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Assistencialismo

31 de outubro de 2011 8

De Adrian Rogers(1931), em mais uma contribuição ao blog do internauta Jorge Goerk: “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.” Adrian Rogers, 1931

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Comentários (8)

  • Isabel diz: 31 de outubro de 2011

    Visão cega essa. O problema do Brasil é que uma metade trabalha de alguma forma e a outra metade ganha dinheiro. Os pobres trabalham para os ricos ficarem mais ricos. Está na hora dos ricos pararem de reclamar dos pobres e sairem dos confortáveis escritórios, mansões e hotéis de luxo e olharem além de seus umbigos. Em países como a Suécia, os ricos limpam suas próprias sujeiras, não esperam alguém fazer nem pagam mixarias para um empregado tirar o lixo. A verdade é que os ricos por aqui estão muito mal acostumados. E não só os ricos, os que estão ascendendo da classe média, também. Querem ver só o berreiro por causa das obras da BR 101, assim que começar a temporada de verão? De dentro de seus carrões com ar-condicionado lançam palavrões e são impacientes com os trabalhadores que ficam de sol a sol construindo uma bonita rodovia paar eles passarem. Não são todos, graças a Deus, mas que tem uma penca que se acha, tem. Muda, Brasil!

    “O Brasil tem muitos doutores e poucos brasileiros” – Eça de Queirós

  • André de Mattos diz: 31 de outubro de 2011

    Permita-me discordar…

    Talvez não seja exatamente da “nação” o fim que chegaremos nesse dia… Mas, para quem tem muito dinheiro é uma forma bastante interessante de distorcer a realidade para se defender. Faz parte da luta… Ah sim, provavelmente esse mesmo senhor deva ter algum outro jeito de definir a luta de classes… Porque afinal, essa definição não seria muito favorável a seu ponto de vista!

    É possível que ele defenda que alguns devem mesmo ser eleitos para comandar e outros para serem comandados… Talvez chegue a explicações religiosas, como fizeram muitos, ou a explicações sobre realeza, como fizeram outros…

    Fato é que no Brasil ficou provado que é possível crescer e distribuir riqueza… Além de ficar claro também que programas sociais não são sinônimo de “não trabalhar”, “não produzir” porque sempre necessitam de uma contrapartida.

    Mas, para candidato pelo partido republicano nos EUA ou pelo DEM no Brasil, esse texto está bem atual… Eles continuam pensando dessa mesma forma! Vai ver seja essa a razão da extinção aqui, ou então dos problemas gigantescos enfrentados pela economia lá…

    Um abraço,
    André

  • waldemar krajeski filho diz: 31 de outubro de 2011

    Não sei qual o interesse do Moacir em publicar estas bobagens. Mas tudo bem, ele é o dono do blog, resta-nos concordar ou não. Eu não concordo, penso que nenhum rico construiu sua riqueza sem explorar (roubar) uma quantidade muito grande de trabalhadores, pobres. Os únicos que produzem riquesas são os trabalhadores, os ricos não produzem nada, a não ser a exploração. E outra, me mostra uma pessoa que ficou rica trabalhando honestamente!

  • Rui Alvacir Netto diz: 31 de outubro de 2011

    Caro Moacir Pereira

    Acho que foi este tal de Adrian Rogers que inspirou o ISAC ASIMOV a escrever a seguinte frase: “Diante da estupidez humana até os deuses se curvam”.. Nunca li tanta estupidez em relação a riqueza e a pobreza quantos estas do tal ADRIAN…

  • Alexandre diz: 31 de outubro de 2011

    É exatamente esse tipo de comportamento que aumenta a diferença social, quem tem mais pensa apenas no seu próprio bem estar.

    Não devemos esquecer que para uma pessoa ficar rica, centenas trabalham e recebem -uns dizem ganham, mas ninguém ganha salário, trabalha para isso – miseros salários pelo serviço.

    Quem ganha muito – nas costas de quem trabalha – tem sim que repartir.

  • Sergio Luiz da Silva diz: 31 de outubro de 2011

    Prezado Moacir, sugiro apresentar um pouco da biografia do Mr. Rogers.
    Por outro lado, embora alguns considerem a distinção fora de propósito nos dias atuais, vale destacar que esse é um discurso que a direita reiteradamente utiliza. Os propósitos do discurso também são bastante conhecidos. Eu procuro tratar desses temas com alguns cuidados, por vezes utilizando os dados que a direita disponibiliza. Noutras ocasiões, faço observar as experiências de outras terras (para um contraponto).
    Uma constatação: não vi o teor do discurso ser aplicado quando socorreram “pobres” banqueiros em 2008; nos dias recentes, com as complicações européias, tampouco apareceu algum sinal! Também não percebi qualquer uso do manifesto contra destinação de recursos públicos para Fundações e Institutos (associados a organizações conhecidas), ou verbas para desfiles de moda, shows e outras manifestações “culturais” (passatempos de pobres, por suposto).
    No entanto, transferência de renda, não apenas no Brasil, mesmo com critérios sabidos, soa como “assistencialismo”. Tirar de rico para dar ao pobre… convenhamos!!!
    Talvez tenhamos que voltar um pouco para a história (sugiro Leo Huberman), talvez usar outros ingredientes disponibilizados por brasileiros como Celso Furtado e Milton Santos – tudo para refinar um pouco a questão.
    Saudações cordiais.

  • Margarete Aparecida Siqueira Drey diz: 1 de novembro de 2011

    Olá!
    Caro Moacir, o que este cidadão pensa da remuneração do sistema financeiro? Quanto um especulador trabalha para que milhões sejam explorados? Será que esta nobre pessoa sabe o que significa mais valia?
    É IMPOSSÍVEL TER JUSTIÇA SOCIAL, SEM DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.
    Abraços.

  • Paulo Henrique De Souza diz: 11 de abril de 2013

    Boa tarde Moacir e colaboradores,

    Apenas a título de contribuição, sem entrar no mérito, tanto a citação quanto sua tradução estão completamente equivocadas.
    Em primeiro lugar, Adrian Pierce Rogers nasceu em 1931, em West Palm Beach, Flórida, sendo assim, a não ser que por obra de um completo gênio, teria dado tal assertiva já ao nascer. A frase de que estamos falando foi citada, pela primeira vez, em 1984, durante um sermão do Pastor Batista Adrian Pierce Rogers, em uma série intitulada God’s Way to Health, Wealth and Wisdom (sem tradução para o português).
    Em segundo lugar, a citação original diz o seguinte:
    “You cannot legislate the poor into freedom by legislating the industrious out of it. You don’t multiply wealth by dividing it. Government cannot give anything to anybody that it doesn’t first take from somebody else. Whenever somebody receives something without working for it, somebody else has to work for it without receiving. The worst thing that can happen to a nation is for half of the people to get the idea they don’t have to work because somebody else will work for them, and the other half to get the idea that it does no good to work because they don’t get to enjoy the fruits of their labor.”
    Em uma tradução aproximada:
    “Não se pode legislar para libertar os pobres deixando de fora dessa legislação os trabalhadores. Não é possível multiplicar a riqueza dividindo-a. Nenhum governo consegue dar nada a ninguém sem tirar, primeiro, de um outro alguém. Sempre que alguém recebe algo sem trabalhar por isso, é por que alguém teve que trabalhar sem receber por seu trabalho. O pior que pode ocorrer a uma nação é metade da população entender que não precisa trabalhar por que a outra metade trabalha por ela e essa outra metade compreender que não compensa trabalhar por que eles não poderão aproveitar dos frutos de seu trabalho.”
    Ou seja, não se fala no sermão do Pastor Adrian sobre luta de classes ou sobre ricos e pobres, mas sobre, justamente, taxar extorsivamente a classe trabalhadora em prol daqueles que não trabalham, que podem, por que não, ser ricos ou pobres. O que ele quis dizer é que somente se criará riqueza pelo trabalho, independente da classe social que execute esse trabalho.
    O grande problema está no ponto de vista e na versão que se dá aos fatos.
    Pobre Pastor Adrian, morto em 2005, deve se revirar em seu túmulo ao constatar o uso indiscriminado e parcial que fazem de seu belo sermão destinado aos jovens de sua Igreja.