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Piso: Sinte diz ignorar estudos do governo Colombo

23 de julho de 2012 10

              Presidente do Sinte, Alvete Bedin, envia nota a este blog para contestar algumas informações do Secretário da Educação, Eduardo Deschamp, e enfatizar que o Sindicato desconhece propostas ou estudos do governo sobre as novas tabelas salariais. Veja a manifestação:

                "É estranho para o SINTE/SC, ler as afirmações do Secretário com relação a possíveis negociações da CNTE com o MEC visando uma mudança de reajuste do Piso Nacional do Magistério, isso porque, a campanha nacional promovida pela CNTE "Só o INPC não Dá. Vote contra o PL 3776", está acontecendo, e também faz parte do nosso calendário de lutas. O SINTE ainda reafirma as declarações da Professora Marta Vanelli, que cita que participar de reuniões e negociações faz parte do trabalho sindical, não significando que a maior entidade representativa da educação no Brasil, aceite o retrocesso na Lei que o Governo esta querendo impor.

O Piso é direito adquirido do magistério, é a única maneira de valorização desses profissionais. E assim como a CNTE, o SINTE não vai admitir mudanças na Lei do Piso. É fato, e concordamos com a Marta, de que a dificuldade dos Governos em cumprir e pagar o piso nacional se dá em função da má gestão pública, da utilização dos recursos da educação para pagamento de muitas pessoas contratadas desnecessariamente, como grande número de SDRs, onde estão lotados muitos professores, número excessivo de gestores escolares, como é o caso dos assessores de direção em várias escolas.

Com relação às afirmações de que estão adiantadas as negociações entre Governo e SINTE, sobre a definição do projeto de Lei do novo Plano de Cargos e Salários dos professores, o SINTE afirma que até hoje, nenhuma proposta clara foi definida, nem mesmo apresentada nas mesas de negociações, não temos prazos de pagamento, nem valores, nem tão pouco percentuais concretos de reajuste. O que o sindicato não vai aceitar, é que o Governo apresente um “pacotaço” para a categoria, e o envie a Assembleia Legislativa como fez no ano passado, destruindo a carreira do magistério.

Se o Governo afirma que na quarta-feira trará uma proposta concreta ao SINTE, estamos esperando. Tais propostas serão levadas a nossa Assembleia Estadual, que vai acontecer no próximo dia 15 de agosto. Quem vai decidir é o magistério! "

Comentários (10)

  • VANDERLEI L MARTINS diz: 23 de julho de 2012

    Isso mesmo!!! É grande o número de GESTORES e ASSESSORES de Direção nas Escolas de SC. Antigamente, tinha somente um e dava conta de tudo, mas era cobrado!!!! Hoje, andam pra cá e pra lá e, cada vez mais o ensino piora... Quanto aos cargos e funções criados é realmente muito grande. E o pior, muita gente ganhando, e que não trabalha a sua carga horária integral a que foi contratado.

  • CARLOS JASON RODRIGUES diz: 23 de julho de 2012

    Sr Governador, desligue-se do governo anterior (LHS), quer economizar e ainda contar com o apoio da população catarinense, acabe logo com as tais Secretarias Regionais. Quais benefícios oriundos de tais Secretarias para o Estado? só despesas, pois é um grande cabide de emprego para o PMDB etc.Quem é mais importante para o Estado, as Secretarias ou a Educação? pense bem!

  • Rubens de Oliveira diz: 24 de julho de 2012

    com radicalismos não se avança. O Sinte quer criar fato político nas eleições. Só isso...

  • Liaseal diz: 24 de julho de 2012

    E qual o trunfo do Sinte para pressionar o governo? A assembleia será em 15 agosto?!
    Isto mostra a 'agilidade' do sindicato que tem ficado de joelhos aceitando tantos prazos longos para tudo! No fundo sabe que não tem o que dizer, com que negociar, já que a única coisa que pode irritar o governo e incomodar a 'sociedade' é criança em casa enchendo o saco dos pais. Desde que elas estejam numa sala de aula e alguém junto para 'cuidar', ser babá, está bom. Temos quantas greves em andamento? Por que nem se ouve gente reclamando nos lugares públicos como comércio, filas de bancos e lotéricas, ônibus, blogs e por aí vai? Porque não incomodam, ainda que deem prejuízos financeiros e atrasos como no Judiciário. Nem mesmo os irrefutáveis danos aos alunos universitários causa revolta, somente greve em escolas de 'crianças e aborrescentes' gera protestos e lascam o sarrafo, incluindo aqui pelos comentários abundantes sobre o assunto, enquanto outros posts zeram em comentários.

    A verdade inconveniente que o Sinte não quer admitir publicamente é que a questão do piso fracassou desde a origem quando permitiu que a lei fosse 'questionada' e sofresse 'interpretações'. Quando uma lei tem furos e é mal feita dá nisso que temos: judicialização. Some-se a isso um Judiciário que leva anos e quando decide sobre uma querela não tem força para fazer cumprir a decisão quando o lado vencido é o Estado e o governo da vez, em todos os níveis:federal, estadual e municipal. Não existem piores demandantes do que tais poderes, nem piores réus. A Justiça manda fazer, manda pagar, porém o Executivo não cumpre e fica por isso mesmo. Enquanto não houver um mecanismo que mude essa relação de poder, o Judiciário sempre ficará em desvantagem diante do Executivo porque, afinal, este é que sustenta aquele outro...

    A cobrança deve ser feita em cima dos que fizeram a lei, sobretudo os que a aprovaram, mas não se vê a cobrança na mídia! Talvez porque a cobrança provoque desconfortos partidários, ideológicos, ainda mais em época eleitoral e que é de dois em dois anos, então toda discussão acaba tendo 'apelo' eleitoral, seja para o bem ou para o mal dependendo da boca ou teclado de onde sai...

    É uma situação perversa: ganham bem pelo pouco que valem ou valem muito mais do que ganham? Síndrome do biscoito Tostines. Uns acham que ganhando bem ou algo mais moralmente aceitável teremos mais qualidade hoje e no futuro; outros acham que antes deve ter qualidade para no futuro ganharem mais, mesmo sabendo que nenhum dos qualificados e competentes de hoje estarão vivos no tal futuro sem data, sempre adiado; seria coisa para daqui 50 anos? Chega a ser curioso que há menos de 30 os ganhos eram bem melhores enquanto o professorado sequer fazia faculdade, não havia tantos cursos, eram quase todos amadores...Advogados lecionavam história e geografia e línguas, a materna inclusive; contabilistas e engenheiros ensinavam matemática e física e estudantes de medicina ensinavam biologia e química. Tive vários assim, inclusive em escola particular caríssima. Ou eram os padres mesmo que ensinavam. Normalistas se encarregavam do 'básico' onde a maioria parava de estudar porque não havia como ir além e as demandas de sobrevivência forçavam trabalhar logo em algo que fosse pago.

    Sinte está numa sinuca de bico. Sindicato é a categoria e esta está majoritariamente contente com o que ganhou. Talvez o parte contente até tenha a íntima convicção de que não vale mesmo mais do que ganha, sobretudo os que foram beneficiados pela fatia gorda do piso aplicado, o baixo clero do magistério. Descontentes estão poucos, minoria, e minoria não tem como trazer para luta a maioria satisfeita e de pessoas limitadas intelectualmente que não são moldáveis por discursos e belas palavras. A A maioria é de gente que vive da mão para a boca, não é e não se considera renda principal, apenas complemento do trabalho dos maridões[ ou pais], serve para os 'alfinetes'. Simples assim.

    Lei mal feita acaba assim, nesse clima de fim de festa...

  • alexandre – floripa diz: 24 de julho de 2012

    Rubens, voce acha que lutar pelos direitos é radicalizar ? E o que voce acha de atos de imposição e de nao cumprimento de lei ? Fora isso, voce já foi algum dia numa escola publica ? Sabe em quais condiçoes se encontram hoje ? Fora isso, voce sabe como é usada a verda EXCLUSIVA da educação ? Leia mais, se informe, depois venha aqui, ok ?

  • Daniel diz: 24 de julho de 2012

    Estava lendo o um Jornal onde estavam cometarios do presidente da Fiesc sobre a educação, ele falando sobre o indice da esducação no Brasil e em Santa Catarina. Se ele lê-se meu cometario eu falaria que os principais culpados disso tudo são os proprio empresarios por que são eles que financiam esses politicos, e junto com eles vem os jornalistas corruptos que por causa de dinheiro não se vendem e essas pessoas, logico um governo que gasta 110 milhões em propaganda. Ainda temos os nossos deputados que este ano est]ao mais preocupados com as campanhas, lembrando nos que o estado esta em crise. E temos o povo Brasileiro que não luta por nada, e os que lutam é por que são radicais, interessante isso. Hoje sou professor e a 23 anos atras meu professores ja previam o que esta acontecendo hoje, e nos professores estamos prevendo o que vai ser no futuro., alguns devem dizer, eles são profetas, não são professores que estão vivenciando o como esta a educação. E li tambem um comentario do Moacir onde ele fala que pode triplicar o salario dos professores que a educação vai ser a mesma, concordo com ele em partes, primeiro se meu salario triplicar o mundo acaba no outro dia, por quer quando lutamos os jornalistas so mostram que professores querem aumento de salario. Mas nos lutamos por uma educação digna para nossos alunos, que o nosso governo triplique o investimento em educação, saude e segurança. Mas em santa catarinha so o que triplicca é as sdrs, ddsrs e os cargos de confiança. Caso tenha alguns erros é por que não deu tempo de corrgir. Abço a todos.

  • eliana-mafra diz: 24 de julho de 2012

    Pois é Liaseal, pois é. "Naqueles" tempos tinha professor que era advogado, professor médico. E o Brasil deveria se envergonhar de tal tempo. E mais ainda, se envergonhar que ainda nesses tempos atuais, pessoas com total despreparo para a área ministre aulas. Para se ensinar é necessário ter no minimo o conhecimento de didática e psicologia de ensino, disciplinas que passam a largo das academias de engenharia, medicina e direito. Sempre quis operar uma pessoa, e olha que tenho formação em biologia por uma das mais importantes faculdades de biologia da américa latina. que aqui não cito para não me tornar pedante. Nunca me deixaram sequer fazer uma simples incisão num abdomem...queria tanto, e já que nesse país qualquer um pode dar aulas, qualquer um poderia fazer cirurgias. Não acha?

  • eliana-mafra diz: 24 de julho de 2012

    Vamos combinar hei dona Alvete Bedin! O Sinte anda quase paralisado! Liguei para a SED-SC e descobri que se algum professor quiser reclamar tem que se dirigir a GERED...Mas que coisa! Pois se ligamos para lá exatamente porque essas GEREDs não funcionam. Só tem cumadre, procurando arrumar a vida do filhinho da cumadre. Cada uma que me aparece! A categoria deveria entrar em greve agora! Dia 30 de julho deveria ter professor em passeatas, passar dois meses na rua, fazendo apitaço em comicio de politico apoiado pela corja que está na ALESC e no Governo. Quero ver se não se arruma a casa. Vamos acordar dona Alvete Bedin, faça alguma coisa mulher!

  • Liaseal diz: 25 de julho de 2012

    (*) "talvez a parte contente"

    Eliana-Mafra, é verdade...Tive muitos professores 'amadores'. Eram até bons no que faziam, exceto uma que lecionava Português no IEE e que era estudante de Direito. Muito simpática, sempre muito bem vestida, mas faltava uma barbaridade e o tal Plantão Pedagógico vivia cobrindo os buracos. O de Física era um acadêmico de Bioquímica, uma figuraça o Mobi Dick, fez uma apostila de Física bem prática para aqueles tempos em que mimeógrafo à tinta era um luxo. Tenho a relíquia guardada em algum lugar( risos). Depois fui para colégio particular, o mais caro da cidade naquela época, era o único que tinha o curso que eu queria, mas vários professores eram 'arranjados'. Fìsica, em uma série, foi dada por um estudante de Engenharia Elétrica, na outra série por um bioquímico. Biologia era sempre um estudante de Medicina, hoje médico conhecido; Química Inorgânica era um padre, o Boca, professor maravilhoso por sinal. E por aí vai, ou ia. Não sei se agora só professores formados são contratados. Também não sei se ganhavam mais os que eram formados, se havia diferença, nunca perguntava. Nas aulas só se falava assunto da aula e quando o professor permitia; a gente tinha um medo de lascar. Agora escola parece show de rock de tanta zoeira. O respeito que os mestres inspiravam e recebiam era coisa que encantava para o ofício. Hoje, batendo na madeira três vezes, nem por salário de deputado eu pisaria numa escola.

  • marcelocardosodasilva diz: 26 de julho de 2012

    ...Professor Daniel; sábias palavras "MESTRE"!!!......."tudo será melhor com o dispertar das "CONSCIÊNCIAS"!!!

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