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Anac aumenta em 500% cargas desembarcadas em SC

21 de agosto de 2012 6

   Mais uma bomba disparada pela Agencia Nacional de Aviação Civil vai estourar sobre a economia e os empregos em Santa Catarina.  Três resoluções da ANAC publicadas recentemente podem inviabilizar economicamente os terminais de carga aérea   internacional (de importação) dos aeroportos de Santa Catarina. Os aeroportos catarinenses não recebem aviões de carga. As cargas aéreas no Brasil chegam principalmente através dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. E desses aeroportos (principalmente dos dois primeiros) as cargas são transferidas para os demais, através de um procedimento controlado pela Receita Federal, chamado trânsito aduaneiro. Todas as tarifas aeroportuárias que cobradas pela Infraero sobre as cargas que transitam por seus terminais são  estabelecidas pela ANAC. Acontece que desde 10 de agosto, a ANAC aumentou em mais de 500% (quinhentos por cento) as tarifas das cargas destinadas a trânsito aduaneiro dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, não por acaso, os aeroportos que foram recentemente "concedidos" à iniciativa privada. Assim, as empresas importadoras de Santa Catarina para trazerem suas importações para serem desembaraçadas aqui terão que pagar tarifas com mais de 500% de aumento, inviabilizando essa transferência. Foi uma maneira nada sutil de forçar que todas as cargas que atualmente são desembaraçadas em Santa Catarina sejam desembaraçadas em Guarulhos e Viracopos, origem de 99% das cargas que chegam a SC. Detalhe: houve aumento somente na tabela de preços das cargas destinadas à trânsito aduaneiro e somente para os aeroportos citados. Todos os demais aeroportos administrados pela Infraero mantém a tabela sem aumento.

Comentários (6)

  • Giffoni diz: 21 de agosto de 2012

    Talvez, caro Colunista, se os leitores fossem informados sobre o valor em reais de tais tarifas, pudéssemos avaliar melhor a notícia, pois, sendo irrisório o valor, 500% de reajuste (foi mesmo isso?) não impactaria absolutamente nada (ou como escrevia o Zózimo Barroso do Amaral: "Não é nada, não é nada, não é nada mesmo".

  • Osvaldo Peixoto diz: 21 de agosto de 2012

    Ué, não somos a terra das aparencias ??? Comem manjuba e arrotam bacalhau, dá nisso.

  • Max diz: 21 de agosto de 2012

    A criatividade para segurar o desenvolvimento de SC não tem limites. Não bastasse ser o último estado a receber rodovias asfaltadas, praticamente não se investe na malha existente, nem em portos aeroportos e ferrovias. Prejudicar propositadamente o estado é histórico; Já houve o caso das exigências (impraticáveis) com relação à acidez dos produtos lácteos para beneficiar os produtores mineiros e as cotas do extinto IAA (Instituto do Açucar e do àlcool), e do IBC com a política cafeeira da era Getulista. Sim, pois SC durante o Império e no início da República era um importante produtor de produtos lácteos (queijos e manteiga), açucar, melaço de cana, aguardente e o café sombreado cultivado tanto no litoral como nos vales de baixa altitude.

  • Gualter diz: 21 de agosto de 2012

    Moacir, dá até pena o que estão fazendo com o nosso País. Impostos indecentes criados da noite p/ o dia, greves que param o País, violência sem limites, judiciário soltando bandidos e com sentenças "alternativas" criando insegurança jurídica, etc... Imagina se esse País, com toda essa riqueza, tivesse uma classe política e jurídica decente ! Não haveria china nem EUA p/ nos frear.

  • Guilherme – Florianópolis diz: 21 de agosto de 2012

    Esse é um passo importante para se tomar uma decisão e implantar logo um terminal de cargas aéreas no Estado. É irracional as empresas de SC terem que usarem os aeroportos de outros estados para movimentar sua carga aérea.

  • Carlos diz: 22 de agosto de 2012

    Moacir Pereira,
    A realidade é que os exportadores preferem transportar seus produtos por caminhão até Guarulhos ou Viracopos.
    Em 2005, fruto de uma negociação entre Varig, Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), empresas exportadoras e a superintendência da Infraero no aeroporto Hercílio, a Varig, em seus tempos áureos, colocou uma escala em Florianópolis do voo cargueiro de Porto Alegre a Guarulhos, com saídas noturnas diárias. O objetivo era oferecer um canal rápido para o escoamento de cargas domésticas e para exportação. A aeronave, um Boeing 727-200, tinha capacidade para 24 toneladas.
    A operação possibilitava aos empresários locais atingir a Europa, as Américas do Sul e do Norte e a Ásia em 24h ou 36h, dependendo do destino, com as mercadorias de exportação liberadas pela Receita Federal de Florianópolis sem necessidade de nova autorização em Guarulhos.
    Mas a escala foi suspensa por falta de demanda !

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