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AS tres visões da crise financeira

21 de julho de 2012 13

Os efeitos da crise financeira sobre a economia brasileira mereceram avaliações diferentes durante a concessão da Comenda do Mérito Industrial a seis empresários catarinenses, na Fiesc. Dois deles – da ministra Ideli Salvati e do empresário Fernando Marcondes de Matos – mais otimistas; e o terceiro – do industrial Décio da Siva, de clara advertência para os novos desafios.
A solenidade foi encerrada com discurso de Ideli Salvati. Começou elogiando o ex-presidente Lula que teria preparado o Brasil para a crise, tirando 40 milhões da pobreza e fortalecendo a classe média com um poderoso e novo mercado consumidor. Mencionou ações do governo Dilma, como a desoneração da folha das empresas, aprovada em medida provisória que passou pela Câmara Federal. E anunciou outras decisões que poderão aquecer o mercado interno e incentivar o setor produtivo. Antecipou que a taxa Selic de juros atingirá 7% no final do ano, que a energia e os impostos serão reduzidos e que outras mudanças virão para diminuição do Custo Brasil e melhoraria da logística.
Agraciado com a Medalha do Mérito Industrial Catarinense, Fernando Marcondes de Matos prestou duas homenagens: a primeira, ao empresário Hans Dieter Schmidt, que faleceu em desastre aéreo quando atuava como secretário no governo Jorge Bornhausen; e a segunda, à presidente Dilma Rousseff, pelas ações que vem desenvolvendo e por entender que a crise é sinal de novas oportunidades. Sublinhou que se não houvesse a crise, os juros não teriam baixado, os impostos não teriam diminuido e o câmbio continuaria congelado.
O Alerta
O presidente do Conselho de Administração da WEG, Décio da Silva, manteve-se confiante no futuro, mas fez sérias advertências sobre carências existentes em Santa Catarina, que impedem maior crescimento do setor produtivo. Deu uma notícia impactante: “O Plano 2020 da WEG prevê faturamento de 20 bilhões de reais em 2020”. A empresa faturou 6 bilhões de reais em 2011. Conta hoje com 25 mil colaboradores e está presente em mais de 150 países. É a maior em produção de motores elétricos da América Latina.
Criticou, contudo, a carga tributária, a superada legislação trabalhista, a concorrência asiática e a lentidão com que são executadas obras rodoviárias vitais para o desenvolvimento catarinense. Mencionou a duplicação da BR-280, no planalto norte, da BR-470, no Vale do Itajaí, e da BR-101 no sul do Estado.
Em outro ponto defendeu o enxugamento dos governos, o que permitiria elevar os investimentos inadiáveis em infraestrutura. E também uma revisão na atuação das empresas e das entidades sindicais. Indagou: “Será que a estrutura de sindicatos está compatível com esse novo momento da economia?”
Finalmente, questionou a contribuição sindical obrigatória e o sistema de eleição indireta dos dirigentes sindicais.

Comentários (13)

  • Max Antonio diz: 21 de julho de 2012

    Caro Moacir: como um simples cidadão brasileiro, vejo a crise interna brasileira como um sinal de mal gerenciamento de governos anteriores. Quanto ao governo Dilma, como herança, o que se passa e passará são as consequências de uma estrutura governamental à mercê de infaustos erros administrativos. O que mais nos chama atenção, são os dados inflacionários, pois, sabidamente eles não retratam a realidade por que passamos. Começamos com a deterioração da moeda de 10 reais há apenas 3 anos atrás; aí a de 20 e agora a de 50 reais. Certamente, a de 100 no ano de 2013 vai estar no mesmo caminho. Concluindo, até quando a inflação real vai ser manipulada? Sendo assim, veremos um país implodir como outrora. Oxalá, tal fato não aconteça!

  • Rui Alvacir Netto diz: 21 de julho de 2012

    Ou seja o Sr Décio.... legitimo representante da elite industrial e capitalista.... insiste no velho discurso neo-liberal..... que quer re-implantar no Brasil o modelo que foi implantado nos EUA e na Europa. e que devastou com a Economia deles...

  • Ari Zanella diz: 21 de julho de 2012

    Parabéns a Décio da Silva, parabéns a WEG que sempre soube bem administrar os recursos e aplicar no que é fundamental. Afinal, são mais de 50 anos bem atuando em vários segmentos de mercado, sempre com maestria. É a empresa brasileira mais bem estruturada, com visão de mercado. Agora mesmo, inova na produção de motores elétricos para ônibus e caminhões.
    Quando aos outros dois palestrantes são (foram) muito fracos. Considero-os "baba-ovos"; elogiam mudanças acidentais quando o que o Brasil realmente precisa é de mudança estrutural, desde a tributária até a trabalhista.

  • Eduardo diz: 21 de julho de 2012

    Caro Moacir,
    Diante do cenário traçado pelos três representantes, algumas considerações merecem reparos:
    a) A Ministra das Relações Institucionais peca por excesso de otimismo, e, sabidamente veio descansar em Santa Catarina no final de semana, daí tamanhas barbaridades comentadas. É notório que o crescimento da economia brasileira não passará da casa de 1,5% neste ano, e, segundo previsões já percebidas pelos organismos internacionais, a queda nos preços do commoditties derrubará o crescimento econômico brasileiro de maneira vertiginosa. Notadamente, o governo Dilma , por inépcia e inoperância nos levará a pior crise financeira, comparável somente a estagnação da década de oitenta. Embora ministros tenham que articular politicamente todos os meios para evitar a queda do produto em níveis pifios - dado o calendário eleitoral , o resultado será trágico - sejam empresários, trabalhadores ou governo;
    b) No caso do empresário, é evidente que o chamado para superação deste " ciclo vicioso" , marcado pela retração na demanda, nos investimentos, nos salários, e, consequente queda na arrecadação, inevitável não destacar a "expertise" de alguém que já vivenciou crises anteriores e superou de maneira honesta pelo trabalho. O excesso de palavras ufanistas dos governistas de plantão e daqueles que perderam a bússola neste governo é um dado assustador.
    Neste caso, como diria o velho Keynes, no longo prazo " todos estaremos mortos".
    Abs

  • Gualberto Cesar dos Santos Fln/SC diz: 21 de julho de 2012

    A rigor acho que as pessoas não entendem as razões dessa crise mundial. Com a profundidade que ela tem. Nada tem a ver com o que coloca, mídia de plantão, comprometida com os bancos internacionais, que são donos do crédito. E que colocaram a Moeda no rigor que eles exigem, para poder influenciar a economia mundial. Felizmente o Brasil expandiu o seu mercado interno, que está auto sustentado, em demandas próprias. E nossos excedentes exportáveis, são competitivos em relação aos países ricos. O BRIC está ai, rarefazendo a “necessidade de oxigênio”, interno, das suas sociedades. Que não criaram falso consumismo, sustentado, em produtividade e poder aquisitivo efêmero, em cada um deles. Determinadas análises pecam, e são decorrentes mais ideológicos e partidárias, e de pensamentos comprometidos com interesses neo-liberal já definhado. É bom que se diga dessa crise o que não se deve fazer, como por exemplo, pagar juros altos aos bancos, e correr disso. Para que exista aqui no Brasil mais dinheiro mercadoria de custos baixos, para se desenvolver com mais emprego e mais e melhor rendas ao trabalhador.

  • Osvaldo Peixoto diz: 22 de julho de 2012

    Isso tá parecendo o seriado do SBT AS VISÕES DE HAVEN.
    http://www.youtube.com/watch?v=QFJgSpfuikM

  • Eduardo diz: 22 de julho de 2012

    O comentário do Sr. Gualberto dos Santos é despropositado , carregado de uma leitura inviesada da realidade nacional e internacional, para não dizer de um esquerdismo infantil que dá pena. Como militante devotado do lulo-petismo de última hora, deveria ler os relatórios sobre a crise mundial, e, principalmente , o risco que corre os BRIC´s - mas uma sigla que cairá diante da realidade que desponta no horizonte (lembrem-se dos tigres asiáticos, dos Blocos e Zonas Econômicas). Assim, o consumo interno está travado pela incapacidade de aumentar o endividamento familiar - pela seletividade dos bancos privados e politicagem dos bancos públicos, o investimento está em ladeira - dado que, os empresários estão receosos diante de tantos erros de previsão na taxa de crescimento do produto e retração da demanda interna, e, finalmente, os commodities estão seguindo ladeira abaixo , devido a retração leve da economia chinesa. Em breve, substituições técnicas nos ministérios da fazenda, planejamento e articulação política será uma necessidade para dar sobrevida ao crescimento brasileiro intitulado por muitos de " voo da galinha".

  • leda diz: 23 de julho de 2012

    O modelo de desenvolvimento baseado no consumo interno está ficando saturado, haja vista a crescente inadimplência. Não há investimento em estrutura, em saúde, educação e segurança. Quando passar a maré de sorte veremos o que restará.

  • Gualberto Cesar dos Santos – FLN/SC diz: 23 de julho de 2012

    Esses termos desse senhor - Eduardo diz: 22 de julho de 2012 - parece ser tirado de algum veículo de comunicação, do que ele que vem como seguidor, e trata da política inernacional morta, dos Ingleses, que foi o neoliberalismo. E que nada tem a ver com o nosso "trabalhismo tupiniquim". Direi que ele com esse cognome: tem nome e endereço e representa a quem..?

  • Gualberto Cesar dos Santos – FLN/SC diz: 23 de julho de 2012

    SUBSTITUI A ANTERIOR SOBRE O MESMO TEMA.
    ESTOU RESPONDENDO EM CAIXA ALTA. AO QUE SE INSURGE ESSA PESSOA, QUE NÃO SEI SE É, UM COGNOME OU NOME. E QUE SE SEGUE EM COLOCAÇÕES NO QUE ESTÁ A POSTADO POR ELE. EU POSTO EM CAIXA ALTA, NÃO EM FALANDO-GRITAND. MAS PARA DESTACAR A MINHA RÉPLICA. NO QUDIGO, QUE AS PALAVRAS DELE ESTÃO POSTADAS, PRIMEIRO COM DESPROPOSITO OFENSIVOS E NÃO EDUCADO. ESTOU ACOSTUMADO A RECEBER SARAIVADAS, NO ESTADÃO, PELO VOLUME DAS MINHAS POSTAGENS LÁ. E PERCEBO QUE ESSE SENHOR, PODERIA AVALIAR MELHOR, SOBRE ECONOMIA E FINANÇAS INTERNACIONAIS. NÃO SOMENTE, NO QUE ELE SABE, E ENTENDE COMO CERTO. PARA DEPOIS VIR AQUI COM A SUA DISSERTAÇÀO, PENSANDO QUE É AMELHOR. CREIO QUE SEJA ESTUDIOSO PARA TER ESSA PRETENSA RESSONÂNCIA, INTELECTUAL E CULTURAL. A SUA LINHA DE PENSAMENTO ESTÁ CLARA. CONTRA A POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO NACIONAL. E EU SOU A FAV OR. E NÃO ACEITO OS SEUS ADJETIVOS OFENSIVOS.
    Postei em face do que postou - Eduardo diz: 22 de julho de 2012,

  • Julio Fernandez diz: 23 de julho de 2012

    Engraçado esse pessoal metido a intelectual. Para eles o Brasil está sempre uma M... Tudo erado. Eu não consigo entende como é que aqui estamos gerando empregos (ainda que poucos), a renda média esta aumentando (ainda que muito lentamente), a desigualdade social esta se reduzindo (de forma considerável), e esses intelectuais vem dizer que a nossa Economia esta uma droga?

    Quem está certo então? A Europa? o Japão? os EUA? a China Comunista sem direitos humanos u trabalhista? Quem?

    Antes mesmo de 2008, ano da crise (agora estamos vivendo a pior fase dela), o discurso dos intelectuais era esse> E o Brasil continuou crescendo inclusive superando o Reino Undo em PIB. Se isso é estar errado eu rezo para que continue assim.

    Afinal, não foi este modelo que os intelectuais estão sugerindo, que detonou com o Brasil? Que fazia o Brasil ficar de joelhos diante do FMI? ser a 14ª economia do mundo?

    Eu quero que o Brasil continue errado do jeito que está. Afinal nunca ganhei tanto dinheiro como nos últimos 10 anos. Meus Filhos nunca tiveram tantas oportunidades. O mundo todo lá fora na maior agonia, e nos aqui, conseguindo sobreviver, sem muito sofrimento.

    Lembram como era antes de 202? Quem pagava o pato pleas crises internacionais?

    Então senhores intelectuais não me venham com chorumelas?

    Avante Brasil. Continue errado para o bem dos 99% que não tem a grana toda que a WEG tem.

  • Eduardo diz: 24 de julho de 2012

    Prezados Descontentes com a Crítica sobre a realidade mundial que nos cerca. A crise é um cenário visível para aqueles que tem capacidade ocular, auditiva e sensitiva. Os arautos da defesa dos trabalhadores deveriam ter marchado nas manifestações contra a ditadura, contra as demissões e contra toda forma de visão única de mundo. O padrão tétrico das duas inoculações pseudo-esquerdistas , é trágico e cômico , tendo em vista que o ataque não é pessoal e muito menos desnorteado. O problema de ler e interpretar é uma capacidade que não se alcança pela visão de um ou outro veículo de comunicação. São os dados que poderão ser acessados por estes dois militantes aquilatados pelos beneplácitos públicos do clientelismo típico para partidários sem mandato. Não sei qual a leitura que um sujeito poderá fazer , quando a crise é visível, atinge todos os níveis, a distribuição de renda e emprego não são alavancadas com a mesma velocidade que a verborragia contra qualquer visão contraditória ao "pensamento único do lulo-petismo". Repita a falácia inúmeras vezes , a realidade muda. O Relatório do Banco Mundial, do Banco Central e o próprio governo que está sendo defendido admite a crise em nível preocupante , acima dos padrões anteriores. Em tempo, comparar variáveis diferentes sempre acaba gerando uma inequação. Nesse caso, os dois arautos do lulo-petismo tentam dissuadir algo impensado, a liberdade de expressão com premissa de se fazer crítica e autocritica. Uma pena que a peça tétrica é um fetiche que desmancha na primeira abertura para janela da realidade.

  • Rui Alvacir Netto diz: 24 de julho de 2012

    Caro Eduardo... Que forma erudita e "superior" de dizer nada com nada???
    Parabéns...

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