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Educação: o exemplo da Coréia do Sul

01 de setembro de 2011 2

  Do professor Edson Elibio Beltrame, de Lages, sobre a educação de qualidade como prioridade nos governos da Coréia do Sul:  

 “A Coréia do Sul nos anos 50 estava destruída por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade.

A virada começou com uma lei que tornou o ensino básico prioridade. O governo investiu pesado na Educação. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos, como são até hoje.  Professores são valorizados, ganhando o equivalente a Engenheiros, Médicos, Juizes…Bons alunos têm bolsa de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas.

O fato é que logo depois da reforma da Educação, a economia da Coréia começou a crescer rápido, em média 9% ao ano durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma todos os anos, a Coréia está pronta para entrar no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovação tecnológica. Desde a área de computação até na genética.

Nos laboratórios onde lideram pesquisas de clonagem terapêutica, nas grandes corporações que espalharam marcas coreanas no mercado mundial de eletrônicos e de automóveis, aparece a revolução econômica que começou em casa e na escola.

No Ministério da Educação e Recursos Humanos os coreanos não querem ser perdedores. Por isso a educação é voltada para a economia”.

Fato é que Brasil e Coréia do Sul estão em caminhos opostos. O Governo Federal começou a fazer a licão de casa com a valorização dos Profissionais da educação e Aplicação dos recursos do FUNDEB. Mas o Governo estadual parece não entender a importância da Educação na alavancagem para o sucesso do País. Sr. governador, Tome como exemplo a Coréia do Sul. Invista na Educação que o retorno é garantido. Não seja mais um e sim aquele que mudou os rumos da EDUCAÇÃO DE QUALIDADE EM SANTA CATARINA.”

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Comentários (2)

  • Pedro diz: 1 de setembro de 2011

    O professor “apenas” deixou de mencionar ser a Coreia do Sul a campeã mundial em suicídios de jovens em idade escolar, ou seja, tantas são as exigências que os jovens optam pela desistência total. E sobre esse malfadado “retorno” ninguém diz nada. Seria interessante que o professor pudesse se informar melhor sobre o assunto, antes de mais nada.

  • Carlos Henrique diz: 2 de setembro de 2011

    Aqui em Santa Catarina fazem o contrário. Professores não formados recebem o piso, R$ 1.187,00. Sabem qual é o estímulo para que estudem de 4 a 5 anos e obtenham um grau de nível superior? R$ 200,00. Passarão a receber R$ 1.380,00.

    As universidades particulares não tem mais interesse em oferecer cursos de licenciatura. Ninguém quer morrer com R$ 500,00 de mensalidade durante anos para depois receber esse salário de fome. A educação está caminhando para se tornar um “bico”.