos seus, e se der tempo, dos interesses do povo. Mas, não abrem mão dos dois períodos de férias no ano.

    Nas Assembleias Estaduais, o carnaval é o mesmo. Votaram contra a reposição dos vencimentos dos professores de SC, mesmo sendo legal, obrigatória.

    Nas Câmaras Municipais…o mesmo carnaval! Agora, os competentíssimos vereadores têm à disposição, a votação sobre o número de edis que deve ter a casa. Participação do povo? Nenhuma!!!Dizem que quanto mais vereadores, mais representatividade popular, etc..Mentira, está mais que provado que basta ter no máximo cinco vereadores, honestos, capacitados, dedicados, preparados, atualizados, de nível escolaridade superior, para dar conta do recado e desempenhar muito bem sua função.

    Uma pergunta: será que algum dos senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos, embora muitos deles, demonstrem na prática um nível de escolaridade perto do semi-analfabetismo, ganham menos que um professor, pedagogo, graduado, pós graduado, mestrado, doutorado? DUVIDO!!!

    Nosso país e nosso povo, são tão incríveis ao ponto do governo destituir todo um ministério (transportes) por corrupção e ninguém faz nada, ninguém diz nada, como se tudo isso fosse a coisa mais normal do mundo.

    Mais incrível ainda é que esses caras, de cima abaixo, são investidos de REPRESENTANTES DO POVO, para cuidar dos interesses do povo, contudo, “esses caras” legislam em causa própria, estabelecem seus próprios salários, suas próprias despesas, separadamente, e quem paga tudo isso é o …POVO!

    Na onda de “ISTO É INCRÍVEL”, temos mais um fato de chorar de rir, ou, rir de tanto chorar, não sei. Será de onde vêm os membros dos Tribunais de Contas? E quem os nomeia? Vêm do meio político; quem os nomeia: presidente e governador.

    Quem assistiu o programa Fantástico deste domingo de matéria relativa à reforma agrária, assentados. Foi de estarrecer, de chorar mesmo. Mas não houve qualquer manifestação de órgãos de direitos humanos, contra a corrupção, nada. Afinal, no Brasil, tudo parece normal.

    Só para lembrar. O desmatamento continua a todo vapor. Tudo quieto. Será que também compraram os organismos internacionais de defesa do meio ambiente?

    A conclusão é uma só. Estamos de mãos e pés atados. Políticos, membros dos poderes constituídos, nos três níveis e os bancos DOMINAM O BRASIL.

    Por isso, caríssima e digna professora LILIANE LUCIANO, seu relato nada mais é que um dos quadros que compõem a triste, deprimente, calamitosa, situação deste, por enquanto, NOSSO BRASIL!

    Um abraço. Carlos Roberto.

  • Liliane diz: 27 de julho de 2011

    Amigo Eduardo erros de digitação acotecem até mesmo com os mais esperientes jornalista. Mas me curvo a sua correção e prometo terei mais cuidado quando estiver escrevendo correndo para ir trabalhar. Obrigada!!!!

  • Braz diz: 27 de julho de 2011

    O fato na verdade não me surpreende. Alguém viu algum empresário, alguma entidade empresarial prestar solidariedade aos professores? Ninguém abriu o bico. Os empresários estão pouco se preocupando com o ensino público, haja vista que os seus fi8lhos estudam em escolas particulares, onde os professores ganham muito bem, são valorizados, e ministram um ensino de ótima qualidade.. Só que eu pergunto: Por que será que está faltando mão de obra especializada? Porque o Estado se omite, e os empresários, que pagam tributos altíissimos, ao que parece, estão muito satisfeitos. Não é um paradoxo?

  • sirineu antonio vieira diz: 27 de julho de 2011

    na França antes da revolução também éra assim, o povo ou melhor a plebe deve trabalhar para pagar as mordomias do rei, ou melhor deputados, governadores, e agora essa aumentar o numero de vereadores ( maior parte analfabetos). sabem o que o povo fez, guilhortina neles. não acredito em melhoras em um pais sem armas em punho, há plebicito pra desarmamento tem, para aumentar o numero de vereadores não pode, peblicito pra tirwara mandto de deputado corrupto não pode, mas votar é obrigado, do contrario fica sem CPF. daqui pra frente TEMOS QUE NOS PREPARAR E APRENDER A ATIRAR CERTEIRO.

  • Fatima diz: 27 de julho de 2011

    Creio que o melhor lugar para colocar seria na casa de alguém onde exista boa circulação de pessoas, além de não ser subtraído com facilidade. Em terrenos, “anoitece e não amanhece”. Nossa luta pela conscientização dos catarinenses acerca de educação como algo prioritário não será vã. Importante não esmorecermos e que a luta continue. Que nada nos abata e nossa resposta se dará, certamente, nas urnas. Não esqueceremos o mal que foi causado. Vaias aos deputados e demais responsáveis pelo ato inconsequente.

  • Everaldo Ronchi diz: 27 de julho de 2011

    Faço um desafio, para o governo de toda SC, e seus digníssimos deputados, visitem as escolas públicas de SC seus covardes. Só assim vocês vão ver a realidade da nossa educação. Quero aqui pedir para toda SC, que desde já digam não a esse governo, seus aliados e todos os políticos corruptos e demagogos , confirme em 2012 nas urnas.
    Professor Ronchi com muito orgulho e formação moral.

  • Maria Aparecida diz: 27 de julho de 2011

    Silvialehmkuhl, gostei muito de sua resposta.

    Peço entrar em contato comigo cidaleh@yahoo.com.br pois penso que somos parentes.

    Obrigada

  • Daniel diz: 27 de julho de 2011

    Caros professores,

    O boca a boca é muito mais importante,
    por isso, não podemos desistir.

  • elizabete diz: 28 de julho de 2011

    # Liliane diz:
    27 de julho de 2011 às 6:41 pm

    Amigo Eduardo erros de digitação acotecem até mesmo com os mais esperientes jornalista. Mas me curvo a sua correção e prometo terei mais cuidado quando estiver escrevendo correndo para ir trabalhar. Obrigada!!!!

    ***creio que seja erro de digitação “esperientes jornalista”” erro de grafia e de concordancia. E quero aprender a escrever correndo. nunca consegui…essa pessoa precisa voltar para os bancos escolares…e com uma boa professora….

  • Carlos Roberto diz: 28 de julho de 2011

    Prezado Jornalista!

    Corrigindo a primeira frase de meu comentário anterior: Nosso país pratica as mais altas taxas de juros bancários do mundo.

    Aproveito para falar mais alguma coisa, porque citei e cito algumas mazelas apenas. Se for enumerar tudo o que está acontecendo de “podre” em nosso país, daria um livro de centenas de páginas, um verdadeiro compêndio.

    Há muito tempo que se questiona a forma como os governos (federal, estadual, municipal), projetam e licitam suas obras. São sempre cifras astronômicas. Qualquer metro de asfalto custa uma fábula. Pior, de péssima qualidade, pois, logo, logo, terá que ser refeito, gastando mais outro tanto.

    Está nos jornais de hoje. Em 2007, o governo estadual permutou um terreno com outro particular, para a construção da penitenciária da grande Florianópolis. Agora descobre-se que o terreno dado pelo governo valia dez vezes mais que aquele que recebeu e ainda, este nada mais é que um mangue, inviável para a obra pretendida. E aí, o que é que vão fazer os poderes constituídos, o Ministério Público, a OAB, o Tribunal de Contas, a população? Não vão se manifestar?

    O Brasil é quase campeão também em índice de desenvolvimento humano e educacional, negativamente falando, empatando com os países mais atrasados do mundo.

    Não vamos falar em nome de partido político porque já está mais que demonstrado que somente se vai conhecer de fato um partido, quando este estiver no poder. A prática tem sido uma decepção completa, infelizmente. E a maioria, quando não está no poder, vende-se a quem está, em troca de alguns “carguinhos”.

    Mas o fato mais preocupante de tudo isso é a EDUCAÇÃO. Todo mundo sabe que a EDUCAÇÃO, a APRENDIZAGEM, a PROFISSIONALIZAÇÃO, é a base, o alicerce para uma nação que quer se desenvolver, chegar a um alto nível, chamado de primeiro mundo. Exemplos não faltam: Estados Unidos, Japão, Alemanha, etc.. O Brasil caminha na contramão. Claro, porque para os políticos, os dominantes do poder, um povo analfabeto é muito mais fácil de ser manipulado. E aí, junta-se o desinteresse do empresariado em geral pela causa dos professores, que, a rigor, deveria ser de toda a população. Porque, como já disseram acima, quanto mais mão de obra barata, melhor. Mentalidade tacanha. Agora, estão sentindo a água batendo na bunda, com a invasão de produtos de melhor qualidade, fruto justamente de mão de obra qualificada de outros países, inclusive, do Mercosul.

    Mas o empresariado brasileiro não deve se preocupar não. Em último caso, tem o bolsa família, para sustentá-los. Não quer dizer que o Estado não deva ajudar os mais necessitados (tem tanta gente que não precisa e é ajudado com milhões), mas deve haver mais cobrança pela contrapartida dos favorecidos, e com os governos proporcionando melhores condições de acessibilidade, aprendizagem, desenvolvimento, à essas crianças.

    Mas, apesar de tudo, parece que as coisas estão muito bem. Como diziam os Imperadores Romanos: Para o povo ficar contente, basta circo e pão. Ora, um jogador de futebol ganhar até mais de um milhão de reais por mês é a coisa mais normal do mundo. Agora, pagar um salário digno aos professores não é fundamental, não é necessário. Para os governantes e políticos brasileiros, O POVO NÃO PRECISA DE ESTUDOS, DE EDUCAÇÃO, SER ESCLARECIDO, PRECISA SIM DE PÃO E CIRCO.

    Aqui vai um verso do poema “VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA” de Manuel Bandeira e cada um tire suas próprias conclusões:

    “Vou-me embora pra Pasárgada; Lá sou amigo do rei; Lá tenho a mulher que eu quero; Na cama que escolherei…”

    Claro que Pasárgada nada mais é que o Brasil. Onde praticamente todos querem ser amigo do rei (Presidente, governadores, prefeitos, políticos, etc..), e a noiva…não importa que partido seja, a escolha é livre.

    Um abraço. Carlos Roberto.

  • Alexandre diz: 28 de julho de 2011

    Bons comentários Carlos Roberto!

  • ARNO AURI GONÇALVES diz: 28 de julho de 2011

    infelizamente é isso aia que toda a sociedade pensa dos professores, por isso nunca vemos um se destacar na politica isso não só em SC mas em todo Brasil, se professores são formadores de opinião por que a sociedade não da nenhum valor pra essa profissão, já fui professor e entendo bem o que é isso quando desisti dessa profissão nenhuma empresa quis me contratar , pois infelizmente o mercado de trabalho não nos acha incapacitado para exercer outras funções hoje formado em logistica trabalho numa multinacional e sou realmente valorizado mas quando desisti de ser professor tive de começar do zero, infelizmente é isso que sociedade e mercado de trabalho pensam sobre os professores no Brasil pessoas sem preparo infelizmente

  • aacioli diz: 28 de julho de 2011

    Um assunto tao sério como este e tem gente aqui preocupado com erro de digitacao de um colega…isso que é falta de solidariedade e de compostura.

  • Mara Cristina Ramos Cordeiro diz: 28 de julho de 2011

    O seu tal de eduardo ou sei lá o que…só pra te informar, mas acho que não precisa afinal vc é super informado…nem todos os professores são formados em letras português, e mesmo que fossem…vai arranjar algo pra fazer, e deixa a gente protestar e lutar pelos nossos direitos, vc entendeu o que a professora quis dizer…empresários…seu chatoooo!!!

  • Lia diz: 28 de julho de 2011

    Caro Eduardo, o jornalista Moacir Pereira está gozando de merecidas férias. No lugar, se não houve mudança, está o interino Upiara. Nota-se, apesar de sua pertinente observação, que há muito não lê o blogue ou não sabe/soube interpretar o post longo e de despedida escrito pelo nobre jornalista titular.

    Fico feliz ao notar que, agora, sabe que não existe “erro de ortografia”, no idioma castiço. Escrever “grafia incorreta” é um notável avanço e deve ter aprendido aqui, na leitura de comentários, porque não tinha conhecimento do fato! Bem como outra fulana que andou por aqui e levou o merecido puxão de orelhas.

    Há muitos ‘”Eduardos” e não tenho certeza se é o Deschamps, da SED, cujo manejo da língua de Camões deixa muito a desejar.Talvez porque ele seja, como você fez e faz questão de pôr em relevo, PROFESSOR!

    Ademais, o mestre Bechara, o da ABL, em entrevista que se tornou espisódio pitoresco nos meios puristas, ao ser perguntado se a palavra “berinjela” era grafada com “g” ou “j”, foi socorrer-se de um livro diante das câmeras, sem pejo! Alguns dicionários trazem ambas as grafias como corretas, indicando a de uso preferencial. No VOLP, que regula as formas oficiais de grafia, consta “berinjela” com “j”. É o que tenho aqui em troca de mensagem eletrônica com o grande mestre Evanildo, meu “íiiidAlo”. Em Portugal, ao contrário, usa-se com “g” — daí certos dicionários agasalharem ambas grafias.

    Até o grande Napoleão Mendes de Almeida, de saudosa memória e purista dos mais renitentes, escorregou feio numa concordância trivial durante uma entrevista para um canal de TV que se dizia “educativa”.

    Com relação aos “equívocos na vírgula”, lamento dizer que virgulas não apresentam “equívocos”, mas uso equivocado do dito sinal gráfico, cuja domesticação tem gerado deliciosas polêmicas acadêmicas, todas muito longe de uma definição mansa e pacífica fora dos casos obrigatórios[com função sintática], tropeçando em diferentes interpretações na seara estilística em especial[ clareza/ênfase?]. Querelas entre os que queimam na foqueira das vaidades. Procure ter, em área tão movediça ( e por vezes arbitrária), como a do uso de sinais de pontuação, a prudência de citar o(s) autor(es) que reputa estarem corretos, mas que podem ser contraditados por outros tantos discordantes e cheios de bons argumentos. Falta consenso entre estudiosos sobre o bom uso de sinais de pontuação e quiçá fosse somente sobre eles…

    Melhor sorte têm os ingleses que usam pouco a dita cuja da “virgula”, a exemplo do que ocorria no latim que sequer usava alguma…

    “Menas, menas”, tiozinho, cuidado com o efeito Orloff! Não criticou os “equívocos” nos textos (posts) do jornalista. Podemos concluir, então, que jornalistas podem errar à vontade e tratorar o idioma? Ou faltou coragem porque sabe que ele tem todos os seus dados de identificação?

    Amplexos!

  • Alexandre diz: 28 de julho de 2011

    kkkkkkk.. boa Lia!

  • Aline diz: 28 de julho de 2011

    Caro Eduardo. Tem tants coisas que impressionam na educação pública do Estado: a desmotivação, a politicagem, a falta de respeito com o professor, as escolas sucateadas…se fosse escrever tosos os problemas, precisaria escrever um tratado. Acho que os erros de digitação se tornam insignificatantes diante de tanta vergonha que vimos todos os dias nas escolas.

  • laurinda diz: 28 de julho de 2011

    Adorei seu comentário LIA.Estes EDUARDOS da vida ou não tem o que fazer ou é um pau mandado do governo

  • Andresa ACF diz: 28 de julho de 2011

    Muito bom, Lia.

    Professores de Içara: não desistam!!

    Profª Andresa Cordova/Regional de Lages

  • Réd diz: 28 de julho de 2011

    Lia! Com certeza o EDUARDO correu rapidinho para buscar no dicionário palavras escritas no seu comentário que talvez ele nunca tenha visto ou ouvidas falar. Para esses que vem a este blog criticarem os professores por erros gramaticais ou equívocos quanto a vírgulas vão procurar estudar leis, verificar a quantas anda a educação em nosso estado, o estado de calamidade de nossas escolas, os cabides de emprego, os desvios de verba e nos deixem em paz.

    Réd Silveira ( Só falta o tal de Eduardo implicar com o meu nome e dizer que não tem acento)

  • Lia diz: 29 de julho de 2011

    Oh, Réd, mizifia, o nome é seu, suncê escrevinha como ele tá no papelinho do cartório, ou como bem suncê intedê que seje :) ele vai dizê que suncê num sabe putugueis e escrevinha errado nu ingries? Oxente, uai, sÔ!

    Como ressalvei no meu comentário, não nego a pertinência das observações dele. Sim, por sermos janela, devemos cuidar da nossa ferramenta de trabalho, bem como jornalistas, e a inculta e bela merece nosso carinho. O que não dá para aceitar é piti de preciosismo em ambiente informal de comunicação SOMENTE para exibir uma perfeição que não tem, porque ninguém tem, em nenhuma área de saber. Provavelmente, se não usou algum processdor de texto com corretor gramatical ( confiável? nenhum é), levou um bom tempo para revisar e arrumar franjas e topetes. Texto curto, mostra pouco. Num texto longo, por certo, teria mostrado ‘equívocos’. Usou o truque de escrever pouco e errar pouco. Ademais, há polêmicas que nunca serão domesticadas em definitivo sobre o certo/errado, aceitável como variante, nem na fala, nem grafia, nem na tortuosa sintaxe portuguesa. Nem os da ‘terrinha’, donos da língua, sabem tudo. Aliás, sabem cada vez menos, ‘poix,poix’.
    É preciso saber transitar entre os diferentes níveis, de acordo com a ocasião e os interlocutores, sem resumir tudo a um padrão de porta de banheiro, mas sem demonstrações arrogantes e desnecessárias de uma perfeição que nem os mestres fazem apesar do notório conhecimento do assunto. Se a criança diz “cabeu”, por analogia a “bebeu/comeu”, não é o caso de humilhar ou rotular de burro ou analfa, mas de ir substituindo o “cabeu” pelo “coube”, sem detalhar por que é assim, apenas que é um jeito melhor, porque explicações lógicas numa coisa[ idiomas] onde a lógica manda pouco é como tirar água de pedra… As análises e explicações, caso existam, devem ficar para outra hora, a pedido do interessado ou exigências da clientela e natureza do trabalho ou estudo. Tradução: cada macaco no seu galho e cada um olhando o próprio rabo.

    Os ingleses gostam/gostavam de tripudiar sobre os franceses, fazia parte da diversão politicamente incorreta dantanhos. Uma das zoadas mais venenosas é aquela que diz ( ou dizia) que os franceses não ganhavam guerras porque os generais perdiam muito tempo colocando acentos nas ordens e instruções escritas…

    Tenho cá minhas dúvidas se perdemos a guerra[ do piso no plano de carreira] pelos acentos colocados/ esquecidos nas propostas ou pela falta de correção de caráter de uns que outros.

  • Odali Maria Schaker diz: 30 de julho de 2011

    Tomara meu comentário ajude:
    Os terrenos vazios em qualquer lugar, pertencem a alguém, quer seja particular ou público. Se particular, é só procurar o proprietário e solicitar autorização por escrito para pôr o out door. Talvez até cobre aluguel. Se for público, é preciso ver quais critérios a prefa usa para cedê-los. Quanto a empresários, eles só tem direito sobre o que lhes pertence de fato, não sendo sua propriedade não ter poder sobre o espaço e para tanto deve-se acionar o Sinte para que se possa tomar medidas cabíveis junto ao Ministério Público Estadual.
    obrigada, paz e bem.

  • Sérgio Fernando diz: 31 de julho de 2011

    “Impresários”, “Esperiência” é “pra acabá”… Mas o recado da profs foi passado… afinal, o que importa na linguagem é a comunicação! Contudo, é dever nosso (educadores, jornalistas, escritores etc) respeitar a correta ortografia! acessem: http://filosofianosolon.blogspot.com