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Posts do dia 5 maio 2012

Vilmar Pacheco: histórias e diversão no Hospital

05 de maio de 2012 3

Quando Gustavo Kuerten conquistou pela primeira vez o Torneio de Tênis de Roland Garros, advogado Vilmar Pacheco lá estava na arquibancada torcendo aos gritos mais do que todos os franceses. O juiz pedindo silêncio, o narrador comentando baixinho e, lá no fundo, o advogado catarinense, conhecido como Dr. Pitanga, repetindo o nome do manezinho mais famoso do Brasil. Compareceu em todos os jogos decisivos e empurrou aquele que viria a ser o maior ícone do esporte catarinense em todos os tempos para as grandes e decisivas vitórias.
Paris e Roland Garros não serão mais os mesmos depois daquelas históricas conquistas de 1997. Para Guga, para o Dr. Pitanga e para a história do tênis.
Quando a Assembleia Legislativa realizou, onze anos depois, sessão solene para homenagear Gustavo Kuerten, já tricampeão de Roland Garros, quem fez a entrega da placa que materializava a iniciativa parlamentar? Ele mesmo, o Dr. Vilmar Pitanga, uma das figuras mais queridas na comunidade de Florianópolis.
Internado há duas semanas no apartamento 3007 da Ala Ana Néri do Hospital de Caridade, fala pouco sobre estes seus feitos extraordinários, testemunho de sua humildade e prova de quanto é estimado por todos os que o conhecem. Mas visita-lo é receber uma injeção de alegria, alto astral e muito otimismo. O homem continua imbatível em tudo: presença de espírito, memória descritiva, excelente humor, contador de histórias, generoso e um coração muito maior do que o corpo franzino.
Ali realiza tratamento para retornar ao lar em companhia da inseparável esposa Nadia, com quem está casado há 27 anos. Um casal que tem uma história de amor digna de uma telenovela da Globo. Ele diz – com inteira razão – que ela é única. E ela – de igual bem fundamentada – que, como Pitanga só existe um.
Ele é só alegria, mesmo dentro do Imperial Hospital. Suas histórias sobre Florianópolis são imperdíveis. Não apenas pela forma hilária, bem humorada, as vezes picante com que as descreve. Sobretudo, pela privilegiada memória que permite chegar a detalhes impressionantes.
Ademir Arnon, presidente da Associação Catarinense de Imprensa, esteve visitando o Dr. Pitanga esta semana. Tive o prazer de acompanhá-lo. Nunca me diverti tanto num quarto de hospital. Se tivesse agenda mais folgada iria toda tarde só para me divertir. Era um relato melhor do que o outro. Arnon, ajudando a lembrar casos e fatos raros da Ilha de Santa Catarina, incluindo aqueles em que o advogado raquítico esnobava coragem para enfrentar os Golias de seu tempo de juventude. E o dr. Pacheco narrava tudo como se tivesse exibindo um filme das décadas de 1960, 1970 ou 1980.
Dias atrás tinha visitado o estimado Pitanga, então no apartamento 326 da Ala Senhor Passos. Soube, então, que já tinha o diagnóstico da doença e que iria começar tratamento. Sempre otimista, sem perder o seu requintado bom humor. O homem é uma pérola até quando se solta e larga um palavrão inofensivo. Soube, então, que ali estiveram Esperidião Amin e José Carlos Soares, no mesmo horário em que também compareceu o colunista Cacau Menezes. O trio e mais as histórias do Pitanga transformaram o ambiente numa sessão de humor permanente. Cacau relatou depois na coluna que nem as enfermeiras e os profissionais de enfermagem conseguiam trabalhar sem a alegria contagiante do paciente.
É raro encontrar uma personalidade tão marcante, tão espirituosa, tão sensível e tão querida como o Procurador Vilmar Pacheco. Ele mesmo faz questão de lembrar suas gloriosas realizações do passado, das amizades, dos políticos, dos governantes. E até das “ousadias” da juventude.
Uma de suas marcas: a elegância. Sempre magrinho, mas na rua sempre de terno bem passado, camisa engomada e gravata brilhando. Apesar da origem humilde, nunca deixou de cuidar da aparência. O terno preço, o bigode preto escuro sempre bem aparado, a forma de gesticular, tudo o transformava numa espécie de “lorde inglês”, a fina flor da representação do manezinho da Ilha.
Estudioso, ex-diretor do Arquivo Público, conquistou o título de Bacharel em Direito, entrou no serviço público, atuou como Procurador Fiscal e exerceu outras funções relevantes. Sempre absolutamente leal a todos os seus amigos. E, sobretudo, um ser apaixonado pela esposa, pelo filho e pela cidade, que adora.
Quem vai ao Hospital de Caridade e visita o amigo Pitanga participa, na verdade, de verdadeiras sessões de boa conversa sobre a história catarinense, de bom humor, de espirituosidade e de uma confraria que só Florianópolis pode se orgulhar de destacar entre seus cidadãos.
Na visita do presidente do ACI quem lá esteve, na saída, foi o padre Pedro Koehler, capelão do Imperial Hospital, dedicação exemplar aos pacientes ali internados. Entrou rindo e saiu chorando de rir. Ademir Arnon teve que fechar logo a porta para não perturbar os outros doentes.
Quando recebeu a placa da Assembleia das mãos de Vilmar Pacheco, Gustavo Kuerten afirmou: “Esta homenagem significa a minha história. Percorri Santa Catarina no início da carreira, conquistei amigos e tenho muitos admiradores e fãs até hoje.”
Pitanga lembra daquela noite inesquecível como se ele tivesse recebido o troféu. Orgulha-se dos amigos que fazem sucesso com mais alegria e ternura, como se fosse ele o detentor das vitórias.

Momento Temperado: 300 programas

05 de maio de 2012 1

Jornalista Fernando Mansur tem motivos para comemorar neste sábado. Seu programa Momento Temperado, que vai ao ar as 22 horas, chega no número 300. Uma grande conquista. Criado, produzido e apresentado por Fernando, tem grande audiência na Tv-Com. Trata de gastronomia, boa bebida e lugares aprazíveis com exelente nível cultural.

MEC: o reconhecimento do ensino superior em SC

05 de maio de 2012 2

Os presidentes do Conselho Estadual de Educação, Maurício Pereira, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Luiz Cláudio Costa, e da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior, Sérgio Kieling Franco, assinam nesta segunda-feira, 7, às 14h, um Acordo de Cooperação Técnica. A solenidade será no Conselho, em Florianópolis. A assinatura do acordo é o reconhecimento do MEC, INEP e CONAES pelo trabalho que o CEE vem fazendo junto às universidades de Santa Catarina. O Estado é um dos poucos do país que possui um Sistema de Ensino Superior com instituições criadas pelos municípios, logo públicas, no entanto, com direito constitucional a cobrar mensalidades (art. 242 da Constituição Federal). Hoje há nesse sistema 130 mil alunos. O CEE vem, ao longo dos anos, seguindo os padrões nacionais de avaliação definidos pelo MEC/INEP. “Nosso Estado é o primeiro que está assinando este acordo com o INEP e a CONAES. Com isso, estaremos dando um passo muito importante para o reconhecimento do ensino superior catarinense”, afirmou Maurício Fernandes Pereira.

Obras federais: todas atrasadas em SC

05 de maio de 2012 12

O resumo das manifestações dos prefeitos e dos parlamentares no Encontro da Fecam é uma lástima. 1. Todas as obras federais em Santa Catarina estão atrasadas: aeroporto Hercilio Luz, duplicações da BR-101, BR-470, BR-280 e projetos das ferrovias. 2. O governo federal continua transferindo serviços e encargos para os municípios sem os recursos correspondentes. 3. Saúde e segurança são os maiores problemas enfrentados pelas prefeituras.
O evento foi encerrado com balanço feito pelo deputado Décio Lima (PT), coordenador do Fórum Parlamentar. Ele propôs que a reunião dos prefeitos com os parlamentares seja formalizada com um fórum permanente para pressionar os órgãos federais sobre as obras e serviços prioritários ao Estado.
Os prefeitos aprovaram documento contendo 12 reivindicações. Serão levadas a presidente Dilma, avaliadas pelo Fórum Parlamentar e submetidas a Marcha dos Prefeitos, marcada para o período de 15 a 17 e maio, em Brasilia.
A reunião teve a presença de uma centena de prefeitos, de nove deputados federais e apenas três estaduais. Convidado, o governador Raimundo Colombo não compareceu. Lá esteve rapidamente o secretário regional, Renato Hinnig.
Os prefeitos lamentaram a ausência de uma boa representação do governo estadual, alegando que os pontos constantes da pauta interessam a todos catarinenses. A transferência de royalties do pré-sal, aos municípios, por exemplo, não estaria merecendo do governo Colombo a mobilização que hoje domina a representação politica de outros Estados.
Conclusão: em relação a obras federais, Santa Catarina está sempre correndo atrás dos prejuízos.

Os municípios e as carências de SC

05 de maio de 2012 3

O melhor diagnóstico do Movimento Municipalista do Desenvolvimento Catarinense, sobre as reivindicações junto ao governo federal, foi descrito no pronunciamento do presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes. Recordou a entrevista concedida pelo ex-governador Aderbal Ramos da Silva, em 1982, e transformada em livro em 2011. O líder pessedista previu há 30 anos os problemas que o Estado enfrentaria, por cupla do governo central. Problemas que existiam há três décadas e que se agravaram nas três últimas décadas.
A constatação política foi acrescida de outra observação pertinente: Santa Catarina até hoje não conta com um sistema intermodal de transporte de carga. O Estado continua sem contar com uma rede de transporte ágil e de baixo custo a unir os centros produtivos com os centros de consumo e de exportação. Não há, também, uma estratégia de prioridades.
Pleitos isolados pedem a ferrovia do oeste, de um lado; e a ferrovia do frango e integração (leste oeste), de outro. Agora no encontro de prefeitos diluíram ainda mais a lista de reivindicações federais com a “ferrovia translitorânea”, ligando Içara a Porto Alegre. Quer dizer: se está distante o governo central decidir pela construção de uma ferrovia, imagine-se três?
Outra avaliação sobre os débitos de Brasilia para com Santa Catarina partiu do deputado Esperidião Amin. Advertiu: “obra cara é obra que nunca sai”. Mencionava o projeto da nova ponte do Canal do Linguado na duplicação da BR-280, entre a BR-101 e São Francisco do Sul. O ministro dos Transportes anunciou que será uma ponte caríssima. Situação parecida com a nova ponte de Cabeçudas, em Laguna. Ficou tão cara – mais de 700 milhões de reais, fora acessos, viadutos e obras complementares – que está suspensa e ninguém sabe nem quando vai começar.