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Aposentado: "Uma greve sem futuro"

30 de abril de 2012 35

Do professor aposentado Aloisio Antoni, em comentário intitulado “Magistério: uma greve sem futuro”, via e-mail:
“Com vivência de 36 anos de magistério, tendo participado de aproximadamente uma dezena de greves ,algumas com êxito e outras com fracassos, permito-me fazer uma análise a atual paralização e ao mesmo tempo sugerir alguns passos a serem dados de forma a levar a classe novamente à auto-estima e valorização. Não creio no êxito desta greve pelos pressupotos que analisarei, e que aliás foram por mim expostos neste blog em diiversas intervenções de alerta antes de eclodir o movimento , surpreendentemente proclamado pelo SINTE na Assembléia Geral , à revelia de significativa parte das Assembleias Regionais cuja recomendação era de cautela e negociação.
Os vícios que provavelmente a abortarão são vários, tanto do SINTE como do Governo.
Em relação ao SINTE podemos analisar: : a) A descrença da classe no seu próprio Sindicato, que aceitou terminar a greve passada sem lavrar um documento com valor jurídico e divulgá-lo fartamente na mídia contendo as obrigações aceitas pelo governo como condição do encerramento da greve :pagamento do reajuste de 22%,Concurso Público de Ingresso e elaboração imediata de Plano de Carreira. b) Atuação pífia do Sindicato no Grupo de Trabalho ou a pouca divulgação de sua participação, se existiu. c) Contaminação do movimento grevista por política partidária pela manifestação ostensiva de repulsa aos Deputados da Situação e ênfase a pessoas diretamente ligadas a política partidária como candidatas a eleições vindouras. d) O magistério está depauperado, pois há 10 anos vive à mingua. Não há professor que não tenha prestações a pagar: carro, casa própria, aluguel, cartões etc.Isto lhe tira a tranqulidade e já está levando gente a psiquiatras e grande parte não aguentará este novo desgaste que uma prolongada greve requer…f) O SINTE, pelo que está-se observando, não tem uma Assessoria Jurídica atuante e confiável pois há muito já deveria ter acionado o governo, cobrando na justiça o cumprimento das obrigações federais.Isto dá insegurança aos professores e a prudência os manda recuar..
Da parte do Governo , ele possui armas poderosas, contra as quais dificilmente a categoria terá condições de reagir:a) SEAD age de má fé distorcendo a verdade pelo exorbitande aumento dado à classe inicial do magistério, leia-se ACTs,como forma de burlar a lei federal do PISO, com propaganda enganosa na mídia à custos muito elevados, somas que o SINTE não possue para o desmentir .b) A SEED tem um contingente de quse 50% do magistério posta entre a espada e a parede, pois se de um lado recebeu um aumento generoso e inesperado , do outro está passível de demissão a qualquer hora caso não se submeta aos ditames superiores.c) O governo acena com promessas de reinício de negociações condicionadas à volta as aulas, o que dá a falsa impressão aos pais de alunos que os maus da história são os professores que radicalizam ao não quererem negociar.
Analisando o conjunto deste quadro, nítidamente desfavoravel aos professores, a tática recomendavel seria aceitar o desafio do governo de voltar às aulas porém exigindo a imediata reabertura de negociação transparente, com divulgação dos atos na mídia, onde creio que este blog do jornalista Moacir Pereira teria grande papel, visto que democraticamente aceita registrar os comentários pró e contra. Alem disso o ingresso na Justiça contra a perda dos direitos adquiridos do Plano de Carreira seria outro ingrediente necessário à afirmação do professor,coerente com o que diz a lei do direito adquirido e também uma Ação obrigando o governo aos pagamento correto do Piso Federal a todos .
Aloisio Antoni – professor aposentado..

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Comentários (35)

  • Wagner Fonseca diz: 30 de abril de 2012

    é, esse é um comentário forte…aliás, eu compactuo dessas palavras do Prof. Aloisio…
    e por certo, melhor ler esse post do que relembrar o post de ontem de você mesmo Moacir…aquele que deu tanto pano pra manga…

    fui grevista firme durante 62 dias ano passado e inclusive votei pela continuidade da mesma…

    não fizemos a greve de 2011, foi o governo quem a fez, do início ao fim…esse ano não é diferente….vamos morrer lutando novamente…voltarei para as salas de aula com o olhar mais apagado ainda…e olha que ainda faltam uns 20 ou 30 anos para me aposentar…e até lá?

  • Antonio diz: 30 de abril de 2012

    Gostaria de registrar que infelizmente o professor Aloisio está ceto em dizer que o governador dispõe de recursos na mídia que nós sindicato não o temos. Gostaria de dizer também que um governador que não cumpre a sua palavra com uma categoria não é digno do cargo. SEU RAIMUNDO PEDE PRA SAIR. Caro MOACIR, seu blog registrou todas as promessas do governador, se o senhor é um homem de ética como penso que seja, poderia usar seu blog e espaço no jornal para desmascarar o seu RAIMUNDINHO. Um professor que já não tem mais paciência para negociar com um GOVERNADOR QUE NÃO TEM PALAVRA!

  • Daniel – Laguna diz: 30 de abril de 2012

    Alguns pontos com muita lucidez e outros com desconhecimento.
    O SINTE parece ter acionado o Estado pela não aplicação do piso; esta assessoria jurídica está sendo ágil sim, porém, depende das solicitações e orientações da diretoria do SINTE; esperar que o legislativo faça seu papel é utopia, pois está amarrado pelas alianças políticas com o executivo; o grupo de trabalho sempre foi uma fraude, nunca houve negociação e sim imposição do governo; quanto a construir e assinar documentos, creio que o SINTE o possui, porém, é sabido de todos os envolvidos que este governo não cumpre acordos, baste acompanhar o que ocorre com a lei do piso; e finalmente, se esperamos para lutar por estes direitos quando as prestações e financiamentos terminarem, nunca lutaremos.

  • ricardo gomes diz: 30 de abril de 2012

    Caro Moacir pergunta ao aloisio Antoni o que ele fez para brigar para manter o inativo sendo pago com recursos do IPESC, agora IPREV. Atirar pedras sobre a diretoria do sinte é fácil. Mas companheiro o sinte somos nós todos os militantes sindicalizados. Penso que deva se informar pois o jurídico do sinte ingressou já no ano passado na justiça para aplicação dos piso na carreira com os mesmos percentuais a todos. E, convido a participar novamente das assembléias com as suas sugestões, atuando nas diretorias municipais, regionais e ou estaduais…Concordo que tenha gente que quer se promover partidariamente. Mas não podemos perder o foco do sinte que é a luta por direitos dos seus filiados, que é defender o plano de carreira. Por isso, só conseguiremos assegurar os nossos direitos, nos organizando através do sindicato.

  • José Afonso Costa diz: 30 de abril de 2012

    Prezado amigo professor Aloisio Antoni, ouso chamá-lo amigo, não apenas por termos a cumplicidade da profissão, que por livre opção abraçamos fervorosamente, mas principalmente por encontrar alguém com idéias, opiniões e críticas tão semellantes as que tenho repetidamente tecido na EEB Nossa Senhora de Fátima, aqui no município de Rio Fortuna. Faço votos que alguns de nossos representantes tenham a oportunidade de também ler tais considerações e durante o feriado de 1ª de maio refletir sobre as mesmas, pois, durante as guerras, por vezes recuar se faz necessário. Parabéns e obrigado.

  • DEIXA QUE EU CHUTO MANQUINHAVEL diz: 30 de abril de 2012

    Esconjuro-te!
    Te exconjuro!

  • professor José Germano Cardoso diz: 30 de abril de 2012

    Aloísio Antoni, cordial saudação. Caro jornalista Moacir pereira, paz e bem.
    Já ouviram falar em greve negra ? Greve branca já, com certeza. O corpo mole.
    Mas a negra é mais sistemática, não é um defeito de ação. É uma atitude.
    A realizar-se os prognósticos e a proceder os diagnósticos do Antoni os professores não terão alternativas além desta. Será o fim não só do magistério mas da educação oferecida pelo Estado. De 2500 escolas estaduais em uma década passamos para 1.100.
    De Bauer para cá, dados dele próprio em discurso na nossa escola, passaamos de 3 em cada 4 profesores com licenciatura, especialização, mestrado e doutorado para… 50% ACTs e 50% efetivos… A questão não é mais numérica, pois partindo deste tipo de premissa ela é uma calamidade pública. A questão é a resistência de um número não muito grande de professores ( não chega 20.000 ) que ainda estão vinculados na rede na ativa, sem contar ACTs e inativos. Não é a greve que será ou está fraca. Falta colocar na mesa mais dados para a análise. Imagina que a assembléia que a deflagrou tinha exatamente 23.38% da categoria REFERIDA presente. Se não quizermos deixar em evidência que os profesores resistem heroicamente, pelo menos evidenciemos que a categoria em geral, ampla, do magistério foi dividida sim, estratificada justamente pela política salarial do governo bem como a sua municipalização e privatização, como o comprovam vários casos em Florianópolis. Não preciso citar. E pagar mais um ACT do que um concursado, habilitado… não é convidar sorrateiramente para que este “resto ” vá embora agora de mãos abanando depois de uma vida toda profissional ? E não podemos então evocar questões éticas, morais, de justiça e de denúncia do como ficará a educação em Santa Catarina ? Eu também tenho 36 anos de magistério, não estou aposentado por questões jurídicas, entretanto, como pode o senhor Aluísio, aposentado, anunciar ( não denunciar ) que uma greve não tem futuro,
    exatamente nesta altura do tempo… uma semana antes da assembléia estadual da categoria… Você é filiado ao Sinte Aluísio ? Resta esta resposta.

  • João diz: 1 de maio de 2012

    Pois sabe que o Sr tem razão:

    isso por que sou apenas parceiro de profesoora.

    Todos tem prestações como qualquer outra classe trabalhadora,

    com o diferencial que depois da hora vem horas e horas de trabalho

    que ninguem vê,mais tem que preparar aulas ,pros alunos que agora estão contra

    os mestres.Mais vou propor a classe que leve na esportiva,como o governo faz,

    se der pra preparar preparo,se não der não preparo,vamos de rolo.Depois quando a

    populaçao estriver literalmente( pastando) veremos no que dá.

    Professores levem na esportiva,não gastem com remédios com psiquiatra,

    terapias,enfim,não vale a pena,uns se matarem preparando algo novo, se o podre

    prevalesce.Meus PÊSAMES-EDUCAÇÃO QUERIDA QUE TIVE QDO CRIANÇA…

  • joão vianei diz: 1 de maio de 2012

    O professor Aloisio Antoni, foi perfeito em sua explanação. Como pai de aluno concordo e endosso cada palavra colocada. Aliás, no meu entendimento, o maior pecado dos professores, digo, Sinte, foi criar uma animosidade desnecessária com alguns deputados estaduais ao politizar o movimento anterior. De minha parte, achei um absurdo chegar no colégio onde meu filho estuda, e ver um monte de gente, alunos e professores, com camisetas, estampando a frase “esses são inimigos da educação” e relacionando alguns nomes de políticos e até cartazes com esses mesmos dizeres pregados em alguns pontos do colégio. Foi um tiro no pé.

  • marcelocardosodasilva diz: 1 de maio de 2012

    …GALERA, por favor leiam com muita ATENÇÃO, o que OS “INIMIGOS DA EDUCAÇÃO” VOTARAM NO ANO PASSADO!!!……..na assembleia APOSENTÁDORIA S.A.

    Prezados(as) amigos(as)

    Estamos disponibilizando, em anexo, o Projeto de Lei Complementar – PLC nº 026.6/2011, do Governo do Estado, sobre os vencimentos do magistério, comentado pela assessoria do nosso mandato, bem como os dispositivos legais que estão sendo extintos/revogados.

    Trata-se de uma análise preliminar, haja vista o prazo exíguo, objetivando contribuir na interpretação da proposta apresentada pelo Governo do Estado. Neste sentido, permanecemos à disposição de contribuições no estudo do PLC para melhor formular nosso posicionamento.

    Ressaltamos que nosso Mandato Popular permanece apoiando os professores e as professoras nas suas justas reivindicações e que, na próxima terça (12/07), manifestaremos nota pública a respeito do referido PLC.

    Nossas observações estão na fonte vermelha e sublinhada.

    Saudações

    Gabinete Deputada Angela Albino – PCdoB
    legislativoangela@gmail.com
    Fone: 48-3221-2686

    PLC nº 026.6/2011

    Modifica o valor de vencimento, altera gratificações, absorve e extingue vantagens pecuniárias dos membros do Magistério Público Estadual, ativos e inativos e estabelece outras providências.

    O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,

    Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

    Art.1º Fica fixado nos termos do Anexo Único desta Lei Complementar, nos respectivos níveis e referências, o valor do vencimento para os cargos de carreira integrantes do Quadro de Pessoal do Magistério Público Estadual com regime de 40 horas semanais.

    Parágrafo único. O vencimento do professor com regime de 30 (trinta), 20 (vinte) e 10 (dez) horas semanais de trabalho, é fixado, respectivamente, em 75% (setenta e cinco por cento), 50% (cinqüenta por cento) e 25% (vinte e cinco por cento), dos valores constantes no Anexo Único desta Lei Complementar.

    Art.2º O percentual referido no art. 6º da Lei Complementar nº 1.139, de 28 de outubro de 1992, passa a corresponder aos seguintes percentuais: atualmente o percentual da aula excedente é de 2,5%/aula. O governo propõe escalonar o pagamento desses valores com percentuais de apenas 1,5% para chegar em 2,5% somente em janeiro de 2012.

    I – 1,5% (um virgula cinco por cento), por aula, a partir de 01 de maio de 2011;

    II – 1,8% (um virgula oito por cento), por aula, a partir de 01 de agosto de 2011; e

    III – 2,5% (dois virgula cinco por cento), por aula, a partir de 01 de janeiro de 2012.

    Art.3º A gratificação de que dispõe o art. 10 da Lei nº 1.139, de 1992, paga aos ocupantes do cargo de Professor que atuam nas séries iniciais do Ensino Fundamental, Educação Infantil e Educação Especial, passa a vigorar com os seguintes percentuais, incidentes sobre o vencimento do cargo efetivo, da seguinte forma: aqui a proposta retira o direito de receber a regência de classe aos professores de educação de jovens e adultos. Além disso, propõe escalonar o pagamento do percentual de 40%, començando com apenas 25% chegando ao valor de 40% somente em janeiro de 2012.

    I – 25% (vinte e cinco por cento), a partir de 01 de maio de 2011;

    II – 30% (trinta por cento), a partir de 01 de agosto de 2011; e

    III – 40% (quarenta por cento), a partir de 01 de janeiro de 2012.

    Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo aos ocupantes de cargos do Grupo Magistério, à disposição da Fundação Catarinense de Educação Especial e em exercício nas Escolas Especiais administradas pelas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, nas funções de Diretor, Orientador Pedagógico e Secretário. Garante a regência aos profissionais que estão à disposição da FCEE e das APAES, mas somente nas funções de diretor, orientador pedagógico e secretário.

    Art.4º A gratificação de que dispõe o art. 11 da Lei nº 1.139, de 1992, paga aos ocupantes do cargo de Professor que atuam nas séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, passa a vigorar com os seguintes percentuais, incidentes sobre o vencimento do cargo efetivo, da seguinte forma: Propõe escalonar o pagamento do percentual de 25% aos profesores do ensino fundamental e médio (séries finais), començando com apenas 17% chegando ao valor de 25% somente em janeiro de 2012.

    I – 17% (dezessete por cento), a partir de 01 de maio de 2011;

    II – 20% (vinte por cento), a partir de 01 de agosto de 2011; e

    III – 25% (vinte e cinco por cento), a partir de 01 de janeiro de 2012.

    Art.5º A gratificação de que dispõe o art. 12 da Lei nº 1.139, de 1992, paga aos ocupantes do cargo de Especialista em Assuntos Educacionais, Consultor Educacional, Assistente Técnico Pedagógico e Assistente de Educação, passa a vigorar com os seguintes percentuais, incidentes sobre o vencimento do cargo efetivo, da seguinte forma: Propõe escalonar o pagamento do percentual de 25% aos especialistas em assuntos educacionais, consultor educacional, assistente técnico pedagógico e assistente de educação, començando com apenas 17% chegando ao valor de 25% somente em janeiro de 2012.

    I – 15% (quinze por cento), a partir de 01 de maio de 2011;

    II – 20% (vinte por cento), a partir de 01 de agosto de 2011; e

    III – 25% (vinte e cinco por cento), a partir de 01 de janeiro de 2012.

    Art.6º Aplica-se o disposto no artigo 4º desta Lei Complementar aos membros do Magistério Público Estadual lotados e em exercício no órgão central da Secretaria de Estado da Educação e nas Secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional, nos termos da Lei Complementar nº 284, de 28 de fevereiro de 2005. Estende a regência de classe de 25% aos profissionais lotados e em exercício na SED e nas SDRs.

    Art.7º Fica assegurado o disposto nos artigos 3º, 4º e 5º desta Lei Complementar ao membro do Magistério Público Estadual inativo, desde que tenha incorporado nos proventos de aposentadoria o direito à percepção das gratificações referentes ao efetivo exercício das funções do cargo. Assegura a regência de classe aos inativos, desde que, qdo da concessão da aposentadoria tenham incorporado o direito.

    Art.8º O artigo 28 da Lei Complementar nº 1.139, de 1992, passa a vigorar com a seguinte redação:

    “Art.28. É assegurado ao membro do magistério o direito de receber a mais, o equivalente a 80% (oitenta por cento) do valor do vencimento do cargo, por mês de licença-prêmio não gozada e trabalhada, desde que de forma integral, não podendo ultrapassar a um período por ano.” (NR). Reduz de 100% para 80% o valor da licença prêmio trabalhada e não gozada. (venda de licença)

    Art.9º O parágrafo único do art. 161 da Lei Complementar nº 381, de 07 de maio de 2007, passa a vigorar com a seguinte redação:

    “Art.161……………………………………………………………………………

    Parágrafo único. As gratificações de que trata este artigo serão calculadas com base no vencimento do nível MAG-08-B, 40 horas, do Grupo Magistério Público Estadual.” (NR) Diminui o nível de progressão funcional para cálculo das funções gratificadas da estrutura da SED, da FCEE e SDRs, de MAG 12 A (R$ 1.998,65) para MAG 8 B (R$ 1.523,26) – diminuiu 5 níveis

    Art.10. A Gratificação prevista no parágrafo 3º, artigo 2º da Lei Complementar nº 304, de 04 de novembro de 2005, com a redação dada pelo artigo 7º da Lei Complementar nº 457, de 11 de agosto de 2009, será calculada com base no vencimento do nível MAG-06-A, 40 horas, do Grupo Magistério Publico Estadual. Diminui o nível de progressão funcional para o cálculo da função gratificada (30%) ao assistente de educação (secretários) do nível MAG 10 A (R$ 1.723,43) para MAG 6 A (R$ 1.275,10) – diminui 4 níveis.

    Art.11. Os percentuais previstos no Anexo XII, da Lei Complementar nº 534, de 20 de abril de 2011, passam a incidir sobre o vencimento do nível MAG-08-B, 40 horas, do Grupo Magistério Público Estadual. O percentual do vencimento das funções gratificadas da estrutura da SED, da FCEE e das SDRs diminui do Nível de MAG 12 A (R$ 1.998,65) para MAG 8 B (R$ 1.523,26) – diminui 04 níveis.

    Art.12. O percentual de aumento concedido ao vencimento dos cargos de carreira integrantes do Quadro de Pessoal do Magistério Público Estadual não incidirá sobre a Vantagem Nominalmente Identificável instituída pela Lei Complementar nº 83, de 18 de março de 1993. O aumento não incidirá sobre os valores da vantagem incorporada no exercício da função de confiança.

    Parágrafo único. A vantagem referida neste artigo será aumentada, exclusivamente, nas mesmas datas e índices da revisão geral do funcionalismo público estadual, prevista no art. 37, inciso X, da Constituição Federal.

    Art.13. Ficam absorvidas e extintas pelo aumento no valor do vencimento previsto no Anexo Único desta Lei Complementar: Neste artigo, retira o direito aos prêmios educar, jubilar e à vantagem, alegando que estes valores estão absorvidos e inclusos dentro do valor do vencimento. Ocorre que “piso é piso”, qualquer direito deverá ser acrescido além do piso (faz parte da carreira) e não absorvido dentro do valor do salário base (piso).

    I – a vantagem denominada Complemento ao Piso Nacional do Magistério – CPNM, prevista no art. 4º da Lei Complementar nº 455, de 11 de agosto de 2009;

    II – o Prêmio Educar previsto nos artigos 1º e 2º da Lei nº 14.406, de 09 de abril de 2008;

    III – o Prêmio Jubilar previsto nos artigos 1º e 2º da Lei nº14.466, de 23 de julho de 2008.

    Art.14. Ficam revogados: NESTE ARTIGO EXTINGUE O PRÊMIO ASSIDUIDADE E REVOGA DIVERSOS DISPOSITIVOS PARA ADEQUAR O TEXTO LEGISLATIVO EM FUNÇÃO DE CRIAÇÃO DE NOVOS CRITÉRIOS PARA PAGAMENTO DO PISO E DA REGÊNCIA DE CLASSE – JÁ ANALISADOS NOS ARTIGOS ANTERIORES DO PRESENTE PROJETO DE LEI.

    I – o artigo 26 da Lei nº 1.139, de 28 de outubro de 1992; revoga o direito ao prêmio assiduidade

    II – o artigo 39 da Lei nº 1.139, de 28 de outubro de 1992; revoga o percentual de 03% entre os valores de vencimentos de referências na tabela VI restabelecidos em janeiro de 1993. (reajuste concedido à época)

    III – o artigo 6º da Lei nº 9.847, de 15 de maio de 1995; revoga o percentual de 2,75% entre os valores de vencimentos de referências na tabela VI, restabelecidos em maio de 1995. (reajuste concedido à época)

    IV – o art. 7º da Lei nº 9.847, de 15 de maio de 1995; revoga dispositivo que definiu a regência de classe nos percentuais de 40% e 20% sobre o vencimento do cargo efetivo.

    V – o art. 2º da Lei nº 9.860, de 21 de junho de 1995; revoga o percentual de 3% entre os valores de vencimentos de referências na tabela VI, restabelecidos em junho de 1995. (reajuste concedido à época)

    VI – a Lei nº 9.888, de 19 de julho de 1995; revoga a lei que fixou novos valores de vencimento ao grupo do magistério previstos anteriormente no anexo VI.

    VII – o artigo 2º da Lei Complementar nº 304, de 04 de novembro de 2005; e, revoga dispositivo que redefinia os valores da regência de classe.

    VIII – o artigo 28 da Lei Complementar nº 456, de 11 de agosto de 2009. Revoga dispositivo que redefinia critérios do prêmio assiduidade.

    Art.15. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a contar de 1º de maio de 2011.

    Florianópolis,

    JOÃO RAIMUNDO COLOMBO

    Governador do Estado

    …abraço fraterno

  • Professora Janete diz: 1 de maio de 2012

    Concordo plenamente com suas sábias palavras… é preciso mais pessoas de cabeça fria analisarem essa situação completamente distorcida em que nós professores fomos encurralados. Essa greve se perdeu quando ano passado aceitamos negociar com esse governo bandido que aí está… Alguns poucos de nós ainda tentamos avisar que essa rendição estranha não ia dar certo. Dito e feito: acabou que o governo nem cumpriu o que prometeu no ano passado, como também nem pretende cumprir mais nada… PROFESSORES… acordem, pelo amor de Deus… se Colombo tivesse alguma boa intenção, teria cumprido o acordo anterior!! No entanto, em vez disso, traiu a todos nós, piorou ainda mais nossa situação, vai castigar impiedosamente quem está nesse greve e futuramente a categoria terá que fazer greve só para receber anistia das impiedosas punições aplicadas agora. E como o nobre professor Aloisio disse, tudo foi feito sem amparo jurídico… estamos perdidos. Agora o jeito é cada um de nós pegar um bom advogado e entrar por conta com uma ação a fim de recebermos de volta nosso direitos perdidos e quem sabe pelo menos nossos descentes poderão usufruir daquilo que nos foi roubado quando fizemos greves para melhorar nossos direitos. Enquanto professores não se harmonizarem com seu sindicato, ou seu sindicato deixar de brigar internamente, enquanto tiver interesses políticos em vez de luta de classe e o governo jogar sujo em vez de cumprir lei, não haverá avanços… E viva os garis que pelo jeito são mais organizados que nós…

  • Jorge diz: 1 de maio de 2012

    PROFESSORES CATARINENSES, LEIAM:

    Repassando:

    E os salários dos Professores ?

    Indo pelo ralo como sempre.

    Esse é o troco pelos movimentos anti-ditadura.

    Professores se julgavam “inteligentes” e eram da “esquerda”, apoiram os petralhas, deu no que deu.

    Você gosta do Paul McCartney? Conhece suas músicas? Foi ao seu show? Mesmo se você respondeu não a todas essas perguntas, fique sabendo que você também pagou pela sua apresentação nesta última quarta-feira em Florianópolis. Isto mesmo! Segue publicação do Diário Oficial com a comprovação!

    Bons votos na próxima eleição!

    DIÁRIO OFICIAL – SC

    Nº 19.317 – 23.04.2012 (SEGUNDA-FEIRA)

    INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO n° 020/2012.

    SANTUR – SANTA CATARINA TURISMO S/A., com sede à Rua Felipe Schmidt n° 249 – 9° andar, em Florianópolis (SC), comunica que de acordo com o art. 25, inciso I, da Lei 8666/93, está contratando, por inexigibilidade de licitação, a empresa RBS PARTICIPAÇÕES S/A, no valor de R$ 800.000,00, Item Orçamentário 339039, Ação 4588, Fonte 262, para aquisição de espaço para participação no evento denominado SHOW MUSICAL DE “PAUL MCCARTNEY – Turnê On the Run”, na cidade de Florianópolis – SC, no dia 25 de abril de 2012.

    Florianópolis (SC), 20 de abril de 2012.

    Valdir Rubens Walendowsky

    Presidente

    http://www.deolhonacapital.com.br/2012/04/26/deu-paul-ate-no-diario-oficial/

  • leda diz: 1 de maio de 2012

    Ao João Vianei “pai de aluno”

    Não deturpe as palavras do professor Aloisio. Não existe animosidade desnecessária com alguns deputados. Aliás, gosto de ver quando os deputados são representados por alguém aqui no blog e demonstram preocupação com seu futuro político. E digo mais, aguardem a época das eleições, pois as camisetas, faixas, etc., com os dizeres “inimigos da educação”, se multiplicarão e estarão presentes por todos os lugares. Nossa resposta será dada nas urnas.

  • Profª Mágda diz: 1 de maio de 2012

    GREVE SEM FUTURO????????????

    EU DIRIA…………PROFISSÃO PROFESSOR SEM FUTURO!!!!!!!!!!!!!!!!

    EU DIRIA………. PROFESSOR SEM PRESENTE, PORTANTO SEM FUTURO!!

    CRIANÇAS, JOVENS, SOCIEDADE SEM FUTURO!!!!!

    MENOS ESCOLAS, MENOS PROFESSORES, MAIS PRESÍDIOS, MAIS BANDIDOS NAS RUAS, MENOS ALUNOS NAS ESCOLAS!!!!!!!

    QUE MARAVILHOSO, GOVERNO DE SC INVESTE MILHOES PARA CONSTRUIR PRESÍDIOS DE SEGURANÇA MÁXIMA, INSTALAR BLOQUEADORES DE CELULAR NOS PRESÍDIOS………ISTO É LINDO.

    COMBATE AS DROGAS, A VIOLENCIA, ETC!!! NOSSA, FORMIDÁVEL.

    SENHORES, O GOVERNO VAI PRIVATIZAR TUDO.

    PAIS, COM O QUE VOCES GANHAM CONSEGUIRÃO PAGAR ESCOLA PARTICULAR, SAÚDE PARTICULAR, SEGURANÇA PARTICULAR PARA TODA A SUA FAMÍLIA???????????

  • Germano diz: 1 de maio de 2012

    Temos muito para analisar.
    Já bastaria a expressão ” a revelia ” , registrada no cérebro antes de ” uma parcela “.
    De boas intenções o inferno está cheio. E o inferno começa aqui, vai até onde alcança a espaciotemporalidade ou seja a eternidade! Aloísio de cara lavada afirma-se um perscrutador da fé dos profesores! Bota absurdo nisso. Que documento de valor jurídico é este a que se refere, que o governador sem bigode assinaria ? Ao lado de e anteriormente à expressão ” depauperado ” está ” contaminação política partidária “, ô Aluísio, desde que esta palavra greve surgiu na face da terra o seu significado e sentido é ESSENCIALMENTE, isto quer dizer, política, de cabo a rabo, todinha. Não entendeu. Quer dizer que faz parte da sua natureza, essência, estrutura, razão de ser.
    E política não significa oferecer dentadura para um povo que já tem dentes… a gente quer cultura, diversão e arte. A quente quer… Gente indo a psiquiatra, a situação recomendando recuar… Meu nego! Não é de agora ou por causa da greve que professor vai à psiquiatra, menos. É por causa do assédio moral. Que prudência é esta que recomenda recuar para dentro do campo de concentração por mais uma, duas, três décadas, por insegurança que o jurídico do Sinte estaria causando aos professores ?
    Meu neguinho, o jurídico do Sinte tem atuado e pode ser renovado a qualquer momernto, teu veneno vem dentro de guarapa! Agora custo elevado para pagar mídia…KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK… não deste de graça, gracinha, a manchete e o título deste artigo. A mídia não está aí para brincar de casinha professor. E sobre a falsa impressão que percebeste, que o governo passa, por que razão haveriam os pais de não perceberem isso ? Em que te reconheces mais privilegiado do que eles para um dom do Espírito Santo que é o discernimento ? E tem mais, chamar professor de radical porque faz greve não é coisa de agora, já há quarenta anos escuto isso. Como podemos aceitar o desafio do governo se para ele não existe greve ? Se não podermos manter uma greve como poderemos manter uma outra exigência ao governo ? Agora a jóia rara, a pérola gigante: direito adquirido. Que lei é essa ? ( só lembra o fator previdenciário etc.) Mas que psicogonia é essa, de relembrar, em tom de ameaça, como o faz o governo, que haverá desconto ( NOVIDADE!!!) e otras cossitas mas, para Golbesianismo algum botar defeito ? Afirmação, auto-estima e valorização da classe ? Atendem pelos nomes de esvasiar greve, bombardeio intra-psíquico, aceteização ?
    Meu camarada, teus argumento são verdadeiros. Mas fizeste uma colcha de retalhos com pedacinhos de verdades muito bem costurada por um fio condutor que aflora várias vezes no teu texto. Evocando sempre o posicionamento de que as coisas não deveriam mas são assim. Mas nada debaixo do sol deixará de ser revelado. Se não és um homem de fé, o que se evidencia na expressão ” não creio…”, nem por isso deixarás de ter posição, posicionamento, trincheira, para de onde apontar o fuzil!!!
    E tiro no pé, companheiro, só se admite dos aprendizes marinheiros… de tenente coronel é feio prá dedéu. Não vão agora culpar a imprensa porque notificou o acidente .

  • joão vianei diz: 1 de maio de 2012

    Prezado professor Moacir Pereira,
    Ao ler os comentários enviados à sua coluna, quando o assunto tratado é educação gostaria de relatar uma constatação, mais gostaria de exemplificá-la.
    Sou caminhoneiro, afastado do trabalho por causa de um câncer, estudei apenas até a oitava série, ou seja tenho somente o primeiro grau. Porém duvido que exista no Brasil, um carreteiro que já leu mais livros ou revistas do que eu. Por outro lado, nunca me envolvi em acidente de trânsito, nunca machuquei ninguém e nunca dei prejuízos para as empresas as quais trabalhei. E isso trabalhando com carretas carregadas com 30 mil litros de gasolina, ou 30 toneladas de gás GLP, aqui em nossa região, ou dentro do trânsito de grandes cidades, como São Paulo-SP. Ou seja, me especializei em trabalhar dentro da área que sempre sonhei em trabalhar. Digo isso, pra dizer que é inconcebível a quantidade de erros de gramática enviados pelos senhores professores, quando se dispõem a comentar uma de suas postagens falando de educação. Nos comentários enviados à postagem “Aposentado: Uma greve sem futuro”, (na verdade não é uma postagem autoria do autor do blog, mais sim a publicação de e-mail enviado ao colunista), fica patente esses erros gramaticais. Virgulas no lugar errado, ausência de pontuação, etc… e assinados por leitores que se dizem professores!
    Senhores professores, se eu errar nessa ou naquela frase, diante dos poucos estudos que possuo é compreensível, agora, erros de gramática vindos de quem se dedica ao ensino…façam-me o favor e abstenham-se de comentar para não se exporem ao rídiculo. Vindos dos senhores é imperdoável!

  • aurelio pereira diz: 1 de maio de 2012

    Qdo. escrevo que não aceito o SINTE(o)muito como interlocutor em negociações com o governo, digo pois não concordar com suas linhas esquerdistas ao extremo, pois a educação não pode ficar atrelada à pensamentos retrógrados e de pura afinidades politíca/partidária, pois o momento é de UNIÃO entre os povos de bem, para que cheguemos ao que almejamos e sempre SONHAMOS, pois, a sociedade se faz de povos que sabem o que querem e em busca incessante da felicidade, para todos e não para PRIVILEGIADOS senhores/ras, que ao comandar um sindicato se acha ACIMA DO BEM E DO MAL, por isso, professor Aloisio Antoni meus SINCEROS CUMPRIMENTOS, sintetizo no senhor BOM SENSO, para que possamos buscar um entendimento político sem usar BANDEIRAS POLÍTICAS, razão pela qual, jamais esta PROFISSÃO, digo, SACERDÓCIO será respeitada por quem detem o poder, sejam de que partido for, é a luta do rochedo com o mar, neste caso só CRIA MARISCO(Sinte(o)muito)! Enquanto isso, a sociedade fica PRIVADA de exercer seu direito ao aprendizado e ao conhecimento,quem sabe o sindicato em questão aprende a mediar um conflito, com pessoas inteligentes e sábias, pois entre os professores existem pessoas com capacidade intelectual e saber de como se media sem prejuízo à terceiros, digo, aos ALUNOS!

  • ANTONIO CASTRO diz: 1 de maio de 2012

    PREZADO ALOISIO ANTONI,
    o senhor está erradona sau análise. Deve rever quase tudo. Principalmente no que se refere ao fato real de que a educação não é prioridade.
    Antonio.

  • Daniel – Laguna diz: 1 de maio de 2012

    Sr. Aurélio.
    Quanta falácia. Realmente a política educacional catarinense é um ótimo exemplo do ação de vanguarda dos que estão no poder.
    Volto a repetir, esqueça sua carteirinha de pesedista, pelo menos uma vez e preste mais atenção no que o seu governador está fazendo pela educação.
    Quanto a mariscos, apresentam um valor econômico significante para este estado, não acha?
    A sua ignorância ou defesa velada deste governo é tal que ainda confunde sacerdócio com profissional da educação.
    Ainda acredito que o senhor ocupa um lugarzinho na janela deste trem sem maquinista.

  • Juliano Carrer diz: 1 de maio de 2012

    Primeiro, meu total respeito pela vida dedicada ao magistério professor Aloisio.

    Sou professor do município de Urussanga. Aqui estamos sempre que possível nos reunindo e refletindo…

    E na conjuntura em que estamos, participantes desta greve, nossas reflexões são diferentes da sua.

    Uma que queria destacar é a questão da descrença nas lideranças sindicais… Isso só nos fez amadurecer, e perceber que é necessário estar sempre de olho a aberto… seja com relação aos governantes que elegemos, seja com relação aos líderes sindicais que elegemos (pois quem está atualmente foi eleito por ativos e inativos… você votou?)

    Mas deixar de lutar por esse motivo não resolve nada.
    Mesmo com nossas fraquezas, com nossos defeitos… precisamos ir em frente.
    Por que falo NOSSOS defeitos… Pois fazendo ou não parte da diretoria do SINTE, eu sou SINTE também… É esse conceito que talvez leve as pessoas a mudarem suas falas e atitudes…

    E se achamos que quem está lá não nos representa dignamente… é preciso ocupar esses espaços também…

    Aprendi na minha vida, mais curta que a sua, que a gente aprende caminhando… é na estrada que vamos aprendendo e modificando as coisas…

    Por isso Aloisio, vem pra greve com a gente!
    Não é fácil lutar contra o governo que não deseja o bem da educação.

    Mas o mais difícil é lutar com os colegas… onde pensamos/necessitamos encontrar apoio.. encontramos por vezes desânimo…

    Seu email… na maneira como você se coloca, não ajuda em nada…
    Se contar que algumas coisas que você coloca não são cabíveis.. como demissão de ACT´s por fazerem greve… isso não existe mais… E isso eu falo com toda propriedade! Nenhum ACT de Urussanga perdeu sua vaga na última greve por ter feito greve…

    O título da sua carta ja diz tudo…

    Que alternativa você vê?
    Dizer sim pra tabela que o governo propôs?
    Aceitar o achatamento da carreira?
    Aceitar que o dinheiro do FUNDEB seja usado em outros setores?
    Aceitar que de descumpra uma lei?

  • Daniel – Laguna diz: 1 de maio de 2012

    Não se preocupe Sr. joão deve piorar e muito, a partir do enorme incentivo deste columbiforme secundarista e de seu eletricista/secretário na formação dos profissionais da educação.
    A maioria daqueles que aqui comentam, o fazem muitas vezes ligados à emoções de momento e outros realmente por falta de cuidado.
    Realmente o senhor é muito zeloso ao escrever, tente uma vaga como professor não habilitado no estado de Santa Catarina; salário inicial R$ 1.450,87 e não se preocupe em fazer uma faculdade pois o salário inicial e provavelmente final, será o mesmo. Acredito que seu vencimento como motorista é superior.
    Estimo por melhoras e agradeço a preocupação.

  • Solange diz: 1 de maio de 2012

    Caro Moacir, lendo o comentário do Sr. João Vianei, não lhe tiro a razão. Realmente os erros gramaticais nos comentários são de “doer”, principalmente se forem de professores. Porém é preciso que façamos uma reflexão sobre o porquê das coisas estarem se deteriorando dessa forma e não é preciso muito esforço e pesquisa para que se saiba o motivo. Quem é do meio educacional sabe que a formação do profissional do magistério está muito aquém do que já foi um dia. Esta é uma profissão sem atrativo nenhum, desgastada, mal vista pela sociedade pelas sucessivas greves, ao sabor da politicagem e de governos sucessivamente descomprometidos com a educação. Em recente pesquisa publicada no DC, as licenciaturas que dão direito a ministrar aulas são, em parcela bastante expressiva, feitas pelo “ensino à distância”, pois as faculdades presenciais estão fechando seus cursos por falta de alunos e pelo elevado custo de uma faculdade nesses moldes. Não dá para comparar a formação universitária presencial( 4 anos e meio) com uma faculdade à distância. Conheço vários casos de profissionais que se formaram à distância, sem a mínima condição de exercer a profissão por falta de bagagem, inclusive cultural, que dirá, gramatical. Claro que há as excessões e a estes o meu respeito, mas só o diploma não basta. É preciso qualidade. Quem deveria zelar pela qualificação profissional, pelo salário compatível com a importância da função, pelo fator motivação, pela tranquilidade de um trabalho sem sobressaltos, por um ambiente bonito, seguro e acolhedor? Descobriu? Não?!? … Aqueles que são eleitos sistematicamente por todos nós com o nosso voto, e que depois que alcançam seus objetivos(eleitos), nos espezinham( a nós, professores, e a você e seus filhos, Sr.João Vianei. A continuar as coisas como estão, sem querer ser apocalítpica, Sr.Vianei, muito em breve não haverá mais necessidade de formação para ensinar os jovens desse país e o Senhor poderá, como um autodidata, ministrar aulas sem erros de português. Em tempo: o Sr. sabia que jovens no 1º semestre da faculdade já estão dando aulas por falta de professores? E o que dizer dos que só têm o Ensino Médio? É bom refletir…

  • Ari diz: 1 de maio de 2012

    Parabéns ao sr. João Vianei pelo seu belo texto. Isto só vem ratificar que para escrever bem é preciso ler, ler, ler…bons livros, boas revistas. Que alegria conhecer um caminhoneiro tão instruído! Almejo a cura de sua doença e que o Senhor lhe cubra de generosas bênçãos com profusão.

  • Manquinhavel diz: 1 de maio de 2012

    Manquinhovélico ein sr. Aurélio! O que é que tu entendes de prejuísos à sociedade ? Prejuízos a terceiros ? Prejuízos a alunos ? Vai te catar! Misturas união de povos de bemcom esse ódio pouco velado e, empurras no meio ainda um ” sacerdote ” provavelmente ausente em toda a tua educação, que miséria, que nível… confesso que em mais de trinta anos de magistério sempre encontrei pais humildes e não alienados, que sempre deram força aos profesores e ensinaram o respeito aos seus filhos! Sempre foi na sua esmagadora maioria esta a relação pais profesores, querer que os filhos estudem, valorizar o saber, dar melhor para os filhos do que tiveram na sua própria vida… As excessões raríssimas nem contam. Luta do rochedo contra o mar… isso lembra um dito antigo ” contra a força não há resistência “… burro de história ein, já não digo bíblica, Davi e Golias! Mas esta tua inconsciência de Cristão Novo, arraigada, espelho fiel de uma impiedade catequética ate/anti-conciliar!!! Que coraçãozinho duro hein, baga de aço. Fina flor da bagaceira.

  • Klayton Robert diz: 1 de maio de 2012

    Boa Noite!

    E S T R A N H O, no mínimo, E S T R A N H O esse texto em véspera de atos Macro Regionais e Assembléia Estadual.
    SINTE, este Sr. pertence ao quadro dos filiados??????
    Será que este Sr. realmente existe?????
    E S T R A N H O, S I N I S T R O, a bruxa está solta no blog do Moacir. Olha o Boitata “avoando” aí “istepô”.
    Um abraço
    Klayton Robert

  • IVONETE ANDRADE diz: 1 de maio de 2012

    Caro Moacir,

    Lendo o depoimento da “Professora Janete” fiquei preocupada com a possibilidade do povo se confudir.
    A sugestão para corrermos da raia – para não sermos punidos – em nada tem a ver com as ideias da profª JANETE A DE MIRANDA (da regional de São José), pois a Miranda está firme na greve e não teme a luta.
    Vamos ficar ligados nos posts “entreguistas” que utilizam pseudônimos dos companheiros de luta para desencorajar a luta da categoria.

    Abraços e muita força para todos os bravos lutadores!

    Ivonete Andrade
    Profª Aposentada da EEB Laurita Dutra de Souza (Regional São José-SC)

  • Liaseal diz: 2 de maio de 2012

    João Vianei, não se preocupe, vírgulas e acentos gráficos não fazem parte do sangue e da medula óssea que doamos. Dessa ”doença” ninguém morreu ao usar o sangue doado pelos professores numa campanha feita no ano passado, nem nos doadores habituais, fora de campanhas, entre os quais me incluía até pouco tempo. Ainda ativa no Redome, no Hemosc não mais a partir de 2011, por razões alheias a minha vontade e disposição. Naturalmente, espero, ninguém que precise ”tomar”’ sangue, seja por acidente ou doença, se recusará a aplicação e perguntará antes se o doador usava bem a gramática. Pode acreditar no que digo: se ela salvasse eu não teria enterrado três entes queridos em 2011, sendo dois de leucemia, um de apenas 28 anos…

    Mas entendo sua crítica, certamente ela não foi movida por sentimentos mesquinhos de inveja, tampouco por achar que o dinheiro que os professores querem por direito, amparados pela lei, seja mais útil no Cepon e que isso faria toda a diferença para a cura de todos que estão na luta pela vida e sabemos o quanto o tempo conspira contra…

    É normal e humano certas reações quando somos contrariados em nossas opiniões e análises. Tendemos a reagir com as armas que temos, entre elas colocar em relevo os defeitos alheios, sobretudo quando nos achamos superiores, mais inteligentes, mais sabidos, mais ‘lidos’, mais ainda quando pela via do autodidatismo achamos que tudo aprendemos por osmose, sem ajuda de ninguém, e a não ser que tenha se alfabetizado sozinho, alguma professorinha esquecida em sua memória deve tê-lo ensinado as primeiras letras e as primeiras contas. Assim, se consegue escrever tão bem para quem só foi até a oitava série — e é elogiável seu desempenho no quesito, melhor do que muitos doutores —, deve tão bom começo a alguém que lá no interior forneceu-lhe as ferramentas básicas e certamente não foi num posto de combustíveis.

    Somos todos lutadores pela qualidade, é o que pude perceber em suas falas na entrevista no Jornal do Almoço, em fevereiro, e cujo vídeo todos podem acessar.

    As pequenas discordâncias são filigranas no processo, acontecem, mas não diminuem a validade de ambas as lutas: a dos professores pelo cumprimento da lei e da palavra empenhada e acordos; a sua, pelas mesmas coisas, mesmas cobranças, apenas direcionadas ao Cepon, outra vítima das mesmas promessas e da mesma indiferença do poder para com quem sofre. Sua luta é admirável, nos inspira e a todos os segmentos da sociedade a não ficarem na anomia, no canto se lamentando, é preciso ter força, é preciso agir, é preciso provocar a reação, fazer com que as coisas aconteçam. Boa sorte para nós todos, porque o senhor já sentiu e sente na pele que só podemos contar mesmo é com a sorte. O mesmo ‘’não’’ que recebeu dos políticos nós também recebemos. Que ela nos seja favorável, mas cedo minha vez para que ela o atenda antes, porque sei bem como foi e como é lutar contra o tempo, sei o que significa quando ele conspira contra nós. Ele já me venceu quatro vezes em cânceres, três , num só ano…

    Professores, sabendo do enorme coração que têm, entrem nessa luta do João Vianei, ele pede no vídeo e tenho certeza de que não excluiu professores da corrente. Já passei a minha adiante.

    http://www.facebook.com/pages/Movimento-Pela-Conclus%C3%A3o-Hospital-Cepon-Fpolis/223763424374410

  • Aloisio Antoni diz: 2 de maio de 2012

    Caro Juliano Carrer
    Fui sempre apaixonado pela Educação.Sou aposentado pelo Paraná, mas lecionei como ACT durante quase 15 anos em SC.Meus filhos(5) estão todos formados e são profissionais liberais de alta qualidade. Mas o que me leva à preocupação com a qualidade do ensino, consequência da existência de bons professores e com remuneração digna são meus netos e esta geração nova que está vindo.
    Nossa carreira sempre foi espinhosa.
    Nossos Sindicatos sempre tiveram altos e baixos.Mas nunca deixaram de lutar. O Sindacto do Paraná(www.appsindicato.org.br) neste ano completrá 65 anos de lutas. Muitas vezes avançamos com destemor(até temeráriamente)Muitas vezes tivemos a humildade de recuar .Se você ler nossa história ficará comovido.No dia 30 de agosto de 1988 marchamos com milhares de professores ao Palácio do Governo, pois estávamos em greve desde o dia 5. Lá fomos recebidos pela Polícia Militar montada, com mais de 20 cachorros.Foi uma luta campal onde o Governo Alvaro Dias , hoje “nobre” semador nos venceu no Cacetete.Com isto amadurecemos e aprendemos que quem dá murro em ponta de faca tem como resultado certo um corte profundo…
    Voce me pede uma solução diferente da greve: aquí é meio complicado opinar, pois temos um governo sem compromissos com a Educação , uma ALESC subserviente, uma oposição minoritária e fraca. Creio que a melhor posição agora seria aceitar o desafio do governo:já que apregoa que quer negociar com os professores em sala, pois que seja.Vamos ver que negociação ele tem.Alem disso, os diretores mesmo comisssionados em em muitras escolas apadrinhados terão que receber cobrança diária , estes sendo cobrados pressionarão às GEREIs exigindo soluções. E como sendo ano político, pressionar os diretórios municipais aliados ao governo ,que, sentindo o desconforto vão aos deputados…Talvez seja este o caminho. Este foi o adotado muitas vezes pelo nosso Sindicato, que, mesmo filiado a CUT que geralmente era agressiva, consweguiu avançar bastante.Se o amigo quiser acompanhar nossa história, vitórias e fracassos entre no site que dei acima.Pode pedir uma assinatura ou uns exemplares de nosso Jornal 30 de Agosto…Um carinhoso abraço.Aloisio

  • E o salário, óh! diz: 2 de maio de 2012

    No SINTE existe a tal proporcionalidade, que consiste no seguinte: a direção é composta de acordo com a quantidade de votos que cada chapa conquista na eleição, que ocorre a cada 3 anos. Na teoria, muito bom, democracia, representatividade etc. Na prática, não funciona, cada corrente puxa para o seu lado. Todos tem razão, mas não sai nada do lugar. O SINTE está engessado por esta prática, infelizmente. No mais, concordo em muito com o post.

  • marcelocardosodasilva diz: 2 de maio de 2012

    …GALERA!!!……………………………….AUDITORIA FEDERAL NAS “CONTAS” DA sec. estadual de educação; NOS ÚLTIMOS 9(nove)ANOS!!!…………..CADÊ A GRANA POLPUDA DO …FUNDEB????………………….NOSSO MOVIMENTO JÁ PEGOU NO BREU!!!

  • professor José Germano Cardoso diz: 2 de maio de 2012

    Visitei uma escola hoje.
    Antes porém do relato quero corrigir um vocábulo usado anteriormente: psicagonia leia-se psicagogia: ciência de caráter político que visa orientar a alma coletiva, sugerindo-lhe condutas e comportamentos… ou seja… arrastar multidões…
    O relato: 8 professores em greve; os outros subindo aulas para ir embora mais cedo; o gabinete da direção cheio de pais reclamando; uns porque o filho saiu mais cedo e não foi avisado; outros porque vieram pegar os filhos que ligaram para os pais mas não puderam sair porque teriam as duas últimas aulas e um professor não subiu aula; outro berrava que se o professor não está de greve como é que o filho não teve aula. Sai correndo o mais depressa possível, a coisa iria esquentar… Volteando o pátio vi umas meninas e uns meninos brincando de selinho… uma maiorzinha já tinha sido beijada três vezes… e a farra ia continuar. Passei para o pátio da frente e estranhei muito, um grupo de adolescentes jogando canastra. Os diretores foram autorizados a subir aulas. Mas não tem jeito que fura tudo e o índice de absenteísmo é alto. Relata a diretora que muitos profesores “não grevistas” vem de manhã e faltam à tarde ou à noite e vic-versa: não vem pela manhã, dispensa a tarde e eles aparecem. Caos é o termo.

  • Rute Miriam Albuquerque diz: 2 de maio de 2012

    Caos é o termo. Que síntese perfeita! Infelizmente, já anunciada. Apenas quem quer brincar de Los tres monos é que se diverte. Explico: os três monos são aqueles macaquinhos que NÃO VÊEM, NÃO OUVEM E NADA DIZEM. Tem um monte no Governo.
    Já havia relatos, na semana passada, de situações semelhantes a descrita pelo Professor José Germano Cardoso. Eu mesma presenciei algumas.
    Agora, falta-nos, além do traquejo com a gramática, memória, não é mesmo? Quando leio:
    1.” surpreendentemente proclamado pelo SINTE na Assembléia Geral , à revelia de significativa parte das Assembleias Regionais” – uma assembleia ESTADUAL é soberana e o que acontece nela pode ser bem diferente do que acontece nas regionais. Se não fosse assim, não haveria a necessidade de amplas assembleias estaduais.O que aconteceu é quem muitos que não queriam greve NÃO FORAM À ASSEMBLEIA.
    Na literatura, especialmente a infantil, há personagens que nos ajudam a compreender o comportamente humano. Caloca (Ruth Rocha) é um deles. É o dono da bola e joga com o time da rua. Mas se o seu time perde, ele recolhe a bola e ninguém mais joga.
    Isto faz saber que o voto de cada um e de cada uma pode fazer a diferença. Vamos aprender como funciona uma assembleia, o que se faz nela, como devemos nos comportar? E, acima de tudo, vamos participar delas, mesmo que já aposentados? A próxima será dia 08. Mas muita água vai rolar até lá….

    2. E estes que estão postando aqui, olheiros do Governo, sejam mais cuidadosos. Especialmente se quiserem se passar por quem não são. Será uma tentativa de boicote ao MACRO ATO? Não existe só uma forma de pensar, e nem só uma maneira de aprender, e temos a honra de ver e ter como parceiros, verdadeiros companheiros malungos muitos pais e mães que, embora não tenham titularidade, têm acompanhado e se indignado com a situação a que estamos todos submetidos. E a reação começa a ganhar corpo! Venham todos conosco. Sempre podemos aprender uns com os outros.

  • Rute Miriam Albuquerque diz: 3 de maio de 2012

    Perdoe-me, mas aposentado por outro estado e vir dar opinião?!: “aquí é meio complicado opinar, pois temos um governo sem compromissos com a Educação , uma ALESC subserviente, uma oposição minoritária e fraca. Creio que a melhor posição agora seria aceitar o desafio do governo:já que apregoa que quer negociar com os professores em sala, pois que seja.Vamos ver que negociação ele tem.”
    Por que você NÃO propõe o contrário: que o Governo ceda, negocie como VAI PAGAR o que nos deve, e ainda este ano e assim voltaremos as salas. Que tal?
    Quem está realmente preocupado visita as escolas e fica sabendo que há um engodo, para tentar minimizar nossa greve. Os alunos não estão tendo o atendimento a que têm direito: aulas planejadas, currículos desenvolvidos, aprendizagens sedimentadas. É bem verdade que um pouco disto já estava acontecendo mesmo durante a histórica greve do ano de 2011. Ou ninguém nunca ouviu falar de faltas de professores – INEXISTÊNCIA MESMO , e falta de professores ao trabalho por motivos de doença. Está muito difícil ser professor ou professora e isto nos afeta no corpo inteiro e é com ele que atuamos. Uma greve que pede que a justiça seja cumprida, que o MAGISTÉRIO SEJA VALORIZADO está alinhada a estas necessidades. Não podemos competir com uma mídia que alimenta possibilidade de mobilidade social mais evidente que os bancos escolares, mas prestamos concurso e projetamos uma carreira. Isto também é descartável?

  • Reginaldo diz: 3 de maio de 2012

    Sou professor e estou sendo perseguido na instituição onde trabalho, a diretora colocou as faltas do período da grave como injustificada e veio hoje com uma papel de dispensa. Não assinei nada e preciso saber como devo proceder.

  • maria cristina vargas diz: 1 de julho de 2012

    moacir pereira ja que o governador nao ve o estrago que o secretario da secretaria estadual de assistencia social esta fazendo.o povo esta vendo atravez de abaixo assinado fora ja secretario candido