Três fatos registrados esta semana voltam a mostrar que a educação é prioridade dos políticos só na retórica das campanhas. Resumindo:
1.O Congresso Nacional aprovou projeto que reserva 50% das vagas nas universidades federais para alunos do ensino público. Ao invés de investimentos maciços no ensino fundamental, porta aberta para os incompetentes. Rigorosamente na contramão da história, ignorando experiências bem sucedidas em outros países.
Durante cobertura jornalista que fiz a missões de Santa Catarina na Coréia do Sul muitas realidades positivas saltavam aos olhos. Uma delas, a perfeita sintonia entre as universidades e a iniciativa privada. Outro, as mudanças no perfil educacional do povo. A Coréia do Sul, arrasada pela guerra, tinha 35% de analfabetos na década de 50. Canalizou bilionários recursos para a educação básica e depois no ensino superior. Hoje mais de 70% dos habitantes frequentando universidades, com grande parcela concentrada em pesquisas. Equipamentos pesados são coreanos, os veículos resistentes e modernos vem da Coréia e seus eletrônicos avançam no mercado mundial.
Aqui no Brasil, não se procura melhorar o nível do ensino médio público. Apela-se para a demagogia e o populismo, garantindo matrículas nas universidades para gente despreparada.
Acafe
2. Centenas e milhares de executivos de alto nível, profissionais liberais e técnicos de gabarito frequentaram as fundações educacionais do interior catarinense. A maioria, trabalhando de dia e estudante de noite. Muitos, como ocorre até hoje, viajando até 2 horas para cursar estas universidades construídas com esforço comunitário. Modelo para o Brasil que agora está ameaçado de pulverização e até de extinção, como alerta o presidente do Sintespe, Marcelo Batista de Souza, em carta a presidente Dilma, pedindo para que revogue os vetos a artigos da Medida Provisória 559, desconsiderando acordos ministeriais e partidários. O governo federal nada fez pelo ensino comunitário e agora dá um tiro de morte no sistema Acafe.
3. Professores da rede estadual tem assembleia dia 15 de agosto, quarta-feira. O clima é de indignação. O governo estadual suspendeu as negociações que prometeu encaminhar após a greve. Fica tudo para depois das eleições. É a lei eleitoral, alega. Procura blindar seus candidatos, acusa o Sinte. Não paga reajuste do piso, nada anuncia depois de três meses e a única boa notícia é o concurso.
Convergência entre governo e professores, produtiva em outros países, aqui é sonho impossível. No esforço da Coréia, professor que aprova os alunos qualificados é promovido. Se for reprovado, rua.
Avaliação aqui, nem pensar. No lugar do mérito, a promoção automática do tunante. E depois querem medalhas nas olimpíadas.

Caro Jornalista, meus parabéns pela bela reflexão. Só para sugerir poderiams tirar o salário daqueles incompetentes da assembleia legislativa e de muitos secretários estaduais e seus assessores para pagar quem REALMENTE FAZ ALGUMA COISA PELA NOSSA SOCIEDADE. Os sanguessugas do dinheiro público nada fazem e ainda enchem seus bolsos com o dinheiro público. E eu que cheguei a pensar que meu conterrâneo, governador Colombo, iria fazer uma grande gestão, mas tá saindo pior que o Luiz Henrique. Assim não indico ele ea releição.
A resultado está até no número de medalhas na Olimpíada:13 ouros da minúscula Coréia do Sul contra 3 do Brasil, diferença que vai para 28 a 16 no total !
Enquanto isso desperdiçamos recursos para construção de monumentais estádios para a Copa. Fora o novo estádio para o Corinthians, em construção pela vontade do presidente Lula, dos 12 estádios do Mundial de 2014, pelo menos quatro se tornarão "elefantes brancos": o Estádio Nacional e as Arenas Pantanal, Amazonas e das Dunas.
Em Manaus a média de público para o único estádio existente é de 800 pessoas !
Veja matéria : Jornal Notisul..Tubarão
À espera de respostas
Pais e professores da escola estadual Sagrado Coração de Jesus, no KM 60, pedem agilidade no remanejamento dos alunos para o Colégio Senador Francisco Benjamin Gallotti.
11 de Agosto de 2012 às 01:51min
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A estrutura do Colégio Senador Francisco Benjamin Gallotti, em Oficinas, está comprometida. Foto: Colégio Senador Francisco Benjamim Gallotti/Notisul.
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Lily Farias
Tubarão
À espera do remanejamento dos mais de 300 estudantes para o Colégio Senador Francisco Benjamin Gallotti, em Oficinas, em Tubarão, pais e professores da escola estadual Sagrado Coração de Jesus, no Km 60, preparam-se para uma manifestação, na próxima segunda-feira. Eles pedem melhorias no prédio, que sofre com graves problemas estruturais, goteiras, rachaduras e muros com perigo de desabar.
De acordo com Mônica Mendes Alves, membro do conselho deliberativo da escola, os alunos deveriam ter sido transferidos nesta sexta-feira, conforme prazo anteriormente agendado pela secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão.
“A primeira promessa de transferência era para o fim do mês passado. Mas até agora ficou só nisso”, reclama Mônica.
O secretário regional, Haroldo Silva, o Dura (PSDB), garante que até a próxima terça-feira iniciam as obras de reforma no Gallotti. Com isso, os estudantes do Sangrado Coração serão levados para lá, no máximo, no dia 30 deste mês. “O estado vai ceder gratuitamente um ônibus para busca-los e leva-los para casa”, promete Dura.
Serão remanejados do Sagrado Coração de Jesus para o Gallotti alunos do 1º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Apesar da garantia do secretário, a comunidade escolar quer a certeza de que haverá espaço para todos.
“A informação que tenho é que os nosso alunos serão remanejados para dez salas de aula, mas até onde sei existem apenas quatro disponíveis. Estou preocupada com a falta de espaço, que implicará na qualidade das aulas”, alerta Mônica.
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Me Engana... Maria Eduarda Cardoso - Tubarão - SC - 11/08/2012
Esta difícil acreditar nas promessas, quantas escolas na região tem ganho prazo e não sai nada'É simples, Vão p/ imprensa mentir ou não tem competencia ou caneta para fazer as coisas.Chega de enrolação.
Troca o Título ... Jorge Firmino - Tubarão - SC - 11/08/2012
Sugestão para o título da matéria:
À Espera de UM MILAGRE.
Não dá para acreditar o que a SDR promete.
"MAIS PROMESSAS" MEL - TUBARÃO - SC - 11/08/2012
CADÊ AS ESCOLAS EEB GEN. OSVALDO PINTO DA VEIGA(CAPIVARI) E CAMPOS VERDES (JAGUARUNA), VÃO DERRUBAR MAIS UMA E FICAR SÓ NA PROMESSA. DEPOIS VEM PEDIR VOTOS E FALAR EM QUALIDADE NA EDUCAÇÃO. FALTA DE VONTADE E VEGONHA...
ENROLAÇÃO... HELENA - TUBARAO - SC - 11/08/2012
ENROLAÇÃO E MAIS ENROLAÇÃO... ACREDITAR NA SDR É O MESMO QUE ACREDITAR EM PAPAI-NOEL E COELHO DA PÁSCOA!!!! ESTÃO ACABANDO COM AS ESCOLAS!
Irresponsabilidade João Pedro - Capivari de Baixo - SC - 11/08/2012
Sem vitima fatal, esses irresponsáveis do Secretário da SDR e desse Governo, não irão transferir os alunos e nem construir outro prédio
Palhaçada Monica Mendes - Tubarão - SC - 11/08/2012
O secretário acha que somos palhaços pra esperar por mais alguma coisa, queremos saber se algo de grave acontecer, que irá se responsabilizará?????
vergonha filipe - tubarao - SC - 12/08/2012
Essa semana foi bizzarra , Guarda municipal fazendo segurança , pra pintarem a faixa de pedestre em horario de pique 3 horas da tarde prefeitura tem que olhar isso ai escola caindo a
Moacir, concordo com e assino embaixo o desabafo. Essa mentalidade imediadista dos nossos comandantes 'e muito negativa para um povo com tanto talento e vontade. Temos muitos modelos de sucesso a seguir, entendendo as peculiaridades do Brasil, e investindo na base que forma geracoes podemos, a longo prazo, ter um pais muito mais saudavel. Me admiro os politicos, que sao tao egocentricos nao entenderem que a maneira de marcar o nome na historia nao 'e s'o tapando buracos em comunidades carentes, mas sim criando uma base solida para que aquela comunidade carente consiga andar com seus proprios pes, com educacao, infraestrutura e cidadoes atentos e educados que podem decidir o rumo de suas vidas. O que nao 'e uma opcao para muitas pessoas hoje na sociedade brasileira.
Moacir,
o exemplo da Coreia do Sul fala por si: de colonos analfabetos a exportadores super-competitivos de altas tecnologias. A competitividade nestes tempos só é possível com a mais cara das matérias-primas: pessoas, das muito bem formadas, em todas as áreas, particularmente ainda mais nas ciências exatas.
E tem um aspecto curioso: pessoas bem formadas não podem ser seduzidas por discursos vagos, promessas infundadas e imagens emotivas de fundo enganador que marqueteiros preparam com dinheiro dos caixa 2 de campanhas para eleger políticos incompetentes. Todos sabemos que na eleição, ou reeleição, o triunfo de qualquer nulidade é uma questão de determinação do tamanho do investimento necessário para formar uma bem planejada opinião favorável na cabeça de eleitores analfabetos-funcionais (aqueles que lêem um texto e não conseguem explicar, analisar, fazer relações ou debater o que leram, quanto mais redigir algo útil, quanto mais desenvolver as competências necessárias para agregar valor em alguma coisa que venda no mundo inteiro). Esse pouco ou nenhum senso crítico é apenas um resultado óbvio e conseqüência necessária de uma formação educacional falha.
Eventualmente, essa 'formação de opinião' para alcançar a eleição do incompetente já aconteceu previamente, durante alguma forma de fama, como é o caso de alguns políticos que já se vestiram de palhaços, apresentadores sensacionalistas, pseudo-religiosos, entre outros tipos, o que deixa esse 'investimento' bem mais em conta. E com vantagens: além da eleição do famoso-isca, elegem-se outros tantos na carona do quociente eleitoral. Muito mais em conta do que se submeter a um eleitorado crítico e inteligente.
Se continuarmos nesta variante peculiar de democracia, a da escolha dos representantes em competições de ilusionismo com técnicas de marketing eleitoral (verdadeira engenharia de mentiras descaradas e/ou subliminares, algumas fariam corar até Göebbels), baseada no assédio das massas de analfabetos funcionais de quatro em quatro anos, temperada com absurdas coligações de partidos arranjadas de ocasião e conveniência por interesses inconfessáveis, continuaremos com a mesma classe de políticos medíocres que só vêem na coisa pública uma oportunidade de encastelar suas quadrilhas de correligionários e lucrar nos balcões de negócios. Nós os pagamos dos nossos bolsos para que ocupem as instituições, em que eles se locupletam travestidos de legítimos representantes imbuídos de poderes que alegam outorgados pelo povo, que supostamente age no seu melhor interesse democrático.
Se investirmos na educação como fez a Coreia do Sul, nossa sorte poderá depender muito menos de lideranças despreparadas para tudo (exceto para o desmando e a subtração da coisa pública). É preciso obrigar nossa casta de representantes a pôr a educação, em todos os níveis, mas principalmente os mais básicos, no topo da lista de prioridades e de investimentos, e a entrega das canetas para gentes realmente preparadas para assumir as posições de decisão mais importantes se dará naturalmente na próxima geração. Não vejo força outra capaz de pressionar por isso que não seja a parcela da grande imprensa com perfil independente.
Aí, quem sabe, essa próxima geração bem educada não precisará mais assistir a espetáculos de impunidade de políticos mancomunados com bandidos de alta e baixa estirpes, enquanto uma população que paga dos mais altos impostos do planeta sofre com a falha secular do estado em desempenhar suas atribuições mais básicas.
Moacir, parabéns pela sua reflexão. Pena que a maior parte da imprensa não expressa a mesma opinião. Os nossos governos (federal, estadual e municipal) resolveram aderir às medidas populistas de Lula, distribuindo migalhas às camadas mais humildes de população como se isso fosse a solução para todos os problemas. Quem paga o preço é a classe média, que sustenta todo esse sistema de dividir a cereja e não o bolo. Nossos filhos, que atualmente cursam o ensino médio, não tiveram sequer a oportunidade de escolha para serem beneficiados por essa lei (ao meu ver inconstitucional). Por outro lado, se nossos filhos resolverem cursar faculdades particulares não temos condições de pagar as caríssimas mensalidades. O governo Dilma nos deixou entre a cruz e a espada, nas eleições iremos dar o troco.
Com o estabelecimento de quotas o governo, além de estar na contramão da História, mostra sua total incopetência em gerir o Sistema Educacinal. A politiqueira ação de espalhar IFETs em abundância em todo o país é uma cortina de fumaça criada para iludir o cidadão ignorante. Grande parte destes "institutos" não tem nada que justifique sua existência.Educação pública de qualidade dispensa quotas . Deveria ter tão alta excelência a ponto de oferecer quotas para alunos de coiégios particulares...
Ao dizer "nivelando por baixo"caro Sr. Moacir gostaria de "emendar" a lista das coisas niveladas aqui em SC. Começando com uma pergunta, o ensino serve para quem? Respondo, para manter o "status quo" do sistema. Não concordo, vão dizer a maioria. Mas os governos vão e voltam e sempre o mesmo grupo, a mesma ladainha, as mesmas caras e ideias, então esta tudo bem. O ensino esta cumprindo de forma fantástica o seu papel, ajudando a manter estes "carrapatos" no poder. A segurança também esta na nossa lista, sair a noite só se for uma emergência. As residencias parecem um forte cheias de grades, alarmes, "fossos" arame farpado e luzes de alerta. Tudo isto porque? Porque segurança não é prioridade em SC.Alista é enorme, mas vou me ater a mais uma situação a da saúde em SC, um verdadeiro descalabro. É só olhar a estatística das vitimas da "gripe suína",as mortes quem será responsabilizado? os mortos! estes deveriam ter tomado mais cuidado, foi o que ouvi de um cretino de plantão. Notaram que em SC são 03 as áreas que só discursos são feitos e soluções nada! EDUCAÇÃO, SAÚDE e SEGURANÇA, sabem porque? São as áreas que o seu funcionamento OBRIGATORIAMENTE envolve grande numero de funcionários.É nos dias atuais tudo que envolve pessoas em SC é de difícil solução para os dirigentes de plantão. O orçamento do ESTADO esta voltado para outros compromissos que não aquilo que justifica e SEMPRE justificou, dentro das democracias, a existência do próprio Estado: a segurança, a educação e a saúde. Primeiro as obrigações DE Estado depois, só depois, o resto.Se assim não for tem incio o "questionamento" da existência do próprio Estado e dos governantes de plantão, a Historia esta cheia de exemplos.
Uma observação deve ser feita, as viagens ao exterior servem para que? O caro jornalista quando viaja brinda, na sua volta, os seu leitores com os bons exemplos que viu nas suas viagens, e estes do governo "Colombo" que só viajam são cegos? Ou são tão "tapados" que não conseguem ver o que é prioridade de Estado em outros países. Uma resposta possível,para tamanha falta de percepção, é que somos habitantes de um pais subdesenvolvido - não concordo com a expressão mas é adequada para a resposta- governados por POLÍTICOS SUBDESENVOLVIDOS. Considero Sr. jornalista que não tem outra explicação para tamanho descaso com o povo de SC.
Caro Jornalista, sobre suas apreciações, alguns pontos: (a) os políticos catarinenses dia sim, dia também, baixam o malho no governo federal e, no entanto, a responsabilidade pela educação fundamental é do Estado e dos municípios, mas aí, politicagem-caseira, ninguém diz uma vírgula; (b) a questão da educação fundamental passa pelos raimundianos que, desde sempre - como agora - apenas se "aplicam" em "sacanear" os professores; nem mais, nem menos; (c) se as faculdades públicas mantiverem seus níveis de ensino, onde ficaria o dito nivelamento? O que poderá acontecer é aumentarem os casos de repetência naquele nível; (d) por último, mas não menos principal, por favor, antes de continuar essa "batalha", releia com atenção a lei aprovada em relação às "acafes" da vida, com isenção analise os vetos presidenciais, verá que não é nada disso e que se revela em apenas dois pontos: não querem a ingerência do MEC sobre seus "negócios" e não querem "meter a mão no bolso" pra pagarem os 10% em 15 anos. Abraços.
A reflexão é pertinente, realmente todos que passaram pelo comando da coisa pública são desmerecedores de créditos , não houve avanços na base educacional, só visão curta e eleitoreira, fruto, também, da falta de educação de um povo que não prioriza sua própria formação. E Isso passa pela educação. É um ciclo vicioso intencional.
OBRIGADO E PARABÉNS POR MOSTRAR AO POVO CATARINENSE E BRASILEIRO A INFELIZ REALIDADE EDUCACIONAL DE NOSSO PAÍS. DE QUE VAI ADIANTAR O ALUNO ENTRAR NA UNIVERSIDADE PELA PORTA DOS FUNDOS, E DEPOIS NÃO CONSEGUIR ACOMPANHAR OS ESTUDOS. QUAL DESCULPA VÃO INVENTAR PARA JUSTIFICAR A EVASÃO? OU VÃO APROVAR OS ALUNOS QUE NÃO ACOMPANHARAM, BAIXANDO O NÍVEL DO ENSINO? NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS, A EDUCAÇÃO FOI TÃO DESVALORIZADA.......
Moacir meu caro! A educação é na verdade um problema problema muito sério em todo o país, principalmente em SC que nem lei não regulamenta o sistema educacional. Hoje a educação, (no sentido de conhecimento científico) conscientiza os educandos e mostra a importância de sua autovalorização, isso prejudica politico corrupto e sem vergonha que é o que mais existe então é melhor que fossem todos desconhecedor desse conhecimento, seria mais fácil manipular até mesmo na hora de eleições...
Caro blogueiro e jornalista
Comparações entre países tão díspares como Brasil e Coréia são impossíveis. Somos um país gigante, jovem e miscigenado. Temos problemas sim, mas estamos evoluindo. Nem tudo está perdido. E tem mais. O desafio da educação não é só do governo. O milagre governamental jamais ocorrerá. A escola é somente uma ponta da educação e da formação. O nosso principal problema está na família. Na formação dos adultos. A maioria dos pais e mães não fazem a sua parte e entregam à escola um produto de baixa qualidade. Não têm nem condições de analisar a qualidade da escola e de cobrar melhorias. O buraco é muito mais embaixo.
Perfeito, sem palavras, verdadeiro raio x da educação, principalmente e a catarinense, que já foi referência, hoje uma vergonha. Há dois anos a SED ordenou a promoção automática de todos os alunos de 5ª série, afirmando que haveria no ano seguinte um professor na escola para auxiliar na recuperação de aprendizagem dos alunos com dificuldades. Hoje, eles estão na 7ª série e a tal ajuda não chegou, há alunos que mal sabem ler ou escrever, a escola faz o possível, mas é extremamente difícil com as salas lotadas. Perde o aluno, a escola, a comunidade e fica o sentimento de frustração para o professor.
Acho que podemos aprofundar um pouco mais este debate, lendo o post do Eduardo Guimarães, reproduzido abaixo.
Resistência a cotas explica desde a desigualdade até o mensalão
Durante a semana que finda, assisti reportagem do Jornal da Globo que se propôs a dar “dicas” sobre as profissões “em alta” no mercado e que ofereceu um dado absolutamente estarrecedor, ainda que não seja novo: o país tem enorme carência de profissionais em profissões absolutamente imprescindíveis ao crescimento econômico.
Um exemplo: faltam engenheiros a um país que, na contramão de um mundo em recessão, segue crescendo, ainda que, agora, em ritmo bem menor devido ao agravamento da crise econômica internacional.
O fato é que escasseiam profissionais com curso superior no país apesar do forte aumento do número de universitários nos últimos anos. Isso ocorre porque cursar universidade, por aqui, sempre foi privilégio da elite branca do Sul e do Sudeste. Foi assim que o Brasil chegou a ser um dos três países mais desiguais do mundo na segunda metade do século passado.
O gráfico que ilustra este texto explica a política no Brasil ao menos entre 1960 e 2012. Representa a Curva de Lorenz, desenvolvida pelo economista estadunidense Max O. Lorenz em 1905 para representar a distribuição de renda em regiões ou países.
O método é muito simples: quanto mais próximo de 1 maior é a desigualdade, e quanto mais perto de 0 é menor.
O Coeficiente de Gini, vale explicar, não é uma criação “petralha”. É calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – no Brasil, é apurado em parceria com o IBGE e com o IPEA.
Em 1960 a posição do Brasil no índice era de 0,5367. Durante a ditadura militar a desigualdade foi aumentando e mesmo após a redemocratização o país continuou promovendo concentração de renda chegando ao ponto máximo em 1990, cinco anos após o fim daquela ditadura.
A partir de 1990, a desigualdade começou a cair, ainda que de forma quase imperceptível. Entre aquele ano e 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a desigualdade caiu de 0,6091 para 0,583. A partir de 2003, começou a cair em ritmo 3 vezes maior do que o preconizado pelo PNUD (ONU), chegando, ano passado, a 0,519 – inferior ao que vigia em 1960.
A queda da desigualdade brasileira durante o governo Lula, portanto, foi a maior em meio século – e, aliás, a maior da história do país em período tão curto (oito anos).
A correlação desses dados com a política é imensa. Como se vê, a ditadura militar veio para tornar o rico mais rico e o pobre mais pobre. E, após a ditadura, a situação melhorou muito pouco por mera falta de vontade política.
Durante os governos pós-redemocratização, mas anteriores à era Lula, a melhora da concentração de renda foi pífia apesar de ter caído timidamente durante a era FHC, quando chegou a subir um pouco e depois caiu de novo. Mas pouco, repito.
No período tucano no governo do Brasil, o índice caiu de 0,59 para 0,58, ou seja, quase nada. Eis a explicação para o fato de o PT ter vencido as três últimas eleições presidenciais: os três governos petistas vêm diminuindo a distância entre pobres e ricos como nunca antes na história deste país…
Os estudos do IBGE, do IPEA e do próprio PNUD também revelam um dos principais fatores para a maior concentração de renda a partir de 1964: houve um desmonte literal da educação pública.
A fim de cumprir o objetivo para o qual foi instalada, a ditadura tornou a educação de qualidade um bem das classes mais abastadas do Sul e do Sudeste, que são essencialmente de ascendência indo-europeia, ou seja, essencialmente brancas. Para ter boa educação escolar as famílias tinham que pagar caro, o que, obviamente, só estava ao alcance dos mais ricos.
Por conta disso, no começo da era Lula as universidades brasileiras – sobretudo as públicas – pareciam ser de países nórdicos. Os estacionamentos dessas instituições viviam repletos de carros de luxo e os corpos discentes eram de uma brancura de ofuscar os olhos, com seus olhos azuis e cabelos loiros.
A partir da década passada, porém, políticas públicas começaram a mudar essa situação.
Claro que o mérito maior para a queda acelerada da concentração de renda que o Brasil vem experimentando se deve ao Bolsa Família, mas a política reconhecidamente com maior potencial para mudar a ainda enorme concentração de renda no país é a que levou jovens pobres ao ensino superior.
Já dura quase uma década a política de cotas étnicas e sociais nas universidades públicas (sobretudo nas federais, como UFRG, UNB, UFRJ, UFBA e outras). Além das cotas há o Prouni, que permitiu aos jovens pobres chegarem a universidades privadas com financiamento federal.
No início, há quase uma década, quando o governo Lula trouxe para o Brasil a política afirmativa de inspiração norte-americana que criou uma classe média negra nos Estados Unidos, a elite branca do Sul e do Sudeste reagiu com ira e passou a propagar “criações mentais” (expressão em alta) sobre “prejuízo acadêmico”.
Mas o que seria esse “prejuízo acadêmico”?
Grandes grupos de mídia como as Organizações Globo, o Grupo Folha, o Grupo Estado, a Editora Abril e partidos políticos como DEM e PSDB abriram guerra contra o governo Lula valendo-se da teoria de que ao levar estudantes de escolas públicas para as universidades isso faria baixar o nível acadêmico delas.
A teoria demo-tucano-midiática era a de que, por terem formação escolar inferior, esses estudantes das escolas públicas – que, em maioria esmagadora no país, são negros – tornar-se-iam profissionais medíocres e não conseguiriam acompanhar os estudantes brancos egressos da escola particular, que proliferou durante a ditadura de forma a dar aos mais ricos chances melhores na vida.
O DEM, aliás, chegou a entrar na Justiça contra as políticas afirmativas petistas (cotas e Prouni) alegando que o governo federal estaria cometendo uma injustiça contra os brancos ricos das escolas particulares. O processo foi parar no STF e ali foi derrotado.
Ao mesmo tempo, a teoria sobre “prejuízo acadêmico” que seria gerado por jovens negros e pobres às universidades de elite (que, no Brasil, são as públicas, ou seja, financiadas pelos impostos sobretudo dos mais pobres), desmoronou.
Universidades como UFRG, UNB, UFRJ, UFBA e outras começaram a formar turmas de cotistas oriundos da escola pública e negros e o que se viu foi que não só tiveram o mesmo desempenho acadêmico que os egressos brancos das escolas particulares como, em alguns casos, até os superaram, sem falar que os cotistas abandonam menos os cursos, enquanto que os não-cotistas lideram as desistências.
Após a direita demo-tucano-midiática ter perdido a ação no STF contra as cotas e o Prouni, nesta semana perdeu no Legislativo – o Senado aprovou a política de cotas nas universidades federais. A mídia e os partidos de oposição reagiram, pois essa aprovação é ainda pior do que a derrota na Justiça porque materializa a política de cotas.
Não foi por outra razão que começaram a pipocar reações. Associações de escolas particulares prometem questionar na Justiça a política de reserva de vagas para negros e egressos de escolas públicas. Todavia, não passa de jogo político porque a instância máxima do Judiciário já rejeitou esse questionamento sobre as cotas serem injustiça de negros pobres contra brancos ricos.
No âmbito dessa gritaria política, a mídia ressuscita a teoria sobre “prejuízo acadêmico” que seria gerado pelos cotistas e abafa o contraditório e os próprios fatos.
Nos jornais ligados ao PSDB e ao DEM, as colunas de leitores e os colunistas voltam à carga contra as cotas com argumentos como o de que os cotistas rebaixariam o nível das universidades apesar de as experiências com a política afirmativa do PT mostrarem que os cotistas chegam a superar os não-cotistas.
Estabelecida a correlação entre a política de cotas e a queda da desigualdade mais intensa na era Lula, sobra outra correlação que o leitor certamente ainda não entendeu. Que relação têm as cotas com o mensalão?
Ainda na semana que finda, jornalistas respeitados como Janio de Freitas, da Folha, e até o ministro do STF Joaquim Barbosa ressaltaram como a mídia trata diferentemente os mensalões tucano e petista – o primeiro é abafado e o segundo vira “reality show”.
Ora, por que a mídia não gosta do PT a ponto de ser seletiva ao cobrir casos de corrupção desse partido? Afinal, todos sabem que nunca os ricos ganharam tanto quanto na era petista, ainda que não mais ganhem sozinhos.
Essa ojeriza ao PT ocorre simplesmente porque a mídia, o DEM e o PSDB representam os setores abastados da sociedade que impuseram ao Brasil uma ditadura militar que concentrou renda valendo-se da Educação como instrumento de injustiça social.
Por isso é que o mensalão tucano está sendo abafado enquanto a mídia transforma o julgamento do mensalão petista nesse espetáculo circense que todos estão vendo. Tenta, assim, convencer o país de que o PT encerra mais corrupção do que os partidos que defendem os interesses da elite branca do Sul e do Sudeste.
Simples assim.
COTAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS
Com educação de qualidade certamente não precisaríamos de cotas para os alunos de escolas públicas!
Mas com a desigualdade entre os sistemas de ensino públicos e privados, e a falta de investimentos, se faz necessário esta reserva. Pois é extremamente injusta e desleal a concorrência entre os alunos destas escolas.
Aqui no Brasil temos uma inversão, onde os alunos oriundos de escolas de ensino fundamental privadas ocupam as vagas oferecidas nas universidades públicas. Ficando os alunos de escolas públicas na sua grande maioria a mercê das universidades privadas (comunitárias).
Se você possui um poder aquisitivo que lhe permite manter seus filhos nas escolas privadas para o ensino fundamental, certamente terá esta mesma condição para que estes estudem em universidades privadas.
Obviamente temos que entender que a educação é um direito de todos independentes da classe social. Mas como esta igualdade esta muito longe de ser atingida, pelo descompromisso dos governantes sem exceção com a educação, penso que não deveríamos somente ter cotas, e sim a integralidade das vagas nas universidades públicas para alunos de escolas públicas. Até que se possa ter igualdade na educação entre os sistemas públicos e privados.
E com relação à compra de vagas pelos governos em universidades privadas em troca de dividas fiscais, não podemos nos contentar somente com vagas em cursos de menor expressão e em horários que inviabilizam a freqüência dos alunos com baixo poder aquisitivo a escola, pois trabalhar é necessário. Portanto é uma picaretagem das universidades com a conivência dos governos, quando não oferecem vagas em seus cursos de ponta, tais como: medicina, engenharias, direito, etc.
Marcelo Speck da Rosa
Com nome e sobrenome.
Parabens Moacir. Eu tambem sempre uso o exemplo da Coréia nesses debates.Modelo que poderia perfeitamente ser seguido aqui, mas...aqui é Brasil,sil.sil local aonde futebol tem mais valor que um livro.Fiz meu 2º grau nos anos 80 em escola publica, para conseguir uma vaga tive que fazer uma prova, a disputa era grande, mas valia o esforço pois o ensino era muito bom, havia disciplina na escola,até a cor das meias eram conferidas na entrada, tínhamos até uma caderneta de frequencia, na época achava isso coisa de militar, nao gostava, mas hoje dou e muito valor, pois aprendi muito.Nao podemos esquecer de uma materia chamada Educao Moral e Civica,que para muitos era bobagem, hoje sem ela vemos o caos instalado.Dá pena ver o ensino publico ser dilacerado e nada poder fazer.Sou um privilegiado ter conseguido ainda pegar um ensino publico de qualidade, já meus filhos nao tiveram e hoje estao em escola particular.O futuro desse país é nebuloso.
Há que ser entendido que a educação não depende unicamente do Poder Executivo. Realmente a classe política tem tudo a ver com isso.
É que parte dos eleitos nas proporcionais devem favores à iniciativa privada e a maioria a iniciativa pública. .
Então, na hora de decidir, em plenário, os que devem a iniciativa pública, seguem o seu rumo de atrelamento votando no que interessa ao ensino público. E a outra parte segue o interesse das escolas privadas.
Quem sofre com isso, é a qualidade do ensino público.
E o Poder Executivo fica entre a cruz e a espada.
É salutar que os eleitores a favor do ensino público com qualidade sejam esclarecidos dessa situação para saberem em quem votar.
Para aqueles que se arvoram nos argumentos pró-cota apenas vou destacar uma manchete:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vestibular/noticia/2012/08/aluno-branco-de-escola-privada-tem-nota-21-maior-que-negro-da-rede-publica-3850862.html
Infelizmente esta é a realidade, e não um simples discurso de "prejuízo acadêmico" como já citado.
Infelizmente as cotas servirão apenas para uma coisa, ou seja, que os governos (federal, estadual, municipal) continuem a sua saga de não investir na educação básica.
Antes que os que argumentam a favor das cotas se "irritem", gostaria de dizer que sempre estudei em escola pública, e nunca precisei de cotas para acessar a univesidade, e também meus pais não são ricos, enfim entrei pela porta da frente e não pela porta dos fundos.
O mundo todo caminha para a meritocracia e o Brasil, ao invés de propiciar "armas" para que ocorra um melhor equilíbrio entre os estudos públicos e privados, prefere nivelar por baixo, ao contrário de países que foram bem sucedidos (Coréia, Japão, entre outros).
Essa é somente minha opinião e não tenho qualquer intenção de persuadir ou convencer ninguém. Apenas mostrar que um aluno da escola pública não precisa de migalhas sociais para entrar em uma universidade, assim como eu fiz.
"Ao invés de investimentos maciços no ensino fundamental, porta aberta para os incompetentes". Então é assim que o sr. vê os alunos que saem das escolas públicas estaduais? Incompetentes? Ensino fundamental é competência constitucional dos estados. E se os alunos das escolas públicas estaduais são assim como o sr. diz, de quem é a culpa? Dos professores é que não é! São os governos que vossa senhoria e seus patrões sempre apoiaram: Amin, Bornhause, Pedro Ivo, Paulo Afonso, LHS, Bauer, Pinho, Colombo. Estes aí é que são competentes? Veja quantos anos de retrocesso, e o que o sr. faz? Ataca o governo federal! Então esta é a saída? Atacar o governo federal par a poupar as oligarquias estaduais? Compare os investimentos no ensino superior, responsabilidade do governo federal, e os investimentos na educação pública catarinense, responsabilidade do governo estadual. Sinceramente!
Professores da rede estadual tem assembleia dia 15 de agosto, quarta-feira. O clima é de indignação. O governo estadual suspendeu as negociações que prometeu encaminhar após a greve. Fica tudo para depois das eleições. É a lei eleitoral, alega. Procura blindar seus candidatos, acusa o Sinte. Não paga reajuste do piso, nada anuncia depois de três meses e a única boa notícia é o concurso.
Convergência entre governo e professores, produtiva em outros países, aqui é sonho impossível. No esforço da Coréia, professor que aprova os alunos qualificados é promovido. Se for reprovado, rua.
Avaliação aqui, nem pensar. No lugar do mérito, a promoção automática do tunante. E depois querem medalhas nas olimpíadas.
Parabéns Moacir... Muito bem colocado
Bem isoo: e ainda querem medalha!!!
Somos um dos países que mais arrecadam impostos, os quais deveriam ser revertidos em serviços para a população. E cadê??? Na cueca de algum safado rumo ao exterior...
Nossos serviços públicos eram para ser de excelente qualidade, mas enquanto a população não se conscientizar de que, unidos, temos que cobrar de todos que no poder estão, enquanto a população não se conscientizar que tem força e que pode, nada vai acontecer.
CPI daqui, CPI dali... Só pra Inglês ver, só para o povo achar que os corruptos estão sendo punidos.
A exemplo de Collor, muitos são pegos como bode expiatório, jogam na mídia e o povo pensa: Oh! Tem justiça para os grandões.
TEATRO!!! E dos ruins!!
Invistam em educação, assim, teremos saúde, segurança e outros serviços de qualidade!!! Se não, continuaremos sendo um país em pseudo-desenvolvimento rumo ao fracasso!!
Triste!!!
Caro Moacir
Estou deixando de ser um assíduo leitor dos teus comentários...
Ultimamente só tens me decepcionado... Publicar um texto de baixa qualidade e tendencioso como o do NOBLAT contra o Ministro foi uma infelicidade sua...
Agora vir com essa sua argumentação preconceituosa... e cientificamente comprovada como sem fundamento.. de que as cotas sociais nivelam por baixo a educação no Brasil.... argumentar em defesa dos incompetentes do Sistema ACAFE.. isso é demais ???
Defender que o Sistema ACAFE receba ainda mais ajuda do que recebeu... é fazer um discurso em defesa da má gestão e da irresponsabilidade administrativa... é querer socializar demais a incompetência...
Outra coisa... quando saiu o PROUNI... os apocalípticos colonizados e preconceituosos vieram com essa mesma balela... Diversas pesquisas feitas detonaram com essa argumentação tola... Ao contrário... mostrou que os alunos que vieram das Escolas Públicas conseguiam obter um desempenho tão bom ou melhor que os que não vieram...
Discordo... com veemência das suas argumentações.. até porque o Ser Humano... não deve nunca ser subestimado...
Prezado Sr. Krajeski
Por favor, não seja apressado em suas interpretações. Conheço escolas públicas de bom nível de ensino cujos alunos tiram notas excelentes no vestibular. Estão aptos a cursar as universidades. Mas há outras, meu Deus...Defendo, sim senhor, a elevação do nível de ensino das escolas públicas, em todos os níveis. O sr. advoga a queda do nível das universidades. Eu proponho o contrário. Bons estudantes saindo do ensino médio e chegando com qualidade para elevar o nível das universidades.
E gostaria de refrescar sua memória. Durante a greve dos professores em 2011 o sr. mesmo testemunhou a cobertura deste blog e do meu trabalho profissional. Mesmo sofrendo pressões e dissabores que só eu e minha família sabem, batalhei para fazer um trabalho isento e independente. E agora o sr. vem me acusar de defender os governantes? Quando elas decidem pelo bem do Estado, defendo,sim senhor. Quando se equivocam também recebem críticas, algumas contundentes e ácidas, como todos testemunham.
Meu único patrão é o público que me prestigia. O grupo RBS é meu empregador. O sr. precisa ler livros que publiquei sobre as oligarcias para depois fazer julgamentos.
Finalmente, critico o governo federal quando merece, quando falta com Santa Catarina e sua brava gente. Quando acerta, tem merecido homenagens.
Boa semana, Moacir Pereira.
De onde o Sr. tirou que eu advogo a queda do nível das universidades? O que estou dizendo é que os estudantes da rede pública estadual são vítimas de governos oligárquicos e incompetentes que só governam para os ricos. Estes são os responsáveis pela má qualidade da escola pública catarinense, não os alunos. O Sr. é que está dizendo que estas vítimas não podem ingressar na universidade pública por que farão decair a qualildade. Onde se verifica isto? Só teremos bons estudantes saindo do ensino médio quando os governantes, a começar por Colombo, por que LHS foi um caos, parar de brincar e investir de verdade na escola pública a começar pela real valorização do magistério. E isto não está ocorrendo, e a mídia, principalmente seus empregadores, são coniventes.
Acho que nunca iremos concordar, pois a sugestão do Sr. para melhorar a qualidade da educação pública catarinense é a meritocracia. Para mim um absurdo, escola não é empresa, alunos não são funcionários e professores não são vendedores/balconistas, muito pelo contrário. E se o Sr. quer usar a Coréia como exemplo de sucesso, eu prefiro a Finlândia, onde quase a totalidade dos professores do ensino médio tem mestrado e por isso muito bem valorizados, sugira isso ao secretário de educação e ao governador, depois nos conte como foi a reação. Agora vou procurar suas homenagens ao governo federal. Grande abraço.
OK, Krajeski: Coréia, Finlandia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Europa inteira, Austrália, o que prevalece no ensino é mérito, dediação, estudo, leitura, trabalho e disciplina, meu caro. MERITOCRACIA É O CAMINHO DA MELHOR EDUCAÇAO, DA SELEÇAO DOS MELHORES E MAIS ESTUDIOSOS. VALORIZAÇAO DO M É R I T O! Abraços, Moacir
Foi escrito neste espaço que as cotas, cientificamente, não nivelam por baixo o ensino superior, no entanto nenhum artigo/paper foi evidenciado. Bem, ao contrário do que foi relatado, pode haver sim nivelamento por baixo, como relata a conclusão do estudo de Ferraz et al (em: http://www.ime.unicamp.br/sinape/sites/default/files/Resumo%20miff2.pdf) onde os autores assim se pronunciam em sua conclusão: o desempenho dos alunos cotistas e não cotistas é
semelhante, contudo observou-se que há diferenças significativas de
desempenho acadêmico apenas nos cursos de Direto, Medicina e Engenharia
de Produção e Sistemas. Bem, então a solução seria não pode haver cotas nestes cursos???? Isto só evidencia como é demagógica esta proposta. Eu cursei sempre escolas públicas e nem por isso precisei de cotas para entrar pela porta da frente. Além de ferir a autonomia universitária as cotas não seguem o que já levou inúmeros países a crescer, ou seja basear a educação no MÉRITO. Deveria sim é incrementar a qualidade do educação básica pública e não criar mecanismos de discriminação. A meu ver uma solução que vem a favorecer alguns prejudicando outros não pode ser razoável. Finalizando, gostaria de lembrar que o ITA não seguirá o sistema de cotas. Como isto é possível, uma vez que é uma instituição federal? Novamente a proposta mostra seu poder demagógico e discriminatório.
Pense, reflita e use de seu juízo crítico antes de aceitar e engolir todas as idéias pré-fabricadas que circulam tão rapidamente neste mundo globalizado e conectado pela internet. Não seja mais um na turba que grita por ideologias ou ideias
vazias. Não seja um peão de interesses ocultos. Use de seu discernimento e aprenda o método científico. Leia os dois lados de cada debate de forma imparcial e baseie sua opinião em fatos e não em modas. Lembre-se: "Contra fatos não há argumentos".
Engraçado estamos vivendo um dos piores governos da história de S.C. Apoiado por uma tripice aliança LHS e Paulo Bauer, que alias o que sera que estão fazendo em Brasilia ??????
O mesmo que fizeram nestes 8 anos de governo ABSOLUTAMENTE NADA....
Tem razão Moacir, a educação esta falida, e afundando cada dia mais. Só tendo uma população muito ALIENADA OU MELHOR ANALFABETA, para votar em primeiro turno no Colombo, e ainda levar LHS e Paulo Bauer....
Calma meu caro Moacir o pior ainda esta por vir...Sou professor e posso te garantir este estado vai afundar nos proximos anos de uma vez....
O modelo adotado no ensino médio integral e inovador, só ocorreu por ameça de perda das verbas federais destinadas aos estados inovadores em educação média. O MEC, caso não esteja enganado, iniciou seus incentivos em 2006 e este estado somente quando da ameça de finalização dos incentivos moveu-se.
Nosso estado visitou o Maranhão, acredito ser este o estado que iniciou a aplicação do modelo coreano e somente depois conheceu o programa na Coréia, ou seja, modelo coreano adaptado pelo Maranhão e imitado por SC.
Sem contar que este estado criou duas categorias de educandos: os que quase tudo possuem [ensino integral e inovador] e o resto, abandonados a própria sorte. Inclusive a merenda escolar é diferenciada, para o ensino fundamental, almoço as 10 horas e 15 horas.
Para o ensino médio integral e inovador lanche as 10 horas e 15 horas e almoço as 12 horas.
E assim segue a gloriosa educação catarinense.
...Educação Pública de Qualidade para todos!!!.......onde está sendo aplicado os recursos do FUNDEB???.......EDUCAÇÃO PÚBLICA É SOLUÇÃO!!!.................................."Qual a diferença entre o MENSALÃO petista e o MENSALÃO demotucano; à origem!?"
o marcelocardososilva. para saber do Fundeb em SC vc deve consultar os srs. LHS e Paulo Bauer que lhe dirão em buraco enviaram
Atenção professores, o nobre jornalista que no ano passado estava do nosso lado fazendo uma ótima cobertura do nosso movimento, neste ano defende a proposta do Colombo, ou seja, a meritocracia!!!
O jornalista continuará até a morte a favor da educação, do ensino de qualidade. Se o governo valorizar os professores que tem dedicação, estudos, paixão pela causa e muitos méritos, terá os aplausos desrespeito blog. Governos e empresários dedicados a educação. Estive a favor dos professores, escrevi um livro sobre a histórica greve, enfrentei pressões e ameaças, não mudei e não mudarei posição nunca: Sempre a favor da educação.
Antes de mais nada cabe ao estado incentivar e ofertar a devida qualificação. Estou a mais de 10 anos esperando por qualificação de qualidade oferecida pelo estado. As que fiz neste período foi por minha conta. Para conseguirmos ajuda de custo ou uma simples dispensa para aperfeiçoamento é quase uma epopeia. Em 2011 estivemos reunidos em Treze Tilhas, cidade linda, porém, não comporta o número de educadores. Ficamos dois dias conhecendo o modelo coreano pirateado por este estado. Passamos mais horas reunidos ouvindo propaganda de um produto ousado, todavia, sem sustentação financeira para sua aplicabilidade, que realmente discutindo o modelo proposto. Naquelas intermináveis horas só nos ocuparam com mero preenchimento de documentos para envio ao MEC, estamos agora prestes a receber o dinheiro do governo central, porém, a contrapartida do estado ficou muito longe do propagandeado. E mais tarde chamaram isto de aperfeiçoamento, quando na verdade não passou de tarefa pertinentes à burocracia, tarefa esta que poderia ser realizado em webconferências ... esqueci a internet veloz, confiável e compatível para esta tarefa, inexiste nas escolas públicas estaduais.
Portanto, antes de mais nada, necessitamos de uma ampla reforma educacional, com prioridade para a educação .
A meritocracia nas mão deste governo tornar-se-á arma para defenestramento dos professores politizados.
Acaso este governo ouviu a meritocracia proposta pelo senador Cristovam Buarque? Não, evidentemente que não, tivesse ele ouvido, não teríamos um secretário de educação sanitarista e outro eletricista. Onde está a meritocracia para uma pasta tão importante como esta?