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China: virada veio com educação

31 de dezembro de 2011 9

   Do depuado federal e ex-governador Esperidião Amin(PP) sobre a importância vital da educação no desenvolvimento dos povos e o exemplo espetacular da virada chinesa:

   “Avisemos a nossos amigos de Taiwan que vamos para uma relação normal com a outra – a China Continental. Porque nosso interesse assim exige!” (Richard Nixon, 30/06/1971).

Anticomunista ferrenho, “direitista”, conforme o próprio Mao, por que coube a Nixon apressar o passo no sentido de encerrar mais de 20 anos de “não-relação” entre os EUA e a China? Quem quiser aprofundar a resposta, visite o livro “Sobre a China”, de Henry Kissinger. Se apreciarmos a concisão, acreditemos na força do interesse a que tanto aludiu Maquiavel.

Mais importante do que o interesse explicitado por Nixon, foi o interesse manifestado pelo sucessor de Mao, Deng Xiaoping. Este foi o primeiro governante chinês a reconhecer que seu gigantesco país estava atrasado e precisava – de acordo com seu interesse nacional – investir dramaticamente em educação, ciência e tecnologia.

Hoje, quando o mundo se admira com o desenvolvimento da China e estuda seu êxito educacional, parece necessário conhecer alguns números de 30 anos atrás. Em 1982, menos de 1% da força de trabalho chinesa (0,87% para ser mais preciso) tinha nível superior! Quase um terço da população era considerado analfabeto. O que mudou? Uma decisão política! Sim, só a política pode mudar o rumo de uma sociedade. A Revolução Cultural dos anos 60-70 tinha fechado escolas e execrado professores. A decisão política liderada pelo pequeno Deng (era “baixinho”) levaria a China ao destino que testemunhamos.

E daí? E nós? O Plano Nacional de Educação para a o período 2011-2020 está atrasado, especialmente por causa da controvérsia acerca do porcentual do PIB que estamos dispostos a investir em Educação. Quanto estamos dispostos a destinar à Educação, deslocando de outras destinações, uma vez que não dá para aumentar o tal de 100% (dizem que nosso querido amigo Germano Vieira foi o único que conseguiu, ao afirmar que a 101 dividia São José com 60% para cada lado…)?

Quanto mais nos aproximarmos dos 10% desejados, sem descuidar de critérios capazes de avaliar resultados, especialmente qualidade do ensino, mais estaremos atendendo nossos “interesses nacionais”. Preferimos, quase sempre, usar expressões como “ideais, sonhos, objetivos”. Os chineses, cujo patriotismo restou provado depois de sofrimentos quase inacreditáveis, usam a expressão “interesses nacionais”. E está dando certo!”

Comentários

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Comentários (9)

  • Valter diz: 31 de dezembro de 2011

    Aqui em SC também está sendo dado uma grande virada. Os alunos irão do 5º ano para o 8º. Isso mesmo do 5º ano para o 8º, sem nem mesmo saber ler e interpretar corretamente e as 4 operações básicas. E ainda falam em Qualidade na Educação e em cumprimento dos Dias Letivos. Hipócritas!

  • leda diz: 31 de dezembro de 2011

    “A Revolução Cultural dos anos 60-70 tinha fechado escolas e execrado professores”.

    Agora entendi . Colombo e Tebaldi se inspiraram na Revolução Cultural Chinesa de Mao Tsé-Tung – por pura falta de conhecimento (formação deficiente)- e estão acabando com a Educação em nosso Estado. Temos que avisá-los a tempo, que o exemplo a ser seguido é o de Deng Xiaoping “investir dramaticamente em educação”. Ainda está em tempo.

  • Giffoni diz: 31 de dezembro de 2011

    Caro Colunista, temos de ter o maior cuidado quando nos dispomos a comparar situações e realidades diversas. Creio que o senhor agiu de boa fé ao “embarcar” no discurso – já palanqueiro, como sempre – do sr. Amin. Seria interessante verificar melhor a herança maoista, bem como a implementação das políticas atuais na China. Depois, quem sabe, poder-se-ia tentar “conjungá-las” em relação ao que acontece no Brasil, em geral e, obviamente, à Santa Catarina, em particular. Abraços.

  • Henrique diz: 1 de janeiro de 2012

    Sr. Giffoni, devemos ter o maior cuidado quando nos dispomos a fazer comentários. Procure ler a revista Veja em circulação neste final de semana e saberá que uma comparação entre os sistemas educacionais da China e do Brasil está na ordem do dia. Entendo que o senhor teve boa intenção, mas passou recibo de mal informado.

  • AdrianoSilva diz: 1 de janeiro de 2012

    Uma coisa é certa. Fomos bem tratados na gestão Amim, pelo menos como SER HUMANO.
    A Educação é a ” ARMA SECRETA DA CHINA” …enquanto aqui é uma DOENÇA CRÔNICA.
    Usada em campanhas e ignorada por todos os políticos.

  • Braz dos Santos diz: 1 de janeiro de 2012

    A comparação não deve ser feita apenas com a China, mas com os chamados Tigres Asiáticos. Todos esses países investiram taxas altíssimas em Educação e o resultado é o que estamos vendo. Para os gestore públicos brasileiros, o piso do magistério constitui um escândalo, porque eles nunca viram a Educação como prioridade. O Poder Público se preocupa em demasia em investir em ensino superior, enquanto os ensinos básico e médio morrem à míngua. E o nosso superioir é, no mínimo, pífio.l

  • Fátima diz: 2 de janeiro de 2012

    Realmente, Sr. Amin, em quatro anos de sua gestão os professores tiveram o grande aumento de 1%. Não pagou nem o papel do contracheque…
    Vai ano e entra ano e tudo continua uma vergonha.

  • ALVICIO KOPHAL diz: 2 de janeiro de 2012

    Sr.Amim,quando governador,não sabia que a educãção é investimento e não despesa.Não tenho saudades de seu governo.

  • Maria Aparecida diz: 2 de janeiro de 2012

    o Sr Amin diz uma coisa e faz outra.

    Se educação é tão importante quanto afirma agora, por que avalizou o desmanche da educação catarinense com seu companheiro Ponticelli????

    Palavras, palavras…..