Sobre o fim da greve dos professores há a considerar, tambem, outras mudanças de postura do governo e também do magistério.
O governador Raimundo Colombo, que em 2011 negociou pessoalmente com o Sinte, manteve uma posição firme, reiterada pelo secretário Eduardo Deschamps durante os 16 dias de greve: só reabriria as negociações com a volta das aulas. O governo estava escaldado com a greve de 2011. Negociou pelo menos três vezes, chegou a selar acordos com o Sinte, vieram as assembleias gerais e os dirigentes sindicais foram desautorizados. As negociações – avaliou o governo – prorrogaram a greve. A tese acabou vitoriosa: a negativa da reabertura das conversações antecipou o fim da greve.
A segunda mudança: a blindagem do governador. Desde que a paralisação foi anunciada, Raimundo Colombo evitou falar sobre a decisão. Na greve de 2011, o tema esteve presente em todas as entrevistas nas mais diferentes regiões do Estado. Ajudou até, de certa forma, a oxigenar a greve, pela ação inédita das redes sociais.
Na paralisação de 2012, tudo foi transferido ao secretário da Educação, Eduardo Deschamps, que conduziu as conversas com o Sinte, juntamente com o coordenador de Negociações, Décio Vargas.
No magistério, o cenário também era outro. Como a liderança da presidente Alvete Bedin e o grupo do PT/CUT saiu fortalecido, as outras correntes ideológicas trabalharam para ocupar os espaços. Esta disputa interna explica a própria decisão da assembleia estadual. As regionais do Sinte no oeste eram contra a greve. Outras no Vale do Itajai e no planalto serrano, também. A maioria transferiu a decisão para a assembleia, que teve justamente a presença majoritária dos que queriam a greve. A assembleia esteve longe de falar pela maioria, justamente o oposto de 2011.
Todos estes fatores políticos na base e na cúpula do Sinte estarão influenciando o Congresso Estadual, quando vai haver renovação da Diretoria. Na internet, esta disputa ideológica é flagrante, e ficou mais patente agora na greve.
A greve teve conquistas, ressaltou a professora Joaninha de Oliveira, do Conlutas, presença em todas as greves, após a reunião do Sinte com o secretário Eduardo Deschamps. A primeira reunião de negociações acontece hoje, com uma pauta que inclui a questão salarial, as punições, a reposição das aulas e também antigas reivindicações do magistério.
O reinicio das negociações reduz, pelo menos, o desânimo que atinge o magistério.

Essa greve começou fracassada, quando bandeiras de partidos politicos começaram a aparecer junto aos grevistas. Toda a população que apoiou a paralização de 2012, não aceitou dessa vez as atitudes tomadas de alguns radicais do SINTE (Partidos políticos), onde estava mais do que claro que o interesse era eleitoreiro.
Lastimável os desencontros de posições e de opiniões relacionada à cobrança efetiva do que nos é devido por Lei. Lei que é federal. As leis existem para serem cumpridas, e não colocadas no lixo. Fica uma interrogação: Da forma como são tratadas as leis não precisamos do legislativo nos 3 níveis.
Infelizmente, a sociedade, os governantes, os pais, não veem na educação o fator que alavanca a soberania nacional. A maioria não tem mais comprometimento com a formação para a cidadania, pois não conseguem vislumbrar o quanto é negligenciado a formação do indivíduo. O quanto a classe do magistério é vilipendiada em seus direitos.
Como essa turma forma as futuras gerações? Fico imaginando com que moral podem incentivar, mesmo cobrar de seus alunos uma postura ética, cidadã e para o coletivo.
Realmente, quem pensa e age pequeno, é .....!
Abraços.
Derrota sim, o que nos resta é nos organizarmos para 2013, ou o senhor crê que este governo apresentará proposta decente para o magistério.
Sua análise é correta, porém, esperar apoio da população é ingenuidade, simpatia pelo movimento sim, apoio sistêmico, não. Mesmo na grande greve de 2011 a comunidade escolar nos apoiou na primeira e segunda semanas, depois disso começaram as críticas.
Imaginar que este governo capitaneado pelo eletricista/secretário nos brinde com a aplicação do percentual previsto pelo MEC é ilusão, principalmente agora que esmagou a rebelião. De maneira in off as notícias não são boas, principalmente para efetivos e especialistas, mas aguardamos, não esperançosos e sim sabedores do que nos está reservado.
Devemos nos preparar para a grande paralisação prevista pelo próprio eletricista para 2013. E definitivamente desgastar este governo anti-educacional. Nunca passamos por tamanha situação de desmanche da educação, exceção feito ao crime praticado pelo Sr. Paulo Afonso.
E a vitória provavelmente comemorada por este desgoverno na Casa d' Agronômica é na verdade um atestado de teimosia e incompetência, pois a greve permanecerá silenciosa, nas salas de aula, corredores, pátios e salas de professores. Não Há vitória quando a desmotivação, descredito, tristeza e ódio, ficam pairando no ambiente escolar.
Moacir você acredita que haverá negociação. Deixe de ser utópico e um tanto demagogo. Você bem sabe que o governador não cumpriu acordo assinado, ASSINADO, em 2011, por que agora negociaria com professores covardes, ineptos e, especialmente, DESUNIDOS. Isto não é uma classe, é um bando que por acaso tem atividades parecidas. Me desculpe, mas você postar negociação fere até mesmo o significado da palavra, ou seja, haverá apenas a imposição da vontade, plano de carreira, valor de reajustes, parcelas de reajuste do senhor governador. Simples assim. Tudo isso porque os professores não conseguem ser unidos. Merecem as migalhas, ILEGAIS, lançadas pelo governador.
Me desculpe caro Moacir, mas creio que você se equivoca, e muito em alguns pontos. Primeiro em acreditar nas palavras saídas das bocas de políticos, é enojante ver como os problemas do estado são tratados por estas criaturas que não tem interesse algum que não seja o benefício próprio, tudo é moeda de troca para conseguir. Engana-se ao acreditar que Raimundo Colombo está preocupado com educação, saúde ou segurança, ou mesmo com a população, este sujeito está única e exclusivamente preocupado em manipular a opinião pública a seu favor, dizendo que os professores deveriam se "sensibilizar" e não prejudicar os "pobres" alunos, quando na verdade ELE é o maior culpado da situação. Me desculpe caro Moacir, mas ficar negociando eternamente com propostas pífias não vai resolver problema algum que não seja a popularidade desta criatura. Agora vou dizer porque a greve terminou, porque os professores estão cansados, desanimados, humilhados, porque a população não entende que professores não são babás, pois a maior preocupação da maioria dos pais durante a greve era o que fazer com os filhos que ficam em casa incomodando, terminou porque não se pode esperar mais nada desta politicalha porca que tomou SC, com as SDRs servindo para criar rodízio de suplentes nas assembléias legislativas, a greve não vingou porque a educação é a prostituta do estado, faltou verba? Tire da educação. Quer um cargo? Põe na educação. Professor precisa de material? Ele que compre, que se vire, que se dane! Enquanto a população achar que professor pode viver de amor pelas criancinhas nunca vai haver respeito, amor não põem comida na mesa. Me desculpe, mas é revoltante ver essa máfia chamada políticos assaltando os cofres públicos bem debaixo do nosso nariz e rindo pelas nossas costas, dos otários que não estão nos seus círculos de poder. Mas fazer algo para resolver os problemas isso não fazem. Políticos são a pior corja, formada da pior escória que se possa imaginar, ser político deveria ser considerado crime hediondo.
Oi Moacir,
Concordo em grande parte com a sua análise. Acho que, embora em alguns pontos possamos discordar na forma, talvez o conteúdo seja exatamente esse!
O que me incomoda, no entanto, é que quando o senhor fala em "blindagem" do governador, eu insisto em acreditar que há aí uma certa complacência da imprensa... Porque se a mídia quisesse pressionar, tivesse disposição para incomodar o governo, essa blindagem teria funcionado?
Não estou aqui querendo culpar a mídia pelo insucesso da greve, longe disso. Acho que o grande equívoco foi exatamente aquele que o senhor citou ali em cima: não havia clima para greve, todo mundo viu... O que eu lamento apenas é a falta de maturidade da categoria dos professores, que deveria ter ido a Florianópolis votar por não entrarmos em greve! Grande parte preferiu nem ir e aí deixou o sindicato em maus lençóis, tendo que acatar a posição de uma minoria dentro do quadro geral do magistério, mas maioria na assembleia estadual, que é soberana!
O Sinte cumpriu o seu papel... Existem sim correntes diferentes dentro do sindicato e, acredito, isso precisa ser amadurecido também! Críticas internas devem permanecer internas... Depois de uma decisão tomada, não se pode criticar a direção do sindicato em público, porque isso só favorece o lado oposto...
Lamentável, mesmo, só o fato de não haver vitoriosos! Perdemos nós professores, perdeu o sindicato, perdeu a sociedade. Mas perdeu também o governo, que deu uma lição terrível ao povo catarinense: se quem faz as leis e governa o Estado não precisa respeitá-las, quem precisa?
Um forte abraço,
André
Moacir, quero fazer um elogio ao grupo RBS, posso?
Sempre critico, sempre pressiono... Acabei de ver agora no site essa reportagem de ontem: http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvsc/46/player/251206/escolas-estaduais-de-palhoca-sao-interditadas-pela-defesa-civil-jornal-do-almoco-08-05-2012-/2/index.htm
É disso que falamos! Se a RBS fizer isso 01 vez por semana, como fazia com o Crack ou com a duplicação da BR-101, certamente a coisa muda!!!
Um grande abraço...
André
O Magistério retornou as salas de aula. Agora esperamos pelo comprimento da palavra do Sr Secretário e do Sr Governador, que sempre afirmaram só retomar as negociações com o fim da greve. Esperamos sinceramente que ele apresente uma proposta melhor que a anterior, que foi a causa do início da greve.
Tem que ser muito ingenuo para acreditar neste governo.O cara nao cumpre lei, como vai negociar ???? Pobre dos professores catarinenses, reféns desse ditador. Vejam no Piaui,enfrentaram o governador (igual ao daqui) e conseguiram o reajuste de 22,23 % para TODA a categoria, mesmo que em parcelas, porem todas no neste ano, nada de 2013,2014,2039,etc....etc...Santa Catarina anda na contramao...
Posso estar enganada, mas acho que a maioria dos professores partilha de um mesmo sentimento: descrédito! Um governo que não cumpre acordo firmado perde a credibilidade. Quando se fala em negociação entende-se: "como o governo vai impôr suas determinações". Desilusão com a conduta do Sinte. Cobranças fundamentais como aplicação dos recursos do Fundeb e e do próprio governo em educação, não são efetivadas. Então o que resta à categoria? Desânimo! Continuar enfrentando as condições precárias das escolas e os baixos salários, e esperar pelas eleições para mudar o que aí está. De resto a máxima do capitalismo vai imperar: a lei da oferta e procura. A profissão (não sacerdócio) em declínio.
O principio da isonomia salarial e a defesa da carreira.
Caro Moacir e companheiros do magistério, a suspensão da greve é uma decisão sensata da nossa categoria. Agora quem tem o compromisso da descompactação da tabela salarial e o respeito da aplicação integral da elevação do piso, para toda categoria, é do governo. A luta pela defesa do principio da isonomia salarial e a defesa da carreira não acaba com a suspensão da greve. Estamos em alerta permanente. Queremos que o governo respeite o seu juramento no ato da sua posse. O respeito constituição federal e estadual. Não admitimos esse achatamento tão cruel na nossa carreira. Estamos esperançosos sim. Todo educador é por sua gênese um semeador de esperança. Esperança que o governo cumpra a Lei e respeite esta categoria tão importante, no desenvolvimento do nosso estado.
E O INACREDITÁVEL IRÁ ACONTECER NESSAS **REUNIÕES**...
Enquanto TODAS as categorias do serviço publico tem como base de cálculo de seus reajustes O TETO, as negociações do magistério terão como base o PISO!!!
Estaremos NIVELANDO POR BAIXO, os vencimentos dos servidores do magistério. o valor do piso sempre será uma **âncora** que irá puxar para baixo todas os valores
das referências dos níveis da tabela salarial.
Em 2011 quando o então secretário Deschamps disse que o grupo de estudos [SINCERAMENTE NÃO VI NENHUM RESULTADO] iria trabalhar a **LUZ DO PISO**, o terreno já estava pronto para o circo ser armado.
O FOCO É OUTRO, enquanto ficarmos lutando por PISO NA CARREIRA, sempre estaremos **nivelando por baixo**.
SUGESTÃO.
Porque ao invés de discutirmos O PISO NA CARREIRA, não atrelar os valores da tabela salarial do magistério ao vencimento do secretário da educação?
***TEORIZANDO***
VENCIMENTO DO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO:
DOUTORADO - 25% a menos
MESTRADO - 40% a menos
PÓS GRADUADO - 70% a menos
GRADUADO - 85% a menos
NÃO GRADUADO - piso
NIVELANDO-SE POR CIMA, muda-se o foco do debate e tem-se o verdadeiro valor para se ter as referências da tabela salarial.
Caro Moacir,não acredito que o governo vai melhorar as pendências,quanto ao plano de cargos e salários.Decretaram o achatamento salarial e doravante alegara que não tem caixa para descomprimir a tabela.As futuras negocições serão picuínhas como, reposição das aulas,não punição aos grevistas,etc.Tambem não acredito que o desânimo e descrédito que assola os profissionais da educação seja banido tão já.A desesperança quanto uma melhora no futuro próximo é visível.
Cumprimos a nossa parte VÁÁÁÁÁRIAS vezes...
Desta vez, recuamos, suspendemos a greve!!
Agora resta o Governo cumprir a parte dele...
Ai! Ai! Vai sonhando, vai sonhando...
A PIADA MAIS SÉRIA DA HISTÓRIA. NOGOCIAÇÕES????????????????
DESCARADAMENTE NÃO CUMPRE A LEI, NÃO CUMPRIU COM AS PROMESSAS NO FINAL DA ÚLTIMA GREVE!!!! NÃO DEU OS 22%.
E AINDA TEM GENTE AFIRMANDO QUE VAI TER NEGOCIAÇÃO????
PLANTAR BATATA NO ASFALTO É MAIS LUCRO.
Tem que ser muito ingênuo, para não dizer IDIOTA de acreditar nessas reuniões que não irão levar a absolutamente nada...
Esse governo já provou que não tem palavra, não cumpriu a pauta da greve passada...
Vai enrolar o quanto pode, com sua equipe de capachos...
Como professsor me sinto traido e revoltado com toda esta situação que chegamos..
ESTAMOS NO FUNDO DO POÇO....yh98
Só sei dizer que o desânimo é geral. E por isso mesmo que proponho sempre a derrota nas urnas. Não podemos em hipótese nenhuma votar no partido do governador e seus asseclas: PSD, PSDB, PMDB, PP, PPS, DEM, PTB.
Professores reunidos em assembléia estadual, após avaliar os quadros regionais de greve, a intransigência, a incompetência, inabilidade e principalmente irresponsabilidade do seu Secretario Estadual de Educação, que disse categoricamente “esta é a nossa proposta para pagar o reajuste do piso salarial. A assembléia dos professores é soberana e se não concordarem que vão para a greve”. Decidiram pela suspensão e reabertura de negociação.
Mas ainda tem uma coisa que não consigo entender!
Se não havia greve, como o secretario eletricista falava, porque não negociava?
Marcelo Speck da Rosa
Com nome e sobrenome.
Quando optei em entrar na greve eu não queria saber se era sinte - cut -conlutas. Meu pensamento era de que eu enquanto educadora ir para a sala de aula e poder continuar ensinando respeito as leis. se o governo não esta respeitando o que ele havia acordado com o magistério eu não podia acobertar isso e fazer de conta que isso não existia . Optei em continuar educando de cabeça erguida e com orgulho de dizer e ensinar aos meus alunos que acordos firmados devem ser cumpridos. Lutei e continuarei lutando pelo magistério catarinense. Enquanto pessoa fiz o que era certo.
Caro Nascimento, dizendo que "a educação é a prostituta do estado", e que os "políticos são a pior corja, formada da pior escória que se possa imaginar" que " ser político deveria ser considerado crime hediondo" pode realmente retratar os eventos presenciados por todos nós ! Políticos que deveriam ser desprovidos de seus cargos,verdadeiros gafanhotos do abismo ! Corroem a economia do estado com sua incopetência de gerenciamento, coms seus cabides de emprego, e crendo na morosidade da lei aprontam horrores! Minha sugestão é que não desistamos da luta, que façamos da net como fizeram no Egito, enchamos as praças , a avenida Beira Mar, ocupemos suas 4 pistas, mostremos nossa cara a sociedade! Vamos deixar pra lá as assembléias e com a net chamarmos os professores aos milhares e desbancar esse governo qeu nao cumpre as leis !
NEGOCIAÇÃO? QUE PIADA DE TÍTULO MOACIR !
Tenho de concordar com os colegas, esse governo é mentiroso !~Não há valor em suas palavras ! A palavra do Governador não vale mais do que um cheque sem fundos ! Esse governador nada mais faz do que saquear o que é meu de direito ! A Justiça nada faz em meu favor ! A Lei nada faz em meu favor! acredito qeu somente o povo na rua poderá efetivamente haver alguma mudança na educação desse estado, contudo a organização via sindicato está muito fragilizada, creio qeu está na hora de nós professores começarmos a nos mobilizar por conta própria mesmo, não suportarei aguardar esse reajuste até o ano que vem! E ningume fala do retroativo! desde da época do lhs ! e o retroativo? e o ano que vem, com o novo reajuste? ? haverá outro grupo de estudos , outras negociações também para pagar isso? qeu o governo se redefina e ache de onde vai retirar esse nosso dinheiro !