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A impunidade dos menores

12 de outubro de 2011 12
“Senhor Moacir Pereira, elaborei o trabalho: A Apuração da Violência no Cotidiano Escolar para o Curso de Especialização em Gestão Escolar da UFSC. Tenho a tese de que estamos construindo uma sociedade, onde reina a cultura da total falta de limites no que tange a nossas crianças e nossos adolescentes. Fiquei muito feliz com a abordagem do Jornal Diário Catarinense do dia 11/10/11, sobre o aumento da criminalidade entre nossas crianças e adolescentes. Discutindo com um colega que vive nos EUA, sobre o mesmo tema Ele, me afirmou que lá também têm tal Estatuto. A este propósito, naquele país têm um “N” de adolescentes cumprindo pena e que estão no corredor da morte. Tenho sempre dito que o grande gargalo da educação no Brasil é a indisciplina em sala de aula, mas, no entanto, existem forças invisíveis que fazem questão de escondê-la. O nobre Jornalista não poderia responder a essa pergunta? Inclusive não vejo nem um meio de comunicação a nível nacional tipo: Revista Veja, trazendo esse assunto para o campo de dialética. No mais muito obrigado.”

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Comentários (12)

  • João Carlos Franceschi diz: 12 de outubro de 2011

    Prezado Moacir Pereira:

    Muito pertinente o comentário acima postado, pois sou professor a 29 anos e, concordo com o que diz o leitor acima, sobre sua tese. Tenho acompanhado esse problema nas escolas em que trabalhei nesses anos todos, e sentido na pele algumas vezes o preço dessa indisciplina. Somente no primeiro semestre de 2010, em uma escola que trabalhei, depois pedi transferência, registrei (02) dois boletins de ocorrências comtra alunos (todos com idade entre 13 e 15 anos), por danificarem meu veículo e ou por ameaças e agreções verbais. Disso tudo, tenho uma certeza, a escola e os professores, perderam a autoridade como agentes da educação, devido a manipulação, pelas autoridades competentes, dos reais objetivos da escola, preocupados apenas por números, dados estatísticos, que necessitam para atender os requisitos do ideb e outros índices necessários para obtenção de verbas e políticas assistencialistas.
    Ainda hoje, sou taxado de general e outros termos menos nobres, por exigir dos alunos, respeito, disciplina e dedicação em sala de aula.
    As autoridades brasileiras, amparados por uma legislação equivocada e mal interpretada, se omitem, quando não se acovardam, jogando a culpa na escola e nos professores, quando não fazem sua parte e usam a educação como escudo de sua incompetência e inoperância.

    Atenciosamente,
    Professor João Carlos Franceschi

  • Pedro diz: 13 de outubro de 2011

    Então, ficamos assim: a sociedade esquece os seus, deixa as crianças nascerem, crescerem e se formarem “bichos”; todos os que não possam ser úteis ao sistema (trabalho e consumo) são marginalizados; a polícia e as demais autoridades só se preocupam com os “grandes”: creches, escolas, interação com a comunidade, ó, nem pensar; a polícia, quando aparece é para perseguir os pobres. Daí os culpados são os menores. Daí o que “grassa” é a impunidade. Ninguém se preocupa, mesmo, em construir uma sociedade mais justa? Os menores são meros “resultados” do sistema do “cada um por si” e do “você só vale se tiver algum (ou muito)”. Haja hipocrisia.

  • Andresa diz: 13 de outubro de 2011

    Olá!

    Meu comentário não se refere a postagem acima mas foi a forma que encontrei de entrar em contato com o senhor, jornalista e advogado catarinense.
    Sou aluna da rede estadual de ensino, estou no terceiro ano do ensino médio, logo prestarei vestibular e além de toda a deficiência do ensino público a greve dos professores me atingiu, estou indignada com a forma em que as aulas estão sendo repostas na minha escola. Atividades extra-curriculares estao sendo incluídas no calendário e tidas como reposição de aula mesmo sem nenhuma ligação com as aulas pendentes. Posso citar exemplos: palestra sobre bullying com uma hora e meia de duração acarreta 5 faltas aos alunos que não comparecem, campeonato de futebol também conta como reposição. Eu quero ter reposição de aulas, não somente de horas. Achei válida a greve dos professores, mas tenho direito a conteúdo. Não tenho conhecimento do que é correto ou não quanto à reposições, por isso pergunto a você se tenho razão em achar estranho o que minha escola tem feito.

  • Gualberto Cesar dos Santos diz: 13 de outubro de 2011

    O problema é complexo: mas o que vale é o que está sob a égide da Lei, filosofar é bom, mas a fundamentação é o Respeito à Lei. Vivemos num Estado de Direito Democrático. E fora da Lei nada existe. As pessoas que formulam, suas teses e opiniões, devem levar isso em conta. O que pode ser feito, é invocar sempre, pela Lei, a assistência do Ministério Público na competência do seu Poder de Atuação. Só isso!

  • Rubens Luvison diz: 13 de outubro de 2011

    CARA ANDRESA.LEIA A POSTAGEM ACIMA DO PROFESSOR JOAO CARLOS E TERA SUA RESPOSTA.MAS PODE TER CERTEZA QUE SE ALGUEM SE PREOCUPA COM ESTA SITUAÇAO SAO SEUS PROFESSORES,QUE ESTAO DE MAOS ATADAS AO SISTEMA QUE IGNORA A QUALIDADE E DESRESPEITA TANTO SEUS DIREITOS QUANTO DOS PROFESSORES.ABRAÇOS E BOA SORTE EM SEU VESTIBULAR.

  • valter diz: 13 de outubro de 2011

    Atenção…os paradgmas implementados, principalmente, na sociedade brasileira, é a essencia do “capitalismo ou canibalismo financeiro”; um pais onde a “lei” que se implementa protege a balburdia, desordem, a “elitte” e a destruição do Nucleo Central de toda Sociedade Humana ( a FAMILIA) tem como único objetivo enfraquecer e desqualificar o discernimento do ser Humano quanto a sua verdadeira finalidade em uma sociedade…incentiva-se o individualismo, o egoismo, o poder do ter, o crescimento e fortalecimento das distorções, a inracinalidade e consequetemente o crime como resultado comun de uma sociedade doente onde a Natureza (meio Ambiente e o Ser Humano( Homens e Mulheres) passaram a ser meras peças em um tabuleiro para fortalecer o “poder e a ganancia” dos que entedem que ter “poder” ou estar com o “poder” e a parte fundamental e os fatores…existem para servir o interesse “delles”…

  • João Carlos diz: 13 de outubro de 2011

    O problema da indiciplina na sala de aula, nasceu justamento na sala de aula, quando professores, a maioria de esquerda e contrária ao governo e em nome da democracia, proclamavam que as escolas e universidades são berços da liberdade e contra o autoritarismo. E foi isto que aconteceu: todo mundo pode tudo, inclusive agredir o professor…

  • I.Mendes diz: 13 de outubro de 2011

    Quero lembrar ao Gualberto acima que a posição dele convém apenas à continuidade de algumas ilusões: a de que os legisladores representam os interesses do povo, antes dos deles mesmos; a de que a justiça é igual para todos, que o preço do advogado não influencia no resultado, que as leis não são interpretações imprecisas vergáveis conforme as circunstâncias (vide recente caso – op. Boi Barrica), que temos punição para crimes independemente do status social; e ainda a ilusão de que o executivo provê saúde, educação e segurança, e planeja o desenvolvimento com responsabilidade, que não existem lobbies, que não trabalham nos meandros das leis, ou até da ilegalidade, para compensar gastos de campanhas, e que exercem suas funções priorizando o interesse da sociedade e não suas carreiras políticas e as de seus séquitos de dependentes em cargos indicados. Como está, o estado democrático de direito é uma ilusão. Minha opinião é que a única solução possivel está em educar duas gerações muito bem para que sejam capazes de crítica e entedimento, de aversão à corrupção, de conquistar presença nas instituições, de angariar a transparência total em todos os poderes. Até lá, continuaremos amargando o medo dos “di menor”, as mortes nas filas dos hospitais públicos, o desprezo à educação séria – e nem adianta processar os “representantes do povo”, eles têm ‘imunidade’…

  • Gualberto Cesar dos Santos diz: 13 de outubro de 2011

    Continuo no meu périplo individual: e faço aqui e no Estadão. Tenho sido discípulo firmado, sob o que a Lei dita e respeito. Direitos e Deveres, das Brasileiras e dos Brasileiros, em face dos preceitos, do que é linimento em Matéria Legal: Doutrina, Jurisprudência e Legislação. Respeito por extensão, a Hierarquia das Leis e ao que se nos permite, nas divergências, o apelo ao ministério público, às varas e as cortes. No Estado de Direito Democrático, nada mais do que isso, existe. A não ser agir como insurgente, no contra ponto a mídia alienada de plantão. Provida por força de suas conveniências, no que vem posto nas suas linhas editoriais, que quase sempre, direta e ou subliminarmente, e que o povão não entende.

  • alexandre diz: 13 de outubro de 2011

    Aimpunidade começa na escola e termina no congresso, ou será o contrário…???

  • Andresa diz: 13 de outubro de 2011

    Obrigada Rubens Luvison.
    Fico triste com tudo isso. Parece que não podemos fazer nada para mudar esse sistema. É uma verdadeira prisão!

  • Rubens Luvison diz: 13 de outubro de 2011

    Andresa!sua tristeza é um reflexo de sua escola e de seus professores,porem,eu tbem sou professor,minha esposa é professora e isso esta aconteçendo em todo o estado de santa catarina e em outros estados infelizmente.mas te peço. nao desanime,erga sua cabeça e siga em frente pois sua geraçao pode e deve junto com seus pais,professores e toda a sociedade reverter esse sistema falido que nos é empurado guela abaixo.tenho uma filha talvez da sua idade que tbem ira prestar vários vestibulares e quem sabe vcs juntas lutem por dias melhores para os filhos de vcs e pricipalmente para vcs.abraço.