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Moradores de rua: um depoimento e uma sugestão

24 de junho de 2012 7

De Luiz Caldas, sobre o drama dos moradores de rua de Florianópolis, ferida social que atinge outras cidades catarinnenses:
“Prezado Moacir;
Gostaria de deixar registrado neste espaço importante e democratico que apesar das mazelas sociais que diuturnamente assistimos com relação aos nossos infortunados moradores de rua, ainda podemos vislumbrar uma luz no fim do túnel. O ilustre Sr. Alaor Tissot, benemerito de tantos atos a favor de Floripa e seu povo só merece aplausos e elogios da comunidade. Entretanto, ao nosso entendimento o problema é de maior amplitude e merece urgentemente uma ação integrada das instituições municipais, estaduais, federais e sociedade civil organizada para que realmente nossa cidade/capital possa atender condigna e indistintamente todos que aqui de uma forma ou de outra se instalaram.
Gostaria também de deixar registrado que assisti meus pais há alguns meses humildemente fazerem sua parte. Acolheu um idoso carente, sem residência fixa e lhe ofereceu abrigo, um enderêço simples mas que o tornou cidadão, assinou sua carteira com um salário mínimo mensal para lhe garantir todos os direitos sociais e no futuro uma aposentadoria, fazendo-o retornar à sociedade. O referido cidadão, anonimo é claro, porque sua dignidade deve ser mantida, está trabalhando, fazendo pequenos serviços domesticos, inclusive de jardinagem, pinturas, reparos em instalações elétricas, enfim mostrando suas potencialidades até então ignoradas. Ja se cadastrou na unidade de saúde próxima de sua residência e está sendo preparado para ser um agente de integração entre os moradores de rua e a sociedade para provar que é possível, se todos indistintamente fizerem sua parte.
Segundo levantamento divulgado neste mesmo blog o número de moradores de rua alcança o total de duzentos o que torna viável, dependendo das caracteristicas de cada um, a adoção imediata de medidas e politicas públicas com apoio da iniciativa privada, ou vice versa visando uma radical mudança de rumo no atendimento destas pessoas.
Por exemplo:
Não seria menos oneroso para o municipio e ao final para a sociedade contratar todos, com salário mínimo, vale refeição, uniforme e tranporte para que cuidassem da limpeza das ruas, praças e jardins?
Não seria possível se realizar uma campanha para que particulares tomassem a mesma atitude, contratando os mais preparados para cuidarem dos seus jardins, criando novas oportunidades e perspectivas?
Não seria adequado construir ao lado do CEASA de São José e porque não em todo o Brasil, fábricas de sopas e ou de sucos, aproveitando toneladas de alimentos que diariamente são indevidamente destinadas ao lixo? Para tanto bastaria: conclamar as universidades a participar, fornecendo o planejamento e pessoal qualificado como engenheiros e nutricionistas, utilizar mão de obra carcerária para minimizar os custos de construção e funcionamento, aproveitar in totum os moradores de ruas qualificando-os para o exercício de novas atividades.
Um abraço Dr. Moacir
Por amor à Floripa;
LUIZ CALDAS, da capital dita cultural e turistica do Mercosul.”

Comentários

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Comentários (7)

  • Gualberto Cesar dos Santos – FLN/SC diz: 24 de junho de 2012

    Faço nova psotagem em face da importância do tema:
    Fico feliz em que esses comentários atendem a grandiosidade do sentimento humano social existente no âmago de um ilustre escritor e jornalista.
    Que coloca essas questões com o fim de sensibilizar a opinião pública em favor de políticas públicas sociais.
    Tenho exortado ao PT de Florianópolis e a nossa candidata coligada a prefeitura de Florianópolis.
    A dar guarida em Florianópolis quanto aos aspectos da política de ação e promoção social para a nossa cidade capital.
    Que tem como herança de administrações, que se sucederam aqui.
    O que deixaram de, tirar irmãs e irmãos nossos dos porões da miséria e colocá-los no patamar da sustentabilidade social.
    Tenho sentido da Ângela Albino, que ela como progenitora e bacharel em direito.
    Conhece os meios legais para que Florianópolis tenha uma configuração legal diferenciada, das demais capitais dos estados do Brasil.
    Em proteção as crianças, adolescentes e adultos.
    E em especial aos idosos.
    Ela está sensível a essas questões.
    E creio firmemente que, dentro dos próximos orçamentos da administração do nosso município.
    A população mais sofrida terá da parte da prefeitura aumento em mais de cem por cento nos recursos destinados a essa finalidade, no primeiro ano do mandato.
    Parabéns Moacir Pereira pela iniciativa.
    E realmente aqueles que primam pela “elevação da estatura”, que nos remete ao “aperfeiçoamento”.
    Sejam lembrados como história & memória dos seus feitos em favor do humano social.

  • Ciberen diz: 24 de junho de 2012

    Parabéns pela reflexão!!!!

  • Henrique diz: 25 de junho de 2012

    Muitos desses moradores já ganharam várias vagas em abrigos e passagens pra voltarem a suas casas. Resultado? Preferiram a rua. No ano passado, um programa de televisão pegou um morador de rua, deu casa, comida, estrutura, reencontro com a família, etc, etc. Resultado? Largou tudo e voltou pra rua. Boa parte desses moradores de rua são aqueles “artistas” dos semáforos. Estes chegam em Florianópolis normalmente oriundos da Argentina e Uruguai, fazem aquelas palhaçadas nos semáforos e de noite usam a grana arrecadada dos motoristas para bebida, drogas e ficam nas ruas.

    Faz uns 2 meses e o DC noticiou que a justiça proibiu a prefeitura de retirar os moradores das ruas contra suas vontades.

    Enquanto a população e as autoridades passarem a mão na cabeça desse povo a tendência é piorar.

  • balthar marques diz: 25 de junho de 2012

    do fato de existirem “artistas” nos semáforos, não se segue que todos os moradores de rua se lhes comparem. o problema é estrutural, tem carater mais abrangente mas pode, sim, merecer melhor atenção do poder público.é de lei que idoso sem qualquer renda tem direito a aposentadoria por idade. os demais recorrer ao bolsa familia. a secretaria de assistencia social pode cadastrar e orientar nesse sentido e, se a sra. angelo albino vencer mesmo as eleições, pode por um restaurante popular oferecendo refeições subsidiadas a 1 real. no rio, até o garotinho (!!) criou esses serviços e aí, na nossa “ilha da magia” parece que temos casas espiritas que oferecem uma sopa. sei que os problemas não terminam aqui, mas te cumprimento, meu caro moacir. por esse teu lado humano. e popr levantar a lebre e abrir o debate.

  • JUAREZ FURTADO diz: 25 de junho de 2012

    Parabéns Moacir! Este é um assunto que vale a pena meditarmos, mas não é fácil movermos os homens públicos e a própria sociedade, pois os moradores de rua só são lembrados quando vem o frio. Há alguns dias atrás fiz um apelo a dois Vereadores para que levantassem a bandeira para, no mínimo, reabrir o ALBERGUE atrás do Clube Doze, há muito fechado, infelizmente nem sequer recebi resposta.

    Isto faz me lembrar as campanhas do agasalho que são feitas no mês de junho, quando deveriam ser feitas em abril ou maio, claro antes do frio.

  • Guiomar Soares Ferreira diz: 25 de junho de 2012

    Isso é uma vergonha muito grande do nosso pais. Além de não serem respeitados são jogados nas ruas não têm onde mo0rar ou melhor ficar por que morar teria que ser com os filhos, que com toda certeza muitos deles têm filhos e de condições políticos que já n~]ao servem para mais nada e muito menos para votar vai para a rua que é melhor e não ocupa lugar na casa. Agora sabe o que mais me deixa indignada, é que al´pem do descaso dos filhos, por que esses moradores de rua tem parentes sim e podem ser políticos corrúptos. E tem uma coisa já aconteceu mu9itas oisas com esses moradores pelos malandros da noite, espancar matar queimados.

  • Fogão de lenha diz: 3 de julho de 2012

    Que está uma brasa só na assembléia legislativa.
    Embora quase vazia. Vai cair lenha queimando no chão após outubro.
    Este fogão era para aquecer comida para os famintos.
    Esquentar as mãos dos congelados.
    Salvos pelo veranico.
    Mas não tem ninguém lá nem nas secretarias de governo.
    Vão queimar a bunda no fogo do inferno.
    Lá não terão mais os recessos parlamentares.
    Nem o dinheiro a rodo. O natal gordo.
    O fogão de lenha fala bem quentinho a cada um deles.
    Tua batata está assando.