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Colombo e os dilemas das eleições municipais

26 de junho de 2012 7

Se o governador Raimundo Colombo(PSD) tivesse a varinha mágica eliminaria as eleições municipais do calendário . Seus dilemas começaram com a indicação de candidatos, passam pelas coligações e só vão terminar depois das eleições.
Ele mesmo revela angústia com os diferentes cenários. Eleito pelos partidos da tríplice aliança e contando na base legislativa com o PP, tem dificuldades em apoiar esta ou aquela aliança. Sente-se constrangido em ter que fazer opções. E não quer repetir atitudes de antecessores.
As adversidades encontradas foram compartilhadas pelo governador com Luiz Henrique, em recente conversa na residência do senador em Joinville. Ambos terão presença restrita nos palanques, segundo avaliação feita neste encontro reservado. Foram eleitos por aliados de outros partidos e sentem-se amarrados ao pleito realizado há dois anos apenas. Se fizerem opção por um candidato que os ajudou na eleição estarão confrontando com outros que também estiveram nas fileiras de 2010.
O primeiro problema esteve e continua na escolha dos candidatos e no encaminhamento das alianças. Colombo lembrou episódio que o envolveu pessoalmente na eleição de 2000.
Governador do Estado, Esperidião Amin, do PP, tinha um nome preferencial para disputar a Prefeitura de Lages: o deputado Ivan Ranzolin, aliado de Raimundo Colombo, na época ex-prefeito. Colombo tinha uma situação familiar delicada. Teria que enfrentar seu cunhado, o prefeito Décio Ribeiro, do PDT. Decisão tomada, venceu a convenção. Começou a campanha e Amin lá não compareceu em nenhum ato do aliado politico. Colombo venceu com 55.897 votos, contra 20.018 dados a Ribeiro e 5.300 concedidos a Sérgio Godinho, do PTB. Com este resultado, credenciou-se para a reeleição. Venceu fácil Fernando Agostini com quase 40 mil votos de vantagem, em 2004. Ali, foi lançado candidato do PFL ao governo. No acordo do PMDB com o PFL saiu candidato a senador. Vitorioso, ficou na plataforma para a candidatura ao governo. Por isso, não quer vetar projetos pessoais de correligionários e aliados, nem forçar candidaturas.
Suas impressões digitais, contudo, estão colocadas em vários municípios. A seu pedido, o presidente do PSD, Gelson Merísio, vai amanhã a Criciuma para demover os pessedistas de apoiarem o prefeito Clésio Salvaro, do PSDB. O apelo é para que façam aliança com o PMDB de Romana Remor, candidata aliada ao PT de José Paulo Serafin, o vice.
Articulou com Eduardo Moreira e João Paulo Kleinubing a contrapartida em Blumenau, onde o PMDB segue na direção do PSD de Jean Kuhlmann.
Colombo evita quebra dos cristais da tríplice aliança. Eles estão trincados em alguns municípios. O que ocorrer nas eleições municipais tende a preservar, criar ruídos ou decretar o fim da tríplice aliança.

Comentários

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Comentários (7)

  • da ilha diz: 26 de junho de 2012

    kkkkkkkkkk o Luiz Henrique ta de migué, sabemos que ele lidera o grupo do seu Paulo Afonso que está detonando o Governador Raimundo Colombo, se liga Colombo, eles querem acabar com sua história e você vai acabar saindo em situação identica ao paulo Afonso

  • walmor diz: 26 de junho de 2012

    O problema de nosso país são essas eleições a cada dois anos. Os administradores públicos ficam queimando energias e tempo com as eleições, quando poderiam estar se dedicando a solução dos vários problemas que precisam de solução imediata. Sem contar os vários detentore de cargos públicos sque se afastam com menos de dois anos de exercício da função, para se candidatar a algum cargo eletivo, prejudicando a continuidade de um projeto administrativo do Governo. O ideal era ter eleições de quatro em quatro anos.

  • Maria diz: 26 de junho de 2012

    O Colombo deveria estar preocupado com os Secretários de Estado, no que eles estão fazendo; ou melhor; no que eles não estão fazendo. Matéria do leitor que saiu no DC do dia 18/06, onde coloca a perda de 3,5 mi na SST. O que o Colombo vai fazer com esse Secretário? Só porque é conpadre dele não vai puní-lo? Isso é nepotismo! Desreipeito com a população. E a Diretoria que tinha que ter feito o projeto? Colombo, o que você vai fazer? Estamos esperando providências!

  • Adi Maria diz: 27 de junho de 2012

    O período eleitoral no Brasil e em Santa Catarina torno-se um balcão de negócios financiado pelo contribuinte.

  • Amigo da nação diz: 28 de junho de 2012

    Falando nisso como andas as investigações em Santa Catarina sobre a comercialização dos GABARITOS em grande parte dos municípios catarinenses????? Houve algum progresso??? E os candidatos que compraram os gabaritos vão morrer na praia??? A justiça irá apurar as irregularidades e punir os responsáveis???? É justo milhões de pessoas estudar e alguns “otários” serem aprovados em concursos fajutas e hipócritas como aconteceu e acontecem em vários municípios??????? Que a Lei seja aplicada e a justiça seja feita!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • vitor cast diz: 4 de julho de 2012

    O Dr Colombo devia é se preocupar com o próprio governo.
    Vai entrar para a história como a governo que não começou.
    Ta na hora de substituir uns 5 secretários inoperantes, incompetentes e inapetentes para administrar as suas missões!
    Desse geito não se reeleje Dr. Colombo!

  • Mario diz: 6 de julho de 2012

    Eu acredito no Governador, saberá tirar proveito destas turbulências e ajustar
    seu time com mais transparência na Administração Publica. Chega de escandalos.
    Tenha serenidade Governador esta é sua marca.