A revista IstoÉ deste fim de semana traz matéria explosiva sobre envolvimento dos partidos politicos com órgãos públicos e bocadas no DNIT. Informa que "o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot acusou políticos de PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão ligado ao Ministério dos Transportes para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2. Segundo a revista Istoé, Pagot se sentiu pressionado a aprovar aditivos ilegais no valor de R$ 260 milhões ao trecho sul do Rodoanel. Serra qualificou as declarações do ex-diretor do DNIT como “calúnia pré-eleitoral aloprada”.
Pagot afirmou ainda que o governo do então governador tucano teria usado a obra para abastecer um suposto caixa 2 da campanha à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse.
“Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”, revelou. “Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões.”
O diretório estadual do PSDB divulgou uma nota em que defende o governador Geraldo Alckmin das acusações de receber um porcentagem do caixa 2 das obras do Rodoanel Sul.”A matéria da Istoé é caluniosa. As campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do pré-candidato à Prefeitura, José Serra, sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral.”.
O ex-diretor do DNIT disse à Istoé que passou a receber telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. Mais tarde, o TCU autorizou a Dersa a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do Ministério Público. Pagot recorreu à Advocacia-Geral da União, que em parecer, ao qual a Istoé teve acesso, o liberou de assinar o documento."

Caro Colunista, li a matéria e não foi isso que "alcancei", em relação a todos os por ele citados: sobre a dona Ideli (em quem não voto, desde sempre), diz que ela teria pedido a ele que conversasse com os empreiteiros (?) visando conseguir dinheiro para a campanha, o que,em si, não configura atitude criminosa; em relação ao sr. Paulo Preto, a coisa muda de figura, pois, segundo o sr. Pagot, aquele queria "impostar" aditivos contratuais, sem fundamentação, para que - dele - restasse dinheiro para a campanha do sr. Serra, isso, sim, seria crime, mas, tem-se que o assunto foi até a PGR (qual a razão?) que liberou o Dnit para aditivar o referido contrato. Sobre o DEM, não cita qualquer fato conclusivo. Portanto, antes de dar "asas" ao sr. Pagot, desembarcado com "honras" do Dnit, sob aplausos gerais da mídia (lembra?), seria interessante verificar o que de verdade possa haver em suas declarações: parece-me assustado com possíveis descobertas de suas - dele - atuações em outras ramificações.
Moacir nada disso é novidade, qual político ou partido que não se utiliza dos recursos das empreiteiras nas campanhas políticas. Para acabar com isso somente votando uma Lei que poiba que empresas que tem contrato de fornecimento de materiais e serviços com o poder público, bem como as concessionárias de serviços públicos, de doarem recursos para políticos e partidos. Mas será que algum político ou partido dará apoio a votação de uma Lei dessas no Congresso Nacional? Por que achas que os partidos brigam tanto para preencher cargos nos órgãos que detem um orçamento vultoso, e que realizam muitas obras. Enquanto não acabar com isso, as denuncias continuarão a existir e os recursos das empreiteiras continuarão a ser canalizados para as campanhas políticas, na realidade os recursos não são propriamente das empreiteiras, são recursos de contratos em que essas doações já estão previstas neles, no final das contas somos nós contribuintes que mais uma vez pagamos a conta, pois tudo isso sai dos impostos que recolhemos diariamente neste país, e você sabe não sao poucos. Quer dizer já pagamos o fundo partidário que os partidos políticos recebem, e ainda temos que pagar as campanhas via doações de empreiteiras provenientes de contratos superfaturados. Eles certamente continuam nos achando uns imbecis inocentes. Depois dessas declarações, deveriam convocar urgentemente o senhor Pagot para depor na CPMI do Cachoeira, certamente vai sobrar para muita gente, e esse é o risco, pois já tivemos a experiência da CPMI do BANESTADO EM 2003, em que foi detectada a maior evasão de divisas do país para paraísos fiscais via contas CC5, algo em torno de 84 bilhões de dólares, conforme levantado pela operação Macuco da Polícia Federal na época, mas que no final não puniu ninguém por uma "briga" arranjada entre o Presidente (PSDB) e o Relator (PT) da referida CPMI. Quando envolve muita gente, o final das CPIs é não dar em nada, e esse é o grande risco que a CPMI do Cachoeira corre.
A Verdade é que as FRAUDES, os ILÍCITOS e os CAIXAS 2(3)sempre existiram, o MPFELEITORAL, o TSE e o STF devem fiscalizar com rigor a GRANA DO FUNDO PARTIDÁRIO, pois, pagamos a BAGATELA de 300MILHÕES de reais por ano SOMENTE de FUNDO PARTIDÁRIO, fora a GRANA que ROUBAM dos cofres publicos, a REFORMA DO CÓDIGO PENAL TEM que trazer em seu BOJO a CRIMINALIZAÇÃO do CAIXA 2, A criminalização do DESVIO na MANIPULÇÃO DO DINHEIRO DO FUNDO PARTIDÁRIO, a CRIMINALIZAÇÃO do ENRIQUECIMENTO ILÍCITO com a GRANA PÚBLICA(COLOCANDO A PENA BASE EM 20 ANOS DE RECLUSÃO e a PENA MÁXIMA em 30 ANOS de RECLUSÃO e sem DIREITO a nenhum tipo de RECURSO na JUSTIÇA ELEITORAL e na JUSTIÇA COMUM para quem ROUBAR O ERÁRIO, para quem ROUBAR O FUNDO PARTIDÁRIO nas compras de COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS e outros ILÍCITOS cometidos contra os CIDADÃOS e contra o ESTADO DEMOCRÁTICO de DIREITO, se o CIDADÃO COMUM sofre sanções penais, nada mais justo que, OS POLÍTICOS CORRUPTOS sejam tratados na FORMA do artigo 5º da CFRB!