Mais de 40 pais, mães principalmente, acotovelaram-se na humilhante sala de emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão na tarde de hoje. Eram 15,30 horas quando visitei o Hospital Infantil, aquele que já foi referência nacional no atendimento pediátrico. Fui conferir o apelo dos médicos pela contratação de servidores e profissionais da saúde. 80 leitos estão desativados. Uma tragédia. Os médicos de plantão chamavam mães e pais que tinham pedido senha as 11 horas da manhã.
Indignado, contive os impulsos e procurei mais informações. Soube, então, que não se trata de fato raro. Muito ao contrário. Nos dois últimos dias agravou-se com a paralisação dos médicos da Prefeitura Municipal.
Fui adiante. Entrei na emergência. Meu Deus do céu. É uma calamidade. Gente pobre identificada pela aparência e pelas roupas. Sofrendo no maior silêncio. Quatro horas e meia para ver suas crianças serem atendidas.
Circulei no Hospital por mais de duas horas. Ouvi servidores e voluntários. Retornarei ao assunto, pela gravidade. E, mais do que isso! Pela falta de gestão, pela absoluta precariedade. E pela passividade da sociedade. Classe mais pobre não tem vez. E ali os filhos da classe média não entram. Muito menos dos ricos.
Enfatizo: a emergência do Hospital Infantil é uma calamidade pública.

Prezado Jornalista Moacir Pereira,
Parabéns pela postura jornalística exemplar.
Aguardo ansioso pelo seu relato sobre o hospital do cepon.
Gratíssimo!
Post corajoso...
"E pela passividade da sociedade" .
Pois é, Moacir, vamos ver quantos comentários iracundos vão aparecer aqui de pessoas lesadas? A dizer que os funcionários lá estão chorando de barriga cheia e não querem é trabalhar, fazendo o serviço de vários? Vamos ver qtos vão pedir aqui que os médicos se doem mais ficando até atender todo mundo em nome da vocação e do juramento de Hipócrates?
Gostaria de ver os comentários de Celsos, de Vianeis e quejandos...Ou o recalques deles é só contra professores? Lá os erros e falhas não são visíveis, não é verdade?
Moacir, pouco antes de você anunciar que entraria em férias, coloquei um comentário chamando a atenção para os editais de concursos que foram indicados em matéria do DC. Um era da Comcap, mas havia outros. Num deles, o salário oferecido para técnico em enfermagem, em nível de Ensimo Médio, ok, mas área técnica, de muito mais responsabilidade e exigências por lidarem com vidas, era menor do que o oferecido a cargos meramente administrativos com exigência tambèm só do Ensino Médio. Como pode uma aberração dessas?
Mesmo nível de escolaridade, só EM, um sem especialização nenhuma, talvez até feito e concluido por 'supletivos', outro com exigência teórica e prática, formação técnica e presencial, com estágios e tudo, o que exigia mais pagava menos!!
O povo não vai para a rua mostrar sua indignação, nem mesmo nos espaços virtuais de blogs, um conformismo que nem Freud explica. Qdo é contra profissionais de outras áreas aí até chiam, se for na Educação então é pau na moleira.
Caro Moacir sou de concórdia e ja presenciei algumas situações assim lá no infantil, mas trato meu filho com uma profissional maravilhosa (psiquiatra infantil ) no infantil tenho um atendimento de primeiro mundo tanto pelas atendentes do ambulatório 2 como pela doutora mas percebo a precariedade do lugar e das instalações o Hospital infantil é um ponto de referencia em todo o estado e não pode ficar nesta situação.SOS Infantil.
Boa noite
Moro em Blumenau passei varios meses a uma decada atras em tratamento na ala da oncologia com a minha filha , sempre fomos bem atendida tbm na ala da emergencia ,nunca imaginei que chegaria a esta situaçaõ de calamidade ,um hospital "Referencia " ,o que me deixou muito triste porque presenciei e vivi lá dentro varias emoções ,tive varias liçoes de vida ..............
Vendo esta reportagem fico indignada que pais é esses , até quando somos obrigados a passar por estas situaçaõ ,já que o futuro depende das nossas criança .................
Eu gostaria muito que a primeira providência do Sr. Governador que herdou toda essa meleca fosse uma auditoria meticulosa nos registros de ponto.
Triste!Muito triste!Todo esse sofrimento poderia ser evitado.Caso nossa maior efermidade tivesse sido curada:nossa passividade cívica.O desprezo a que todas essas pessoas são vítimas, durante os últimos anos,é inaceitável que não tenham se rebelado.Enquanto isso desfilam Marcha da Maconha,Parada Gay etc.Parabéns Moacir.Assim,você pôde constatar "in loco" toda essa situação lastimável.Alguma autoridade judicial poderia aplicar o Estatuto da Criança e do Adolescente obrigando o direito da criança de ter ao menos um atendimento decente???????????????
Reflexo evidente do descaso de 8 anos do Governo Luiz Henrique!
Mas a Sec. da Saúde está lá em Brasília com seu mandato! Assim como tantos outros que nos deixaram este legado de desgraças!
SEM COMENTÁRIOS. ESTE É O GOVERNO "DAS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR". INCOMPETÊNCIA SOMADA AO DESCASO E A INSENSIBILIDADE. V E R G O N H A !!!
DEMAGOGIA PURA
Coisa de quem não conhece a saúde do Brasil.
Aposto que neste hospital deve ter funcionário saindo pelo ladrão.
Se tem leito desativado é porque não querem trabalhar. Fecham e ficam na boa.
Na minha época um tecnico de enfermagem cuidava de 20 pacientes, agora querem em 3 técnicos cuidar de um paciente.
Sugiro ao nobre reporte fazer uma reportagem sobre a falta de saúde na atenção básica (postos e UPAs), que superlota as emergencias.
Outra, pequisa par a saber quantos casos atendidos por dia são realmente emergência. Nem 10%. Virou postão de saúde.
Outra sobre a tabela SUS a quase 20 anos sem reajuste.
Outra pesquisa quanto tempo se leva para ser atendido na emeregencia de hospital privado e de convênio.
Outra quantos médicos batem cartão. Quantos nem passam pelo hospital.
Será que a proximadade com a eleição já está fazendo barulho?
Acorda brasil.
O governo quer isto mesmo, que tudo vire uma calamidade nos hospitais públicos, pois aí ele tem motivos para indicar uma organização social para administrar estas unidades hospitalares.
É Moacir, a situação não ta fácil.
O desmanche da sáude pública no Brasil caminha rapidamente e nós não nos mechemos.
Ao lado do Hospital Infantil está a Associação Catarinense de Reabilitação, outro órgão importantissímo da saúde pública e que sofre um desmanche incrível, sem que ninguém diga nada.
Moacir, se possível de uma passadinha ali e confira. A oficina ortopédica, que atendia a milhares de pessoas de todo o Estado de Santa Catarina, está com três funcionários, pois cada um dos que foram se aposentando não houve reposição, em breve, aos pouquinhos poderá virar um elefante branco.
E agora, com a palavra nossas autoridades.
Nosso estado, assim como o nosso país é porcamente administrado... Sem muitos comentários, é uma vergonha... Não vão ver nem a cor do meu voto.
Eles estão preocupados com os bolsos deles, com a população eles se preocupam apenas nas eleições. Mas o culpado é o próprio povo que não tem vergonha na cara, não tem educação, estamos sem moral...
Nós, POVO, não somos os patrões deles? (servidores públicos, vereadores, deputados e afins)?????
Como é que eu vou votar pra um camarada que vai ganhar muita mais do que eu ganho? Como é que eu vou votar num camarada que além de ganhar um belo sálario, ainda vai receber varios beneficios?
Esse ano eu não vou votar, prefiro pagar multa... Eu sou patrão, não sou otário!
Chega!
Caro Moacir,
Este fato você pode generalizar para todo local de saude publica neste país. A falta de gestão é dos políticos responsaveis pela distribuição do erario. A saúde esta ficada a cada um caos total as pessoas são tratadas como animais apenas. Os profissionais da saude são pessoas de bem que desejam fazer um bom trabalho. Mas, as condições necessarias não são aquelelas que voce pressenciou, para se fazer um bom trabalho. O ser humano é treinado para rabalhar tem aqueles que não gostam do trabalho e tem horror ao trabalho eles estão em todos os segmentos da nossa sociedade. É nossa responsabilidade e dever de cidadãos cobrar efetivamente dos gestores publicos (os políticcos) a qualidade da saúde, educação e segurança. Erario tem para todos os setores citados acima, o que presenciamos diariamente é a economia bandida desviando o errario.
Liaseal, querida. Pelo amor de Deus. Olhe, se lhe ofendi, do fundo coração lhe peço perdão. Se, em outra oportunidade, um comentário meu lhe ofendeu, perdão! SEI QUE A LUTA QUE OS SENHORES PROFESSORES TRAVAM EM BUSCA DE MELHORES SALÁRIOS, É JUSTA SIM! A MINHA CRÍTICA FOI DIRIGIDA AO MAUS PROFESSORES, COISA QUE CERTAMENTE VOCE NÃO É. Pois a sua revolta para comigo, é o grito dos inocentes, dos que se sentem injustamente atingidos, portanto à voce e aos que injustamente se sentiram ofendidos,mais uma vez perdão!
A luta quase solitária que travo, TAMBÉM É JUSTA SIM! Principalmente pelo fato de que ela não é para mim, pois hoje Graças a Deus, e graças também, aos queridos e competentes médicos, enfermeiros, atendentes, enfim, todos os funcionários do Cepon, aos quais sou imensamente agradecido, estou em remissão. Minha luta maior hoje é pelos pobres coitados que estão nesse momento em casa, esperando serem chamados para fazer uma cirurgia, ou algum procedimento, que lhes possivelmente lhe salvaria a vida, simplesmente por não haver vagas disponíveis nos hospitais. A minha revolta só aumenta ao ver e saber, que a ala de internações está lá pronta, bastando tão somente, abrir as portas e chamar os pacientes.Gostaria de lembrar, que antes de ter um câncer diagnosticado, achava que câncer só dava nos "outros", até o dia que descobri que os "outros" dos "outros", é eu. NINGUEM ESTÁ IMUNE, NINGUEM SABE O DIA DE AMANHÃ! QUEM SABERÁ POR QUEM EU ESTOU LUTANDO??? NÃO PODERÁ SER VOCE QUE ME LÊ AGORA???
Para finalizar, LIASEL, gostaria que aceitasse meu pedido de perdão, e humildemente peço sua ajuda na tentativa de sensibilizar os nossos governantes à de uma vez por todas concluir o Cepon/Itacorubi.
Forte abraço
...enquanto isso, aquelas "trocentas" secretarias regionais apinhadas de desocupados ganhando sem trabalhar, com alugueis de valores suspeitíssimos. Que o governador Colombo é fraco, todo mundo sabe, que LHS foi o maior câncer que já passou pelo governo do estado, idem. Mas, pombas, alguém tem que fazer alguma coisa! Minha esposa é voluntária ( que fique claro: TRABALHA DE GRAÇA) no dito hospital. Seus relatos são estarrecedores. E Olhe, o hospital só não fechou ainda, graças a AVOS (associação de voluntários), cujas campanhas angariam recursos que disfarçam muito bem a omissão do estado. Gente, é um hospital que atende todo o estado. Senhor governador, mostre que o senhor está trabalhando! Faça alguma coisa! Senhores deputados, mostrem que os senhores pensam em algo mais que política e interesses próprios. Lutem por algo mais digno que manter aposentadorias apadrinhados na AL. Dêem uma chegadinha em qualquer dia na emergência, e verão quantas pessoas que vêem em ônibus fretados, ambulâncias e veículos de prefeituras cheios de crianças doentes, distantes a até 800 km da capital, sofrendo com dores e todo tipo de carências de ordem material. É uma situação dantesca.
A precarização do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) é histórica se acentuou no Governo do Sr. Luiz Henrique da Silveira e teve continuidade no Governo Colombo.
Um governo de continuísmo, fraco, míope, sem musculatura moral, pois descumpre leis e mentiu para o povo catarinense.
Um governo que se elegeu com o mote “As pessoas em primeiro lugar” que a saúde seria a prioridade 1, 2 e 3. Mentiroso, fora da lei e canalha.
O HIJG, outrora referência estadual e nacional em diversas especialidade, resume-se a um hospital devastado fisicamente, com obras intermináveis, fiscalizadas pelo ineficiente DEINFRA, cujhos fiscais mis parecem advogados das empreiteiras. Um hospital carente de profissionais de enfermagem, carente de equipamentos, com milhares de famílias com suas crianças na fila de espera para cirurgias eletivas.
Sucatearam o serviço de rouparia, resultado, terceirizaram,
Sucatearam o serviço de nutrição, resultado, terceirizaram.
Sucatearam o serviço de higienização. Resultado, terceirizaram.
Sucatearam o serviço de recepção e portarias, resultado, terceirizaram.
Sucateraram o serviço de manutenção, que obrigatoriamente funciona 24 horas por dias, (caldeiras, eletricistas) dos quase 40 funcionários, restam míseros 10 funcionários, a maioria em vias de aposentadoria, resultado, terceirizaram o serviço de caldeira e jardinagem.
Toda essa precarização tem um único objetivo, entregar o HIJG para a gestão de uma OS, a exemplo do que já fizeram com o Hemosc, CEPON, SAMU.
O atual Secretário Sr. Dalmo Claro de Oliveira, entrará negativamente para a história da Saúde em Santa Catarina como o “vendilhão do Templo”, candidato derrotado nas últimas eleições, foi agraciado como Secretário com objetivos “claros” dentro da Secretaria, bom de retórica, fraco em ações.
Enquanto ele entrega a saúde pública para a iniciativa privada, sua ex secretária fatura alto em cima do Plano de Saúde dos servidores, os mesmos que o Sr. Dalmo que extinguir de Santa Catarina.
A absoluta falta de autonomia dos hospitais em relação ao poder Central da SES e o abandono dos hospitais público por parte do governo, faz com que Diretores e Gerentes, bem intencionados, assíduos e presentes, passem por incompetentes.
É Paulo Silva, teu salário como cargo comissionado no governo do Estado deve estar em dia...ou entras muito pouco aqui nesse blog...ou lês pouco jornal...não tens acompanhado paralisação de médicos, dentistas da prefeitura? Não tens lido sobre o concurso público da saúde que vai contratará aquém don ecessário? Não tens lido que bater ponto agora é obrigação? Te intera antes de defender o que não conheces! Abs
Prezado jornalista Moacir Pereira, será que o problema que acomete o Hospital Infantil não se repete em outros estabelecimentos de saúde por todo o Estado Catarinense? Seria uma ótima pauta para o jornalismo da RBS fazer uma matéria sobre a situação da saúde no Estado. A saúde pública infelizmente se encontra literalmente na UTI, e isso está acontecendo em todos os Estados da Federação, é só acompanhar as matérias dos Jornais, Revistas e Telejornais. Não se ve por parte dos governantes soluções efetivas para resolver o problema imediatamente. A população cresce, as unidades hospitalares continuam as mesmas, pois não se investe na construção de novas unidades. As existentes vivem mal aparelhadas, com deficiência de pessoal, pois os concursos públicos são anuncidados e nunca realizados, é um jogo de empurra sem fim. As instalações fisicas não recebem melhorias como deveriam. O pessoal que trabalha nessas unidades de saúde reclamam por melhores salarios. A falta de gestão no setor de saúde é um fato, pois se os recursos são escassos como alegam, mas a sua gestão não é boa, e ocorrem de tudo, desperdício de materiais, compras superfaturadas, desvios de recursos, etc, tudo fartamente noticiado pela imprensa e muitas vezes objeto de investigação policial e até de prisões. A saúde pública infelizmente não recebe um tratamento adequado nos três níveis de Governo, seja no Federal, Estadual e Municipal, e quem sofre mais com o problema é a população mais carente, que não tem dinheiro para ter um plano de saúde, e necessita buscar atendimento nas unidades de saúde pública. Se paga muitos impostos neste país diariamente, a arrecadação a cada mes que passa bate novos recordes, mas os serviços públicos oferecidos à população não melhoram e não atendem as suas espectativas, nas áreas da saúde, educação e segurança pública, isso para ficar somente nestas três áreas estratégicas, e que mais influenciam no dia dia do cidadão.
Realmente a atual situação do Infantil nos deixa a todos entristecidos, leitos fechados, servidores de todas as especialidades descomprometidos com a causa, outros tantos com motivações políticas jogando contra o próprio time, associações de voluntários que pensam gerir, mas apenas usam o nome do hospital para promover a imagem própria, emergência em reforma, inaugurações de obras desconexas com políticas de expansão de serviços, falta de apoio de estruturas municipais, etc...
São tantos os ingredientes dessa gama de problemas que estão estourando agora, mas que com certeza já se perpetuam desde a inauguração deste importante hospital, que torna-se difícil até enumerá-los.
É um hospital sem comando, e sempre foi, os interesses individuais sempre se prevaleceram ali, sejam de especialidades médicas ou até política pura. O Hospital Infantil precisa de um choque de gestão urgente, não apenas de contratação de mais trocentos médicos para a emergência e técnicos de enfermagem, também não resolveria equipar o hospital com os mais modernos equipamentos à disposição, o problema ali é de cultura organizacional. Todo mundo é dono, mas ninguém se sente responsável. Para agravar, a burocracia contida na Secretaria da Saúde para manter outras tantas unidades hospitalares no Estado complica e muito a agilidade na resposta que a população exige para problemas cotidianos. Soma-se a essa inércia e falta de autonomia do hospital a demora em licitações, concursos, termos aditivos, paraceres jurídicos, respostas ao Ministério Público, etc...
Esse não é um problema apenas do Estado de Santa Catarina, decorre de ineficiência da União (repasses irrisórios para a área da saúde, tabelas defasadas, etc...) e das estruturas municipais que ainda engatinham. Tudo estoura no Infantil e o pior, principalmente em horários de pico de atendimento daquele hospital, horários no qual é mais cômodo para os papais e as mamães levarem seus filhos à emergência. Um estudo interessante seria verificar o aumento do fluxo de atendimento no período anterior e posterior a novela das nove. Quem sabe visitar a emergência nos fins de semana e feriados? Não, melhor ir num dia do meio da semana, num horário de pico para provar minha opinião.
Ops, João Vianei, sem estresse! Fico feliz que esteja em remissão! Vi tanta coisa durante todo o ano passado no Cepon, onde acompanhei tia querida que se foi em dezembro( perdi três num ano, todos de câncer, dois de leucemia, um aos 28 anos), que me solidarizo 100% com você e sua luta; muito escrevi aqui também sobre o Cepon, inclusive da falta de bolsas de colostomia de um tipo especial e caro que não querem comprar. Ficam fazendo gambiarras com as mais simples. Cheguei a comprar de meu bolso uma, quase 300 reais, porém ficou inviável mais do que uma para teste apenas.
Entendo perfeitamente suas 'críticas' ou reparos e não as acho ofensivas, ao contrário, são pertinentes e eu mesma já fiz algumas no mesmo sentido. Há que se cuidar da 'inculta e bela', ainda mais quem faz do idioma ferramenta de trabalho. Tenho me policiado para não levar o 'vício' da profissão corretiva a todos e a toda hora. Mesmo sendo no sentido de ajudar, sem humilhar, acaba ficando chato o modelo Aldrovando Cantagalo ( em "O colocador de pronomes", de Monteiro Lobato).
Se serve de consolo, como já disse antes, ninguém, nem mesmo em Portugal, domina completamente as regras da língua portuguesa. Não raro, vemos querelas entre os 'gramáticos' pelo que é certo ou errado, cá e lá do outro lado do Atlântico...
Queimam, ardem nas fogueiras das vaidades.
O problema não é bem esse de vincular escrever bem com altos salários ou, ao menos, justos... Se assim fosse, não haveria tanto analfabeto ganhando tão bem e sendo votado. Sei, eles não são professores. Pois é, sorte deles, fizeram muito bem em não se expor! Mas, analfabetismo funcional na escrita ou leitura é coisa que se pode corrigir, já analfabetismo político não sei se tem jeito ou não teríamos tantos políticos canalhas, do tipo que você teve a tristeza de conhecer e ouvir deles tantos nãos para coisas tão preciosas e urgentes como pôr o Cepon a funcionar plenamente. Não sabemos se com ele [Cepon] funcionando 'redondinho' todas as pessoas que por lá passaram e passam estariam salvas, vivas ou com sobrevida de qualidade ao menos. Todavia, se a pleno vapor estivesse atendendo, com certeza, seria uma agonia a menos tanto para você quanto para mim e todos os que sofrem. Não há agonia pior do que o 'talvez'. Talvez se o Cepon estivesse funcionando, talvez se meus ou seus pacientes conhecidos estivessem vivos, talvez tivessem mais chances do que as oferecidas, talvez, talvez, talvez... Eis doença que não mata, mas maltrata, o ‘talvezismo’ agudo, agressivo e cronificado.
Já disse que acho sua luta inspiradora, nos inspira a lutar outras lutas e são tantas, tantas...
Agradeço e acolho suas palavras com humildade porque se fosse perfeita jamais seria professora, seria Deus/a. E no mundo criado por mim, onipotente, onipresente e onisciente, não haveria doença, tanta desgraça, tanta desigualdade, tantos erros de origem, porque ao permitir como Deusa tantas desgraças eu seria tudo, menos amor e compaixão porque o amor estaria em todos naturalmente, geneticamente, e a compaixão desnecessária pela falta de tragédias e dores. Quem semeia dor, ódio, violência é tudo, menos misericordioso/a.
Já pensou em fazer uma 'petição on line' pedindo assinaturas em favor da causa do Cepon? Poderia repassar a todos os usuários do Centro de Pesquisas Oncológicas, familiares, funcionários, via lista de e-mails, etc., depois encaminhar a entrega aos responsáveis com uma matéria na imprensa. Mais uma além daquela do JA? Sim, mais uma, duas, três, mil...Não se comoverão com poucas, Jota, é preciso continuar a dar murros em ponta de faca até que alguém veja o sangue escorrer e faça o máximo, porque eu, você e todas as pessoas de bem não merecem o mínimo. Menores do que nossos sonhos, não podemos ser.( adaptado de Lindolf Bell)
Abraços fraternos!
termos e condições de uso*
...este é o "PERFIL" do DESgoverno "TRIPA ALI"ança; que "propagandeia" aos quatro ventos "qualidades duvidosas"; nos fundamentos da SAÚDE, EDUCAÇÂO e SEGURANÇA!!!..............Em tempo; vai gastar em (2012); 370.000.000,00 de reais com PROPAGANDA!!!..............e dinheiro para PAGAR o Piso Nacional do Magistério Público Catarinense; diz que NÃO TEMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM???
O seu Paulo Silva que respeito sua opinião, mais esta mal informado, quero convidar este cidadão a visitar o hijg, para mostrar a realidade do hospital se encontra, pois é isso que governo quer mostrar para a população o caos, para com isso entregar nas mãos dessas organizações privadas.