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Incompetentes, sim senhor!

18 de fevereiro de 2012 2

“Prezado Moacir
Cumprimentos ao brilhante comentário da coluna deste sábado, 18 de fevereiro. O título espelha a sua indignação, que é a minha e dos milhares de leitores, mas, sobretudo, da cidade. Guardo convicção que o modelo institucional atual se exauriu.

Os interesses de nossa região não estão nem serão atendidos mesmo que haja o ingresso de capitais privados na Estatal.

Florianópolis e Região precisam de uma CASAN REGIONAL, nossa, onde os recursos aqui gerados sejam aplicados aqui. Atualmente, 50% das receitas da CASAN tem origem na Região Metropolitana. Para fazer os poucos investimentos que realiza, somam-se os financiamentos obtidos. A partir deste momento se dá uma “exportação” de recursos de nossa região para outras do Estado. Na prática deveria aplicar 50% dos recursos próprios e de financiamentos na nossa região, mas não o faz. O passivo ambiental gerado pela CASAN reside neste estranho e odioso processo de gerir os recursos da concessionária.

Não há solução a persistir o modelo atual. Lembro que Luiz Henrique quando prefeito de Joinville rompeu com a CASAN, montou a Águas de Joinville e transformou a cidade num canteiro de obras. Raimundo Colombo que tinha sido presidente da CASAN tão logo eleito prefeito de Lages cuidou de romper com a CASAN porque conhecia a transferência de renda dos municípios maiores para os menores. Mais de 20 municípios romperam com a CASAN nos últimos anos. Dos grandes só restou Florianópolis e Região. Itapema era uma lástima, convivia com as “línguas pretas” na praia e falta de água. Privatizados os serviços, construíram reservatório de mais de 300 milhões de litros, nunca mais faltou água na cidade e o esgoto desapareceu da praia. Palhoça rompeu e se diz satisfeita.

Corre nas redes sociais que a culpa é da Prefeitura, da CASAN, do trade turístico, dos empresários, da construção civil. Trata-se de uma desinformação – os únicos culpados por toda esta tragédia ambiental chama-se CASAN/Governo do Estado e Prefeitura. Todos os demais são vítimas desta incúria administrativa que nos últimos anos vem atormentando a cidade.

Uma CASAN Regional via um Consórcio Público e se utilizando de uma PPP seria a solução e em menos de 8 anos poderíamos tomar banho na Beira Mar e nas demais praias da Ilha.
Pergunto: O que estamos esperando? Que interditem nossas praias como fizeram com a Beira Mar, Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo, Estreito? Acorda Floripa!!!
Forte abraço
Dilvo Tirloni
www.blogdotirloni.com.br
Facebook/Dilvo tirloni.”

Comentários

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Comentários (2)

  • Décio diz: 19 de fevereiro de 2012

    A Administração DARIO BERGER foi a maior catastrofe da história de Florianópolis.
    As obras foram todas de fachadas, todas com o intuito de dar visibilidade sempre voltadas a politicagem barata. O Importante erão OBRAS FISICAS tipo as famigeradas intituladas Poli Clinicas mesmo que o atendimento de todas é precario. Na vidada do ano a Prefeitura de Florianópolis teve um incremento grande no caixa por conta do pagamento antecipado do IPTU, e não é de duvidar que o Prefeito Dario nomeie o seu Irmão DILMO como Secretário de Obras e lance novamente o denominado TAPETE PRETO, que na verdade é capa preta, ja fez isso no passado ou ja foi esquecido a fanfarrice ao nomear o Deputado DJALMA, após ficar um ano fazendo caixa e acusando a Prefeitura de estar falida ? Não da para entender o porque da renovação do contrato com a CASAN pela atual gestão de Florianópolis. Ja imaginaram o salto de qualidade de vida dos Florianópolitanos com o investimento em Saúde Ambiental dos recursos que hoje são arrecadados pela Casan na nossa Capital ?
    Olha que o termo incompetentes é muito brando, pois me atrevo a dizer que os responsaveis pela situação são é BANDIDDDOOOSSS.

  • jucelio euzebio de campos diz: 19 de fevereiro de 2012

    Muitos passaram e até um politico disse que iria tomar banho na beira mar , o que sentimos além de indignação e mau cheiro é que viajão tanto e não trazem nada de novo, além de casacos para um frio que não temos.
    Além de má educação de nosso povo e comerciantes, nossos políticos continuam achando que por baixo da terra não dá voto.