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Hospitais: os contrastes na Capital

24 de maio de 2012 2

Uma situação de contraste está sendo registrada no setor saúde da Grande Florianopolis, em especial, na assistência médico-hospitalar.
De um lado, o setor privado fazendo investimentos importantes que elevam o padrão do atendimento aos pacientes; de outro, o sucateamento da área pública.
Esta semana, estas disparidades estão mais evidenciadas. A Unimed da Grande Florianópolis inaugurou na quarta-feira e passou a operar hoje um moderno Centro de Atendimento Emergencial na Trindade, bem ao lado do Terminal de Ônibus. Tem uma área com 10 mil metros quadrados e, o mais importante: equipamentos para exames de imagem de última geração. Permitirão exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada, radiografia, ultrassonografia, com tecnologia de ponta, sem similar na região sul. Beneficiarão diretamente os segurados da Unimed, mas também pacientes de outros convênios e planos de saúde.
Na área pública, a situação é lamentável. O Sindicato dos Médicos está divulgando hoje uma nota oficial em que denuncia um cenário triste da rede publica e faz um veemente apelo ao governador Raimundo Colombo. Cita o caso do Hospital Infantil, que está com 80 leitos fechados por falta de pessoal. A emergência registra situação caótica, com média de 215 atendimentos por dia e sem médicos para suportar esta carga.

Comentários (2)

  • Da possibilidade de Intervenção da União nos Estados e nos Municípios e dos Estados nos Municípios diz: 24 de maio de 2012

    Não estou dizendo que seja o caso, mas é bom conhecer a lei.

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL, Título III, Capítulo VI

    Art. 34 A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
    e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

  • Carlos Alberto Júnior diz: 25 de maio de 2012

    Caro Moacir,
    Sinceramente quem conhece saúde não elogia a Unimed, principalmente na Grande Florianópolis. Por anos utilizou as unidades de internação dos hospitais públicos estaduais sem a contrapartida devida enquanto postergava para um ponto infinito a construção de estruturas de atendimento próprias (o hospital da Grande Florianópolis ainda não saiu e provavelmente não sairá, vide caso do insucesso da compra do Hospital da SOS Cárdio com voto negativo da maioria dos cooperados). Construir pequenos NAS é um começo, mas bem tímido para uma empresa do porte da Unimed e com a quantidade de clientes que tem. O Hospital Infantil Joana de Gusmão, com todos os seus problemas, continua atendendo pacientes da Unimed, inúmeros pacientes da Unimed continuam buscando aetndimento em UPA´s, postos de saúde e hospitais públicos por não conseguirem atendimento dentro dos prazos normatizados pela legislação cabível na Unimed. Exames? Isso é o maior filé hoje dentro do negócio saúde, não resolve e engorda cofres de monopólios com pedidos, muitas vezes incabidos, dos profissionais médicos com qualidade duvidosa que estamos formando ultimamente.
    Tenho o senhor como um ferrenho defensor do que é certo, por essa razão resolvi me manifestar trazendo luz aos fatos, pois com o não investimento de R$ 50 milhões para construção de um hospital para seus conveniados a Unimed pode sim construir estruturas pequenas e ineficazes com equipamentos de "tecnologia de ponta" como o senhor mesmo disse.
    No mais um forte abraço!

    Carlos Júnior

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