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Acabou a greve dos motoristas. Mas outras virão...

31 de maio de 2012 15

Os motoristas e cobradores decidiram suspender a greve que parou as atividades comerciais e de serviços em Florianópolis durante três dias. Mas já se articulam para uma nova paralisação.
Provocaram prejuízos milionários, atingiram pessoas e famílias inteiras e nada vai lhes acontecer. Nem a Justiça do Trabalho vai cobrar nada. Sequer o fato de ter sido acintosamente afrontada. É o reino da impunidade.

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Comentários (15)

  • Elisa diz: 31 de maio de 2012

    Isso é mesmo um absurdo. Eles não terão nada descontados, mas nós, que não tinhamos como chegar ao trabalho teremos.
    É o Reino da Impunidade, está na hora de uma nova licitação para o transporte público em Florianópolis.

  • marcos diz: 31 de maio de 2012

    SE ALGUM DIA TIVER CONTRA UMA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA NÃO VOU PAGAR. SE OS MOTORISTAS NÃO OBEDECEM A LEI PORQUE EU TENHO QUE OBEDECER. Abriram um precedente perigoso. Ou a lei só vale para alguns ?

  • Liaseal diz: 31 de maio de 2012

    Pois é…O exemplo vem de onde? Se prefeitos e governadores não precisam respeitar leis e cumprir decisões da Justiça por que eles[motoristas] ou quaisquer outros deveriam?

    Por acaso o Estado, através do governo da vez, pagou o que a Justiça mandou pagar dos atrasados ganhos retroativos até 5 anos e já transitados em julgado e em fase de execução? Foi instado a fazê-lo em 30 dias ( final do ano passado), caso contrário receberia multa de 100 mil/dia, não era assim a liminar? Nem pagou o devido, nem foi multado [ou se foi ]menos ainda pagou a multa. Não que se tenha visto provas.

    Vários pesos, várias medidas? Ou todos cumprem a lei ou ninguém precisa cumprir.
    O exemplo fala mais alto, arrasta. Palavras? Ora palavras…Nem as escritas com tinta preta no papel branco que tudo aceita. O governo assinou um acordo e não cumpriu. Onde está esse papel que a imprensa não publica nas primeiras páginas dos jornais, em página inteira, para mostrar à sociedade quem tem e quem não tem caráter?

    A greve foi patronal, os donos das empresas não contrataram motoristas e mantiveream os ônibus bem guardados e protegidos em suas garagens. O circo foi montado para, como empre, aumentarem as passagens bem mais do que os custos manipulados das planilhas que exibem e ninguém tem capacidade de auditar. Não será surpresa se o reajuste vier no fim de semana, de sábado para domingo quem sabe, para não permitir que os ‘usuários’ possam aproveitar preço atual/antigo como era em tempos de passes de papel, e hoje não mais, pois é feito em cartões que permitem a safadeza on line, automatizada. Tal qual o que ocorre com tudo que é feito em cartões, como de crédito, telefônico e que tais, o sujeito é roubado e nem sente…E a coisa toda foi feita com essa má intenção mesmo:lesar sem ser percebido.

  • Carlos diz: 31 de maio de 2012

    A falta da “tolerância zero” leva a esse deboche para com a população.
    As lideranças que levaram a categoria a desobediência civil deveriam ir para a cadeia, ou então fecha o judiciário de um vez !

  • carlos diz: 31 de maio de 2012

    A justiça do trabalho protege os trabalhadores, aceita essas afrontas sem reagir. E o ministério público do trabalho também só fala, mas se omite de forma escandalosa na hora de exigir punição. Só mesmo a população pode dar um basta nisso, protestando contra a prefeitura, dona da concessão e que permite essa esculhambação dizendo apenas que nada pode fazer.

  • A.S. diz: 31 de maio de 2012

    Se todas as categorias dessem as mão e enfrentassem os patrões, seja ele governo ou empresa privada, certamente o trabalhador seria valorizado e seu trabalho bem remunerado. Infelismente aqueles que hoije reclamam devido a greve de uma categoria, certamente amanhã estará também lutando por seus direitos e pedindo respalda inclusive da categoria criticada.

  • henrique limongi diz: 31 de maio de 2012

    Partilho a indignação do ilustre jornalista. Estivéssemos – não estamos – em um país “normal”, Moacir Pereira, os líderes do movimento que deram de ombros à ordem judicial teriam sido presos em flagrante, pela prática do crime de desobediência – art. 330 do Código Penal. Na hipótese de resistência à prisão, poderiam os agentes do ente Estado, expressamente autorizados por lei(arts. 284 e 292 do Código de Processo Penal), lançar mão de “todos os meios necessários” para vencê-la, preservada, assim, a ordem público/jurídica, incólume o Estado de Direito.
    A propósito, penso que o momento por que passamos não mais comporta adiamemtos ou postergações de espécie alguma. É hora – ainda há tempo – de o Congresso Nacional e os tribunais superiores(STJ e STF) definirem, de uma vez por todas, quais são os reais destinatários dos direitos(De IR e VIR, à VIDA, à PROPRIEDADE e à LIBERDADE) insertos em nossa Carta Magna: a esmagadora maioria do povo brasileiro ou os criminosos que o molestam e oprimem – a morada transformada em prisão domiciliar, os hábitos mais frugais “governados” pela delinquência, o IR e VIR, sem medo, demudado em melancólica miragem.
    Liberdade? Sim e sempre. Não basta o desejo, todavia: nós só as alcancaremos, eis um povo efetivamente livre, com a segregação e combate, sem tréguas – o limite será a lei, doravante implacável com o delito – à criminalidade que a todos(!) acossa, como se estivéssemos à mercê da mais sanguinária das tiranias.
    Bandido não é “de direita” nem “de esquerda” – bandido, respeitada sua integridade física, é tratado como tal em qualquer país do mundo, pouco ou muito civilizado.
    É hora de inaugurar um novo tempo. De absolver a população e, entrementes, reintegrá-la, liberta do medo, na posse da cidade esbulhada.
    Henrique Limongi

  • Ariana Mendes diz: 31 de maio de 2012

    Isso de lagum forma nos conforta, pelo menos a lei não vale pra ninguém, nem governo, nem empregados…. E viva a impunidade!!!! O último a sair que apague a luz…

  • Carlos diz: 1 de junho de 2012

    Bravo Sr. Henrique Limongi
    Se o Art. 330 do Código Penal tipifica o crime e o responsável e insuflador da desobediência é Ricardo Freitas, que ilustra a página 6 da edição do dia 31 de maio de 2012 do Diário Catarinense, o que falta para inaugurarmos o novo tempo do Império da Lei ?

  • marcelocardosodasilva diz: 1 de junho de 2012

    …como sempre a “CULPA”recai sobre os “TRABALHADORES”!!!; já contra os “PATRÕES”; da “PRIVADA” nada falam!!!…………..e o “Daaaiiiiro” vai ou não “AAABRIR” a caixa preta da treta “familiar”; dos de sempre!!

  • gilmar diz: 1 de junho de 2012

    Concordo com seu discurso prezado jornalista, mas também queria ver o ilustre colocar com letras garrafais e claro enfatizar que o governador raimundo colombo não cumpre a lei do piso (não pagou o reajuste de 22% retroativo a janeiro; não há cumprimento do 1/3 para preparação de aulas; e claro não paga o piso na carreira). Mesmo que o jornalista considere que o governador pague o piso, as outras exigências não são atendidas, portanto o governador não cumpre decisão do STF. Por que o ilustre não se pronuncia em alto e bom tom sobre isso? Por que quando é greve dos motoristas, que por sinal acredito ter sido abusiva e política, o senhor se indigna e publica uma coluna do DC se pronunciando sobre isso? Sua conduta claramente evidencia que o senhor age de duas formas diferentes sobre o mesmo tópico, ou seja, o não atendimento/cumprimento de decisões do judiciário.

  • M. Souza diz: 1 de junho de 2012

    Se o próprio governo não cumpre, por que os verdadeiros trabalhadores da sociedade, que levantam cedo, que labutam noite e dia devem cumprir. O povo alienado não sabe o que fala quando defende os anti-grevistas. O ideal no lugar da greve seria andar com os ônibus sem cobrar, como fazem os trens no Japão. Queria ver empresário explorar.

  • Carlos diz: 1 de junho de 2012

    Estão buscando mudar o foco da discussão, como aliás é de praxe quando não se tem argumentos para se defender.
    Magistério, omissão do governador, seja lá o que for, não tem nada a ver com o tema da impunidade na desobediência do sindicato a uma determinação judicial, e, ao meu ver, o que é mais grave, na omissão da própria Justiça !

  • Ricardo diz: 1 de junho de 2012

    Parabens ao comentario do Henrique Limongi

    O que foi feito é que nem um pai dar um castigo para o filho (não ver TV, não comer um chocolate, ficar no quarto por 3 minutos) e o filho pede desculpas e o pai não cumpre o castigo. O filho sabe que pode aprontar sempre e depois pedir desculpas que nada vai acontecer.
    A tal multa do dia de não cumprimento da ordem judicial tem ser cobrada, tanto das empresas quanto dos trabalhadores.