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Moradores de rua: a versão da Secretária Dalva Dias

25 de junho de 2012 6

“Caro Moacir Pereira,

A respeito de sua coluna Moradores de Rua: dramática realidade no Diário Catarinense do dia 24/06 cumpre restabelecer a verdade dos fatos:

1 – A população em situação de rua liderada pelo Movimento da População de Rua vem reivindicando uma Casa de Passagem/Albergue em lugar central para acolher os moradores de rua que se encontram em situação agravada pelo início do inverno;

2 – Sensibilizada esta Secretaria Municipal de Assistência Social iniciou articulações com Entidades objetivando parcerias;

3 – No dia 10/05 esta Secretária Senhora Dalva Maria De Luca Dias foi pessoalmente conversar com o Dr. Alaor Tissot sobre a possibilidade de reabertura do Albergue Manoel Galdino Vieira, mediante Termo de Cessão de Uso. O Doutor Alaor Tissot acenou positivamente sob a condição de que garantíssemos a vigilância diurna e noturna, comprometendo-se a submeter o assunto à apreciação do Conselho da Associação do Albergue;

4 – No dia 08/05 foi realizada nesta Secretaria a primeira reunião com as seguintes presenças: Padre Wilson Gross, Ivone Perassa- Centro Cultural Escrava Anastácia, Coronel Araújo Gomes- Polícia Militar, Senhor Celso- Movimento Moradores de Rua e as Técnicas/SEMAS Alexandra, Beatriz e Leila. O Ministério Público, embora convidado, não compareceu (Dr. Daniel Paladino);

5 – Ficou deliberado que seria encaminhado a Associação do Albergue proposta de Termo de Cessão e Uso, o que ocorreu dia 12/05;

6 – No dia 29/05 realizou-se a segunda reunião com as seguintes presenças: Padre Wilson Gross, Ivone Perassa- Centro Cultural Escrava Anastácia, Coronel Araújo Gomes- Polícia Militar, Dr. Alaor Tissot – Associação do Albergue Galdino Vieira, Senhor Celso – Movimento Moradores de Rua e as Técnicas/SEMAS Alexandra e Leila. Ficou deliberado que seria elaborado o Termo de Cooperação Técnica com a Polícia Militar do Estado, que acenou positivamente desde que disponibilizássemos pessoal (assistente social, psicóloga ou educador social) no gerenciamento da Casa de Passagem/Albergue.

7 – Procurando ampliar a parceria esta Secretaria entrou em contato com a Guarda Civil Municipal (para fazer a ronda noturna), Escola de Cabeleireiro de Florianópolis e AFLODEF-Associação dos Deficientes Físicos de Florianópolis;

8 – Em meio às negociações esta Secretaria foi surpreendida pelo Movimento dos Moradores de Rua e pelo Centro Cultural Escrava Anastácia exigindo uma solução imediata, em reunião do dia 12/06. Estavam presente: Ivone Perassa- Centro Cultural Escrava Anastácia, Senhor Celso- Movimento Moradores de Rua, 06 Moradores de Rua, as Técnicas/SEMAS Alexandra e Leila e apoiadores do Movimento. Nesta reunião foi assegurada a palavra para quem dela quizesse fazer uso. Manifestaram-se: Senhor Celso (Movimento), Senhora Ivone (Escrava Anastácia), o Senhor José (Coordenador do Movimento da População de Rua) e apoiadores.

9 – Em relação às exigências de abertura imediata da Casa de Passagem/Albergue foi ponderado que ainda se aguardava o posicionamento da Associação do Albergue e que esta Secretaria estava buscando alternativas via aluguel de imóveis;

10 – Os proprietários de imóveis se recusam a alugar quando ficam sabendo do objeto; os poucos imóveis disponíveis não tem capacidade instalada e infraestrutura adequada para funcionamento da Casa de Passagem/Albergue;

11 – Em nenhum momento ficou decidido que o Centro Cultural Escrava Anastácia gerenciaria a Casa de Passagem/Albergue, caso a Associação cedesse o espaço;

12 – Objetivamente, o procedimento dependerá de licitação por se tratar de recurso público e a Lei Eleitoral impede novos convênios. Deste modo não é tão simples o “aval” desta Secretaria por conta dos entraves burocráticos;

13 – Menciona-se que novamente a Secretária foi surpreendida com a Nota de Repúdio nas redes sociais, com afirmações levianas e irresponsáveis;

14 –Também não é verdade que na reunião do dia 12/06 houve pacto de silêncio, pois todos tiveram a oportunidade de se manifestar;

15 – Até então todas as decisões vinham sendo tomadas coletivamente, assim negamos, veementemente ter tomado decisões “isoladas e unilaterais”;

16 – Não é verdade que o serviço CENTRO POP, vinculado a esta Secretaria, está “abandonado e sucateado”. No dia 20/06 esteve visitando o CENTRO POP a Doutora Andréia Domanico, psicóloga e consultora do MDS para “PROGRAMA CRACK É POSSÍVEL VENCER” com larga experiência no assunto no Brasil e no exterior à qual não poupou elogios ao equipamento, à gestão e aos serviços;

17 – No CENTRO POP é oferecido:

a) Café da manhã, almoço e lanche;

b) Roupas e sandálias de dedo;

c) Atendimento de psicólogos e assistentes sociais;

d) Passagem, quando se tratar de morador de outro Município;

e) Banhos diários;

f) Cadastro no Programa;

g) Encaminhamento à Rede Pública de Saúde;

h) Encaminhamento ao SINE;

i) Encaminhamento ao Balcão da Cidadania (documentos).

18 – Paralelamente temos a Casa de Apoio Social aos Moradores de Rua no bairro Jardim Atlântico objetivando abrigar Moradores de Rua vítimas de violência;

19 – Objetivando melhorias incluímos “Projeto Revitalização do CENTRO POP” no Plano Emergencial de Ação, que inclui a reforma dos banheiros, pintura e outros, o que deve acontecer nos próximos meses;

20 – Quanto à denúncia de assédio, violência e preconceito é totalmente improcedente e leviana porque não é a nossa prática;

21 – Quanto à denúncia de que “duas pessoas entraram em óbito no centro da cidade” em decorrência de baixas temperaturas, não há comprovação de tal fato através de laudo médico;

22 – Por fim, se reconhece como legítima a reivindicação do Movimento dos Moradores de Rua, como Política Pública de Direitos. Manifesta-se, ainda, que esta Secretaria continuará lutando para conseguir a Casa de Passagem/Albergue, esperando reatar o diálogo com o Movimento da População de Rua e o Centro Cultural Escrava Anastácia, desde que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
Atenciosamente,
Dalva Maria De Luca Dias
Secretária Municipal de Assistência Social.”

Comentários

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Comentários (6)

  • DALMO diz: 25 de junho de 2012

    Resumindo tudo: TOMÔ??

  • José Germano Cardoso diz: 26 de junho de 2012

    Preclara esta nota da secretária, a quem nem conheço. Não é de hoje a tentativa insistente e a efetivação de ingerência no setor público, de “fóruns sociais” de discussão como a “CEFMMC”, que se transformam de discussão em deliberativos e de deliberativos em executivos. A revelia, diga-se. Saindo da generalidade que não é a boa forma de se abordar questões, a não ser como introdução e partindo para a objetividade e especificidade, para corroborar o dito pela nota, também esta ingerência dá-se com o Estado, não só no Município, na gerência de educação da grande Florianópolis, que aceita esse tipo de pacto-oculto que não se estende às outras regiões e escolas estaduais catarinenses. É preciso explicar mais. O que é evidentemente um jogo de interesses, do qual não fica claro quem paga o ônus e de quem é o bônus, o fato específico desta Comissão de Educação ( CEMMC ) sonegar, a quem de direito, as atas das reuniões desde agosto do ano passado, simplesmente porque a senhora Cátia tomou partido ( parcialidade ) equivocada e deliberadamente em favor de pessoa que recorreu ao ” fórum de discussão” de tal comissão de educação… Não poderia deixar essa oportunidade ímpar de protestar também publicamente. Se é de conhecimento do Pe Vilson Grou ou não ? Por telefonema há um mês atrás ele me confirmou que teria saído desta comissão, por ter ficado muito desconfortável, pela maneira como estava sendo tratado, especialmente por causa da privatização, quer dizer a passagem de uma escolaa estadual, EEB Mayrvone ( se correto o nome ), para a administração Marista, com recursos e reforma ” que ficou tão linda…”. Duas três semanas após estava dentro da gerência de educação da SDRGF, escudado pela mesma Cátia secretária da citada comissão. No ano passado minha correspondência eletrônica com ele que tratava do caso da EEB Prof. Henrique Stodieck foi parar nos autos de um proceso criminal contra minha pessoa, porque o endereço, mesmo confirmado por ele, era ” coletivo” isto é a Cátia teve acesso e, resolveu ser parcial ( parcialidade ) e munir de chumbo exatamente quem eu tentava demonstrar não ter cumprido as regras do projeto do Maciço!!! Não fugi do tema mas espero ter acrescentado esclarecimentos sobre a manipulação possível nos movimentos sociais, cujo termo apropriado é instrumentalização. Jamais fui, sou ou serei contra o projeto do Maciço, que conheço. Muito menos passei a desacreditar o padre, conhecido. Mas como em qualquer outra instituição ou instrumento de lutas por avanço sociais há pessoas. E pesoas descambam.
    Quero as atas da Comisão de Educação a partir de agosto de 2011!!! Elas estão sendo sonegadas inclusive ao Sinte Regional que já está cansado de pedir. A senhora Cátia que as remeta ao Regional via correspondência eletrônica que não custa. Não adianta mais dizer que não teve tempo! Vai fazer um ano. Dê o cargo para outra secretária que pelo menos faça a ata e deixe de ser PARCIAL!
    Finalizo perguntando porque em Florianópolis a secretaria de educação ( do EStado )aceita nomear os diretores eleitos nas escolas e sonega isso das outras regiões do estado catarinense ? Para discutir nas regionais do Sinte. Grato.

  • MFernando diz: 26 de junho de 2012

    “Resumindo tudo” 2: cambada de politiqueiros incompetentes, interessseiros! o social não dá votos e nem outras coisas mais ….! Quando leio alguma coisa envolvendo algum “de luca” (aquele da Casan que se apropriou dos “lucros” – lembram), me dá asco!

  • Décio diz: 26 de junho de 2012

    Esta mesma Senhora ja foi Secretária de Estado, e nada mudou continua sempre a mesma incompetente. Esta agora em Secretaria do Município novamente por aranjo politico do seu Esposo conhecido como Maneca, que não tem voto porem é o dono do PDT em Santa Catarina e nas vésperas de cada eleição negocia apoio em troca de cargos para si e sua Esposa. Se esta Senhora tivesse um pouco de vergonha na cara pediria demissão, porem isto não vai acontecer ja que o governo Municipal que esta se findando,bem que esta na sua altura. Pobre Florianópolis.

  • Diário de uma Velhota a caminho da Ilhota diz: 27 de junho de 2012

    * Dai-me coragem nesta peregrinação Senhor!
    * Atendei estes irmão sofredores, nem que seja com solução pós-moderna: enquanto os seguranças posam para fotografias timidamente sensuais, dai-lhes coleiras e correntes no pescoço para poderem ir na festa junina no quentinho. Pois as vaquinhas já estão recolhidas para o presépio do chopencenter na estação do mar.
    * Livrai o do andar de cima desta obssessão revelada neste ato falho… só pode estar reprimindo e gosta mesmo de “tomar” para dizer com tanta prontidão e ênfase negativa na acepção que usa!
    * Mostrai à Liaseal que apenas reagi por ser francesa ao ” paisinho ” do Sarkô, na verdade minto, minha avó é que trouxe minha mãe na barriga, junto com sangue germânico… tudo não passa de vaidades de uma velha peregrinando, que ela é bem querida, que o Sinte aparece apenas misturado nos alfarrábios de uma professora inativa, que ela está certa pois nas escolas nem existe a figura do bibliotecário, nem no quadro, nem na carreira no magistério público do Estado…
    * Ofendei menos os outros. Pelo menos gratuitamente. Acrósticos em diários à parte, peregrino sem burrinho que me ajude, vou a pé mesmo. Mas um burro desses mesmo não queria, perguntar se o cara tomou se não pode adivinhar se gosta ou não… pois muda todo o sentido. Ou não conseguiu ser claro ? Trata-se de outra coisa ? Se bem que gosta de tudo muito resumido, demais até. Não poderá o processo ainda estar sob júdice ? Será um vômito e pensa que as outras pessoas são penico ?
    PS – Para que aquela obra na assembléia legislativa, aquele fogão de lenha ? Será para inaugurar após três de outubro, cair brasa no chão e incendiar tudo ?

  • O Autor da Carta de Repúdio diz: 30 de junho de 2012

    Sra Secretária,

    E as ações?
    E os resultados?
    Quando a Sra. vai parar de justificar a negligência da Prefeitura?
    Enquanto a sra. perde tempo fazendo justificativas, as pessoas continuam passando frio e fome nas ruas da cidade de Florianópolis…
    Vamos trabalhar Secretária, vamos fazer valer esse salário bem pago e bem justo!!!