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O primeiro ano do governo Colombo

30 de dezembro de 2011 11

             Eleito no primeiro turno com a maior votação da história, o governador Raimundo Colombo completa o primeiro ano de gestão acumulando desgastes políticos setoriais, ampliando a base de apoio na Assembleia, comemorando realizações administrativas e fazendo algum contorcionismo para gerir as surpreendentes heranças deixadas pelo antecessor. Promoveu mudanças que tiveram impacto positivo (politica salarial), mas viu-se obrigado a manter estruturas que ele mesmo condenou, como as secretarias regionais, os “cabides de empregos”.

             O novo governo começou com a expectativa de que o secretário da Fazenda, professor Ubiratan Rezende, se transformasse no principal gestor.  Algumas das ideias de enxugamento da máquina, de busca de maior eficiência administrativa, de qualificação da gestão, programadas antes de janeiro, perderam-se na força da aliança que elegeu Colombo. Ficou de mãos atadas, em nome da continuidade. Decepcionado com o rumo que o governo ia tomando, Bira pediu as contas e retornou mais cedo aos Estados Unidos.

            A largada aconteceu com a suspensão das despesas supérfluas e o congelamento geral dos investimentos para atingir a meta de R$ 1 bilhão de economia.

            Os planejadores se esqueceram, contudo, do funcionalismo público com os salários represados, alguns congelados há oito anos, como se viu na movimentação do segundo semestre. Ignoraram, principalmente, o piso salarial dos professores, definido em lei federal há mais de dois anos e convalidado pelo Supremo. A economia de R$ 1 bilhão virou um novo argumento para o magistério. Veio a greve geral pela aplicação da lei federal e a pulverização do argumento de que o governo não tinha recursos para pagar o piso. O restante da novela é de domínio público, com o governo sofrendo um brutal e desnecessário prejuízo. Fruto muito mais de equívocos políticos, na desinformação sobre o poder do movimento e no surgimento de uma ferramenta nova: as redes sociais da internet. 

Comentários

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Comentários (11)

  • Aloisio Anttoni diz: 30 de dezembro de 2011

    Ao fazermos uma análise serena do primeiro ano de governo do sr.Colombo constatamos dois cenários: a) As exageradas promessas de campanha e a vontade do Governador em cumprí-las.b) A total desorganização do Estado que viveu o últtimo ano do mandato anterior em função de eleger seu governador e secretário da Educação ao senado. Esta degradação frustrou as pretenções colombinas,engessando a administração.A costura das alianças foi um desastre que não permitiu avançar em nada, deixando o primeiro ano de governo em ponto morto.Outro grave problema vindo das alianças esdrúxulas foi a grande e folgada maioria na ALESC que simplesmente serviu para ratificar o que vinha do Executivo,sem um mínimo de critério e exame sério.Como consequuencia por exemplo temos a desastrada condução da greve onde foi constatado de forma meridiana o despreparo dos nobres deputados, com destemperos do líder do governo.Para que haja um retorno à normalidade o problema magistério deverá ser retomado, logo em fevereiro com a indicação de responsáveis pela SEED de gente do ramo,,comprometidos com a educação e que tenham sintonia com a classe.Desejo ao Governador um 2012 melhor que o ano que passou,

  • Paulo diz: 30 de dezembro de 2011

    Que decepção!!! E o pior de tudo é que faltam 03 anos.

  • Duda Vieira diz: 30 de dezembro de 2011

    O REI CONTINUA NÚ, ( RETROSPECTIVA 2011)

    Colombo/Pinho Moreira ganharam o governo no primeiro turno, para aqueles que votaram a expectativa era muito grande. O super secretário do governo Ubiratan Rezende fez o Estado passar a pão e água durante três meses, com a desculpa de economizar, 1 bilhão de reais, na saúde faltou material básico até para curativos. Decepcionado Ubiratan se mandou, não sem antes deixar sua filha num cargo dentro da assembléia com super salários. Sem dizer a que veio Colombo trilhou o caminho da soberba e da ilegalidade ao não cumprir leis, desrespeitando a Lei do Piso Nacional do Magistério e da anisitia do policiais militares, dedicou-se a fundar um novo partido político, num claro estelionato eleitoral e numa grandiosa traição ao DEMO. Veio a greve dos professores e Colombo, o Rei nú, ignorou a greve e viajou para o exterior, em sua volta sem dar ouvidos aos reclames e desejos dos nossos mestres, escutando apenas seu competente Conselho Gestor, posou de estadista, e seu governo sangrou durante 62 dias. O povo catarinense se posicionou claramente ao lado dos professores, e descortinou-se os desvios de finalidade do FUNDEB, somente os asseclas do rei continuavam a afirmar que ele fazia um excelente governo. Com um lúdico malabarismo numérico Colombo encaminhou um projeto a Assembléia Lesgislativa, solapando direitos e destruindo a carreira do magistério, e naturalmente que a Assembléia de joelhos diante do executivo aprovou, expondo a face dos verdadeiros inimigos da educação.
    É preciso que se diga que a greve na educação ainda não acabou, ela está hibernando, se fortalecendo para recuperar o que foi solapado e fazer uma nova sangria governamental. Aliando a esses episódios que mostram claramente a fraqueza e incompetência do governo, Colombo teve que exonerar o presidente da SCGAS, condenado por improbidade, todavia continua dividindo o poder com dois secretários, também, condenados por improbidade administrativa, Marcos Tebalde e João Rodrigues, Educação e agricultura, respectivamente. É fato. Nesse meio tempo estoura o escândalo das aposentadorias na Assembléia e Colombo é CONDENADO por usar as instalações de um hospital público em propaganda eleitoral, o vice governador Pinho Moreira, é citado em rombo de R$ 51 milhões de reais, e o líder do governo é flagrado andando com carro em desacordo com as leis, conseqüências? Nenhuma.

    Nesse ínterim mais uma vez a Assembléia subserviente e de joelhos é chamada a respaldar o executivo e num golpe político cala o povo catarinense alterando a constituição, permitindo a venda das ações da Casan. O governo Colombo parece um trem desgovernado, e no vagão de trás o Séc. Martini se vê enrolado com contratos do Diário On Line, SC Saúde, e tem a bagatela de R$ 700.000,00, confiscados pela justiça, sem contar os desacertos com o SC Saúde.
    Na saúde, sua única ação de impacto, o mutirão de cirurgias eletivas, teve resultados pífios.
    Porém o mais incrível do governo das pessoas em primeiro lugar ainda estava por vir. Pressionado pelos Policiais Civis, Delegados, Policiais Militares, Oficiais, Bombeiros etc, etc, o governo resolveu adotar a postura de tratar de forma igual os desiguais.

    A sociedade tomou conhecimento de que há duas categorias de funcionários públicos, uma que fica em salas com ar condicionado com altos salários, os amigos do rei, e o que tem um piso de R$ 781,00, que diariamente coloca sua vida em risco para garantir a segurança da população catarinense, nossos policiais civis.

    Diante de tanta trapalhada, diante de tantos desmandos, diante de tantos escândalos, diante de tanta incompetência governamental alguém tem coragem de querer proibir ou reprimir os nossos policiais civis de exigirem respeito e dignidade profissional e salarial?

    O projeto de incorporação de abonos dos policiais esta na Assembléia, o relator já era do conhecimento de todos, um declarado inimigo dos professores e da Educação, Joares Ponticelli um deputado, ele foi algoz do PMDB durante 08 anos, diariamente destilava seu veneno oposicionista contra LHS e que agora divide o poder com o PMDB e vota alinhado com o Governo Colombo/Pinho Moreira.
    Cabe ainda lembrar, das fugas em masssa do sistema penal, da penitenciária prometida em 11 meses e sequer saiu do papel. Da viagens internacionais sem efeito algum, so turismo.
    Por fim lembrar que o scretariado do governo contribuiu em muito para uma ano que politicamente não existiu, pelo seu perfil franco, sem consistência para ocupar cargos com tamanha envergadira. A rigor nenhum materializou uma única ação de âmbito estadual. E ainda faltam 03 anos para terminar o atual governo e a atual legislatura.

  • rodrigo diz: 30 de dezembro de 2011

    E as aposentadorias da Assembléia? todos ja devolveram o que roubaram e foram presos???
    Alguma novidade Sr. Moacir???
    P.s. FELIZ ANO NOVO!!!!!

  • Paulo Medina diz: 30 de dezembro de 2011

    O Governador tem quase 70% de aprovação, mesmo patamar da Dilma. O funcionalismo é importante, mas não tem mais tanto peso político. Se ele já venceu no 1º turno em 2010, em 2014, com o PP agregado, faz 80% dos votos.

  • leda diz: 30 de dezembro de 2011

    Duda Vieira, você escreve muito bem, com lucidez e objetividade. Este é o verdadeiro relatório do primeiro ano do governo Colombo. Como sobreviveremos a mais três???

  • carola dias diz: 31 de dezembro de 2011

    Moacir,
    Se a pérola do Raimundo era o tal de Ubiratan Rezende que economizou R$ 1 bilhão de reais e pediu para criar um cargo para a filha na Assembléia, com salário de R$ 11 mil, imagina o resto do secretariado. Me admira teus comentários “sérios” sobre o governo.
    Ou tu fazes que não vês, ou tás passado do ponto.

  • waldemar diz: 31 de dezembro de 2011

    QUAL É A PESQUISA QUE MOSTRA ISSO PAULO? DEIXA DE SER MENTIROSO!

  • Rudinei Valerius diz: 31 de dezembro de 2011

    O peso político do governador Colombo, é o dinheiro público, direcionado, desviado, usurpado por uma casta de cassiques políticos coniventes, no poder judiciário, legislativo e executivo, os grandes privilegiados que usam a sua inteligência, para dominar , massacrar a maioria da população trabalhadora do estado de SC .

  • IVO diz: 31 de dezembro de 2011

    GRANDE DUDA !!!
    TU ESCREVES MUITO BEM ! AVALIAÇÃO PERFEITA ! Não precisa outra. Esta tinha que ser publicada em todos jornais e na primeira reunião da ALESC em 2012. O Moacir, não sei por que, em seus comentários tentou passar um verniz marítimo no 1º ano do Colombo. Destacou inaugurações de pedaços de rodovias como sendo coisa grande. Mas, como andam as rodovias estaduais? Por exemplo, tem um trecho da 282 até Urubici, na Serra do Panelaço, que é quase intransitável. Ali, de noite com serração, parece o inferno.
    Parabéns DUDA ! Desejo que continues firmes na tua argumentação em 2012! Moacir, precisa ser mais realista quando avalia o governo estadual!
    IVO

  • Paulo medina diz: 31 de dezembro de 2011

    Prezado Waldemar. O IBOPE mostrou 67% de aprovação para Colombo, um recorde em SC para o 1º ano. O Moacir Pereira não pode mostrar porque o IBOPE foi contratado por concorrente. Praticamente sem oposição (o PT é fraquinho em SC), Colombo tem tudo para ser o maior governador da história de SC. Relaxa. Stress faz mal.