" Caro Moacir Pereira, competente jornalista, muitos são os leitores e colaboradores do "Blog do Moacir", alguns por se manifestarem são repreendidos, outros perseguidos e punidos profissionalmente, continuo a escrever no Blog pois o tenho como uma caixa de ressonância, um espaço democrático onde de forma responsável as pessoas se manifestam.
É chegada a hora do governo parar com a falácia de unificação e padronização nos reajustes do servidores. No Estado de Santa Catarina existem dois tipos de servidores, os que fazem parte de uma casta privilegiada e o demais, se assim não fosse não haveria tanta desproporcionalidade na remuneração dos dois grupos.
Os anexo que lhe mando são dados oficiais. Contra números não há argumentação que resista.
Portanto, os números abaixo mostram claramente a divisão dos dois grupos, Vossa Senhoria poderá efetuar um estudo e comprovará a realidade. Não se trata de querer saber quem é mais importante para a sociedade catarinense, se um médico, um professor, policial, um auditor, um contador ou delegado. Todos são importantes, mas por que um auditor recebe salários superiores a R$24.000,00 (vinte quatro mil reais) e um policial civil tem o piso de R$ 781,00, e o governo com essa ladainha de querer unificar os reajustes? Como ele vai querer tratar de forma igual os desiguais? Ou será que os servidores da Fazenda, Administração, não são funcionários do executivo estadual?
A disparidade no Estado de Santa Catarina é muito grande, onde o privilégio é de uma minoria de servidores públicos lotados na Secretaria de Estado da Fazenda, na Secretaria de Estado da Administração e na Procuradoria do Estado de Santa Catarina em relação aos demais, principalmente o pessoal da Saúde, Educação e Segurança Pública.
Podemos constar e extrair muita informação a esse respeito dos relatórios de acompanhamento da folha de pagamento do Estado (http://www.sef.sc.gov.br/auditoria/index.php?option=com_content&task=view&id=108&Itemid=119&limit=1&limitstart=2), que demonstram quão arrochados estão os servidores da Saúde, Educação e Segurança Pública.
Na Fazenda é onde estão os servidores apadrinhados por meio de leis inconstitucionais que propiciaram os maiores Trens da Alegria do Estado e onde há gratificação para tudo e para todos, bem gordas e das mais variadas em um só contra-cheque.
Olha um exemplo da informação abaixo extraída de um dos relatórios de acompanhamento da folha do Estado – Informação nº 0281/11 – Anexo VI - Maiores despesas de pessoal por Órgão do Estado em JULHO/11 (http://www.sef.sc.gov.br/auditoria/images/stories/GEAPE/Acomp%20Mensal%20201107/informao_0281-11_acompanhamento_da_fopag__mes_julho_-_anexo_vi_maiores_desp_por_orgao.xls.pdf):
- Secretaria de Estado da SAÚDE – são 15.011 servidores com despesa de pessoal total de R$ 54.858.509,93
- Secretaria de Estado da FAZENDA – são apenas 2.521 servidores com despesa de pessoal total de R$ 49.865.246,61
Em relação ao pessoal da Saúde, vemos o absurdo claramente, com apenas 2.521 servidores a Fazenda tem uma despesa de pessoal bem próxima da Saúde com 15.011 servidores (7 vezes mais servidores).
- Secretaria de Estado da SEGURANÇA PÚBLICA – são 4.962 servidores com despesa de pessoal total de R$ 26.484.593,70
- Secretaria de Estado da FAZENDA – são apenas 2.521 servidores com despesa de pessoal total de R$ 49.865.246,61
Em relação ao pessoal da Saúde, vemos o absurdo claramente, com apenas 2.521 servidores a Fazenda tem uma despesa de pessoal duas vezes maior que a Segurança Pública que tem mais que o dobro de servidores.
Na Fazenda, onde trabalham em salas fechadas climatizadas e sem nenhum perigo aparente, são seus servidores que lideram o ranking das melhores remunerações do Estado, em virtudes das gordas e várias gratificações embutidas na remuneração– Informação nº 0281/11 – Anexo VIIA - Médias remuneratórias por cargo/órgão do Estado - Servidores Ativos - JULHO/11 (http://www.sef.sc.gov.br/auditoria/images/stories/GEAPE/Acomp%20Mensal%20201107/informao_0281-11_acompanhamento_da_fopag__mes_julho_-_anexo_vii_medias_remuner.xls.pdf)
- - Auditor Fiscal Receita Estadual – são 490 com média de remuneração de R$ 24.719,13;
- - Auditor Interno Poder Executivo – são 64 com média de remuneração de R$ 13.707,28;
- - Contador da Fazenda Publica – são 101 com média de remuneração de R$ 12.285,86;
- - Analista da Receita Estadual – são 520 com média de remuneração de R$ 11.542,91.
Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan, juntamente com o Antônio Marcos Gavazzoni, todos inimigos dos servidores públicos estaduais, fizeram a pior política de gestão de pessoas do Estado, são mais de nove anos de arrocho aos servidores da Saúde (que salvam vida e mexem com todo tipo de contaminação), da Educação (que educam nossos filhos e ainda sofrem ameaças de alunos/pais) e Segurança Pública (que sobem moro e vivem entre o tiroteio)."
